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Absalão e os outros ladrões de coração.


“Furtava Absalão o coração dos homens de Israel.” 2Sm 15.6b


Estratégia e perspicácia definem o plano de Absalão. Num período de quatro anos, este príncipe arquitetou um plano para chegar ao ponto mais alto da realeza israelita. Um plano difícil, pois seu pai, o grande rei Davi, tinha pelo menos uns treze filhos. Treze candidatos ao trono. Mas a candidatura de Absalão fugia da lógica, ele queria muito o trono, e se seu próprio pai fosse o empecilho...
                Davi havia sido um homem que tinha conquistado o coração de Israel. Havia sido aclamado rei daquela nação. Absalão, seguia os passos do pai com uma sutil diferença, ao invés de conquistar, ele roubava os corações.
                Armou seu plano justamente no acesso do povo ao rei. Quando um israelita vinha à presença do rei para apresentar alguma causa, lá estava Absalão usando suas estratégias.
                Observe que esse relato aponta para uma realidade muito comum nos dias de hoje. Estratégias ainda são feitas para impedir eu e você de termos acesso ao Grande Rei. É como se essa passagem das escrituras fosse tipos, o povo israelita sendo o povo de nossos dias, Absalão sendo tudo aquilo que pode ser representado para nos impedir o acesso ao Senhor, e o rei Davi como um tipo de Cristo, aquele que é o Rei dos reis.
                Toda a trama de Absalão se concentrou no acesso do povo ao rei. Alguém tinha um problema e precisava apresentá-lo ao rei, lá estava Absalão no meio do caminho. Causas difíceis, audiências, pedidos, gratidões, tudo que poderia motivar alguém para ir à presença do rei, Absalão se colocava antes do rei usando estratégias para roubar o coração do povo.
                Suas estratégias envolviam:

  • ·         O elogio. Note que para prender a atenção de alguém, Absalão começa com um belo elogio: olha, teus negócios são bons e retos... o elogio pode ser positivo ou negativo. Depende de quem recebe, e também da intenção de quem o faz. E a intenção de Absalão não era reconhecer algo de ninguém, pelo contrário, ele queria roubar os corações de pessoas já com certos tipos de problemas ou causas, pessoas vulneráveis e com situações que não conseguiam resolver por si só e que ninguém mais, além do rei poderia ajudá-las, e neste contexto um elogio... oportunismo clássico. Paparico com intenções maquinadas. Elogios que escondem intenções arquitetadas para proveito pessoal. Elogio é bom, eu sei, e até confesso que gosto. Mas aprendi a ter cuidado com eles. Não posso deixar que os elogios me tirem do acesso que tenho ao Rei! E o elogio de Absalão é tão sórdido, que vem acompanhado de uma mentira: porém não tens quem te ouça da parte do rei. Davi nunca deixaria de ouvir o povo, do mesmo jeito que o Rei dos reis jamais deixará de te ouvir.
  • ·         Auto candidatura. Após o elogio, Absalão disparava: Ah! Quem me dera ser juiz na terra... Cinicamente ele se candidata a ouvir as questões do povo. Mas é tudo estratégia, não se esqueça disso. Na verdade, ele não está preocupado em ouvir os problemas dos outros não, nem de ajudar ninguém não. Nem juiz ele quer ser. Absalão quer é ser rei, e durante a vida toda não conquistou o povo, agora tentar usar de estratégias para roubar os corações. Cuidado, querido leitor, com quem se aproxima de você tentando ouvir suas questões. Nem todos estão preparados para isso. E o pior, existem aqueles que se aproximam querendo te ouvir, mas tem outras intenções. Cuidado com estes. E nunca se esqueça que o Rei dos reis, esse sim, quer te ouvir, sem más intenções. Ele quer te ouvir, e mais que isso, Ele quer te ajudar.
  • ·         Ensino incorreto. A última cartada de Absalão era o falso ensino da insubmissão. Num julgamento, o pedinte deveria se dirigir ao rei de forma submissa. A pessoa deveria baixar sua cabeça e olhar para o chão, como sinal de reverência e submissão ante a figura do rei. Mas Absalão muda isso, quando alguém, já com o coração roubado, se dirigia a ele com esta reverência, o príncipe estrategista logo trata de levantá-lo, pegar em sua mão e beijá-lo. Ato aparentemente inofensivo e amistoso, mas que revela um coração insubmisso de Absalão. Terrível ensino que aponta para um se aproximar ao Rei de qualquer jeito. Diante do Rei ainda vale um se aproximar com reverência, humildade e submissão. Quem ensina que se ter acesso ao Rei de qualquer jeito pode estar caindo no mesmo erro de Absalão. Tem que ter postura diante do Rei, afinal é Ele que deve crescer, e nós, apenas diminuirmos, mais e mais, até à altura dos pés dEle.


Estas foram as estratégias que Absalão usou para roubar o coração do povo. Estratégias que ainda são usadas para que nosso coração não se aproxime do nosso Rei. Mas ainda existem outros ladrões de corações, como a falta de tempo. Eita ladrão de coração esse tal de ‘falta de tempo’. A pessoa faz tanta coisa num dia, tanta correria e afazeres intermináveis e quando o dia acaba, não deu tempo de ter uma audiência com o Rei.
 Tem também a precipitação. A pessoa coloca uma causa diante do Rei e não consegue esperar a resposta. A inquietação não o permite ter a paciência necessária para esperar o aval do Rei. A pressa é tão grande, que o pedinte ansioso não enxerga as resposta que Rei lhe concede. A precipitação parece que afeta a visão espiritual, e a resposta passa despercebida. Acalma-te, você que tem causa apresentada ao Rei, pois um simples louvor, ou um acontecimento, talvez um sonho, uma oração, uma mensagem como esta, tudo isso pode ser uma ferramenta para vir a resposta de sua causa. Se você colocou sua causa nas mãos do Rei, acalma-te, vença a precipitação e abra os olhos da fé e veja sua resposta chegando. Aleluia!
Poderíamos listar tantos outros ladrões de corações aqui, como a televisão, a internet. Mas por último, destaco o pecado como um vil ladrão de corações. Todos somos pecadores, você pode replicar. Mas aqui refiro-me a uma vida pecaminosa, que gera a morte e nos separa da presença do Rei. Pecados voluntários, conscientes, não confessados, não arrependidos e aqueles que o Apóstolo João classificou como “os que são para morte”. Estes pecados roubam corações e formam grandes barreiras para o acesso ao Rei.
O acesso é livre. No calvário, no momento da expiação, o véu do templo é partido ao meio, abrindo profeticamente o acesso ao Rei. O acesso é livre, repito, e nada pode impedi-lo de se aproximar do Rei. A atuação dos inimigos do Rei vai ser no seu coração, colocando dificuldades, mentiras, elogios maléficos, afazeres intermináveis, precipitações para impedir teu acesso ao Rei. Mas o acesso está livre. Você pode marcar uma audiência a qualquer momento. O Rei está lá, te esperando. Absalão não conseguiu tirar o trono de Davi, do mesmo jeito que nenhum impedimento poderá te separar do amor do Rei. O trono do Rei está à sua frente, onde você estiver, em qualquer hora do dia, você tem acesso ao Rei.
E por falar nisso, você já usufruiu, hoje, do livre acesso ao Rei?

Que a paz do Rei esteja sobre ti,
Bp Erisvaldo (ministrado em março de 2013)

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