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terça-feira, 25 de junho de 2019

Escatologia: Os 24 anciãos



Podemos dividir o livro do Apocalipse em três partes. Ap 1.19 nos fornece essa divisão. “As coisas que vistes”, contendo a descrição do Cristo de Deus no primeiro capítulo. “As coisas que são”, com o detalhamento da igreja do Senhor, descrita nos capítulos 2 e 3. E, por último, “as coisas que acontecerão depois destas”, que compreendem do quarto ao último capítulo.
Enfatizamos, a partir de agora, a última parte. O capítulo 4 inicia a terceira e última parte do livro do Apocalipse. É nesta seção que narra os detalhes do período tribulacional que a terra e seus moradores vão sofrer. Já vimos anteriormente que a igreja que guarda a Palavra de Cristo já terá sido arrebatada quando iniciar essa tribulação. Vemos, também, que a partir do quarto capítulo não se menciona mais sobre a igreja santa do Senhor. Após ser arrebatada, a igreja passa pelo momento de coroação no Tribunal de Cristo e se une ao seu Senhor para sempre. A descrição dos 24 anciãos nos fornece valiosas informações de como estará a igreja trasladada durante a Tribulação na terra. Neste estudo, veremos a posição da igreja durante esse terrível momento que a terra vai sofrer.
Após ter sido arrebatado em espírito, João descreve o trono e o que está assentado sobre esse trono. Descreve, também, outros 24 tronos que cerca o trono principal e menciona os 24 anciãos coroados e vestidos de branco que estão assentados neles. Eles aparecem em 12 passagens de Apocalipse:


·         4.4
·         4.10
·         5.5
·         5.6
·         5.8
·         5.11
·         5.14
·         7.11
·         7.13
·         11.16
·         14.3
·         19.4.

Nestas passagens, vemos que os 24 anciãos estão assentados em tronos com singular aproximação ao trono de Deus; se lançam com o rosto em terra e adoram; um deles consola o choro de João e mostra profundo conhecimento do agir do Cordeiro; têm harpas e taças de incenso; cantam em adoração; celebram o triunfo de Deus e acrescentam o “amém” e “aleluia” no julgamento da meretriz. A cada desenrolar dos acontecimentos da Grande Tribulação na Terra, esses anciãos rendem adoração e glória a Deus.

Mas afinal, como podemos identificar esses 24 anciãos?

Há, pelo menos, três interpretações, veja:

1.      Seres angelicais: Alguns entendem que sejam anjos governantes. Note, porém, que os anjos ficam ao redor dos anciãos (Ap 7.11 e Ap 5.11)

2.      Santos do Antigo e do Novo Testamento: Ainda outros acreditam que representam Israel e a igreja, juntos em adoração a Deus e ao Cordeiro. Sendo a associação de 12 (tribos de Israel) mais 12 (apóstolos) soma 24 (o povo de Deus das duas eras).

3.      Representantes da Igreja Arrebatada: O último grupo acredita que representam a totalidade da igreja no céu.

Defendemos essa última interpretação. Para isso, listamos sete motivos pelos quais acreditamos que os 24 anciãos são representantes da Igreja Arrebatada:

1.      O número 24: Remete ao trabalho sacerdotal que foi organizado por Davi em I Crônicas 24 e 25. Os chefes, ou anciãos, das 24 turmas sacerdotais representam uma ordem de sacerdotes. Os salvos do Antigo Testamento não podem desempenhar a função sacerdotal no céu devido o pecado. O único grupo de salvos que foram lavados do pecado foi a igreja arrebatada. Por isso, podemos apontar os anciãos como representantes da igreja, com ofício sacerdotal no céu, e estarão à serviço de Cristo, o Grande Sumo Sacerdote de Deus (1Pe 2.5,9)

2.      A posição: Em Ap 3.21 e Mt 19.28 a igreja recebe a promessa de se assentar no trono do próprio Cristo (Oh quão insondável é essa promessa!). A posição dos 24 anciãos que estão assentados em tronos intimamente ligados ao trono de Cristo, não poderia ser de anjos. Estes estão ao redor do trono, e não assentados no trono. Em Lc 1.19, o anjo Gabriel declara que assiste (estou de pé) diante do trono. Em 1 Rs 22, Micaías afirma que viu o Senhor em seu trono e um exército de pé diante dEle. O único grupo que está assentado em Cristo é a Igreja (Ef 2.6)

3.      As vestes brancas: Em Ap 3.4-5, vemos que a igreja de Sardes recebeu a promessa de se vestir de vestes brancas. Na transfiguração, as vestes brancas foram vistas em Cristo (Mc 9.3), mostrando que tanto o Senhor da igreja, quanto a igreja do Senhor, se vestirão de vestes brancas.

4.      As coroas: Não estão usando a coroa de monarcas (diadema), na verdade, os 24 anciãos estão usando o tipo de coroa de recompensa (stephanos), que são premiadas após o julgamento dos vencedores (Tribunal de Cristo). O ato de lançar suas coroas aos pés de Cristo em adoração, mostra que o julgamento de coroação deve ter sido recente.

5.      A adoração: Aponta para a igreja. O conteúdo da adoração é inerente à igreja: atos de criação (Ap 4.11), redenção (Ap 5.9), julgamento (Ap 19.2) e reinado (Ap 11.17).

6.      Conhecimento íntimo do plano de Deus: Em Ap 5.5 e 7.13-14, vemos que Deus participa do desenrolar dos eventos da tribulação aos 24 anciãos. Há uma intimidade de conhecimento, e isso cumpre a declaração do Filho em Jo 15.15.

7.      Associação com Cristo no ministério sacerdotal: Em Ap 5.8, os anciãos estão com harpas e taças de incenso. Isso leva a crer que representam a igreja, como sacerdócio ministrante, cumprindo Ap 1.6.

Assim, entendemos que os 24 anciãos são representantes da igreja arrebatada que possuem:

1.      Conhecimento íntimo de Cristo

2.      Proximidade íntima com Cristo

3.      Adoração íntima a Cristo

Estão vendo e contemplando a glória que Cristo recebeu do Pai, que atendeu o pedido do Filho em Jo 17.3,24. São o presente que o Pai deu ao Filho!

Encerramos este estudo com a primeira e última adoração dos 24 anciãos registradas na visão de João. Cremos que entoaremos essa adoração lá. Enquanto esse grande e insondável momento não chega, que possamos ensaiar essa sublime adoração cá:

Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas (Ap 4.11).

Amém. Aleluia (Ap 19.4).


Amém. Maranata, ora vem Senhor Jesus!


Pr Erisvaldo Pinheiro Lima

Estudo ministrado na Igreja Santuário do Altíssimo, em Junho de 2019.

Fonte bibliográfica:
PENTECOST, J. Dwight, Th.D. Manual de Escatologia Uma análise detalhada dos eventos futuros. Editora Vida. Tradução: Carlos Osvaldo Cardoso Pinto

sábado, 15 de julho de 2017

A última ministração de Cristo e o último clamor da igreja

Nas últimas páginas bíblicas, temos a última ministração de Cristo e o último clamor da igreja


Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã.
E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida.


Este é um trecho do último sermão do Senhor Jesus, que foi registrado no último capítulo do último livro da Bíblia Sagrada. Por ser uma mensagem final, é digna de redobrada atenção. No meio da ministração há também o registro da última oração da igreja. Devemos conhecer profundamente esta oração. Acompanhe, querido leitor, palavra por palavra destes impactantes versículos e permita que o Santo Espírito fale contigo: 

  • Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas

Testificar significa testemunhar, comprovar, atestar, afirmar, assegurar...
Jesus se apresenta como aquele que enviou seu anjo para testificar estas coisas. Isso é importante, pois a lei mosaica exigia duas ou três testemunhas idôneas para confirmar algo (Dt 19.15; Mt 18.16; Jo 8.17). Aqui, temos o próprio Senhor Jesus, seu anjo, e mais o testemunho do Apóstolo João que nos testificam a veracidade das coisas mostradas.

Nas igrejas
Local onde estas coisas são testificadas.

Quais são essas coisas? 
META TAI
O Cristo Glorioso ao se apresentar à João em Patmos, ordena que seu servo escreva "as coisas que tens visto, as que são, e as que depois destas hão de acontecer" (Ap 1.19). Esta parte negritada é registrada em grego como META TAI. Isso é importante para entendermos as divisões que existem no livro da revelação. A maioria dos expositores dividem o Apocalipse em três partes:

As coisas que vistes: João viu o Cristo Glorificado andando no meio dos 7 castiçais de ouro (as igrejas) 
As [coisas] que são: Após a visão inicial, João escreve as 7 cartas endereçadas às 7 igrejas da Ásia Menor. São as coisas que são. Note o verbo no tempo presente.
As [coisas] que depois destas hão de acontecer: O capítulo 4 começa com a expressão usada inicialmente pelo Senhor: META TAI. Veja:
Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu; e a primeira voz, que como de trombeta ouvira falar comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer. (Apocalipse 4:1)
A partir do quarto capítulo, seguem as visões dos céus. Aqui, alguns expositores afirmam que as narrativas são um registro da septuagésima semana de Daniel (Dn 9). Onde, do  capítulo 4 ao 11 são os registros da septuagésima semana vista dos céus, enquanto que a partir do capítulo 12, seguem as visões da mesma semana enfocando os acontecimentos na Terra. Importante lembrar que do quarto capítulo em diante, a palavra igreja não aparece mais, o que leva alguns expositores a afirmarem que ela já teria sido arrebatada e, conforme promessa feita à fiel igreja de Filadélfia (Ap 3.10), estaria poupada das terríveis aflições. Assim, as coisas que são, ou seja, a igreja, sempre leria estes trechos no tempo presente. E as coisas que depois destas hão de acontecer, sempre seria uma visão futura para a igreja, uma vez que, quando acontecerem, ela já estaria nos céus, arrebatada.

Desta forma, o livro do Apocalipse se inicia com a visão do Cristo Glorioso revelado. Segue com menção à igreja (a noiva). E descreve a septuagésima semana com enfoque nos acontecimentos do céu e depois, da terra.
Em seguida, como se houvesse um retorno no roteiro, narra o novo céu e a nova terra já restaurada, a esposa do Cordeiro já adornada, e o Cristo Glorioso finalizando a revelação. A Revelação de Patmos começa e termina com o Cristo Glorioso. Ele é o primeiro e o último!

(Querido(a) irmão(ã), para uma análise mais detalhada dos acontecimentos da septuagésima semana, sugiro que acesse estas mensagens deste mesmo blog: Os sete selos do Apocalipse, As sete trombetas do Apocalipse, As sete taças da ira de Deus, A grande Babilônia e a Santa Jerusalém, As duas testemunhas de Apocalipse 11, O livrinho comido por João) 

  • Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã.

O Cristo Glorioso encerra a revelação se descrevendo como a raiz e a geração de Davi.
Há uma notória importância no fato do Filho de Deus ser da geração de Davi. O Salmo 89 relata, e a anunciação do anjo Gabriel ratifica (Lc 1.31-33), que a aliança que Deus fez com Davi seria eterna. Davi teria um reinado sem fim. Seu trono subsistiria para sempre. Sendo a geração de Davi, Cristo confirma a promessa. Na genealogia feita no primeiro capítulo de Mateus, a geração do Senhor Jesus segue na linha paterna e passa por Davi. Na que foi registrada no segundo capítulo de Lucas, ela segue na linha materna e também passa por Davi. Jesus não tinha o sangue de José, seu pai adotivo, mas a genealogia judaica era retratada pela linhagem paterna. Uma dificuldade muito bem resolvida. Tanto José, quanto Maria, eram descendentes de Davi. Um casal unido com um propósito divino para que não houvesse nenhuma margem de erro de que o Filho de Deus de fato fosse da Geração de Davi. Quão bom é quando um casal é unido e permanece unido segundo a vontade de Deus!

Ele também é a raiz de Davi. A raiz sustenta a árvore. Grandes árvores possuem grandes raízes. Este glorioso Senhor é também o sustentador das promessas de Deus. Algo que é importante meditarmos pois a árvore genealógica de Davi não gerou frutos como aquele que foi chamado de segundo o coração de Deus.

O rei Davi teve uma descendência em que não há muito o que se orgulhar. Seu filho introduziu o paganismo no reino ao utilizar o casamento político (1Rs 11.3), Seu neto fragmentou o reino numa divisão que durou até os tempos de Cristo (1Rs 11.43; Jo 4.9). Com algumas exceções, a descendência davídica segue com a notória expressão bíblica:

E andou em todos os pecados que seu pai tinha cometido antes dele; e seu coração não foi perfeito para com o Senhor seu Deus como o coração de Davi, seu pai. (1 Reis 15:3)

A promessa de Deus de que o reinado de Davi não teria fim (aqui se entende dinastia de Davi), numa sequência de pecados sucessivos em sua árvore genealógica, requereria uma grande e forte raiz para ser sustentada. A árvore genealógica de Davi foi sustentada pela sua forte raiz, o Cristo! Sim, o Senhor Jesus é esta raiz. Ele é o sustentador das promessas de Deus. As promessas de Deus direcionadas aos seus humildes servos, ainda que estes não se sintam dignos delas, são sustentadas pelo Senhor Jesus, a Raiz de Davi!

O Senhor Jesus, sendo a raiz e a geração de Davi, assumirá seu governo aqui na Terra e os reinos deste mundo se renderão ao Senhor (Ap 11.15)!

O Senhor Jesus também se descreve como a resplandecente estrela da manhã.

Aqui há uma mensagem consoladora e outra que nos exorta. Consola-nos, pois, ao saber de que após uma noite fria e escura, vêm uma resplandecente estrela iniciando a manhã de um novo dia. Assim, o humilde servo do Senhor ganha força para perseverar. Cristo é o agente desta mudança. Ele muda o tempo de frio e trevas, para um novo tempo de fogo e luz. 

A mensagem também nos exorta, pois, a estrela da manhã (o sol) somente aparece após as estrelas da noite se apagarem. Ou pelo menos o brilho de seu resplendor é tão grande que faz com que as outras estrelas fiquem invisíveis aos nossos olhos. Há estrelas no céu diurno também, mas somente vemos a imponente estrela da manhã. Seu brilho é muito maior ao ponto de ofuscar o brilho das outras. Isso é muito importante, pois há ministros que se consideram estrelas. São brilhantes demais. São estrelas no louvor, na pregação, no púlpito. Verdade é que o Senhor Jesus somente se manifesta quando essas estrelas perdem seus brilhos. Podem até existir ministros brilhantes. São bons no que fazem. Mas a única estrela visível deve ser apenas daquele que se chamou de A Resplandecente Estrela da Manhã. Que o Santo Espírito no ensino isso. Façamos, mas que Ele apareça!

  • E o Espírito e a esposa dizem: Vem. 

Diante dessas coisas mostradas. De tão valiosa revelação. Insondáveis promessas. Gloriosa esperança... há uma só oração da igreja. Um único grito e clamor é mencionado pelo Senhor. É quando o Espírito e a igreja dizem: Vem.

Um grito indissociável entre o Espírito e a igreja. Não falam separadamente, mas o Espírito precede e impulsiona. A esposa é a condição futura da noiva, que hoje é a igreja. O Espírito grita na igreja. A igreja somente tem voz pelo Espírito. Ambos querem Cristo. Anseiam, desejam, suspiram, gritam VEM!

A igreja, que hoje é noiva e que um dia será tomada por esposa do Cordeiro de Deus, não se prende com as preocupações deste século. Ela sabe que há uma glória esperando-a. Essa igreja não pára e não perde tempo com intrigas e facções. Ela apenas arde de desejo pela volta de seu Senhor. É uma igreja que pode até estar ferida, perseguida, atribulada, mas a visão da glória que está sendo preparada faz com que ela levanta a cabeça e suspira um verdadeiro e esperançoso vem!

  • E quem ouve, diga: Vem.

Há outro grupo que parece não pertencer ao primeiro. Um grupo que não tem o Espírito. Que não é igreja. Não há como ter o Espírito e não ser igreja... não há como ser igreja, sem ter o Espírito. Esse segundo grupo escuto o clamor do primeiro. Dá ouvidos e repete vem. Nisso, se iguala ao primeiro grupo. Acaba desejando a mesma coisa que o primeiro. E se torna igual e pertencente ao primeiro. 

O anseio do Espírito e da igreja por Cristo agrega outros grupos. É o único grito que pode entoar a ponto de ultrapassar os limites e ser audível a outros. Oh que belo grito, que misteriosa evangelização, que sejamos impulsionados pelo Espírito a clamar Vem, vem, vem Senhor Jesus!

Veja que no término da revelação, após o Senhor Jesus já ter encerrado o Apocalipse com seu Amém, o apóstolo João só tem um clamor, uma única adoração em oração a proclamar, ele disse: Ora, vem Senhor Jesus!

É a última oração da igreja do Apocalipse. A igreja que tem a visão. A que está mesclada com o Espírito. Precedida e impulsionada pelo Espírito. A igreja que é noiva hoje e se tornará esposa em glória com seu Senhor. Essa igreja ora, grita, clama e conclama: Ora, vem Senhor Jesus! É uma igreja que é ouvida por quem está fora dela. Ela se faz ouvir pelo seu clamor. Que agrega e que traz para si os que estão de fora. Seu poder está nesse desejo verdadeiro pela vinda de seu Senhor. Por isso, ela não se prende à questões temporais. Não se suja, nem comete injustiça. Pelo contrário, ela se santifica mais e se justifica mais e mais pelo sangue de seu Redentor. 


  • E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida.

Como foi feito nos tempos de Gideão, aqui o Senhor Jesus filtra os que ouviram e ergueram a voz no último grito da igreja. Aqueles que proclamam VEM serão provados. Serão filtrados como nos tempos de Gideão. 

Em resposta ao grito VEM da igreja, o Senhor Jesus reage dizendo quem tem sede venha. Repare primeiro esse encontro anunciado. O Noivo escuta sua Noiva chamando-o. Sua reação é chamá-la também. Oh que linda cena para ser meditada. O Noivo não se contenta em apenas ir ao encontro de sua amada. Ele pede que sua amada também venha ao seu encontro. Apesar desse anseio por parte do Noivo pela sua noiva, ele ainda faz três exigências. Testemunhamos um lindo amor por parte dEle, mas também um sensato nível de critério.

Suas exigências são feitas em dois momentos. Os que tem sede, e, consequentemente, os que querem tomar de graça da água da vida. Repare nisso. O grupo inicial era formado pelos que deram ouvido. Nos tempos de Gideão, seu exército foi formado pelos que ouviram sua convocação. Eram 32.000 convocados. A exigência divina fez com que esse número fosse reduzido para 10.000. Covardes ficariam de fora. E por último, a exigência divina fez com que esse número fosse reduzido a apenas 300 homens. O critério de seleção nos ensina muito. O Senhor avaliou a forma que os guerreiros bebiam água. Não esqueça que é o Senhor que avalia a sede de seu povo. Nunca devemos esquecer que o Senhor tem em medida o tamanho de nossa sede!

No convite do Senhor também há semelhantes critérios. Do grupo dos que deram ouvidos, ficariam apenas os que tem sede. E não esqueça, querido leitor, que Ele avalia nossa sede. E ainda desse restante grupo, o Senhor chama os que realmente querem tomar de graça da água da vida. Essa misteriosa água da vida não pode ser bebida de qualquer jeito. Assim como os combatentes de Gideão não poderiam beber aquela água de qualquer jeito. Essa misteriosa água da vida somente é ingerida de graça.

Pense nisso...
Como se fosse um funil. O grupo chamado de Noiva é passado por uma seleção. Ficam os que tem sede. E destes, bebem da água da vida somente os que o fazem pela graça. Que o Espírito nos convença de que alcançaremos essas fontes que jorram água viva somente se dermos ouvido, e se realmente tivermos sede, e, por último, se bebermos pela sua Graça.

Que a igreja do Senhor, atenta a todas ministrações de seu Cristo, em especial à sua última registrada nas Sagradas Escrituras, possa liberar sua última oração enquanto ainda está nesta Terra. Vem Jesus!

Ora, Vem Senhor Jesus. Amém!

Bp Erisvaldo Pinheiro Lima
Mensagem ministrada em 15 de Julho de 2017, na 14ª Convenção Ministerial da Comunidade Evangélica Arca da Aliança.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Sete taças da ira de Deus

Sete taças da ira de Deus

Ap 16

Serão derramadas nos últimos momentos da Grande Tribulação. O juízo de Deus será derramado para purificar a terra e causar o arrependimento dos homens. Apesar das tormentas, ainda blasfemarão contra o Senhor. Cada taça derramada, uma tormenta aos homens. Mas o maior mistério está na penúltima taça. Na sexta taça há um versículo que quebra a sequência da leitura. É o décimo quinto versículo. A sequência do justo juízo do Senhor é interrompido com esse versículo de exortação que chama muito nossa atenção. É como se o deslumbramento das cenas futuras devesse causar em nós uma vigilância quanto às nossas vestes para a iminente volta de Cristo. Veja e permita que o Espírito Santo fale contigo:

  1. A primeira taça será derramada na terra, provocando uma chaga má e maligna nos homens que terão o sinal da besta.
  2. A segunda será derramada no mar, que se torna sangue, morrendo toda alma vivente marítima.
  3. A terceira será derramada nos rios e nas fontes das águas, que se tornarão em sangue. Nesse momento, dois anjos adoram declarando a justiça de Deus.
  4. A quarta será derramada no sol, que abrasará os homens com fogo, que blasfemarão e não se arrependerão.
  5. A quinta será derramada sobre o trono da besta. Seu reino ficará tenebroso ao ponto de morderem suas próprias línguas de tamanha dor.
  6. A sexta será derramada sobre o rio Eufrates, que ficará seco para passagem dos reis do Norte. Aqui, a trindade satânica (dragão, besta e o falso profeta) abrirá sua boca liberando três espíritos malignos que seduzirão com prodígios os reis das nações para uma batalha contra o Deus Todo Poderoso. É a campanha do Armagedom.
  7. A última taça será derramada no ar e será acompanhada com uma grande voz que ecoará “está feito”. Seguido de um terremoto, a grande cidade (Jerusalém) será dividida em três partes. E Deus se lembrará da Grande Babilônia.

A sequência quase que cinematográfica é pausada na sexta taça. É o versículo que tira nossos pensamentos das poderosas cenas descritas e nos faz voltar para o hoje. A leitura das taças do Apocalipse nos aponta para meditação desse versículo:

“Eis que venho como ladrão. Bem aventurado aquele que vigia, e guarda suas roupas, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas.”

É a terceira ‘bem-aventurança’ do livro de Apocalipse. O próprio Cristo é que faz o alerta. Ele virá como o ladrão. E por isso, devemos estar vigilantes e cuidadosos com nossas vestes. Para o humilde servo do Senhor, o significado dessas vestes é muito importante.

Mas, que vestes são essas?

  • Em Isaías 61.10, o profeta está regozijando, pois o Senhor o vestiu com vestes de salvação. Tão especiais e finas que são, essas vestes são comparadas às da noiva e do sacerdote.
  • Em Zc 3.1-4, o Anjo do Senhor ordena que as vestes sujas de Josué, o sumo sacerdote, sejam removidas. Essa ordem é acompanhada com a declaração “Eis que tenho feito com que passe de ti a tua iniquidade, e te vestirei de vestes finas”.
  • Em Ap 19.7-8, há uma declaração nos céus que proclama a alegria das bodas do Cordeiro, que estará vestido de linho fino, puro e resplandecente. A declaração ainda explica que o linho fino é a justiça dos santos.
  • Em Mt 22.1-14, um convidado de última hora é reprovado pelo olhar minucioso do rei. Suas vestes não estavam apropriadas. Foi convidado para o banquete, porém, foi expulso.


Veja, querido leitor, que o Senhor Jesus nos faz um alerta. Devemos guardar nossas vestes. Meditando nos versículos acima, vemos que essas vestes significam nossa salvação, justificação, santidade… O cuidado com essas vestes é responsabilidade nossa. A ordem de Cristo é que devemos guardá-las. Caso não tenhamos esse zelo e cuidado, nossa vergonha estará exposta. Sim, temos ‘vergonhas’ escondidas. Somente a salvação de Cristo é capaz de esconder nossas vergonhas ocultas. Guardemos nossas vestes para a volta de Cristo. Que o Espírito alerte isso a todos que tem ouvidos pra ouvir.

Amém.

Bp Erisvaldo Pinheiro Lima
Escola de Profetas, em Julho de 2016.
Comunidade Evangélica Arca da Aliança

Fonte de pesquisa:

Jack Kelley - Compreendendo as Parábolas do Sermão do Monte - Pesquisado em 27/07/2016, disponível em http://olharprofetico.com.br/ikvot-hamashiach/211-compreendendo-as-parabolas-do-sermao-do-monte

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Escola de profetas: as duas testemunhas de Apocalipse 11

As duas oliveiras dos dois castiçais de Apocalipse 11
Apocalipse 11


Apocalipse 11 – As duas testemunhas

Foi dada uma cana, semelhante a uma vara métrica, ao Apóstolo João. Ele deveria medir o Santuário e os que ali adoram. Constantemente, Deus mede o Santuário e os adoradores (Ez 40.3; Ap 21.15). Deus mede o louvor de seus adoradores. Isso mostra o quanto à adoração tem peso para os acontecimentos finais. O átrio exterior do Santuário não é medido. É dado aos gentios para ser pisado por 42 meses (três anos e meio).

Depois disso, serão enviadas as duas testemunhas, que profetizarão por 1.260 dias (três anos e meio). As duas testemunhas receberão poder da parte de Deus, serão mortas pela besta do abismo, seus corpos ficarão expostos em praça pública por três dias e meio e, finalmente, serão ressuscitadas pelo Espírito de vida. Nesta ocasião, está previsto um terremoto na cidade santa que matará dez mil pessoas.

O ministério das duas testemunhas é extraordinariamente semelhante a Moisés e Elias. O fogo que receberão para não serem mortos lembra o fogo de Elias (1Rs18, 2Rs1). Poder para impedir chuva lembra o que Tiago registrou em Tg 5.17. Transformar água em sangue já ocorreu em Êx 7.17-21, assim como a assolação com pragas, em Êx 7-11.

O fato de que Elias e Moisés terem aparecido no Monte da Transfiguração deve ser levado em consideração na identificação das duas testemunhas (Mt 17). Isso, não necessariamente, implica que eles ressuscitaram. Elias foi levado aos céus numa carruagem de fogo (2Rs 2) e o corpo de Moisés foi disputado numa batalha entre Miguel e demônio (Jd 9), após ter sido sepultado pelo próprio Deus (Dt 34.5-6) e “ninguém soube até hoje o lugar da sua sepultura”.

As duas testemunhas são identificadas no versículo quatro como as duas oliveiras e os dois castiçais que estão diante de Deus. Essa cena também foi vista por Zacarias em Zc 4.11, onde uma delas representa Zorobabel. Diante do altar do Senhor há sete castiçais, que representam a igreja. Há também esses outros dois castiçais que parece representar os profetas de Israel. Por detrás dos castiçais há um depósito de azeite. Ali não falta azeite. Representam a unção desenvolvida pelos profetas no exercício de seu ministério, como a unção que estava em João Batista, semelhante à de Elias, onde o próprio Senhor Jesus disse ‘Elias veio’ (Mt 17.10-11). Essa unção foi derramada sobre os profetas da Antiga Aliança. Essa unção será derramada mais uma vez nas duas testemunhas. Não há como afirmar que elas serão Moisés e Elias em pessoa. Mas podemos afirmar que terão o ministério profético com mesma unção que teve Moisés e Elias.

Há de se ressaltar sobre a origem dessas unções. O azeite da igreja está nos sete castiçais. O azeite dos profetas do Antigo Testamento está em outros dois castiçais, diferenciados pelas duas oliveiras. São unções diferentes. Ministérios proféticos diferentes. Os profetas da igreja se diferem em unção dos profetas da Antiga Aliança. A revelação da igreja não é a mesma da Antiga Aliança. Na igreja, o Espírito revela (Jo 16.13). Na Antiga Aliança, era algum anjo enviado por Deus (Dn 10). Os ministros da palavra da igreja não recebem revelações de anjos e nem profetizam como os profetas da Antiga Aliança. Os profetas da igreja profetizam para edificação, exortação e consolação (1Co 14.3), inspirados pelo Santo Espírito. Os pregadores de hoje devem fazer bem essa diferenciação. Que o Espírito sopre essa diferença em nossos corações.

Esse ministério profético do Velho Testamento será levantado mais uma vez nas duas testemunhas na fase final do período da Tribulação. Período que a igreja não estará mais por aqui (Maranata!).

Bp Erisvaldo Pinheiro Lima
Comunidade Evangélica Arca da Aliança
Estudo ministrado na Escola de Profetas em 22 de junho de 2016.


Fontes de estudos:

Bíblia Revelada - Novo Testamento - Ômega. Traduzida, comentada e editada por Aldery N. Rocha
Galvão, Eduardo. Significado de Apocalipse 10 e 11. Setembro de 2015. Disponível em:

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Escola de Profetas: O livrinho comido por João

Um forte anjo ordena que João coma o livrinho
Apocalipse 10


Apocalipse 10 – O livrinho comido por João


No meio da gloriosa revelação do Apocalipse, as fortes cenas são interrompidas, por um momento, para algo íntimo com João. Deus promove um momento pessoal e especial com seu servo. Deus vai ensinar o apóstolo e deixar um forte princípio para os que amam sua Palavra. É lhe dado à ordem de tomar um livro da mão de um anjo. 

Não se trata de um anjo comum, João o descreve como um forte anjo vestido de nuvem e com seu rosto resplandecendo como o sol. Descrição parecida com a de Cristo (1.16). Porém, trata-se de um arcanjo. Uma ordem angelical especial que tem voz poderosa. Sua voz será ouvida pelos mortos (1Ts 4.16). Enfrentam os principados (Dn 10) e lutarão contra o próprio Satanás (12.7-12). É sua voz que fará ter fim o tempo cronológico que conhecemos. É desse arcanjo que João deve tomar o livro. 

João se aproxima e pede o livro. A ordem era pra tomar e não pedir. O arcanjo ainda enfatiza dizendo “toma-o”. O livro deve ser tomado e não solicitado. Semelhante ao que o Senhor Jesus fez no capítulo cinco (Ap 5.7-8). Isso significa obediência e exercício de autoridade. Obediência pra fazermos conforme o que o Senhor ordenou. Exercício de autoridade, pois devemos tomar o que é nosso por direito e está em outras mãos. Ministrar a palavra de Deus é isso, obedecer irrestritamente à ordem do Senhor entregar a revelação com autoridade (Mt 7.29). Tomar o livro do anjo mostra que os ministros da palavra devem ter ousadia, coragem e obediência para buscar a revelação direta na fonte. Mostra, também, que a revelação vem de uma luta. O ministro luta, guerreia contra si mesmo, contra as hostes do mal, contra o pecado e essa batalha só termina quando a revelação é entregue no altar. Hora que muitos sentem um desgaste físico. 

João toma o livro e o devora! O livro é doce em sua boca, mas em seu ventre, é amargo. É o tipo de alimento que o Senhor Jesus fez menção ao dizer que “uma comida tenho para comer e vós não conheceis (Jo 4.32)”. É o mesmo alimento que Ezequiel precisou ingerir antes de profetizar a Israel (Ez 3.1-2). É o alimento espiritual que os ministros de nossa geração precisam ingerir antes de pregarem. O livro, ou chamado de rolo, é doce na boca porque está cheio da palavra de Deus e é com amor que o ministro o ingere. Esse mesmo livro, ou rolo, é amargo no ventre, pois é com dor que o ministro prega. O ministro da palavra se alimenta primeiro. Ele experimenta diferentes emoções, o doce e o amargo, a exortação e o consolo, a ferida e cura, o pecado e a salvação. Assim, alimentado, ele pode ministrar. 

Ingerido o rolo, João recebe a forte promessa “importa que profetizes outra vez”. Para o humilde servo do Senhor, que estava aprisionado em Patmos, depois de ter sido sentenciado à morte, essa promessa deve ter sido consoladora. O ministro da palavra ama ministrar a santa palavra. E quando parece que acabou tudo, que é o fim do ministério, a promessa “importa que profetizes outra vez” é poderosa pra levantar o profeta. Oro para que escute isso em seu coração, soado pela doce voz do Santo Espírito “importa que profetizes outra vez”, com obediência e coragem!

Pense nisso...

As cenas apocalípticas são interrompidas por um momento. É como se Deus desse um 'pause' no decurso da história pra cuidar de seu humilde servo. João escutou o que somente ele pode escutar. Devorou um livro celestial com sensações diferentes e foi instruído pelo Senhor. Houve uma interrupção das cenas para que o apóstolo João fosse cuidado pelo próprio Deus. Coisas gloriosas ainda seriam reveladas nos capítulos seguintes, mas o capítulo 10 foi um momento de intimidade de João com o seu Senhor. 


Creio que o Senhor continua promovendo momentos assim nos dias de hoje. Creio que, em dados momentos, o Senhor aperta o 'pause' em nossa história. E parece que está tudo parado mesmo. É o momento do humilde servo ser cuidado e zelado pelo seu Senhor. É o momento do alimento especial, amargo e doce, vindo do trono de Deus. Momento em que escutamos o 'importa que profetizes outra vez', como escutou João. Aquilo que foi glorioso e que tem ficado cada vez mais distante, num passado que parece que não volta, escutamos o "outra vez' do Senhor e somos revigorados. É assim que quem ministrava, louvava, jejuava, orava, evangelizava, e, por algum motivo, deixou de fazer, é revigorado e levantado pelo Senhor ao ouvir o 'outra vez'! Esses momento em que o Senhor aperta o 'pause' em nossa história, nos prepara para as insondáveis glórias que estão por vir.


Que o Senhor te revigore com seu alimento celestial. Amém.


Bispo Erisvaldo Pinheiro
Estudo Ministrado na Escola de Profetas em 15 de Junho de 2016
Comunidade Evangélica Arca da Aliança

Fonte de pesquisas:

Bíblia Revelada - Novo Testamento - Ômega. Traduzida, comentada e editada por Aldery N. Rocha

Galvão, Eduardo. Significado de Apocalipse 10 e 11. Setembro de 2015. Disponível em:
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