quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Combatais comigo nas vossas orações

Paulo chama seu rebanho para combater com ele em oração


Um combate de Oração 
(para uma ampla compreensão, leia Rm 15)

E rogo-vos, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito,  que combatais comigo nas vossas orações por mim a Deus;    Romanos 15:30

Bp Erisvaldo Pinheiro
Palavra ministrada em 27 de Agosto de 2014
C. E. Arca da Aliança

O Apóstolo Paulo compartilha seus planos com seu rebanho de Roma. Ele pretende coletar as ofertas levantadas em Macedônia e Acaia para levar à Jerusalém. Depois disso, planeja passar na igreja dos romanos e partir para pregar o Evangelho na Espanha. Com isso, o apóstolo pretende chegar à plenitude da benção do Evangelho de Cristo.

Paulo sabe das retaliações que poderá enfrentar na execução de seus projetos. Abertamente, chama os opositores de rebeldes! Por isso, pede orações para que essa administração seja bem aceita pelos santos. Seu pedido de oração é forte:
Rogo-vos, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito, que combatais comigo nas vossas orações por mim a Deus. Rm 15.30
Não é um simples pedido de oração. Paulo chama seus fiéis para combaterem com ele em oração. Um princípio magnífico de Paulo. Para o apóstolo, um planejamento ministerial para ser bem sucedido é necessário de um exército de valentes combatendo em oração! Trata-se de um verdadeiro combate, e que não deve ser travado só, combatais comigo nas vossas orações.

Combate lembra um conflito violento, onde um oponente tenta vencer e/ou dominar o outro. Uma bela visão paulina do que é oração! No Velho Testamento, temos um bom exemplo disso:

  • Um modelo magnífico

O texto de Êx 17.8-13 relata a guerra entre os israelitas, sob liderança de Josué, contra os amalequitas. O detalhe interessante foi que Moisés, juntamente com Arão e Hur,  escolheu subir ao monte e combater usando a oração. Na medida que Moisés combatia em oração com as mãos levantadas, Josué prevalecia. Quando, porém, o grande líder se cansava a guerra ficava favorável aos filhos de Amaleque. Era nesse momento em que os intercessores, Arão e Hur, levantavam as mãos de Moisés e o povo de Deus vencia a batalha. 

O que Paulo está pedindo aos romanos é que eles façam justamente o que Arão e Hur fizeram. Moisés combatendo em oração sozinho era acometido pelo cansaço. Precisava de mais alguém para combater com ele. Para execução de seus planos ministeriais, Paulo precisava de intercessores que combatessem juntamente com ele. Uma verdade latente temos aqui, muitos planos ministeriais fracassam, ou não saem do papel, por falta de pessoas que juntem com sues líderes e combatam em oração! Precisamos de Hur e Arão nesses dias. Precisamos, também, de Paulo's nesses dias para ensinarem seu rebanho sobre o combate de oração, líderes que regam seus projetos ministeriais com a força da intercessão conjunta!

  •  O Intercessor

Temos um intercessor de excelência, veja esses dois versículos:
Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós. (Rm 8.34)
Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles. (Hb 7.25)
Vemos dois princípio fortíssimos nesses dois versículos. Primeiro, como costume na Antiga Aliança, Moisés sobe a um monte para combater em oração. Era como se ele estivesse mais próximo de Deus. Cristo, porém, subiu a um monte em que homem nenhum é capaz de chegar. Nosso Senhor alcançou o alto e sublime trono e à direita de Deus, intercede por nós. 

O segundo versículo diz que Jesus está vivendo sempre para interceder. Suas mãos não se cansam, seu combate de oração não diminui. Se o combate de oração feito por Moisés foi suficiente para garantir a vitória da batalha que Josué enfrentava, imagine, então, quão maior poderá ser nossa vitória através da intercessão de nosso Senhor Jesus! Em nome de Jesus temos essa garantia de vitória nas batalhas.

  • Em nome de Jesus

Orar em nome de Jesus significa reconhecer a vida, morte e ressurreição e seu reinado a destra de Deus. Combater em oração é se unir a Cristo, como se Ele estivesse orando se estivesse encarnado nos dias de hoje!

Se não houver esse reconhecimento, o nome de Jesus será apenas uma fórmula acrescentado às nossas petições, como nos dois casos a seguir:

  1. At 8.14-24 - Simão, o mágico, queria usar os poderes de Deus para seu próprio fim. Orou usando o nome de Jesus, mas tudo que aconteceu foi, nas palavras de Pedro: fel de amargura e laços de iniquidade.
  2. At 19.11-16 - Sete filhos do Sumo Sacerdote Cefa tentaram combater em oração contra espíritos imundos usando o nome de Jesus. O resultado foi trágico e nos ficou como exemplo de nos mantermos em alerta, ouviram: conheço Jesus e bem sei quem é Paulo, mas e vós quem sóis?
Nesses dois exemplos negativos, lembro-me de uma situação ocorrida ha alguns anos. Eu comprei um relógio na feira e meu sogro o achou bastante bonito. Ele mostrou para seu irmão (um conhecedor do assunto) que em menos de um minuto franziu o rosto dizendo que não queria uma coisa dessa nem de graça! Querido leitor, no combate de oração acontece algo parecido. Os espíritos imundos sabem distinguir o verdadeiro do falso. 

Pense nisso...

O padrão para combatermos em oração em nome de Jesus nos foi ensinado quando nosso Mestre estava reunido em sua última ceia. Jesus ensinou aos seus discípulos que:
Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito. Jo 15.7
Permanecer nos transmite a ideia de continuidade. E, por isso, essa permanência vai ser provada. Devemos permanecer nEle e suas palavras permanecerem em nós. Nesse estado de permanecer nEle, nos tornamos íntimos, nos familiarizamos. Permaneço casado há 14 anos, e reconheço situações em minha esposa sem ela falar nada. Estamos familiarizados. 

A promessa é forte, pedireis o que quiserdes, e vos será feito! 


Fonte de referência:

Richard J Foster. Oração o refúgio da alma. Editora Vida

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Como um espelho

Somos como um espelho que deve refletir a glória do Senhor!
Mas todos nós, com cara descoberta, refletindo, como um espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.  (2Co 3.18)


Bp Erisvaldo Pinheiro
Palavra ministrada em 22 de Agosto de 2014
C. E. Arca da Aliança



Precisamos passar por um processo profundo e intenso de transformação para podermos refletir a glória do Senhor. Somente transformados é que poderemos refletir essa glória. Paulo chama isso de ter "cara descoberta" e faz menção de Moisés que cobria seu rosto quando o brilho da Glória de Deus diminuía.

E não somos como Moisés, que punha um véu sobre a sua face, para que o filhos de Israel não olhassem firmemente para o fim daquilo que era transitório. (2Co 3.13)

Devemos tirar esse véu que cobre o brilho diminuindo de nossos rostos. Esse brilho é transitório, por isso, deve ser buscado constantemente.

Somos espelhos que deve refletir a glória, mas todas as vezes que tampamos nossos rostos com esse véu, deixamos de refletir. Todas as vezes que passamos uma espiritualidade que não temos, ou que pretendemos deixar um impressão daquilo que de fato não somos, então, cobrimos nossa verdadeira face com véu! Minha oração é que, assim como o véu do templo rasgou-se por completo na morte de Cristo, assim seja rasgado todo véu que tenta cobrir o que verdadeiramente somos.

Somos como um espelho, não podemos estar encobertos. Somos como um espelho chamados para refletir a glória do Senhor!

Veja, querido leitor, algumas características dos espelhos nos tempos de Paulo e permita que o Espírito do Senhor venha falar contigo:


  • Como um espelho


O espelho tem uma superfície polida, destinada a refletir. Eram fabricados de cobre, que é um metal maleável e bom condutor de eletricidade. Se somos como um espelho, também devemos ser polidos para refletir. Nossa finalidade, então, é refletir a imagem do Senhor. Pouco importa nosso formato, decoração ou onde estamos, o importante é que somos polidos diariamente para refletirmos a imagem do Senhor. Também devemos ser maleáveis e bom condutores de energia, como o cobre. Um coração maleável é facilmente moldado pelo chama daquele que batiza com sangue e fogo. Um coração condutor de energia não fica parado, ele quer conduzir essa luz para onde tem trevas.

Por serem de metal, os espelhos corriam o risco de enferrujarem. A ferrugem ocorre com o contato com o oxigênio (água ou ar), assim o metal se deteriora pouco a pouco, e se não for contido pode chegar à degradação total. Somos como um espelho e corremos o risco da ferrugem. O excessivo contato com o mundo pode nos deteriorar. Essa ferrugem começa de coisas poucas, e se não for contido, um ministério inteiro pode ser degradado!

Essa ferrugem pode ser evitada, não entrando em contato com o oxigênio. O que pode ser obtido através:


  1. Pintura - Com a pintura, o metal não entra em contato com o oxigênio. Somos como um espelho que deve ser pintado para não termos contato com aquilo que pode nos deteriorar. Como Isaías que tirou o véu do rosto no seu encontro com Deus e declarou sou um homem de lábios impuros e logo um anjo tirou uma brasa viva do altar e tocou (pintou) nos lábios do profeta.
  2. Cobrir com óleo - Se o metal for coberto com óleo, também estará protegido da ação da ferrugem. Se queremos ser como esse espelho que reflete a glória do Senhor, devemos, então, ser cobertos pelo óleo do Espírito Santo. A unção do Senhor nos protege. Por isso, não podemos entristecer o Espírito, devemos ouvi-lo e seguir sua voz!
  3. Mistura com metais de sacrifício - O espelho (ou qualquer objeto metálico) cuja composição é misturada com os chamados metais de sacrifício fica permanentemente protegido da ação da ferrugem. Isso acontece pois o metal de sacrifício sofre a ação da ferrugem no lugar do objeto! Isso é magnífico! Aponta para a obra redentora de nosso Senhor Jesus. Como um espelho, seremos permanentemente protegidos das ferrugens do mundanismo se formos misturados em nossa composição com o seu precioso sangue. Ele sofreu a ação da ferrugem em nosso lugar. Ele foi enferrujado na cruz em nosso lugar! 

Pense nisso...

Amados, somos como um espelho criados para refletirmos a glória do Senhor. Devemos tirar toda vaidade que quer cobrir esse espelho. Apenas refletimos a glória dEle!  O espelho pode ser bonito como for, bem adornado e com suas especificidades, mas se não refletir a imagem daquele que está em sua frente, para nada serve.

Amados, somos como um espelho criados para refletirmos a glória do Senhor. Devemos ter cuidado com tudo aquilo que quer nos enferrujar. Devemos ser pintados com as brasas do altar do Senhor. Sempre lubrificados com o óleo da unção de seu Santo Espírito. E misturados sempre com o sangue do Cordeiro, que sofreu nossas ferrugens na cruz. E se ainda assim ficarmos enferrujados, ainda terá jeito. Mas aí seremos lixados e polidos... isso deve doer!

Que a obra redentora de Cristo esteja em tudo que você fizer.


Fontes de apoio:

Novo Dicionário Bíblico- Jhon Davis - Ed Hagnos



quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A viúva de Naim e o encontro das multidões

Jesus promoveu o encontro de duas multidões


E aconteceu que, no dia seguinte, ele foi à cidade chamada Naim, e com ele iam muitos dos seus discípulos, e uma grande multidão; E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade. E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores. E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam), e disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te. E o que fora defunto assentou-se, e começou a falar. E entregou-o à sua mãe. E de todos se apoderou o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o seu povo.




Bp Erisvaldo Pinheiro

Palavra ministrada em 20 de Agosto de 2014
Comunidade Evangélica Arca da Aliança


Nosso Mestre sai da grande Cafarnaum em direção à pequena Naim, após uma ministração forte e operar o conhecido milagre no servo do centurião. Seguido de uma grande multidão e muitos de seus discípulos, Jesus percorre cerca de 32 Km até chegar à porta da pequena cidade. Há um clima de alegria nessa multidão. Nada é mencionado da grande distância percorrida, é como se aquela caminhada tivesse sido muito agradável e momentos agradáveis parecem que passam rápido. Uma multidão feliz nos contagia. Ao ouvir os relatos dos prodígios em Cafarnaum, qualquer um que se juntasse àquela multidão seria contagiado pela atmosfera de alegria. O centro da alegria estava ali, Jesus!


Da pequena Naim sai uma viúva acompanhada de uma outra multidão, percorrendo uma pequena distância em direção ao sepulcro. Aqui, o clima é de tristeza e muito é mencionado da caminhada. É como se cada passo durasse uma eternidade. Mais que demorar, o tempo parece parar. Uma multidão triste assim, tende a nos contaminar. Tende a ter vozes de acusação, apontando culpados pela situação difícil. Tende a ter vozes de desespero, estipulando que o amanhã será terrível, sem esperança. Tudo isso pesava sobre a viúva. Ela era o centro das atenções, uma viúva de um pequeno vilarejo que perde seu único filho!

E perto da porta da cidade as duas multidões se encontram.

  • Jesus promove o encontro das multidões

Ao se dirigir à viúva, Jesus demonstra na prática o que Paulo ensinou ao seu rebanho que estava em Roma:
Alegrai-vos com os que se alegram; e chorai com os que choram (Rm 12.15)
Ele juntou as duas multidões. Os que sorriam com os que choravam. Nossa natureza caída não nos permite sentirmos a tristeza do outro estando nós felizes. Muito menos estar sofrendo e passar a ficar alegre com a alegria do próximo. Mas, Jesus faz isso!

Na junção das diferentes multidões, quem estava alegre glorificou ao Senhor. Quem chorava se renovou e se encheu de esperança e também glorificou ao Senhor. Observe que quando acontece declaração de que "todos glorificavam ao Deus" não há mais duas multidões distintas. Agora é apenas uma, a multidão que glorifica ao Senhor. Deus nos une no Corpo de Cristo, a Igreja. Somos diferentes também, uns choram e outros sorriem, uns mais dispostos e outros mais enfraquecidos, uns disponíveis e outros muito ocupados, mas nos tornamos juntos em Cristo, passamos a ser um só corpo. Uma única multidão que glorifica a Deus! Aleluia!

  • Jesus é a esperança de um amanhã melhor

Acredito que o pior problema da viúva era o amanhã. Ela iria enterrar sua última fonte de proteção e sustento. Iria enterrar suas esperanças. 

Jesus, mais uma vez, demonstra na prática o que estava registrado nas escrituras:
O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã. (Salmos 30:5)
Uma das mensagens mais forte do Evangelho é a restauração da esperança. Devolver ao necessitado a esperança de um amanhã melhor. Mais que devolver o filho àquela mulher, Jesus devolveu sua esperança.

  • Jesus se importa

Nosso Senhor ressuscitou uma menina que havia acabado de falecer (Lc 8.42-56), também este que estava a caminho da sepultura (Lc 7.12) e mais outro que estava morto há quatro dias (Jo 11). São tempos diferentes cuja causa permanece um mistério para nós. Mas uma coisa é fato, Jesus se importou com todos!

Não somente se importa, ele age. Ele disse "não chores", antes do milagre. Note que a palavra é liberada antes da ação do milagre. Primeiro ele consola a que chora e depois, se dirige á causa do choro. Creio que Deus pode estar falando primeiro com você, querido leitor, mas depois, ele vai se dirigir à sua causa. Ele se importa por você!

Naim pode significar deleite e beleza. Mas naquele dia, era um lugar de dor e tristeza. Pelo menos só até Jesus chegar e mudar a situação. Isso nos mostra que não existe deleite e beleza sem Jesus. E muito menos, dor e tristeza com Jesus.

Pense nisso...

Quando Jesus libera sua palavra, imediatamente o jovem se levantou. O original grego para esta palavra é anakathizo que é usado somente aqui no Evangelho de Lucas e em At 9.4 (também escrito por Lucas). Trata-se de um termo médico que significa levantar-se e sentar direito. Ou seja, o estado médico do filho da viúva foi de uma completa restauração. Sua causa de dor fora completamente movida pela palavra de Cristo, ficando seu estado final, melhor que a inicial. 

Aquele que junta as diferentes multidões e que devolve a esperança de um amanhã melhor continua agindo. Continua liberando sua poderosa palavra consoladora e operando seu anakathizo. Ele continua...     

Que a paz do Senhor Jesus repouse em ti.


Dicionário Bíblico James Strong - Sociedade Bíblica do Brasil
Bíblia de Estudo Dake - Ed Atos
Novo Dicionário Bíblico- Jhon Davis - Ed Hagnos

Aldery Nelson Rocha, D.D. - Bíblia Revelada Novo Testamento - Ômega

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Jeremias e a visão da amendoeira

Vara de amendoeira brotando

Bp Erisvaldo Pinheiro
Palavra ministrada na C.E.Arca da Aliança, em 20/06/2014


Ainda veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Que és que vê, Jeremias? E eu disse: Vejo uma vara de amendoeira. E disse-me o Senhor: Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir. Jeremias 1.11-12


O destaque inicial nesta passagem é o ainda. Este termo mostra uma continuidade na obra do Senhor na vida de Jeremias. Ele já tinha tido pelo menos dois encontros com Deus. Já iniciara sua jornada da fé, como muitos de nós também já fizemos. Mas aqui, o profeta ainda continua ouvindo a palavra do Senhor. Isso mostra o quanto Jeremias permanecia no centro da propósito de Deus. Exemplo para nós!

Deus, em sua soberania, faz uma pergunta intrigante e misteriosa ao profeta: Que és que vê? Deus não explica a profundidade da visão. Jeremias deveria buscar o entendimento da revelação no Senhor. Jeremias vê uma vara de amendoeira.


  • Amendoeira

O profeta poderia ter pelo menos três lembranças ao ver aquela vara de amendoeira. Este vegetal já possuía um forte simbolismo na história do povo de Deus. Veja:
  1. O candelabro era adornado por amendoeiras (Êx 25.33).
  2. A vara de Arão floresceu e brotou amêndoas (Nm 17.8).
  3. A exortação final de Eclesiastes usa o florescer da amendoeira como exemplo (Ec 12.5).
Mais duas características marcantes podemos acrescentar:
  1. É a primeira árvore que brota na primavera. Por isso, é chamada de shaked, que significa despertador.
  2. Possui duas variedades em seus frutos. Podem ser amargos ou doces. 

  • Que és que vê?

E você, querido leitor, o que você vê ao olhar uma amendoeira? Qual destas cinco características descritas acima lhe toca ao coração? Oh, meu amado ou minha amada, oro ao Espírito para que Ele mesmo lhe faça esta pergunta: Que és que vê?
Se a amendoeira era um adorno do candelabro que ficava acesso dia e noite dentro do tabernáculo, esta visão pode estar chamando sua atenção para suas orações dentro da casa do Senhor. Suas orações não podem parar! Dia e noite, orai sem cessar! O Filho intercede por ti a destra do Pai. O Espírito roga por ti com gemidos... mas suas orações ainda são valiosíssimas dentro da casa do Senhor!

Se a amendoeira floresceu e brotou na vara de Arão, confirmando seu chamado sacerdotal, esta visão também pode estar fazendo isso com você. Duvidaram do chamado de Arão, mas Deus confirma chamados! Não apenas floresceu, também brotou. A vara morta gerou vida! Oro ao Espírito que você creia que seu sacerdócio será, não apenas confirmado, mas também vai gerar vida, mesmo quando parecer morto! Aleluia!

Se no livro de Eclesiastes, Salomão está exortando aos jovens a se lembrarem do Criador usando o florescer da amendoeira como exemplo, essa exortação é para nós também! Ao passar nossos olhos na visão de Jeremias, a amendoeira deve nos fazes sentir esse apelo de jamais esquecermos do Criador!

Seja qual for a visão que você tem, não se esqueça que a amendoeira anuncia a chegada da primavera. É o momento em que o clima muda. Esta visão nos mostra que vai e deve acontecer mudanças. Precisamos ser mudados com esta visão! Precisamos gerar os frutos da amendoeira. Que podem ser doces ou amargos. Deus sabe, Ele vai experimenta-los. Brotemos os mais doces frutos ao Senhor! Sabe porque?

...porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir.


Que a paz do Senhor repouse em ti!


Fontes de estudos:
Bíblia de Estudo Pentecostal - Ed CPAD
Bíblia de Estudo Dake - Ed Atos
Novo Dicionário Bíblico- Jhon Davis - Ed Hagnos

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Refúgio forte e os refugiados





Entre elogios e perseguições, Davi se refugiou em Deus





Sou como um prodígio para muitos, mas tu és o meu refúgio forte.
Salmos 71:7




Palavra ministrada na Igreja Batista Vidas em Resgate, em 07 de Agosto de 2014.
Bp Erisvaldo Pinheiro Lima.


Davi escreveu o belo Salmo 71 quando já estava em idade avançada. Já havia percorrido um longo caminho em sua fé. Já conhecia o valor de vitórias e elogios. Conhecia, também, o peso de lanças contrárias e perseguições. O homem segundo coração de Deus já tinha vivido momentos de intensa fidelidade e outros momentos dignos de serem esquecidos. E neste Salmo ele transcreve seus sentimentos, como de costume, nos deixando um profundo ensinamento.

É o Salmo que representa o servo de Deus que já tem uma história com o Senhor. Já percorreu jornadas memoráveis no Caminho. Nesta caminhada, este servo já passou por altos e baixos, lutas e vitórias, percas e conquistas.


  • Perseguido e anunciando


Duas coisas eu acho notável nas expressões que Davi relata neste Salmo. Primeiro, mesmo tendo já percorrido um longo caminho na fé, ele ainda sofre perseguições:
Porque os meus inimigos falam contra mim, e os que espiam a minha alma consultam juntos,
Dizendo: Deus o desamparou; persegui-o e tomai-o, pois não há quem o livre.
Salmos 71:10-11
E segundo, mesmo ainda sofrendo perseguições, Davi não abre mão de anunciar as coisas de Deus:
Agora também, quando estou velho e de cabelos brancos, não me desampares, ó Deus, até que tenha anunciado a tua força a esta geração, e o teu poder a todos os vindouros.
Salmos 71:18
Fica este exemplo para nossa geração imediatista e com tantas preocupações temporais. Não importa o vasto tempo que temos no Reino, ainda sofreremos perseguições, e mesmo assim, jamais poderemos abrir mão de anunciar o Evangelho!


  • Perseguido e elogiado

Davi expressa duas situações que o cercam: 

Para muitos, ele é um prodígio:
Sou como um prodígio para muitos...

Para outros, não passa de um desamparado:
Dizendo: Deus o desamparou; persegui-o e tomai-o, pois não há quem o livre.
Nesta mistura de perseguição e elogios, Davi busca o refúgio em Deus:
...mas tu és o meu refúgio forte.
Talvez este seja o segredo, se refugiar no Senhor. Ter Deus como refúgio forte. Assim, mesmo com uma vida inteira de perseguição, Davi ainda continua sendo um anunciador das coisas de Deus. 


  • Refúgio e refugiado

Refúgios são lugares preparados estrategicamente para proteção e descanso. Existem clubes de alpinismo que constroem refúgio em montanhas. Depois de uma escalada, o alpinista pode se refugiar e ter um momento de descanso para enfrentar a descida. Há refúgios também para navios se protegerem de tempestades violentas. E ainda, tem refúgios feitos para preservação de um local demarcado.

Olhando para esses exemplos, temos uma melhor noção de ter Deus como nosso Refúgio Forte. Seja em momentos em que precisamos descansar para continuar a jornada, ou nos momentos em que as tempestades violentas tentam nos naufragar, ou até mesmo para simplesmente preservar nossa fé, temos em Deus esse Refúgio Forte!

Davi continuou com forças para sempre anunciar as coisas de Deus se refugiando no Senhor, seu Refúgio Forte. Era um refugiado!

Refugiados saem de seus lugares de origem, devido a perseguições e guerras, para se abrigarem em lugares onde há paz. Querido leitor, em qualquer adversidade de sua vida, seja perseguições ou momentos de guerra espiritual, busque se refugiar no Senhor. Deus é seu Refúgio Forte, o lugar de paz, descanso e proteção!


Que a paz do Senhor repouse em ti.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Grande Babilônia ou Santa Jerusalém?

Nosso próximo passo, nos levará para a Grande Babilônia ou para a Santa Jerusalém?
Santa Jerusalém, na visão do Apocalípse do Ap. João

Bp Erisvaldo Pinheiro Lima. 
Palavra ministrada na 11ª Convenção Ministerial dos Valentes. 
Comunidade Evangélica Arca da Aliança. 
Em 26 de Julho de 2014.

E veio um dos sete anjos que tinham as sete taças, e falou comigo, dizendo-me: Vem, mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta que está assentada sobre muitas águas; Com a qual fornicaram os reis da terra; e os que habitam na terra se embebedaram com o vinho da sua fornicação. E levou-me em espírito a um deserto, e vi uma mulher...  Apocalipse 17:1-3


E veio a mim um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas, e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a esposa, a mulher do Cordeiro. E levou-me em espírito a um grande e alto monte, e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu. E tinha a glória de Deus; e a sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima, como a pedra de jaspe, como o cristal resplandecente. E tinha um grande e alto muro com doze portas... Apocalipse 21:9-12


A estrutura dos textos é semelhante. Nos dois textos, é descrito que um dos sete anjos que tinham as sete taças vem até João e o chama para mostrar uma mulher. Oro para que tenhamos, também, essa visão, nítida e clara, em nossos corações.

A primeira mulher é chamada de meretriz. Enquanto que a segunda é chamada de esposa.
A primeira é intitulada Grande Babilônia. A segunda, Santa Jerusalém.
Tudo na primeira está associada ao adjetivo grande. Tudo na segunda está associada ao adjetivo santa.
A primeira está relacionada com reis, homens e mercadores. Mas a segunda, é descrita como de Deus.
A visão predominante na primeira é a terra. Na segunda, o céu.
Na visão da primeira, João é levado ao deserto. Na segunda, ele é levado para um grande e alto monte.
A primeira é julgada e condenada. A segunda é medida e honrada!

Como se fossem opostos extremos, colocadas frente a frente para que o apóstolo pudesse ver o quanto uma se opõe a outra e o quanto começam iguais. O apóstolo João representa a Igreja, que no Novo Testamento é chamada de Noiva (Ef 5.25-32). É como se a Noiva estivesse a um passo de se tornar esposa ou meretriz!  

Veja, querido leitor, dois princípios da Grande Babilônia, e permita que o Espírito te convença sobre o quanto é fácil a noiva virar meretriz:

  • Tijolos

O nome Babilônia origina-se de Babel. Texto bíblico onde homens colocaram grandes esforços para se achegarem próximos de Deus. Usavam toda sua capacidade para este objetivo. Para isso, fabricavam tijolos. Usavam meios próprios, capacidades próprias, e a cada tijolo edificado acreditavam que estavam mais próximos de Deus. Resultado: Deus não suportou tal situação e quebrou cada tijolo edificado!



Capacidade humana não te faz se aproximar de Deus. O único caminho para termos acesso ao Senhor ainda é o do Gólgota. Pela obra redentora de seu Filho. Lembre-se que o grande muro que rodeia a Santa Jerusalém é fabricado de jaspe, que não é fabricação humana, é natural, é divina!

Todas as vezes que achamos que estamos pertos de Deus pela nossa capacidade, também edificamos tijolos. Tenho voz bonita e afinada, então posso louvar, isso é tijolo! Tenho certa inteligência, posso pregar, e mais um tijolo edificado!  Oh, amados, tudo que fazemos vem dEle e é por Ele e é para Ele!

  • Capas

A Bíblia dá grande ênfase ao primeiro pecado do povo de Deus na terra prometida. Semelhantemente, também, o primeiro pecado do povo de Deus na Igreja constituída. Acã desobedeceu às ordens e se apoderou dos despojos da batalha de Jericó, escondendo ouro, prata e uma capa babilônica. Ananias e Safira demonstrou a todos presentes que estavam doando tudo que tinham, mas estavam escondendo parte da doação. 

Repare, querido leitor, que em ambos os casos o delito envolve duas atitudes de desobediência. A primeira atitude é a de esconder algo, a segunda é a de transmitir uma imagem que não é verdadeira. Acã em sua capa babilônica transmitia uma imagem de nobreza que ele não tinha, enquanto que o ouro e a prata estavam escondidos. Ananias e Safira, por sua vez, transmitia uma imagem de adoradores e doadores, enquanto que parte do ouro e da prata também estavam escondidos. O resultado em ambos os casos foi a morte! Adulteraram a santidade e transparência de Deus, e viraram meretrizes. Ser o que não é, ou passar uma imagem que não é verdadeira é a mesma coisa que usar capa, uma capa babilônica!

Agora veja, estimado leitor, dois princípios que tinha a Santa Jerusalém, e permita que o Espírito te convença sobre o quanto ele anseia que a noiva vire esposa:

  • Tinha a Glória de Deus

Do hebraico Kadob, que significa PESO. Observe que qualquer peso se dá pela medida do que é exercido do alto pela resistência do que está por baixo. De forma que se o que está em baixo for maior, não há peso medido. Assim é a Glória de Deus. Seu peso é exercido sobre a igreja, que deve corresponder à sua Glória, mas nunca deve ser maior do que o que vem do alto!

Sentir o peso da Glória do Senhor é algo sublime. Só não se esqueça que antes de sentir o peso da Glória, você deve sentir o peso da cruz! Junto do peso da Glória, o peso da responsabilidade, o peso da cobrança...

  • Tinha um grande e alto muro

O grande e alto muro é descrito com 12 portas, 12 anjos, 12 nomes das 12 tribos, 12 nomes dos 12 apóstolos e 12 fundamentos. Veja como a palavra do Senhor é misteriosa e intrigante: no início do livro do Apocalipse o número predominante é o 7. Vemos 7 cartas, 7 anjos, 7 taças... enquanto que no seu final o número que predomina é o 12. Repare que 7 é a soma de 3 e 4... e 12 é o produto de 3 e 4. Uma conta mais forte, mais intensa, a multiplicação. 3 é o número de Deus (Pai, Filho e Espírito Santo) e 4 o número da criação (4 ventos, 4 seres viventes, 4 estações). 12 então representa o próprio Deus sendo multiplicado à sua criação de forma intensa e eterna!

O foco na visão da Santa Jerusalém é no seu muro, pouco se fala de seu interior. O muro separa o que está dentro do que está fora. Será o lugar onde o mal não entrará. No jardim do Édem, o muro era Adão, que foi falho e permitiu que o mal entrasse. A Igreja é o Jardim do Rei, onde não há muro visível. O muro é você! Não podemos deixar o mal entrar!

No muro também há um anjo medidor, que usa como instrumento de medida uma cana de ouro. O ouro na Bíblia representa Deus, pelo seu brilho, pureza e alto valor. Para entrar por esses muros, devemos ser medidos pelo anjo medidor, com a medida do próprio Deus. Não podemos nos sentir confortáveis por sermos mais dedicados que um outro irmão, ou que fazemos mais que um ou outro. Na verdade, a medida é divina. Devemos medir nossa dedicação com a dedicação do próprio Deus, o que fazemos, com o que Ele fez... 

O muro era adornado no seu interior com ouro, seus fundamentos com pedras preciosas e suas portas com pérolas. Uma definição incrível da Triunidade! O ouro representa a obra do Pai, com seu brilho, pureza e alto valor já mencionado. As pérolas representam a obra de Jesus Cristo, pois somente são retiradas pela morte de um marisco. E as pedras preciosas são uma representação do Espírito Santo... são 12 no total, são diferentes uma das outras, mas cada uma tem seu lugar e valor... da mesma forma o Espírito do Senhor opera em nós, produzindo um valor individual em cada um e para cada pessoa, um lugar distinto e diferente!

E por último, o muro tem dimensões iguais em altura, cumprimento e largura. Na Bíblia, somente um lugar tem essas dimensões, o Santo dos Santos, o Santíssimo Lugar, onde a Glória de Deus era manifestada. É este lugar que a Noiva poderá morar, no Santo dos Santos de Deus, onde não há janelas nem luz, mas que é iluminado pelo próprio Deus. Aleluia!

A igreja é a Noiva. Está a um passo de ser Esposa. Mas, se fabricar tijolos e usar capas, poderá virar meretriz! A Igreja está a um passo de ser a Santa Jerusalém, mas pode tomar um rumo errado e virar Grande Babilônia. Oh meu amado leitor, que esta visão esteja em nossos corações para que cada passo dado seja em direção à morada do Altíssimo, à Santa Jerusalém que descerá do céu! O espírito e a noiva dizem: vem. Maranata, ora vem Senhor Jesus!



Fontes de apoio:
Watchaman Nee - A Igreja Gloriosa- Editora Árvore da Vida
Aldery Nelson Rocha, D.D. - Bíblia Revelada Novo Testamento - Ômega