quinta-feira, 28 de março de 2013

De dia Nicodemos, de dia!


DE DIA NICODEMOS, DE DIA!
João 3,1-6

Imagine você, que o seu namorado, prefira sair com você à noite e para lugares não muito movimentados. Você sempre estranhou essa postura dele, mas, um dia, depois que você se afastou por algum motivo, notou que outra moça o abordara. Curiosa você se aproximou e ouviu a moça perguntando: -Ei, você namora aquela moça? E ele gaguejando disse que vocês eram apenas conhecidos, na verdade tinha acabado de se conhecer! Qual seria sua reação?
Nicodemos, fariseu, um mestre em Israel, procurava Jesus somente durante a noite. Em escondido. Ele não queria ser visto com Cristo em público. Era um homem de ótima condição social, que ocupava um cargo importante. Durante o dia estava envolto em suas ocupações no Sinédrio. Intimamente deveria ter um vazio que era preenchido com os ensinamentos de Jesus.

terça-feira, 26 de março de 2013

O retorno do Rei e os seus três recepcionistas.


2 Samuel 19.15 “Então, o rei voltou e chegou até ao Jordão; e Judá veio a Gilgal, para ir encontrar-se com o rei, à outra banda do Jordão.”


             O cenário é de um dia após a batalha. Definido em versículo anterior como a vitória que se tornou, naquele mesmo dia em tristeza. Os inimigos do rei haviam sido derrotados, uma vitória para ser celebrada, a não ser por um detalhe, um dos inimigos era filho do rei. Os combatentes felizes pela vitória, enquanto que o rei chorava pelo final trágico do filho. A batalha cessara, e era hora do querido rei voltar à Jerusalém. O dia após a batalha marcaria o retorno do rei Davi à Santa Cidade. Na sua volta, o rei manda o alerta. Ele almeja ver aqueles que ele chama de meus irmãos, meus ossos e minha carne. Era para os anciãos de Judá recepcionar o rei.
               Um detalhe importante acontece aqui. Em seu retorno, o rei chega até o Jordão enquanto Judá veio a Gilgal. Observe que todos os homens de Judá espera o rei que ainda está no outro lado do Jordão. E é neste momento, conforme nos mostra os versos 16, 24 e 31, que apenas três destes homens vão além do povo e se apressam ao encontro do rei.
                O cenário é uma típica cena do Apocalipse. Após a batalha, alegrias de uns e tristezas de outros, o rei anuncia que está voltando. O povo o espera, enquanto três homens se adiantam e dão um passo a mais na direção do rei. Percebe a semelhança? Nosso Grande Rei também tem anunciado sobre sua volta iminente, e que acontecerá em meio às batalhas detalhadamente descritas no livro da Revelação. Aquele que será O Dia, também marcará alegria de alguns e tristeza, pranto e ranger de dentes para outros. E por último, o povo escolhido esperando seu retorno.
                Somente percebendo a semelhança entre o retorno do rei Davi à Jerusalém, e o retorno do Rei Jesus à sua Igreja é que podemos olhar com mais atenção à atitude dos três homens que se apressam para receber o rei. Eles se destacam e se diferenciam do restante do povo. E de um povo de milhares de pessoas, apenas o nome destes três são mencionados.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Absalão e os outros ladrões de coração.


“Furtava Absalão o coração dos homens de Israel.” 2Sm 15.6b


Estratégia e perspicácia definem o plano de Absalão. Num período de quatro anos, este príncipe arquitetou um plano para chegar ao ponto mais alto da realeza israelita. Um plano difícil, pois seu pai, o grande rei Davi, tinha pelo menos uns treze filhos. Treze candidatos ao trono. Mas a candidatura de Absalão fugia da lógica, ele queria muito o trono, e se seu próprio pai fosse o empecilho...
                Davi havia sido um homem que tinha conquistado o coração de Israel. Havia sido aclamado rei daquela nação. Absalão, seguia os passos do pai com uma sutil diferença, ao invés de conquistar, ele roubava os corações.
                Armou seu plano justamente no acesso do povo ao rei. Quando um israelita vinha à presença do rei para apresentar alguma causa, lá estava Absalão usando suas estratégias.
                Observe que esse relato aponta para uma realidade muito comum nos dias de hoje. Estratégias ainda são feitas para impedir eu e você de termos acesso ao Grande Rei. É como se essa passagem das escrituras fosse tipos, o povo israelita sendo o povo de nossos dias, Absalão sendo tudo aquilo que pode ser representado para nos impedir o acesso ao Senhor, e o rei Davi como um tipo de Cristo, aquele que é o Rei dos reis.
                Toda a trama de Absalão se concentrou no acesso do povo ao rei. Alguém tinha um problema e precisava apresentá-lo ao rei, lá estava Absalão no meio do caminho. Causas difíceis, audiências, pedidos, gratidões, tudo que poderia motivar alguém para ir à presença do rei, Absalão se colocava antes do rei usando estratégias para roubar o coração do povo.
                Suas estratégias envolviam:

segunda-feira, 18 de março de 2013

Não podemos ser Pilatos.


          

Pôncio Pilatos teria sido apenas mais um governante de terras consideradas bárbaras pelo Império Romano, se não fosse um detalhe. Pilatos esteve frente a frente com Cristo num momento crucial da história. O momento do julgamento do Filho de Deus.

Um governador de províncias romanas, como era o caso da Judéia, tinha funções estabelecidas pelo imperador. Mas manter a ordem social era mais que uma função, era um lema. Roma não queria problemas com terras já conquistadas. Recolher tributo e julgar questões mais difíceis que poderiam envolver a pena máxima, também eram funções do governador.

Os quatro evangelhos registram o momento em que o governador da Judéia tem a responsabilidade de julgar a Jesus. Os relatos se completam. Em cada um, há um registro que nos traz um ensinamento útil para os dias de hoje:

Tornou, pois, a entrar Pilatos na audiência, e chamou a Jesus, e disse-lhe: Tu és o Rei dos Judeus? Respondeu-lhe Jesus: Tu dizes isso de ti mesmo, ou disseram-to outros de mim? (João 18:33-34)

A liderança judaica acusa o Mestre de tumultuar as cidades, de incitar a multidão causando danos à ordem pública, e de se declarar rei dos judeus. As acusações vão de encontro à responsabilidade máxima de um governador de províncias romanas. Roma tinha aversão a tumultos.

Mas para Pilatos, sua atenção fixou na última acusação. Em alguns detalhes dos relatos bíblicos, percebemos que o governador da Judéia conhecia as escrituras daquela província. O fato de Jesus se declarar rei dos judeus inquieta Pilatos. Ele não pergunta se o réu era um tumultuador. Ele quer saber se o réu era o Rei dos judeus.

Ainda é o início do julgamento, e Jesus faz uma pergunta simples e profunda. Imagino uma chance sendo dada. Imagino Jesus dando uma chance a Pilatos de confessar o reino de Deus. Cristo pergunta: Tu dizes isso de ti mesmo, ou disseram-to outros de mim? Observe que nosso Mestre queria que Pilatos declarasse se ele reconhecia o Reino ou se apenas ouvira falar.

Reconhecer Cristo como Rei é diferente de ouvir falar de Jesus. Conhecer Cristo pessoalmente reconhecendo seu senhorio sobre sua vida é algo bem diferente de apenas ouvir falar de Jesus. Hoje ainda há pessoas que ouvem falar de Jesus, tem a chance de confessar o Reino de Jesus, mas, como Pilatos, se esquivam e ‘deixa isso pra lá’.

terça-feira, 12 de março de 2013

Crente velho ou crente renovado?


Rm 12.2 E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

1Sm 18.29 Então Saul temeu muito mais a Davi e Saul foi todos os seus dias inimigo de Davi.

     No capítulo 18 do primeiro livro de Samuel, a história  entre Saul e Davi entra em colapso. Como num jogo de gato e rato, Saul não consegue mais disfarçar, nem mesmo tolerar o sucesso de Davi.
Saul havia sido ungido primeiro, mas sua postura de não reconhecer seu erro, e pior, apontar os 'outros' como culpados de suas falhas, fez com que Deus ungisse outro em seu lugar. Um mais quebrantado. Errante também, mas que reconhece seus pecados.
     Então, neste capítulo em questão, temos dois ungidos. Um ungido mais antigo, e mais novo. Temos dois crentes. O crente velho, e o crente novo. Dois personagens que exemplificam muito a situação vivida hoje em dia. Aqueles crentes velhos de um lado, e os outros crentes que se permitem serem renovados.
   

segunda-feira, 11 de março de 2013

Amor pelas almas


AMOR PELAS ALMAS

TEXTO: Lucas 15,1-7

            Meus irmãos,
            A graça e a Paz do Senhor Jesus.

            Como filhos do Altíssimo, nós sempre desejamos a presença de Cristo. No entanto, muitas vezes ficamos orgulhosos, no sentido mal da palavra, de podermos contar com essa presença. O orgulho , assim como fez com Lúcifer, nos separa de Deus.
            Quando vemos uma pessoa afastada dos caminhos do Senhor, sentimos “pena” e clamamos pela misericórdia de Deus, clamamos a Deus que vá em resgate desse perdido. “Nós estamos seguros, mas aquele que está longe está perdido.” Essa posição orgulhosa nos leva para longe de Cristo. É isso mesmo! Nossa posição de “ovelhas brancas”, uma posição de salvo, mas sem atitudes (palavra da moda que pode ser trocada por obras) com um sentimento hipócrita de pena por aquela “ovelha negra”, nos retira da presença de Jesus. Veja o que o texto diz: “Que homem dentre vós, tendo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove, e não vai após a perdida até que venha a achá-la?” v. 4(meu sublinhado).
           

sábado, 9 de março de 2013

A parábola dos lavradores maus


"Ouvi, ainda, outra parábola: Houve um homem, pai de família, que plantou uma vinha, e circundou-a de um valado, e construiu nela um lagar, e edificou uma torre, e arrendou-a a uns lavradores, e ausentou-se para longe. "
(Mateus 21:33)
Bp Erisvaldo Pinheiro (ministrado em 02/03/2013)

A vinha do Rei está sendo arrendada. Não vendida, nem trocada, muito menos cedida, apenas arrendada. Dessa forma, ela continua sendo de um único e antigo dono, o Senhor Dono da Vinha, mas com os devidos cuidados dos lavradores.

Nesta belíssima parábola, nosso Mestre exorta os presentes ouvintes para o cuidado que os lavradores precisam ter da vinha do Rei. Em contraste com a supervisão do dono.

Mesmo de longe, o Senhor Dono da Vinha supervisiona e cobra por frutos, e ainda manda servos para averiguações.

Os primeiros lavradores parecem que não gostam de serem supervisionados Não gostam de prestação de contas. Parecem que são donos da vinha.

Fazem o que querem, colhem seus frutos para si e não aceitam a supervisão do Senhor Dono da Vinha.

Um servo da supervisão enviado pelo Dono da Vinha é apoderado, outro é ferido, mais outro e é morto e o derradeiro é apedrejado. E a vinha fica nas mãos dos simples lavradores. O Filho do Dono da Vinha também é enviado, afinal de contas, espera-se um respeito pelo Filho. Mas o sentimento de posse daquela vinha é tão grande, que os lavradores o matam.

O Senhor da Vinha não desiste do seu projeto. Faz justiça. A vinha não fora vendida, nem doada, nem trocada. Foi arrendada. E o Dono da Vinha vai resgatar aquilo que é dEle. Dá afrontosa morte aos maus lavradores e arrenda a Vinha a outros lavradores. Com uma única exigência. Que a seu tempo, lhe deem os frutos.

Essa Vinha agora está arrendada à outros lavradores. Pessoas que, diferentes dos primeiros, cuidem, zelem, e que tenham consciência que prestarão contas. Que os frutos são do Senhor.

Uma Vinha tão bem planejada, não pode perecer. Tem que fazer aquilo para o qual fora projetada, para os frutos. A vinha, cujo até mesmo o Filho do Dono já morrera por ela, é o Reino de Deus. A noiva do Cordeiro. A igreja. Eu e você.

Eu e você somos os novos lavradores. A vinha, não é nossa, é dEle. A igreja está sob nossos cuidados, mas continua pertencendo a Ele. O Senhor Dono da Vinha requer de nós a prestação de contas. O Senhor Dono da Vinha requer de nós frutos. Frutos para glória dEle, e não nossa.

Essa Vinha possui uma bela e planejada estrutura.

“plantou uma vinha, e circundou-a de um valado, e construiu nela um lagar, e edificou uma torre”

Novos lavradores, eu os convido a conhecer um pouco mais sobre a estrutura da Vinha do Senhor:

1. Uma vinha plantada.

 

Esta vinha é arrendada. Existem três tipos de arrendamento: por um tempo determinado, para toda a vida e, por último, o hereditário.

Samuel e os filhos de Jessé



1Sm 16. 4-13
                

Frente a frente com Deus, o que você poderia apresentar ao Senhor? O que está dentro do seu coração hoje para apresentar ao Senhor?

No texto lido, Deus ordena Samuel ir até Jessé para ungir o próximo rei de Israel. Jessé significa "homem de Deus".

A unção representada pelo azeite, prefigurava o derramamento do Espírito Santo. Samuel tomou o vaso de azeite e ungiu-o no meio dos seus irmãos; e desde aquele dia em diante, o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi.

Assim como o azeite foi derramado na descendência de Jessé, Deus quer derramar unção do Espírito Santo na tua vida.

Precisamos dessa unção. Alguns casos, aflições e batalhas dependem do derramamento dessa unção. Como nos dias caóticos de Jessé, a unção de um novo rei era a esperança de mudança.

Você quer ter esperança de mudança? faça como Jessé, apresente o que você tem diante de Deus.


  • · Eliabe 
Quando Samuel entra na casa de Jessé, logo nota Eliabe. Eliabe significa “meu Deus é Pai”. Aparência forte, alta estatura. Jessé nem precisou apresentar Eliabe. Samuel já o notara.

Mas o Senhor disse que não iria olhar as aparências. Iria olhar para o coração.

Falou em apresentar algo a Deus, fazemos o mesmo. E toma Eliabe. É para apresentar algo, então olhe Elliabe em nós. Força, aparência, todos notam. Meu Deus é meu Pai e pronto. Eliabe para todo mundo ver.

Então, Deus pede para olhar para o nosso coração!

  • · Abinadabe 
Jessé teve que apresentar a segunda opção. Ainda podia escolher o que iria apresentar. E Abinadabe foi apresentado.

Abinadabe significa generosidade.

terça-feira, 5 de março de 2013

Vaso de alabastro: oportunismo ou oportunidade?



Mt 26.7 “e aproximando dele uma mulher com um vaso de alabastro, com unguento de grande valor, e derramou-lho sobre a cabeça, quando ele estava assentado à mesa.”

O ato de ungir é citado em várias passagens nas Escrituras. Comum nos tempos antigos de Israel.
Mas o que Maria (irmã de Marta, irmã de Lázaro) fez, ungindo a cabeça e os pés de Jesus, foi algo que já não era tão mais praticado. A unção na cabeça, com derramamento de óleo, era feito aos reis, cargo que já não tinha mais em Israel.
A atitude dessa mulher foi vista de forma antiquada, fora de moda, caro e num momento inapropriado. Afinal, era um jantar na casa de um certo Simeão. Foi um ato de oportunismo, desaprovado pelos presentes à mesa. Exceto por Jesus.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Resultados da ressurreição


"Então, Jesus disse-lhes: Não temais; ide dizer a meus irmãos que vão a Galiléia e lá me verão." (Mateus 28.10)


Os resultados do ministério de Cristo se dividem em duas partes. Na primeira, não sei se é adequado  chamar de resultados. Pelo menos não são tão efusivos. Mas os resultados estão registrados ao longo dos quatro evangelhos.
No seu nascimento, sentença de morte. Na sua família, preocupação de trancá-lo. Na sua cidade, vontade de apedrejá-lo. Na sua jornada, dezenas de discípulos. Na sua sentença, nenhum discípulo. Na Jerusalém Santa, uma multidão o recebeu com ramos gritando Hosana nas Alturas, bendito aquele que vem em nome do Senhor. Na mesma Jerusalém Santa, a mesma multidão o condenou gritando liberte Barrabás e crucifica o nazareno.
São resultados que não nos deixam tão otimistas e empolgados. Vivemos para ter resultados. Não vivemos para ganharmos algo em troca de nossas ações, mas esperamos resultados em nossas vidas daquilo que realizamos. Mas, as vezes, os resultados não são muito otimistas.

O que você está construindo para Deus?



“Semeais muito, e recolheis pouco; comeis, porém não vos fartais; bebeis, porém não vos saciais; vesti-vos, porém ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o num saco furado.” (Ageu 1,6)

  •  Construindo na adversidade.



O povo de Israel tinha a ordenança de reconstruir o Templo do Senhor. No entanto estavam mais preocupados na reconstrução de suas próprias casas. Temos a triste postura de pensar que Deus pode esperar, mas o povo viu que o princípio de colocar os Planos de Deus encabeçando sua lista de prioridades era essencial. A profecia ou o aviso do Senhor falado pelo profeta Ageu causou um grande impacto ao governador, ao sacerdote e ao povo. E isso trouxe à consciência a necessidade da construir algo para Deus. Se você tem semeado muito e colhido pouco, se tem comido, mas não tem se fartado e o seu salário tem sido colocado num saco furado, está na hora de verificar onde, em sua lista de prioridades, está a reconstrução do Templo do Senhor

  • Construindo por amor.




sábado, 2 de março de 2013

Na batalha, arrependimento e Ebenézer.




 “Tomou, então, Samuel uma pedra, e a pôs entre Mispa e Sem, e lhe chamou Ebenézer, e disse:  Até aqui nos ajudou o Senhor.” (1 Samuel 7.12)

Na antiga aliança, as batalhas marcam o relato bíblico. Sob a luz no novo testamento, também travamos severas batalhas. Não mais contra filisteus, agora a nossa luta é contra os principados e potestades, mundo e pecado, e contra nós mesmos. Do terceiro ao sétimo capítulo do primeiro livro do profeta, juiz e sacerdote Samuel, está registrado uma batalha que nos encoraja muito nas nossas lutas travadas de hoje. Esperança, arrependimento e ajuda do Senhor marcaram essa batalha épica, e pode marcar sua batalha também.


  • ·         Esperança sucedida pela frustração.

          
  Israel vai perdendo a batalha para os filisteus. Então, a Arca do Senhor é trazida para a batalha.O povo de Deus enche o coração de esperança. Jubilam tanto que a terra estremece e os inimigos são tomados de medo.
                Tudo aponta para um final feliz. A hora da virada, a presença da Arca mudando o rumo da batalha e o povo de Deus vencendo... Mas nada disso acontece. Os filisteus vencem e Israel contabiliza 30 mil percas, os sacerdotes morrem, e a Arca , símbolo da presença e proteção divina, é roubada e levada para as terras inimigas. Eli recebe esse terrível relatório e cai da cadeira tendo o pescoço quebrado, sua nora grávida mediante tanta notícia ruim entra em trabalho de parto e não sai mais dele. Um dia para esquecer.
                Triste coisa é imaginar a Arca chegando, o coração dos descendentes de Abraão se enchendo de esperança e ocorrer essa derrota toda. Triste coisa é enchermos o coração de esperança e vermos resultados inesperados, trágicos e tristes.

Da necessidade ao sonho. Do sonho à Promessa de Deus.

"Disse-lhe o profeta: Por este tempo, daqui a um ano, abraçarás um filho..." (2Reis 4.16a)

     Todos nós temos necessidades. Nas diversas áreas de nossas vidas, temos necessidades. Família, matrimônio, carreira, trabalho, ministério ou pessoal, traçamos metas, objetivos, vontades, resultados, sucesso, colheita, necessidades que nos acompanha em nosso coração.
     Ao olharmos para o texto em questão, percebemos que Deus quer que tenhamos algo maior que necessidades. Ele nos permite sonharmos. Ele quer transformar nossas necessidades em sonhos.

  • Transformando necessidades em sonhos.
A sunamita oferecia pão para o santo do Senhor. O profeta passava e se alimentava com a dádiva dessa mulher. 
Essa mulher era casada num tempo em que a função ímpar da mulher era gerar filhos para o marido. Mas ela ainda não havia gerado. Ela tinha a necessidade de ter um filho, mas ainda não era sonho. Isso tinha que mudar.