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terça-feira, 29 de agosto de 2017

Centurião de Cafarnaum: exemplo de fé e modelo de amor

Centurião de Cafarnaum: exemplo de fé e modelo de amor
E, depois de concluir todos esses discursos perante o povo, entrou em Cafarnaum.
E o servo de um certo centurião, a quem muito este muito estimava, estava doente e moribundo.
E, quando ouviu falar de Jesus, enviou-lhe uns anciãos dos judeus, rogando-lhe que viesse curar seu servo.
E, chegando eles junto de Jesus, rogaram-lhe muito, dizendo: É digno que lhe concedas isso.
Porque ama a nossa nação e ele mesmo nos edificou a nossa sinagoga.
E foi Jesus com eles; mas, quando já estava perto da casa, enviou-lhe o centurião uns amigos, dizendo-lhe: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres debaixo do meu telhado; e, por isso, nem ainda me julguei digno de ir ter contigo; dize, porém, uma palavra, e o meu criado sarará.
Porque também eu sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados sob o meu poder, e digo a este: vai; e ele vai; e a outro: vem; e ele vem; e ao meu servo: faze isto; e ele o faz.
E, ouvindo isso, Jesus maravilhou-se dele e, voltando-se, disse à multidão que o seguia: Digo-vos que nem ainda em Israel tenho achado tanta fé.
E, voltando para casa os que foram enviados, acharam são o servo enfermo.
(Lc 7.1-10)

No relato bíblico acima, vemos a história do Centurião de Cafarnaum. O Senhor Jesus o destacou como exemplo de fé, dizendo "nem ainda em Israel tenho achado tanta fé". Vemos também, um belo modelo de amor nesta passagem, pois este centurião tinha uma sincera afeição pelo seu servo e amava Israel, enquanto que a maior parte dos romanos desprezava.

O centurião era a espinha dorsal do Império Romano, liderando uma tropa de 100 soldados. Era o primeiro degrau de liderança das tropas romanas. Havia também, o oficial da corte, que liderava 600 soldados. E, ainda, o oficial da Legião, que liderava uma tropa com 6.000 homens. Assim, numa legião romana, havia 60 centuriões. Dependendo do caráter que apresentavam, poderiam subir de cargo.

Essa passagem é registrada por Mateus e Lucas. No Evangelho de Mateus, parece que o centurião vai pessoalmente. No Evangelho de Lucas, vimos que são os anciãos que vão a pedido do centurião. Isso pode ser explicado de forma simples. Mateus aborda vários assuntos no Evangelho que escreveu, omitindo fatores secundários. Lucas é mais minucioso, abordando menos assuntos, porém, com uma riqueza de detalhes maior. Mateus emprega a regra: "o que se faz por meio de outro é considerado como se feito por si mesmo". Assim, não há contradição alguma entre os relatos.

  • Modelo de amor

O centurião enviou os anciãos para que rogassem a Jesus que fosse curar seu servo. Os anciãos fazem mais que isso. Eles intercedem muito e ainda declaram que o centurião é digno de receber sua petição. Esses anciãos tipificam a ação do Santo Espírito, que intercede por nós (Rm 8.26), pois nessa hora não sabemos pedir como convém.  Os anciãos atestaram o pedido do Centurião, declarando o amor que ele tinha. Tal ação também é feita pelo Espírito Santo, que Ele encontre esse mesmo modelo de amor em nossos corações.

O modelo de amor do centurião, selado por digno pelos anciãos, é este: 

  1. Ele amava seu servo (a quem este muito estimava)
  2. Ele amava o povo de seu servo (porque ama a nossa nação)
  3. Ele edificou o local de oração do servo (edificou a nossa sinagoga)

Repare bem, querido leitor, que este é o modelo de amor, que recebe o selo de dignidade do Santo Espírito e, ainda, que faz o Senhor Jesus se mover.

O amor pelo servo é demonstrado quando o centurião amou o povo do servo. Amar uma pessoa sem amar o povo dessa pessoa não é um modelo bíblico. Pergunte isso para qualquer mãe: "eu amo a senhora, amo muito, só não amo seus filhos". Ela não vai se sentir amada. De maneira alguma. Se ela for mãe de vários filhos e receber uma declaração de amor assim: "amo a senhora, amo seus filhos, só um que não amo", ainda assim, ela não se sentiria amada por completo. Amar de verdade uma pessoa, implica amar o povo dessa pessoa. O centurião amou o servo e também amou o povo do servo. Que o Espírito no ensine isso.

O centurião amou o servo. Amou o povo do servo. E, para completar o modelo do amor, edificou o local de oração do servo. O local de culto do servo foi beneficiado pela afeição do centurião. Amor que é demonstrado e testemunhado pelos anciãos que declararam "És digno". Querido leitor, sei que você tem causas que tens levado até a presença do Senhor Jesus. São situações, petições ou até mesmo pessoas, que você não quer perder. Assim como o centurião não queria perder o servo dele para a doença, pois o amava, também temos causas, situações ou pessoas que também não queremos perder. Uma mãe não quer perder o filho para o mundo e suas concupiscências, pois é seu filho e ela o ama. Uma esposa não quer perder seu marido, pois é seu, e o ama... Mas, repare que a petição do centurião foi atestada pelos anciãos com o selo "és digno, pois amou o servo, amou o povo do servo e edificou o local de oração do servo". Rogo ao Senhor para que nossas petições também sejam seladas com o modelo de amor do centurião de Cafarnaum. 

Logo que a petição foi selada pelos anciãos o Senhor Jesus se moveu em direção à casa do centurião. Orações seladas pelo Espírito Santo, faz mover o poder da glória do Senhor em direção à causa da petição.


  • Modelo de fé


Quando já estava próximo à casa, o centurião enviou uns amigos até Jesus. Na primeira cena, ele enviou os anciãos. Na segunda, enviou uns amigos. Os anciãos tipificam a ação do Espírito Santo. Os amigos não tipificam outra coisa a não ser a ação dos amigos mesmo. Quem tem o selo do testemunho do Espírito, tem amigos. Lembre-se que os anciãos aumentaram e melhoraram a petição do centurião, ação que o Espírito também nos faz, enquanto que os amigos relataram exatamente a fala do centurião. Amigos são assim, e devem mesmo ser assim, não acrescentam nada do que falamos. O amigo Espírito Santo é assim, melhora nossa oração com gemidos inexprimíveis. Que tenhamos a alegria de termos os dois.

O modelo de fé do centurião é destacado por Jesus quando os amigos trazem a petição. É o momento em que Jesus se maravilhou. Veja:


  1. Não sou digno
  2. Sou homem sujeito à autoridade
  3. Tenho soldados sob meu poder
  4. Basta uma palavra

Os anciãos disseram "ele é digno". Os amigos, porém, disseram "não sou digno". Os anciãos testemunharam a dignidade do centurião. Os amigos reproduziram a fala do centurião. Isso mostra a humildade que ele tinha. Não se considerava digno, embora as pessoas à sua volta o considerasse. Jesus começa a se maravilhar.

O centurião era o menor dos líderes dos oficiais romanos, como mencionamos anteriormente. Havia outros líderes acima dele. Embora líder, era sujeito aos seus superiores. Homem sujeito à autoridade. E o exemplo de fé está sendo atestado pela reação do Senhor.

Exercia sua liderança. Dizia vai, vem e faça e seus soldados atendiam. O seu modelo de liderança é o amor e fé. Líderes cheios de fé e de amor são exemplos.

E, para completar sua declaração de fé, ele disse "basta uma palavra e meu servo sarará". Oh que declaração maravilhosa mesmo. Uma única palavra do Senhor e toda a situação é mudada. O centurião exercia autoridade sobre seus soldados. Mas, somente Jesus tinha autoridade sobre aquela doença. Que possamos ser consolados com essa fé de que basta uma palavra do Senhor e toda situação mudará, porém, sem esquecermos do que ela foi acompanhada. Junto com esta belíssima declaração, o centurião também disse "não sou digno", "sou homem sujeito à autoridade" e "tenho soldados sob o meu poder". Que estejamos atentos a isso. Acreditar que basta uma palavra do Senhor e toda situação terá uma mudança. Isso deve ser acompanhado com uma atitude de humildade, pois não somos dignos, de submissão e, também, por uma boa consciência que estamos fazendo as atribuições que nos foram confiadas. Esse é o modelo de fé. 


Pense nisso...

Na linda história da petição do centurião de Cafarnaum, temos um exemplo de fé e um modelo de amor. O Senhor Jesus atestou a fé daquele oficial dizendo que nem em Israel encontrou tamanha fé. Os anciãos, que tipificaram a ação do Espírito Santo, atestaram o amor do centurião dizendo que ele era digno, pois amou o servo e o povo do servo. Rogo ao Senhor para que esse modelo de fé e de amor sejam encontrados nos dias de hoje.

Amém.


Bispo Erisvaldo Pinheiro Lima
Mensagem ministrada em Agosto de 2017
Comunidade Evangélica Arca da Aliança.

Fontes de pesquisa:

COMENTÁRIO BÍBLICO MOODY. Editado por Charles P Pfeiffer e Everett F Harrison. Editora Batista Regular do Brasil

BÍBLIA REVELADA - Novo Testamento - Ômega. Traduzida, comentada e editada por Aldery N. Rocha

ENCICLOPÉDIA DA VIDA DE JESUS. Louis-Claude Fillion. Editora Central Gospel.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

As 4 mulheres da genealogia de Jesus

As quatro mulheres da genealogia de Jesus
Mt 1.1-17

Genealogia nem sempre é a leitura preferida de alguns cristãos. Em minhas primeiras leituras bíblicas, confesso que eu pulava esses trechos de fulano que gerou beltrano. Já ouvi vários outros relatos assim de crentes sinceros. Mas, verdade é que, como em toda Palavra de Deus, as genealogias contêm ensinamentos profundos para seus humildes leitores.

Nos primeiros versículos do Novo Testamento, podemos meditar na genealogia do Senhor Jesus. Há nomes importantes de reis e patriarcas. Davi, Salomão, Abraão, Isaque e Jacó, são alguns ilustres nomes que estão na ascendência de Cristo. Uma bela genealogia com mais de 40 nomes. Nesta lista há algo digno de nossa meditação. No meio dessas dezenas de nomes, há o registro de 4 mulheres. São as 4 mulheres da genealogia de Jesus. Observe-se, querido(a) irmão(ã) o paralelo dessas 4 mulheres com Cristo e permita que o Espírito Santo fale contigo:


  • Tamar
Nome da mulher de Her, filho de Judá. Depois que ficou viúva, teve dois filhos gêmeos: Perez e Zerá, cujo pai era o próprio sogro de Tamar (Gn 18.6-30).

  • Raabe
Nome de uma meretriz que morava em Jericó e cuja habitação ficava sobre o muro da cidade. Ela recolheu em sua casa os espias enviados por Josué para explorar a cidade. Escondeu-os, quando estavam em perigo de serem presos, e com uma corda os fez descer pelo muro, de onde saíram para o campo israelita (Js 2.1-24). Com a tomada de Jericó, Raabe e toda a sua família foram poupados e incorporados ao povo de Deus (Js6.22-25; Hb 11.31; Tg 2.25)

  • Rute
Nome de uma mulher moabita, casada com Malom, efrateu, de Belém. Elimeleque, seu sogro, seu cunhado e seu marido morreram. Rute abandonou sua terra natal para acompanhar sua sogra Noemi para a terra de Belém. Quando recolhia espigas nos campos de Boaz, foi favorecida por ele. Boaz a tomou como esposa, depois que um parente mais próximo abriu mão de seus direitos.

  • Da que foi mulher de Urias (Bate-Seba)
Nome de uma filha de Elião, mulher de Urias, o heteu. Foi com essa mulher que o rei Davi pecou tão envergonhosamente, e com quem se casou, depois que planejou a morte de Urias, seu esposo (2Sm 11.3-4; 12.24)


Vejam, amados(as), que o Senhor Jesus era descendente dessas 4 mulheres. Uma adúltera, uma moabita, uma prostituta e uma que se deitou com o sogro. O sangue dessas 4 mulheres corriam nas veias do nosso Senhor. Esta é a história dos antepassados de Cristo, ou porque não dizer, da família dele. 

Sua família tem histórias as quais você não se orgulha?

Os nomes registrados nesta genealogia estão ali bem estampados no início do Novo Testamento. É como se houvesse um destaque. Uma sequência de nomes importantes, porém, com relatos bíblicos nada honrosos. E todos apontam para Cristo. Aquele que, por meio dele, TODAS AS FAMÍLIAS SERÃO BENDITAS (Gn 12.1-3). Aquele que teve um histórico de antepassados familiares um tanto que desonrosos, sabe transformar uma história familiar. Oro ao Senhor que o Espírito Santo nos ensino isso. Não há história de família tão difícil que Ele não possa tornar bendita!

Mesmo com toda uma herança genética pecaminosa, o Senhor Jesus não pecou. Seu sangue é puro e oferecido gratuitamente a tantos que, como eu, tiveram um histórico familiar complicado. 



Que o sangue puro do Cordeiro de Deus possa purificar toda sua família,



Bp Erisvaldo Pinheiro Lima  
Mensagem ministrada em Setembro de 2016.
Comunidade Evangélica Arca da Aliança


Fonte de pesquisa:

Novo Dicionário Bíblico- Jhon Davis - Ed Hagnos

sábado, 2 de julho de 2016

Dois cálices que Cristo não queria beber



Dois cálices que Cristo não queria beber
"Pai, se queres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua". 
(Lc 22.42)

e lhe deram para beber vinho misturado com fel; mas, depois de prová-lo, recusou-se a beber. 
(Mt 27.34)



Os dois cálices que Cristo não quis beber.


  • O cálice do Getsêmani
O primeiro foi no Getsêmani. O Senhor Jesus pediu pra que o Pai, se possível fosse, afastasse aquele cálice. Veja a força dessa oração. O pedido não foi apenas de não beber. O Senhor pediu pra que o Pai afastasse o cálice. Afastar é mais intenso que não beber algo.
O Senhor Jesus sabia o que viria pela frente. Ele conhecia bem as profecias messiânicas do Salmo 22. Ali estava predito que o Messias bradaria Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? O Filho de Deus seria desamparado. Os nossos pecados e suas consequências pontuais cobrariam seu mais alto preço ali, pesando sobre os ombros do Cordeiro Santo. Nossos pecados provocaram sua condenação. A condenação é esta: o afastamento de Deus. Veja:
“Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.” (Isaías 59:2).
O Filho foi desamparado pelo Pai. E o Senhor Jesus pediu, suando gotas de sangue, que se possível fosse, que o Pai afastasse esse cálice. É o cálice da comunhão com Deus.
A comunhão com Deus sendo chamada pelo Senhor Jesus de cálice é muito sugestiva. Cálices são usados em momentos muito especiais. São caros, finos, requintados, elegantes. Eles têm um toque de nobreza, e também são frágeis, devendo ser manuseados com cuidado. Olhando pra todas essas expressões adjetivas me lembro do nosso relacionamento com Deus. Que também deve ser visto como algo caro, e de fato, um preço muito alto foi pago pra isso. Relacionarmos com Deus também é algo honroso e nobre. A Bíblia está recheada de exemplos onde a figura do reino é a cena do nosso relacionamento com Deus. E também é frágil. E nós podemos ‘quebrar’ essa santa comunhão com Deus.
Cristo não queria beber o cálice para não ficar, nem por um minuto, distante de Deus. E como devemos valorizar nossos momentos de comunhão com o Senhor! Que não nos afastemos nem por um minuto de sua santa presença. O pedido foi feito. Mas, foi negado. O pedido foi acompanhado pela permanência da vontade do Pai. O cálice não foi afastado. Pelo contrário, foi aproximado. Penetrado nas pontas dos açoites, espinhos, cravos e ainda uma lança. O Filho experimentou a pior dor espiritual, o abandono do Pai. Ele bebeu o cálice. E o cálice foi afastado de nós. Não precisamos bebê-lo. Sejamos renovados com isso. Glorifiquemos o Cordeiro que bebeu esse amargo cálice em nosso lugar. Contemple o Senhor Jesus bebendo o cálice do Getsêmani e sinta-se mais próximo de Deus.

  • O cálice do calvário
Diferente do primeiro cálice, esse foi oferecido por homens. O Senhor Jesus, agora já crucificado, não aceitou beber dele.
A mistura de vinho com fel era oferecida aos soldados romanos para diminuir os sofrimentos de batalha. Era uma espécie de anestesia. Diminuía a dor física. Cristo não aceitou essa bebida. A dor física foi experimentada em todo o seu furor. Era a nossa dor. Não poderia ser anestesiada. Verdadeiramente Ele levou sobre si nossas dores!
Apesar de estar misturado, ali tinha o vinho. E o Senhor Jesus havia liberado uma misteriosa promessa de que não beberia o fruto da vide até estar conosco no Reino do Pai. Veja:
E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide, até aquele dia em que o beba novo convosco no reino de meu Pai (Mt 26.29).
Aqui há um forte princípio do nosso Senhor Jesus que penso ser de grande importância. Ele valoriza os momentos com seus discípulos. Se no primeiro cálice havia o distanciamento com Deus, no segundo há o distanciamento com as pessoas. Ele não provou para que comunhão entre os irmãos fosse fortalecida.
Veja que, mesmo na cruz, ele recusa o vinho. A promessa de beber do produto da vide na companhia dos irmãos falou mais alto. Estar junto com as pessoas amadas nos faz bem. É superior a dor. A possibilidade de estar junto com seus discípulos foi mais forte que a dor da cruz. A comunhão supera a dor. Oh, como devemos entender isso. Paulo entendeu bem isso.
Aos Coríntios ele disse “Deus porém consolou-nos com a chegada de Tito” (II Co 7.5,6). A Timóteo ele pede “procura vir ter comigo depressa” (2Tm 4.9) e ainda  “traga Marcos com você porque ele me é útil” (II Tm 4.11).

Veja meu querido, esse segundo cálice poderia ter aliviado a dor de Cristo, mas a promessa da comunhão com os irmãos falou mais alto. A comunhão dos irmãos consolava Paulo em seus momentos de dor. Creio que isso pode ser útil pra nós também. Oro a Deus, que a obra da Cruz, que também promove a comunhão entre os falhos santos do Senhor, seja revivida para alívio da dor. Pois, pessoas precisam de pessoas. Que o Senhor nos ensine isso.

Bp Erisvaldo Pinheiro Lima
Comunidade Evangélica Arca da Aliança
Mensagem ministrada em 01 de Julho de 2016

domingo, 13 de setembro de 2015

Escola de Profetas: aos Colossenses



O pastor e fundador da igreja dos colossenses pode ter sido Epafras (1.7). Que foi até a prisão de Paulo para relatar os últimos acontecimentos daquela igreja. Embora ainda não tenha ministrado em Colossos, Paulo conhece bem as ovelhas e se sente ministro delas. Essa relação de pastor e ovelha fora fruto dos anos de trabalho em Éfeso (At 19.10).

O relatório de Epafras mostra que a igreja estava sendo abalada com ensino de falsos mestres. Veja alguns ensinos falsos que Paulo vai combater:

  • Alguns feriados precisavam ser guardados de forma especial (2.16)
  • Importância nas leis cerimoniais de alimentação (2.16,21)
  • Todos precisavam levar uma vida ascética (2.20)
  • Respeitar os princípios elementares desse mundo (2.8)
  • Adorar seres sobrenaturais, como os anjos (2.18)

Paulo chama essas heresias de filosofia e vãs sutilezas (2.8). Ele combate veementemente colocando Jesus como Senhor do universo, a revelação do mistério de Deus e em Cristo habita corporalmente toda plenitude da divindade (2.9). Nesse sentido, Paulo faz uma das descrições mais profundas da soberania do Senhor Jesus:

O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;
Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele.
E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele.
E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência.
Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse,
E que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus.
A vós também, que noutro tempo éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora contudo vos reconciliou
No corpo da sua carne, pela morte, para perante ele vos apresentar santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis,

Amo essa descrição do Senhor Jesus. E o surpreedente é que essa magnífica descrição da soberania de Cristo aponta para a igreja, para um povo que será apresentado diante de sua glória como santos, irrepreensíveis e inculpáveis. Esta é a descrição que receberão todos quanto o crêem. Olho para mim, querido leitor, e não me vejo com essas qualificações. Então olho para o o sangue de sua cruz e me coloco de joelhos glorificando por tamanha graça e poder.

Paulo segue combatendo pela igreja. Agora sua arma é a oração.. O apóstolo usa o ensino e a oração para edificação da igreja. Em sua oração, Paulo intercede para que os colossenses sejam:
  • cheios do conhecimento da vontade de Deus
  • cheios de toda a sabedoria
  • tivessem inteligência espiritual
  • andassem dignamente diante do Senhor
  • Frutificassem em toda boa obra
  • crescessem no conhecimento de Deus
  • fossem corroborados em toda fortaleza
  • tivessem força de sua glória
  • tivessem toda a paciência
  • tivessem toda a longanimidade
  • tivessem gozo (1.9-11)

Cinco coisas que se deve mortificar (3.5)
  • a prostituição - a impureza - o apetite desordenado - a vil concupiscência - a avareza
Essa lista de pecados são colocados como coisas a serem mortificadas. Algo muito interessante aqui. Não é que essas coisas estejam mortas já. Estão sendo mortificadas. Isso mostra uma continuidade nossa. Um alerta de que o nosso cuidado seja constante.

Seis vestes que devemos despir (3.8-9)
  • ira, cólera, malícia, maledicência, palavras torpes, mentiras uns com os outros
O termo que Paulo usa neste trecho é despojar. Um ato que ocorria em guerras, onde soldados vencedores despojavam as armaduras e vestes dos perdedores. Um sinal de honra para o vencedor e de humilhação para o perdedor. Nesse sentido, o trecho fica muito interessante. Os sies erros então devem ser despojados de nós mesmos. Uma verdadeira guerra é travada em nosso interior e vencemos quando tiramos esses erros de nossas atitudes. Isso é um sinal de honra, se o fizermos.

Nove vestes que devemos revestir (3.10-15)
  • misericórdia, mansidão, longanimidade, suportar uns aos outros, perdoar uns aos outros, caridade, agradecidos.
Amo essa sequência. Lembre-se que primeiro Paulo nos ensina o que devemos tirar de nós mesmos. Como uma velha roupa que deve ser removida de nosso nova vida. Agora, uma vez despojados, temos esses nove itens que devemos nos revestir. 


Bp Erisvaldo Pinheiro
Estudo ministrado em 19 de Agosto de 2015
Comunidade Evangélica Arca da Aliança


Fonte de pesquisa:

Bíblia de Estudo DAKE
Novo Dicionário Bíblico- Jhon Davis - Ed Hagnos

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Escola de Profetas: Ministros da Palavra (2ª aula)

Jesus Cristo é a própria Palavra de Deus encarnada.


Escola de Profetas: Ministros da Palavra       (2ª aula)


(continuação)

  1. No Antigo Testamento a Palavra de Deus é proclamada pelos profetas; aí temos o ministério dos profetas. 
  2. Na peregrinação terrena do Senhor Jesus, a Palavra de Deus tornou-se carne; assim, temos o ministério do Senhor Jesus. 
  3. No Novo Testamento a Palavra de Deus é proclamada pelos apóstolos; como resultado, temos o ministério dos apóstolos. 


O Ministro da Palavra nos Evangelhos: O Senhor Jesus


Anteriormente Deus empregava a voz dos homens para proclamar Sua Palavra. No Antigo Testamento a Palavra vinha sobre os homens. A Palavra e o ministro eram duas coisas distintas. Não foi assim com o Senhor Jesus, ele é a Palavra encarnada. Ele próprio era a Palavra de Deus (Jo 1.14). Tudo o que Ele fez e disse era inteiramente a Palavra de Deus. Seu ministério era o ministério da Palavra de Deus.

Com o Senhor Jesus, a Palavra de Deus usou não somente uma voz humana, mas também os pensamentos, sentimentos e opiniões. Deus não queria que sua Palavra fosse somente uma palavra (som), Ele queria que fosse uma pessoa. E isso torna a Palavra do Senhor Jesus mais elevada que no Velho Testamento, confira em Mt 5.21.

Os Ministros da Palavra no Novo Testamento: Os Apóstolos

O ministério dos Apóstolos segue o padrão do Senhor Jesus, juntamente com a adição da reveleção do Antigo Testamento. A diferença entre o ministério dos Apóstolos com o ministério do Senhor Jesus é a seguinte: no caso do Senhor Jesus, a Palavra se tornou carne, ou seja, primeiro existia a Palavra, a carne, então, se adaptou a ela. No entanto, no ministério dos Apóstolos, temos primeiro a carne, que para se tornar útil para se tornar um ministro da Palavra, essa carne tem que ser transformada segundo os padrões da própria Palavra.

Aqueles que são escolhidos no Novo Testamento não são perfeitos como o Senhor Jesus, pois Ele é o Santo de Deus sem nenhuma impureza. Assim, Deus deve tratar esses escolhidos, elevá-los ao nível que deseja, para que sua Palavra seja pronunciada atraves deles. A Palavra não será mais apenas pronunciada pela voz humana, passa ser também, observável nas atitudes, emoções, condutas do indivíduo. Saiba que Deus tem prazer de colocar sua Palavra nos indivíduos e depois permitir que ela seja visível nas várias áreas da vida do homem. No Senhor Jesus, a Palavra se tornou carne, nos ministros do Novo Testamento, a carne é transformada para receber a Palavra.

O Novo Testamento está repleto de elementos humanos; mesmo assim, também é a Palavra de Deus.

Cada escritor mantém sua ênfase, usa suas frases especiais e preserva suas características. Por meio deles, a Palavra de Deus é transmitida sem sofrer qualquer perda. Ela tem as marcas dos homens e possui características humanas, mas permanece como Palavra de Deus - assim é o ministério da Palavra no Novo Testamento. Deus não transforma homens em gravadores, Ele não deseja isso. Uma vez que o Senhor Jesus já veio e o Espírito Santo agora habita naqueles que crêem, Deus trabalha na vida do crente até que seus elementos humanos não causem prejuízo à Palavra de Deus. Assim, o Espírito Santo opera nos homens, controlando-os e disciplinando-os.

Aqueles indivíduos que não foram tratados por Deus não podem ser usados. Se o elemento pessoal é questionável diante de Deus, sua Palavra não pode ser transmitida por esse indivíduo. Ele não é adequado; não pode ser ministro da Palavra. Deus vai ter de deixar de lado aqueles cuja estrutura humana contém impurezas, obras da carne e elementos condenados pelo Senhor. Outros devem ser deixados de lado porque jamais foram quebrantados diante de Deus, seus pensamentos não são sinceros, sua vida é indisciplinada, são obstinados, suas emoções são descontroladas ou têm pendências com Deus. Se esses assim pregarem, a Palavra fica bloqueada, não é reconhecida como Palavra de Deus e a mensagem será ineficaz.. Por isso, a condição do homem diante de Deus é um problema básico para os ministros do Novo Testamento.


NOTA: Querido leitor, este é o segundo de uma série de estudos que serão intitulados Escola de Profetas. Trata-se de um projeto que fomos direcionado pelo Santo Espírito do Senhor para desenvolvermos junto aos obreiros. Nas primeiras aulas, estudamos, além da Bíblia Sagrada, o livro de Watchman Nee descrito abaixo. Para aqueles que serão tocados pelo Senhor para meditarem nesses estudos, aconselho que comprem o livro.


Fontes de pesquisas:
O Ministério da Palavra de Deus - Watchman Nee - Editora Clássicos


Bp Erisvaldo Pinheiro Lima
Comunidade Evangélica Arca da Aliança
Ministrado em Setembro de 2014
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