sábado, 29 de junho de 2013

Lombos cingidos e candeias acesas

Jesus orienta que seus discípulos estejam de candeias acesas e os lombos cingidos
Estejam cingidos os vossos lombos, e acesas, as vossas candeias. (Lc 12.35)

 
Bp Erisvaldo Pinheiro Lima 
Palavra ministrada em 26/06/2013


Jesus libera uma palavra aos seus discípulos. Uma exclusividade oferecida aos seus seguidores: Estejam cingidos os vossos lombos, e acesas, as vossas candeias.

Para entendermos a força desta palavra, vamos voltar um capítulo na narrativa do evangelista Lucas:

  • Contexto

O contexto desta palavra era de um momento conturbado. Jesus estava sendo analisado e provado. Os fariseus acusara o Senhor de pacto com Belzebu, o príncipe dos demônios (Lc 11.15)! Enquanto outro tentava-o, lhe pedindo um sinal. De forma clara e direta, Jesus declara que "maligna é esta geração" (11.29) e cita a diferença dos tempos de Salomão e Jonas, quando a antiga geração buscara de longe a sabedoria do rei e os ninivitas que creram com a pregação do profeta. Enquanto que aquela atual geração estava diante de quem era muito maior que Salomão e Jonas, e mesmo assim não creram.

O contexto fica ainda mais conturbado quando um dos fariseus convida Jesus para um jantar (11.37). Espantados, os fariseus, logo, reparam uma possível falha em Jesus, aquele que se dizia filho de Deus nem se lavara para o jantar! Exagero dos fariseus, eu sei, mas um ato intencional do Senhor para desmarcará-los.

Esta era a deixa para o nosso Mestre liberar dois AIS contra os fariseus: o primeiro, evidencia a vanglória deles pela necessidade de serem notado e valorizado, enquanto o segundo já os identificam como sepulturas.

Os doutores da lei se sentem ofendidos e questionam Jesus: Mestre quando dizes isso também nos afrontam a nós. (11.45) Por isso, Jesus dispara contra os doutores da lei também: O primeiro AI é apontado contra a presunção dos doutores da lei em exigir atitudes do povo que eles mesmos não faziam. Falavam, mas não faziam. Exigiam, mas não davam o exemplo. O segundo AI é ainda mais confrontante, pois coloca nas mãos dos doutores da lei, o sangue derramado dos profetas e apóstolos.

A cena se segue com os fariseus e escribas apertando fortemente a Jesus, tentando fazê-lo de diversas coisas "a fim de apanharem de sua boca alguma coisa para o acusar" (11.54). Fazendo a multidão se aglomerar a tal ponto que Lucas descreve "muitos milhares de pessoas" (12.1) e Jesus faz algo que me surpreende:

terça-feira, 18 de junho de 2013

De Etã a Pi-Hairote: posturas diante de tribulações

A caminhada do povo de Deus de Etã a Pi-Hairote nos ensina a postura diante das tribulações


Bp Erisvaldo Pinheiro Lima 
Palavra ministrada em 17/06/2013


Êxodo 14:1-14

Uma atmosfera de alegria paira no ar. Deus mostra sua força tirando seu povo da escravidão do Egito. A primeira parada é em Etã, que fica à entrada do deserto. Não dentro do deserto, apenas a sua entrada. E fora do deserto o povo para por algum tempo. Até aqui o povo está tranquilo, nenhuma murmuração ou reclamação, nada disso. Podermos imaginar a satisfação no coração do povo, o Egito ficando pra traz e uma nova jornada de liberdade rumo à uma terra frutífera. Numa hora dessas, Deus estaria sendo louvado e o céu sendo cheio de agradecimentos. Deus é bom.

De Etã, Deus dá uma ordem para que Moisés, seu servo, conduzisse o povo à Pi-Hairote. Pense na alegria geral, mais uma aventura para os ex escravos. Se em Etã estava bom, em Pi-Hairote seria melhor ainda, afinal, era um lugar junto ao mar!  

O povo iria presenciar uma das manifestações mais sublimes do Senhor:  
E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo, para os alumiar, para que caminhassem de dia e de noite. (Êx. 13.21)

Um roteiro perfeito. Uma paz perfeita. Tudo tranquilo. Mas... 

O Senhor endureceu o coração de faraó...

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Santa Ceia: memorial restaurador e honra vindoura

As representações do pão e do vinho na Antiga e Nova Aliança
E, tomando o cálice, e dando graças, deu-lho, dizendo: Bebei dele todos;
Porque isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados.
E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide, até aquele dia em que o beba novo convosco no reino de meu Pai.
E, tendo cantado o hino, saíram para o Monte das Oliveiras.
Mateus 26:27-30

Bp Erisvaldo Pinheiro Lima 
Palavra ministrada em culto de Santa Ceia 
09/06/2013


A Santa Ceia do Senhor surgiu no meio da comida da páscoa. O pão e o vinho surgem no meio do amargor da páscoa. A ceia do Senhor começa quando Judas se retira. A ceia do Senhor começa quando tudo é revelado, nada fica escondido. A ceia do Senhor é dada aos discípulos, não aos inimigos. A ceia do Senhor é repartida, não é possessão de alguns.

  • Substituição das ervas amargas pelo vinho


E naquela noite comerão a carne assada no fogo, com pães ázimos; com ervas amargosas a comerão. 

Êxodo 12:8

Na páscoa, usava-se pão e ervas amargosas, na ceia do Senhor, Jesus substitui as ervas amargas pelo vinho. Um ato profundo de nosso Mestre, pois substitui o amargo pelo doce, o ruim pelo agradável. 

Note também, que o pão ingerido é apenas parcialmente digerido em nosso organismo. O vinho, por sua vez, é quase que instantaneamente digerido e absorvido para nossa corrente sanguínea. 

O pão e vinho, como integrante da Santa Ceia do Senhor, nos traz então esta mensagem profunda. O pão é mantido da festa pascal, como alusão ao antigo pacto, o Velho Testamento, por não ser digerido totalmente em nosso organismo, aponta para a insuficiência da antiga aliança em restaurar a natureza humana caída ao Deus eternamente Santo. 

Mas o amargo das ervas é trocado pelo vinho, que Jesus declara ser seu próprio sangue, o Novo Testamento do seu sangue. Uma troca que a nós, pecadores, por si só já nos traz uma mensagem de esperança. Pois enquanto que na antiga aliança, o pecado causava a amargura no coração do homem que lhe se sujeitava, na nova aliança, o homem docemente é livre do domínio do pecado.

O vinho que é totalmente digerido pelo nosso organismo, Jesus declara "este é meu sangue". Logo, na Santa Ceia, ingerimos o sangue do Senhor, que rapidamente se digere, se misturando ao nosso próprio sangue, num momento em que nos tornamos um com Cristo. Pense nisso, o sangue do Perfeito, se misturando ao nosso sangue imperfeitos que somos. A cada Santa Ceia, o sangue do Senhor vai aumentando em nosso interior, assim, a vontade dEle irá sendo aumentada e a nossa diminuída.

domingo, 9 de junho de 2013

Quem é você na parábola do bom samaritano?

O bom samaritano, o sofrido peregrino, o apressado sacerdote, o fingido levita, quem é você?
Parábola do bom samaritano
Lucas 10:31-35





Quem você é, caro leitor, olhando para esta preciosa parábola do bom samaritano, em qual destes personagens , hoje, você se identifica?


O sacerdote, o levita e o samaritano

Esta parábola nos fala de um certo peregrino que viajava de Jerusalém a Jericó, quando certos salteadores se levantaram contra ele, deixando-o meio morto a beira do caminho.

Nosso Mestre nos conta a partir daí, que três pessoas passam pelo peregrino, o vê naquele estado deplorável mas tomam atitudes inesperadas.

O primeiro a passar por aquele caminho já nos causa um impacto por se tratar de um sacerdote. Pois o que se espera de um sacerdote? A atitude deste líder religioso traz para nós, pastores, o peso da responsabilidade daquilo que se espera de nós.

O peregrino que está jogado a beira do caminho, podemos identificá-lo, à princípio, como aqueles que estão fora da igreja, ou aqueles que estão precisando de uma ajuda, ou até mesmo os que estão precisando de um milagre, talvez parecido com o milagre que o Senhor já fez em sua vida. Esse peregrino pode representar uma pessoa próxima a você que precisa de algo, e saiba meu querido leitor, você tem esse algo a oferecer! O problema é que muitas vezes a gente passa, vê a situação e segue em nosso caminho. 

O segundo a passar pelo peregrino é um levita. O levita na Bíblia não é apenas um instrumentista ou cantor como se acostuma dizer hoje em dia. O levita tem um chamado na Palavra de carregar a Arca da Aliança em seus ombros, esta Arca representava a Justiça e a Presença de Deus. Seja numa batalha, ou no santuário, o levita levava em seus ombros o a presença de Deus. Lamentável, então, ver um levita, que carrega a presença de Deus, passando ao lado de um peregrino necessitado de ajuda, e o levita não lhe oferecer a maior das ajudas, que é a presença de Deus. Quantas vezes não fizemos o mesmo, levamos Deus em nossos corações, e não o oferecemos para tantos que o necessitam. 

E por último passa um certo samaritano. Para nossa surpresa, é o único a ajudar. Vemos Jesus nos ensinando nesta parábola, a honra que o samaritano recebe aqui. Quem destes três era para receber esta posição de destaque? O sacerdote ou o levita, mas vemos o samaritano (samaritanos não se comunicavam com judeus) sendo colocado nesta posição de destaque quando faz a diferença. O sacerdote e o levita não fizeram sua parte, então Deus toma aquele que menos se espera dele, mas que faz sua parte, e o coloca em uma posição de honra. Faça sua parte na obra do Senhor, querido leitor, faça aquilo que é sua responsabilidade, pois se não, o Senhor levanta outros que ninguém dão nada e o honra. Nada contra Deus levantar outros, mas levantar outro no teu lugar... não permita querido, faça sua parte.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Apóstolo João: de seguidor vingativo a discípulo amado

A metamorfose da borboleta bem que poderia acontecer com todos nós que seguimos o Senhor.
Devemos passar por um processo total de transformação, que somente o Senhor é capaz  fazer.


E os discípulos Tiago e João, vendo isso, disseram: Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez?
Lucas 9:54


     É interessante ver o apóstolo João desse jeito, nervoso e vingativo. Nada parecido com o discípulo amado que estamos acostumados ouvir.
      O mesmo João que vemos escrever três cartas com palavras doces como "filhinhos" e "amados", nesta passagem deseja a destruição de uma cidade inteira!

       Podemos aprender pelo menos três lições desta atitude do apóstolo João:


  1. Quem poderia jogar uma pedra em João? Situações em que nossa paciência é testada, e as coisas saem do controle, o esperado não acontece, quantas vezes também a ira invade nossos corações trazendo vontades terríveis. Parece que habita uma fera em nosso interior, como no clássico infantil, onde a Fera mostra toda sua fúria diante à Bela. Somos a fera de hoje, e diante do Senhor, toda nossa fúria é exposta. 

sábado, 1 de junho de 2013

Parábola do semeador e as nossas reações

Parábola do semeador e as quatro reações mediante a Palavra.
O que semeia, semeia a palavra;
Marcos 4:14


Qual tem sido nossa postura diante da Palavra do Senhor?


Na bela parábola do semeador, o Senhor nos ensina quatro tipos de reações diante a Palavra.



Quando a Palavra é ministrada, sempre ocorrerá algum tipo de reação. Até mesmo naqueles que aparentemente não reagem, entendemos com esta parábola que algum tipo de reação ocorre mediante a ministração da Palavra de Deus.



Jesus ministrou a parábola do semeador para uma multidão, mas a explicou apenas a seus discípulos. O Mestre revelou aos seus mais íntimos seguidores que a semente usada pelo semeador é a Palavra de Deus e a partir daí nos ensina sobre as quatro reações diferentes diante a Palavra:


1º Grupo: Inércia mediante a Palavra



No primeiro grupo a semente nem chega a brotar. Diante da inércia de quem a recebe, o Mestre ensina que o diabo vem e tira-lhes do coração. Observe que não houve reação aparente desta pessoa, ela ouviu e nada fez. Mas neste caso a reação é no campo espiritual, onde o diabo aproveita a inatividade mediante a semente lançada e a rouba de seu coração. É válido frisar que estes estão na beira do caminho, isso mostra que houve a possibilidade de estarem no caminho, mas faltou um pequeno passo. 




2º Grupo: Alegria até o momento da prova


No segundo grupo a semente chega a nascer. O ouvinte recebe a semente e sua reação é de alegria. Um sentimento que realmente acompanha naqueles que recebem a semente e permitem que ela brote em seu interior, a alegria de libertação e que a vida passa a ter mais sentido. Uma família que nos acolhe, a obra que é nos apresentada e o ouvinte fica alegre. Mas o Mestre ensina que vem um tipo de teste, o "tempo da tentação" e logo se desviam. Como é atual este ensinamento do nosso Mestre, vemos tantos casos de pessoas que aceitam a Cristo e são tomadas com um sentimento tão grande de alegria e no primeiro teste, na primeira tribulação ou tentação abandonam a igreja e se desviam do caminho do Senhor. Uma pena isso, pois vemos que o semeador é o que semeia a Palavra, e aquele que veio semear as boas novas foi Jesus Cristo. Nosso senhor semeia sua palavra num coração que na primeira tentação se desvia.