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quinta-feira, 16 de maio de 2019

4 características de uma obra que Deus pode comprometer-se

Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos. 
Efésios 2:10

Veja 4 características essenciais de uma obra com a qual nosso Deus pode comprometer-se de modo integral:


  • A primeira necessidade vital é de uma revelação verdadeira aos nossos corações sobre os propósitos eternos de Deus
Devemos apontar tudo que nossas mãos possam produzir, enquanto obra ao Senhor, para o Reinado Soberano de Cristo na Terra. Seu Grande Dia está por vir. Devemos preparar-nos e preparar um povo para o Reino Literal de Cristo. Somos como o reinado de Davi. Que foi caracterizado por intensas batalhas. E também serviu de preparação para o pacífico reinado de Salomão. Estamos em meio a guerras e batalhas espirituais. E também nos preparando para um Reinado de paz permanente do Senhor Jesus. Deus procura homens que podem cooperar com Ele nessa guerra espiritual. Que o Santo Espírito nos indague se a obra de nossas mãos se relacionam com o propósito do Reino de Deus.

  • Toda obra precisa ser concebida por Deus
Precisamos receber uma revelação de Deus sobre nossa obra individual. Não podemos começar por nós mesmos e esperar que Deus abençoe. Se nós planejamos e executamos uma obra e somente depois pedimos que Deus abençoe, não devemos esperar que Deus se comprometa com o resultado dessa obra. Com demasiada freqüência julgamos que fazer coisas é que é importante. Temos de aprender a lição do "não faça". A lição do ficar quieto na presença de Deus. Devemos aprender que se Deus não se mexe, nós não devemos nos mexer.

Atos 16.6-7 ""foram impedidos 
pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na 
Ásia"..."Mas o Espírito de Jesus 
não lho permitiu"


  • Toda obra para deve depender do poder de Deus, e de ninguém mais, isso para ser eficaz e ter continuidade
Toda obra de Deus deve se iniciar com o primeiro de todos os princípios: NO PRINCÍPIO DEUS (Gn 1.1). De forma que, ainda que Deus tenha iniciado uma obra, se tentarmos executá-la de acordo com a sabedoria humana, nosso Deus jamais se comprometerá com essa obra. 

Precisamos ser levados àquele ponto em que, ainda que tenhamos algum dom ou talento, não ousamos agir ou falar, a não ser se estivermos conscientes de nossa contínua dependência do Senhor. Que nosso bondoso Senhor nos impulsione a fazermos muito além do que é certo e errado, para fazermos o que de fato lhe agrada. Dependemos disso. Dependemos do poder dEle.

  • O objetivo da obra deve ser a glória de Deus.
Devemos fazer a obra para a satisfação de Deus e não nossa. Por mais que se trabalhe a vocação pessoal, que gera alegria sincera em fazer algo pelo Senhor, precisamos realizar outras obras. Mesmo que não gerem nenhum contentamento individual, e sim do Senhor. As vezes, a obra que menos nos alegra é a que mais alegra o Senhor.

Não é nosso nome que deve aparecer. Se a obra de nossas mãos não tiver o "nome de Jesus", que tragédia, só haverá o nosso nome! Que haja tão somente seu forte e bondoso nome. Que seja toda sua glória, sem ingrediente humano. Assim, devemos ser capazes de levantar-nos e falarmos em nome de Jesus. Se não, nosso trabalho não terá impacto espiritual. Isso porém, não pode ser feito de qualquer jeito. Na verdade, é fruto da obediência a Deus, e de uma posição espiritual resultante da obediência, conhecida e mantida diariamente. Obediência pra glória de Deus. Toda obra para glória de Deus. Toda honra e toda glória seja, pois, dada a Deus. Amém.




Deus abençoe a obra de suas mãos,
Pr Erisvaldo Pinheiro Lima
Ministrado em Abril de 2019, no Culto de Doutrina da Igreja Santuário do Altíssimo.

  • Fonte:
NEE, Watchman. As três atitudes do crente. Editora Vida

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Marta e Maria e as correrias da obra

Cristo em Casa de Marta e Maria. 1578, de Tintoretto.Dim. 170 X 145 cm. Óleo sobre tela. Pinacoteca , Munique
Lucas 10.38-42

Correria significa ato ou efeito de correr, corre-corre, grande pressa... e por aí vai. Os obreiros da Casa do Senhor sabem definir a correria bem melhor que o dicionário. Ensaios, apresentações, confecção de roupas, afinação de instrumentos, evento, agenda, congressos... um obreiro sabe o quanto essas coisas requer muita correria do humilde servo do Senhor.

No livro "Nas garras da Graça", o ilustríssimo Max Lucado nos conta de forma ímpar um assalto a banco que fez Robertson. Um ladrão de banco por demais apressado. E por isso, atrapalhado. A pressa é perigosa quando se quer fazer algo importante. Robertons fez um pedido de empréstimo num banco e voltou algumas horas depois para roubar ali. Entrou com um bilhete de assalto, uma arma e as chaves do carro que pegou emprestado de um amigo. Saiu correndo do banco com o saco de dinheiro, com a arma e com a chave do carro... isso mesmo, esquecera o bilhete. Correu de volta para pegar o bilhete que poderia incriminá-lo e quando chegou no carro percebeu que agora havia esquecido a chave no banco. Teve que fugir correndo mesmo. Sua correria o fez esquecer o bilhete e agora a chave... Sim, ele foi capturado. Seu próprio amigo ligou para a polícia, pois o ladrão atrapalhado disse que o carro tinha sido roubado... Sua correria desenfreada lhe rendeu o título de ladrão atrapalhado.

Convido a você, querido(a) leitor(a), a entrar numa casa onde também teve uma correria impressionante. É certo que foi por uma causa mais nobre que a do ladrão que contei acima. A correria nessa casa tinha o objetivo de servir ao Senhor Jesus. Antes de começarmos, repare que os quatro versículos dessa história de Marta podem ser divididos em três cenas, e cada uma com uma importante verdade. Veja:


  • 1ª Cena:



Marta recebe o Senhor Jesus em sua casa. Seu nome significa Senhora do lar, dona de casa, cuidadosa, prestativa. Pode muito ser também uma irmã-mãe, uma vez que a casa em questão pertencia a ela e nada é mencionado sobre seus pais.

Juntamente com sua irmã, Marta se assenta aos pés do Senhor e escuta a sua palavra. Note, querido irmão, que a expressão "Maria também sentou-se" indica que as duas estavam inicialmente sentadas. Marta primeiro e depois sua irmã se sentaram para ouvir as palavras do Senhor.

Marta ficou um certo tempo ali sentada, ouvindo. Depois ficou servindo e ouvindo. Até que se distraiu com os afazeres da importante obra de servir o Senhor e parou de ouvir. Ela queria fazer algo por ele. Algo natural, pois ela era a anfitriã. Mas, o texto mostra que era o Senhor que queria fazer algo por ela, ensiná-la. Nos muitos afazeres ela se distraiu e parou de ouvir. Triste coisa para o admirador de Cristo é querer agradá-lo sem ouvi-lo.

Aqui aprendemos uma primeira verdade: NEM TODOS QUE RECEBEM O SENHOR JESUS EM SEUS LARES, CONTINUAM ASSENTADOS AOS SEUS PÉS OUVINDO SUA PALAVRA!

Os muitos afazeres da obra tendem a distrair os humildes servos do Senhor. Nunca podemos esquecer de que Ele não precisa de nós, somos nós que precisamos dEle. A grande obra da redenção foi Ele quem fez. Precisamos ouvir sua palavra. Até podemos tentar fazer algo por Ele, mas antes e durante, devemos ficar atentos à sua voz. Quando diminuímos o volume e intensidade de sua palavra em nossos corações, ficamos distraídos com os muitos afazeres. Isso é perigoso. Que o Santo Espírito nos alerte quanto sobre isso. 


  • 2ª Cena



Marta agora está distraída em muitos serviços. Sua correria a leva a indagar o Mestre para que sua irmã a ajude. Mais que fazer esse aflito pedido, ela o questiona se ele não se importa em vê-la trabalhando tanto enquanto que sua irmã está ali, 'parada'. Sua distração lhe pregou uma peça. Ela se analisou como alguém que estava fazendo algo útil ao Mestre que estava ali em sua casa.

Nesta segunda cena, vemos nitidamente uma outra verdade que devemos considerar: NÃO QUEIRA QUE SEU IRMÃO SIRVA AO SENHOR DO MESMO JEITO QUE VOCÊ.

Lembre-se que a repreensão do Senhor não veio quando Marta se levantou para servir. Na verdade, a palavra diz que ela  se distraiu e assim o Senhor a repreendeu quando ela quis que sua irmã o servisse do mesmo jeito que ela. Irmãos que já estão distraídos é que pensam desse jeito. Esses distraídos querem se comparar com os outros, julgar os outros, estão servindo e preocupados com outros irmãos que estão, aparentemente, parados. Verdade é que deixaram de ouvir a palavra e se distraíram com os afazeres da obra.


  • 3ª Cena



Antes de responder a pergunta e sugestão de Marta, o Senhor Jesus a descreve. Aquela casa precisava dEle. Marta, a senhora daquela casa precisava dEle. Parece que ela não se deu conta disso. Tudo que ela queria fazer era servi-lo... tudo que Jesus queria era curá-la. Ela ainda não estava convencida de que precisava de algo. Agia como se fosse ela quem pudesse oferecer algo.

Talvez por isso, o Senhor Jesus tenha sido bem direto em descrevê-la: "Marta, Marta, estás ansiosa e fadigada com muitas coisas..."

Aprendemos algo notório aqui: JESUS DESCREVE EXATAMENTE COMO ESTAMOS.

Analisando a cena, podemos descrever Marta com vários adjetivos. Jesus, acertadamente, usa apenas dois. Ela estava ansiosa e fadigada. Isso é notório porque em nossos momentos de cansaço, podemos nos descrever com vários adjetivos... podemos ser a Marta agoniada, presunçosa, fraca, reclamona... e  por aí vai... Nesta cena, o nosso Mestre conhece bem aquela anfitriã. Ela estava apenas ansiosa e cansada. Não que isso seja pouco. Mas quem já esteve cansado pelos muitos afazeres da obra sabe que um turbilhão de adjetivos vem quando não conseguimos fazer o que pretendíamos fazer. É comum ouvir de alguém que organizou um evento "nunca mais eu faço outro evento", e no próximo, lá está o irmão organizando outro...

Repare nisso também... Jesus não disse que Marta era ansiosa e fadigada. Ele disse apenas que ela estava ansiosa e fadigada. Ela não era uma pessoa assim. Ela estava sendo uma pessoa assim. Isso é por demais notório, uma vez que as Martas que estão com várias tarefas na obra do Senhor, as vezes, se consideram como uma pessoa ansiosa... Marta não era, Marta estava!

Marta estava ansiosa e fadigada. A ansiedade pode ser fruto de uma preocupação. E se for moderada, não é algo tão ruim. Mas quando esse sentimento toma conta de uma pessoa deixando-a em estado fadigado... então, há que ser feito algo. Jesus quis fazer algo para tratar isso. E se o Senhor quis tratar a ansiedade que é acompanhada com a sensação de cansaço, nos sinaliza que essa soma pode nos fazer muito mal.

Muitos humildes servos do Senhor se empenham em fazer algo em prol da obra de Deus. Querem ser útil de alguma forma. Retribuir tamanha obra que seu Senhor fez por ele. Mas quando esse fazer muito passa a causar ansiedade acompanhada com cansaço aí já passou da hora de voltarmos a se assentar aos seus pés e ouvir o que Ele tem a nos dizer.

Pense nisso...

E o que pode ser usado para curar a ansiedade e fadiga de Marta?
A resposta do Senhor aponta para isso. Sua palavra é a cura para qualquer ansiedade e fadiga. Pedro sintetizou bem isso quando disse "para onde irei se só tu tens as palavras de vida eterna" (Jo 6.68). Vida eterna não combina com ansiedade, fadiga, pressa, cansaço ou situações e sentimentos semelhantes a esses. Aquele que tinha as palavras de vida eterna estava ali, na casa de Marta, tão perto. Este mesmo cuidadoso Senhor pode estar tão próximo em nossos momentos de ansiedade e cansaço!

Quando Ele diz "ela escolheu a melhor parte", está se referindo à sua própria palavra. Oh meu querido irmão e irmã... que o Santo Espírito nos ensine isso... esta é de fato a melhor parte. Tudo que se pode fazer na obra, seja em atividades e cronogramas, ensaios e apresentações... toda a correria da obra tem que ser dado pausas e mais pausas para nos assentarmos e ouvirmos a palavra deste atento Senhor. Ele continua entrando na intimidade de famílias e lares... precisamos não apenas nos assentarmos para ouvi-lo... precisamos continuarmos e permanecermos assentados ouvindo. Sua palavra nos trata e cura. Trata nossa visão apontadora, tirando-a de nosso irmão que faz ou não faz algo, e a direciona para a trave de nossos próprios olhos. Só Ele nos convence de que precisamos de tratamento. Sua palavra ainda nos descreve como ninguém. Exatamente da forma que estamos, sem mais (para não ser acusação), nem menos (para não ser permissivo). Descreve para curar!

Aceitaria uma sugestão deste irmão de obra? Pare tudo agora... dê uma pausa... pare e se abaixe até a altura dos pés do Senhor Jesus... e escute o que Ele está te dizendo. Escute sua palavra. E permaneça sempre assim, humildemente reclinado e ouvindo atentamente suas palavras de vida eterna.


Que possamos ouvir atentamente a palavra daquele que um dia entrou na casa de Marta e Maria, e continua querendo entrar em outras tantas casas onde se deseja ouvir sua voz!

Paz do Senhor!
Bp Erisvaldo Pinheiro Lima
Palavra ministrada em 23 de Junho de 2017 na Comunidade Evangélica Arca da Aliança.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Servo útil ou servo inútil?


Parábola do servo inútil nos mostra o quanto precisamos fazer mais do que nos é proposto
Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer. (Lc 17.10)

Bp Erisvaldo Pinheiro Lima 
Palavra ministrada em 28/07/2013


Texto base: Lucas 17:1-10

Servo útil ou servo inútil, Jesus confronta a dedicação de seus discípulos. Não é uma palavra para multidões, é uma palavra direcionada aos seus escolhidos apóstolos. Um alimento mais sólido que Jesus libera com exclusividade para seus mais íntimos.

Trata-se de uma pregação do nosso mestre que é encerrada com uma afirmação que nos confronta: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer. Definitivamente, não é uma mensagem para multidões. Jesus afirma que o servo que faz o que lhe é devido não passa de um servo inútil!

Para entender a diferença entre o servo inútil daquele que é útil, vamos meditar na pregação completa de Jesus nesta ocasião:

  • Escândalos:  

A pregação de Jesus começa abordando um tema forte, os escândalos. Seguido da advertência "ai daquele por quem vierem!" Escândalo é um ato reprovável que se torna público. Até mesmo pecados ocultos de pessoas que usam roupagem santa e sobem no altar, ministram, servem em igrejas mas que na sua intimidade possuem pecados não confessos é um tipo de escândalo, pois esta pessoa está escandalizando a santidade do Senhor e sua obra. Pecados ocultos devem ser confessados para perdão, mas não precisam ser divulgados. Pecados confessados somente devem ser divulgados quando o ato reprovável tornou-se de conhecimento público. Agora, aquele que divulga o pecado alheio, promovendo fofoca, picuinhas, também está cometendo o mal do escândalo, e ai daquele por quem vierem! 

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Dengue espiritual e a contaminação mundana

Um pequeno mosquito gera uma perigosa doença. Pequenas atitudes nossas geram perigosas consequências.
Jesus respondeu: "Quem beber desta água terá sede outra vez, mas quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Pelo contrário, a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna". 

Acompanhamos diversos casos de dengue em nossa comunidade. Esta doença preocupante chegou até em membros e pessoas da liderança de nosso ministério. Orando sobre isso, o Espírito do Senhor tem me levado a uma reflexão em outro tipo de dengue, uma que não é noticiada mas que tem contaminado muitos, a dengue espiritual. 

A dengue espiritual tem sido uma realidade em nosso meio. Cada vez mais a contaminação mundana tem influenciado nossos cultos, e os sintomas disso reflete em valores materialistas, aparências, sucesso, imediatismo. Permita que o mesmo Espírito que me inspirou, ministre em seu coração:

  •      Contágio: 


De um pequeno mosquito chamado Aedes Aegypti, proveniente da África, seu nome significa "odioso do Egito", uma referência às doença que este mosquito transmite, como a dengue e a febre amarela. A contaminação da dengue espiritual também tem sua origem no Egito, que na Bíblia refere-se a tudo que é mundano. Da mesma forma que este pequeno mosquito faz uma grande estrago, a contaminação da dengue espiritual representa tudo aquilo que nos parece ser tão pequeno, mas que carrega dentro de si tanto mal. Aquilo que aos nossos olhos é tão pequeno, tão insignificante, aquilo que de tão pequeno dizemos "não tem importância", "isso não vai me contaminar" mas acaba contaminando nosso interior. Nem vemos, nem percebemos, mas o pequeno odioso do Egito vem e contamina tudo.

Alguns (digo alguns, pois não são todos), se vem grande demais a ponto de achar que pela sua grandeza e pela pequeneza do mosquito do mundo nenhum mal acontecerá. Pensamentos do tipo "sou forte", "sou grande", acompanhado da impressão que a contaminação do mundo é algo pequeno e "nunca vai me derrubar" contrasta com a dura realidade de que cada vez mais a dengue espiritual com toda sua contaminação mundana vem crescendo no nosso meio.
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