quinta-feira, 28 de julho de 2016

Sete taças da ira de Deus

Sete taças da ira de Deus

Ap 16

Serão derramadas nos últimos momentos da Grande Tribulação. O juízo de Deus será derramado para purificar a terra e causar o arrependimento dos homens. Apesar das tormentas, ainda blasfemarão contra o Senhor. Cada taça derramada, uma tormenta aos homens. Mas o maior mistério está na penúltima taça. Na sexta taça há um versículo que quebra a sequência da leitura. É o décimo quinto versículo. A sequência do justo juízo do Senhor é interrompido com esse versículo de exortação que chama muito nossa atenção. É como se o deslumbramento das cenas futuras devesse causar em nós uma vigilância quanto às nossas vestes para a iminente volta de Cristo. Veja e permita que o Espírito Santo fale contigo:

  1. A primeira taça será derramada na terra, provocando uma chaga má e maligna nos homens que terão o sinal da besta.
  2. A segunda será derramada no mar, que se torna sangue, morrendo toda alma vivente marítima.
  3. A terceira será derramada nos rios e nas fontes das águas, que se tornarão em sangue. Nesse momento, dois anjos adoram declarando a justiça de Deus.
  4. A quarta será derramada no sol, que abrasará os homens com fogo, que blasfemarão e não se arrependerão.
  5. A quinta será derramada sobre o trono da besta. Seu reino ficará tenebroso ao ponto de morderem suas próprias línguas de tamanha dor.
  6. A sexta será derramada sobre o rio Eufrates, que ficará seco para passagem dos reis do Norte. Aqui, a trindade satânica (dragão, besta e o falso profeta) abrirá sua boca liberando três espíritos malignos que seduzirão com prodígios os reis das nações para uma batalha contra o Deus Todo Poderoso. É a campanha do Armagedom.
  7. A última taça será derramada no ar e será acompanhada com uma grande voz que ecoará “está feito”. Seguido de um terremoto, a grande cidade (Jerusalém) será dividida em três partes. E Deus se lembrará da Grande Babilônia.

A sequência quase que cinematográfica é pausada na sexta taça. É o versículo que tira nossos pensamentos das poderosas cenas descritas e nos faz voltar para o hoje. A leitura das taças do Apocalipse nos aponta para meditação desse versículo:

“Eis que venho como ladrão. Bem aventurado aquele que vigia, e guarda suas roupas, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas.”

É a terceira ‘bem-aventurança’ do livro de Apocalipse. O próprio Cristo é que faz o alerta. Ele virá como o ladrão. E por isso, devemos estar vigilantes e cuidadosos com nossas vestes. Para o humilde servo do Senhor, o significado dessas vestes é muito importante.

Mas, que vestes são essas?

  • Em Isaías 61.10, o profeta está regozijando, pois o Senhor o vestiu com vestes de salvação. Tão especiais e finas que são, essas vestes são comparadas às da noiva e do sacerdote.
  • Em Zc 3.1-4, o Anjo do Senhor ordena que as vestes sujas de Josué, o sumo sacerdote, sejam removidas. Essa ordem é acompanhada com a declaração “Eis que tenho feito com que passe de ti a tua iniquidade, e te vestirei de vestes finas”.
  • Em Ap 19.7-8, há uma declaração nos céus que proclama a alegria das bodas do Cordeiro, que estará vestido de linho fino, puro e resplandecente. A declaração ainda explica que o linho fino é a justiça dos santos.
  • Em Mt 22.1-14, um convidado de última hora é reprovado pelo olhar minucioso do rei. Suas vestes não estavam apropriadas. Foi convidado para o banquete, porém, foi expulso.


Veja, querido leitor, que o Senhor Jesus nos faz um alerta. Devemos guardar nossas vestes. Meditando nos versículos acima, vemos que essas vestes significam nossa salvação, justificação, santidade… O cuidado com essas vestes é responsabilidade nossa. A ordem de Cristo é que devemos guardá-las. Caso não tenhamos esse zelo e cuidado, nossa vergonha estará exposta. Sim, temos ‘vergonhas’ escondidas. Somente a salvação de Cristo é capaz de esconder nossas vergonhas ocultas. Guardemos nossas vestes para a volta de Cristo. Que o Espírito alerte isso a todos que tem ouvidos pra ouvir.

Amém.

Bp Erisvaldo Pinheiro Lima
Escola de Profetas, em Julho de 2016.
Comunidade Evangélica Arca da Aliança

Fonte de pesquisa:

Jack Kelley - Compreendendo as Parábolas do Sermão do Monte - Pesquisado em 27/07/2016, disponível em http://olharprofetico.com.br/ikvot-hamashiach/211-compreendendo-as-parabolas-do-sermao-do-monte

sábado, 2 de julho de 2016

Dois cálices que Cristo não queria beber



Dois cálices que Cristo não queria beber
"Pai, se queres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua". 
(Lc 22.42)

e lhe deram para beber vinho misturado com fel; mas, depois de prová-lo, recusou-se a beber. 
(Mt 27.34)



Os dois cálices que Cristo não quis beber.


  • O cálice do Getsêmani
O primeiro foi no Getsêmani. O Senhor Jesus pediu pra que o Pai, se possível fosse, afastasse aquele cálice. Veja a força dessa oração. O pedido não foi apenas de não beber. O Senhor pediu pra que o Pai afastasse o cálice. Afastar é mais intenso que não beber algo.
O Senhor Jesus sabia o que viria pela frente. Ele conhecia bem as profecias messiânicas do Salmo 22. Ali estava predito que o Messias bradaria Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? O Filho de Deus seria desamparado. Os nossos pecados e suas consequências pontuais cobrariam seu mais alto preço ali, pesando sobre os ombros do Cordeiro Santo. Nossos pecados provocaram sua condenação. A condenação é esta: o afastamento de Deus. Veja:
“Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.” (Isaías 59:2).
O Filho foi desamparado pelo Pai. E o Senhor Jesus pediu, suando gotas de sangue, que se possível fosse, que o Pai afastasse esse cálice. É o cálice da comunhão com Deus.
A comunhão com Deus sendo chamada pelo Senhor Jesus de cálice é muito sugestiva. Cálices são usados em momentos muito especiais. São caros, finos, requintados, elegantes. Eles têm um toque de nobreza, e também são frágeis, devendo ser manuseados com cuidado. Olhando pra todas essas expressões adjetivas me lembro do nosso relacionamento com Deus. Que também deve ser visto como algo caro, e de fato, um preço muito alto foi pago pra isso. Relacionarmos com Deus também é algo honroso e nobre. A Bíblia está recheada de exemplos onde a figura do reino é a cena do nosso relacionamento com Deus. E também é frágil. E nós podemos ‘quebrar’ essa santa comunhão com Deus.
Cristo não queria beber o cálice para não ficar, nem por um minuto, distante de Deus. E como devemos valorizar nossos momentos de comunhão com o Senhor! Que não nos afastemos nem por um minuto de sua santa presença. O pedido foi feito. Mas, foi negado. O pedido foi acompanhado pela permanência da vontade do Pai. O cálice não foi afastado. Pelo contrário, foi aproximado. Penetrado nas pontas dos açoites, espinhos, cravos e ainda uma lança. O Filho experimentou a pior dor espiritual, o abandono do Pai. Ele bebeu o cálice. E o cálice foi afastado de nós. Não precisamos bebê-lo. Sejamos renovados com isso. Glorifiquemos o Cordeiro que bebeu esse amargo cálice em nosso lugar. Contemple o Senhor Jesus bebendo o cálice do Getsêmani e sinta-se mais próximo de Deus.

  • O cálice do calvário
Diferente do primeiro cálice, esse foi oferecido por homens. O Senhor Jesus, agora já crucificado, não aceitou beber dele.
A mistura de vinho com fel era oferecida aos soldados romanos para diminuir os sofrimentos de batalha. Era uma espécie de anestesia. Diminuía a dor física. Cristo não aceitou essa bebida. A dor física foi experimentada em todo o seu furor. Era a nossa dor. Não poderia ser anestesiada. Verdadeiramente Ele levou sobre si nossas dores!
Apesar de estar misturado, ali tinha o vinho. E o Senhor Jesus havia liberado uma misteriosa promessa de que não beberia o fruto da vide até estar conosco no Reino do Pai. Veja:
E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide, até aquele dia em que o beba novo convosco no reino de meu Pai (Mt 26.29).
Aqui há um forte princípio do nosso Senhor Jesus que penso ser de grande importância. Ele valoriza os momentos com seus discípulos. Se no primeiro cálice havia o distanciamento com Deus, no segundo há o distanciamento com as pessoas. Ele não provou para que comunhão entre os irmãos fosse fortalecida.
Veja que, mesmo na cruz, ele recusa o vinho. A promessa de beber do produto da vide na companhia dos irmãos falou mais alto. Estar junto com as pessoas amadas nos faz bem. É superior a dor. A possibilidade de estar junto com seus discípulos foi mais forte que a dor da cruz. A comunhão supera a dor. Oh, como devemos entender isso. Paulo entendeu bem isso.
Aos Coríntios ele disse “Deus porém consolou-nos com a chegada de Tito” (II Co 7.5,6). A Timóteo ele pede “procura vir ter comigo depressa” (2Tm 4.9) e ainda  “traga Marcos com você porque ele me é útil” (II Tm 4.11).

Veja meu querido, esse segundo cálice poderia ter aliviado a dor de Cristo, mas a promessa da comunhão com os irmãos falou mais alto. A comunhão dos irmãos consolava Paulo em seus momentos de dor. Creio que isso pode ser útil pra nós também. Oro a Deus, que a obra da Cruz, que também promove a comunhão entre os falhos santos do Senhor, seja revivida para alívio da dor. Pois, pessoas precisam de pessoas. Que o Senhor nos ensine isso.

Bp Erisvaldo Pinheiro Lima
Comunidade Evangélica Arca da Aliança
Mensagem ministrada em 01 de Julho de 2016