quinta-feira, 23 de junho de 2016

Escola de profetas: as duas testemunhas de Apocalipse 11

As duas oliveiras dos dois castiçais de Apocalipse 11
Apocalipse 11


Apocalipse 11 – As duas testemunhas

Foi dada uma cana, semelhante a uma vara métrica, ao Apóstolo João. Ele deveria medir o Santuário e os que ali adoram. Constantemente, Deus mede o Santuário e os adoradores (Ez 40.3; Ap 21.15). Deus mede o louvor de seus adoradores. Isso mostra o quanto à adoração tem peso para os acontecimentos finais. O átrio exterior do Santuário não é medido. É dado aos gentios para ser pisado por 42 meses (três anos e meio).

Depois disso, serão enviadas as duas testemunhas, que profetizarão por 1.260 dias (três anos e meio). As duas testemunhas receberão poder da parte de Deus, serão mortas pela besta do abismo, seus corpos ficarão expostos em praça pública por três dias e meio e, finalmente, serão ressuscitadas pelo Espírito de vida. Nesta ocasião, está previsto um terremoto na cidade santa que matará dez mil pessoas.

O ministério das duas testemunhas é extraordinariamente semelhante a Moisés e Elias. O fogo que receberão para não serem mortos lembra o fogo de Elias (1Rs18, 2Rs1). Poder para impedir chuva lembra o que Tiago registrou em Tg 5.17. Transformar água em sangue já ocorreu em Êx 7.17-21, assim como a assolação com pragas, em Êx 7-11.

O fato de que Elias e Moisés terem aparecido no Monte da Transfiguração deve ser levado em consideração na identificação das duas testemunhas (Mt 17). Isso, não necessariamente, implica que eles ressuscitaram. Elias foi levado aos céus numa carruagem de fogo (2Rs 2) e o corpo de Moisés foi disputado numa batalha entre Miguel e demônio (Jd 9), após ter sido sepultado pelo próprio Deus (Dt 34.5-6) e “ninguém soube até hoje o lugar da sua sepultura”.

As duas testemunhas são identificadas no versículo quatro como as duas oliveiras e os dois castiçais que estão diante de Deus. Essa cena também foi vista por Zacarias em Zc 4.11, onde uma delas representa Zorobabel. Diante do altar do Senhor há sete castiçais, que representam a igreja. Há também esses outros dois castiçais que parece representar os profetas de Israel. Por detrás dos castiçais há um depósito de azeite. Ali não falta azeite. Representam a unção desenvolvida pelos profetas no exercício de seu ministério, como a unção que estava em João Batista, semelhante à de Elias, onde o próprio Senhor Jesus disse ‘Elias veio’ (Mt 17.10-11). Essa unção foi derramada sobre os profetas da Antiga Aliança. Essa unção será derramada mais uma vez nas duas testemunhas. Não há como afirmar que elas serão Moisés e Elias em pessoa. Mas podemos afirmar que terão o ministério profético com mesma unção que teve Moisés e Elias.

Há de se ressaltar sobre a origem dessas unções. O azeite da igreja está nos sete castiçais. O azeite dos profetas do Antigo Testamento está em outros dois castiçais, diferenciados pelas duas oliveiras. São unções diferentes. Ministérios proféticos diferentes. Os profetas da igreja se diferem em unção dos profetas da Antiga Aliança. A revelação da igreja não é a mesma da Antiga Aliança. Na igreja, o Espírito revela (Jo 16.13). Na Antiga Aliança, era algum anjo enviado por Deus (Dn 10). Os ministros da palavra da igreja não recebem revelações de anjos e nem profetizam como os profetas da Antiga Aliança. Os profetas da igreja profetizam para edificação, exortação e consolação (1Co 14.3), inspirados pelo Santo Espírito. Os pregadores de hoje devem fazer bem essa diferenciação. Que o Espírito sopre essa diferença em nossos corações.

Esse ministério profético do Velho Testamento será levantado mais uma vez nas duas testemunhas na fase final do período da Tribulação. Período que a igreja não estará mais por aqui (Maranata!).

Bp Erisvaldo Pinheiro Lima
Comunidade Evangélica Arca da Aliança
Estudo ministrado na Escola de Profetas em 22 de junho de 2016.


Fontes de estudos:

Bíblia Revelada - Novo Testamento - Ômega. Traduzida, comentada e editada por Aldery N. Rocha
Galvão, Eduardo. Significado de Apocalipse 10 e 11. Setembro de 2015. Disponível em:

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Escola de Profetas: O livrinho comido por João

Um forte anjo ordena que João coma o livrinho
Apocalipse 10


Apocalipse 10 – O livrinho comido por João


No meio da gloriosa revelação do Apocalipse, as fortes cenas são interrompidas, por um momento, para algo íntimo com João. Deus promove um momento pessoal e especial com seu servo. Deus vai ensinar o apóstolo e deixar um forte princípio para os que amam sua Palavra. É lhe dado à ordem de tomar um livro da mão de um anjo. 

Não se trata de um anjo comum, João o descreve como um forte anjo vestido de nuvem e com seu rosto resplandecendo como o sol. Descrição parecida com a de Cristo (1.16). Porém, trata-se de um arcanjo. Uma ordem angelical especial que tem voz poderosa. Sua voz será ouvida pelos mortos (1Ts 4.16). Enfrentam os principados (Dn 10) e lutarão contra o próprio Satanás (12.7-12). É sua voz que fará ter fim o tempo cronológico que conhecemos. É desse arcanjo que João deve tomar o livro. 

João se aproxima e pede o livro. A ordem era pra tomar e não pedir. O arcanjo ainda enfatiza dizendo “toma-o”. O livro deve ser tomado e não solicitado. Semelhante ao que o Senhor Jesus fez no capítulo cinco (Ap 5.7-8). Isso significa obediência e exercício de autoridade. Obediência pra fazermos conforme o que o Senhor ordenou. Exercício de autoridade, pois devemos tomar o que é nosso por direito e está em outras mãos. Ministrar a palavra de Deus é isso, obedecer irrestritamente à ordem do Senhor entregar a revelação com autoridade (Mt 7.29). Tomar o livro do anjo mostra que os ministros da palavra devem ter ousadia, coragem e obediência para buscar a revelação direta na fonte. Mostra, também, que a revelação vem de uma luta. O ministro luta, guerreia contra si mesmo, contra as hostes do mal, contra o pecado e essa batalha só termina quando a revelação é entregue no altar. Hora que muitos sentem um desgaste físico. 

João toma o livro e o devora! O livro é doce em sua boca, mas em seu ventre, é amargo. É o tipo de alimento que o Senhor Jesus fez menção ao dizer que “uma comida tenho para comer e vós não conheceis (Jo 4.32)”. É o mesmo alimento que Ezequiel precisou ingerir antes de profetizar a Israel (Ez 3.1-2). É o alimento espiritual que os ministros de nossa geração precisam ingerir antes de pregarem. O livro, ou chamado de rolo, é doce na boca porque está cheio da palavra de Deus e é com amor que o ministro o ingere. Esse mesmo livro, ou rolo, é amargo no ventre, pois é com dor que o ministro prega. O ministro da palavra se alimenta primeiro. Ele experimenta diferentes emoções, o doce e o amargo, a exortação e o consolo, a ferida e cura, o pecado e a salvação. Assim, alimentado, ele pode ministrar. 

Ingerido o rolo, João recebe a forte promessa “importa que profetizes outra vez”. Para o humilde servo do Senhor, que estava aprisionado em Patmos, depois de ter sido sentenciado à morte, essa promessa deve ter sido consoladora. O ministro da palavra ama ministrar a santa palavra. E quando parece que acabou tudo, que é o fim do ministério, a promessa “importa que profetizes outra vez” é poderosa pra levantar o profeta. Oro para que escute isso em seu coração, soado pela doce voz do Santo Espírito “importa que profetizes outra vez”, com obediência e coragem!

Pense nisso...

As cenas apocalípticas são interrompidas por um momento. É como se Deus desse um 'pause' no decurso da história pra cuidar de seu humilde servo. João escutou o que somente ele pode escutar. Devorou um livro celestial com sensações diferentes e foi instruído pelo Senhor. Houve uma interrupção das cenas para que o apóstolo João fosse cuidado pelo próprio Deus. Coisas gloriosas ainda seriam reveladas nos capítulos seguintes, mas o capítulo 10 foi um momento de intimidade de João com o seu Senhor. 


Creio que o Senhor continua promovendo momentos assim nos dias de hoje. Creio que, em dados momentos, o Senhor aperta o 'pause' em nossa história. E parece que está tudo parado mesmo. É o momento do humilde servo ser cuidado e zelado pelo seu Senhor. É o momento do alimento especial, amargo e doce, vindo do trono de Deus. Momento em que escutamos o 'importa que profetizes outra vez', como escutou João. Aquilo que foi glorioso e que tem ficado cada vez mais distante, num passado que parece que não volta, escutamos o "outra vez' do Senhor e somos revigorados. É assim que quem ministrava, louvava, jejuava, orava, evangelizava, e, por algum motivo, deixou de fazer, é revigorado e levantado pelo Senhor ao ouvir o 'outra vez'! Esses momento em que o Senhor aperta o 'pause' em nossa história, nos prepara para as insondáveis glórias que estão por vir.


Que o Senhor te revigore com seu alimento celestial. Amém.


Bispo Erisvaldo Pinheiro
Estudo Ministrado na Escola de Profetas em 15 de Junho de 2016
Comunidade Evangélica Arca da Aliança

Fonte de pesquisas:

Bíblia Revelada - Novo Testamento - Ômega. Traduzida, comentada e editada por Aldery N. Rocha

Galvão, Eduardo. Significado de Apocalipse 10 e 11. Setembro de 2015. Disponível em:

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Escola de Profetas:: As sete Trombetas do Apocalipse

As sete trobetas de Apocalipse
Apocalipse 8-11



As sete trombetas - Apocalipse, capítulos 8 - 11.

Após a abertura do sétimo selo e antes do soar da primeira trombeta, há um espaço de meia hora de silêncio no Céu. Durante esse período, o Apóstolo João registra uma narrativa que demonstra o procedimento profético das respostas das orações dos santos. A sequência dessa narrativa prova quão valiosa é a oração para os acontecimentos celestes. Em toda a cena, a oração dos santos é a única substância terrena presente na glória do trono do Senhor.

As orações dos santos são depositadas em “taças de ouro cheias de incenso” (5.8) que estão com os 24 Anciãos. De acordo com seus turnos (Lc 1.5-10), essas orações são levadas ao Altar de Incenso que está diante do Trono do Senhor. O Anjo do Incensário de Ouro realiza esse ato sacerdotal sublime, derramando as orações dos santos sobre o altar de ouro, fazendo subir uma nuvem de incenso diante da face de Deus. Do altar, nessa hora, saem trovões, simbolizando respostas divinas. O Anjo do Incensário de Ouro anota as ordens de Deus e direciona as respostas aos santos do Senhor. Aqui, o segredo é perseverar para que, com a cobertura de oração, os anjos passem a barreira dos anjos caídos e a resposta chegue (Dn 10-12-13, Ef 6.12). Depois dessa atenção preciosa que é dada às orações, começam o soar das trombetas:

1ª Trombeta: Juízos divinos sobre a vegetação da Terra, obras do 3º Dia da Criação.

2ª Trombeta: Juízos divinos sobre o mar, obra do 5º Dia da Criação.

3ª Trombeta: Juízos divinos sobre os rios, obra posterior.

4ª Trombeta: Juízos divinos sobre o firmamento, obra do 4º Dia da Criação.

As quatro primeiras trombetas afetam a Criação. É a Terra sendo restaurada para receber seu Senhor. As trombetas eram tocadas antes do Ano Jubileu (Lv 25.9) para indicar liberdade e a volta da possessão na terra. O Senhor Jesus voltará para se apossar da Terra, libertando-a de seu Destruidor. As próximas três trombetas são anunciadas por um dos Querubins, que proclama três “ais”.

5ª Trombeta: Abertura do poço do Abismo, de onde sai demônios aparelhados para perseguirem os homens que não tiverem o selo de Deus. Durante cinco meses a morte não será encontrada (Jo 3.21, Ap 6.16).

6ª Trombeta: A terra se assemelha ao Hades, com 200 milhões de demônios usando três pragas para matarem ⅓ dos homens: o fogo, a fumaça e o enxofre. Mesmo com a visão do inferno na terra, não há arrependimento!

Nos últimos instantes antes da possessão do Senhor Jesus na Terra, Deus envia duas testemunhas para ministrarem as verdades do Reino. É dado fim ao tempo cronológico. No céu, João recebe um livrinho pra ser ingerido e uma cana pra medir o Santuário.

7ª Trombeta: Jesus pisa na Terra e assume seu governo e os reinos desse mundo se rendem ao Senhor!

Bp Erisvaldo Pinheiro Lima
Estudo Ministrado na Escola de Profetas em 08 de Junho de 2016
Comunidade Evangélica Arca da Aliança 

Fonte de estudo:
Bíblia Revelada - Novo Testamento - Ômega. Traduzida, comentada e editada por Aldery N. Rocha

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Escola de Profetas: Os sete selos do Apocalipse

Rompimento dos sete selos de Apocalipse 6
Apocalipse 6 e 7



Apocalipse 6 e 7 - Abertura dos 7 selos

Envolve situações sucessivas na Terra durante o período da Tribulação e da Grande Tribulação. O rompimento dos selos significa a declaração de guerra dos céus a Satanás (Ap 12.7-13). 

1º selo  Cavaleiro branco. O falso que vem em meu nome (Mt 24.4-5). Representa o Anticristo. Comandará um tempo de paz, mas, será desmascarado. Se parece com o cavaleiro do cap 19, porém, vem só e não possui a espada!

Os nomes do anticristo: o chifre pequeno e a ponta que tem olhos (Dn 7.8); o rei feroz (Dn 8.23-25); o outro príncipe (Dn 7.26); o Príncipe que há de vir (Dn 9.26); o assolador (Dn 9.27); o rei que fará segundo a sua própria vontade (Dn 11.36); o homem do pecado, o ímpio e o filho da Perdição (2Ts 2.3-8); aquele que não confessa que Jesus veio em carne (2Jo 7); será cheio de autoridade (Ap 13.3-5); terá o ódio de Caim (Gn  4.4-8); a ganância e a sagacidade de Balaão (Nm 31.16); a blasfêmia de Golias (1Sm 17.8-11); o Diabo é seu inspirador, o falso profeta, seu amigo (Ef 2.2,12). Será vencido com a espada que sairá da boca do Senhor Jesus Cristo (Ap 19.15, 18-21).

2º selo Cavaleiro vermelho. Aqui começa a trindade da agonia (2º, 3º e 4º selos). A paz começa a ruir. A violência entre as nações se intensifica (Mt 24.6-7).

3º selo Cavaleiro preto. Intensifica um tempo de fome mundial, comparada àquela dos dias de Eliseu (2Rs 6.24-29). Isso abala o sistema econômico, aumentando a inflação como nunca se viu. 

4º selo  Cavaleiro amarelo. A trindade da agonia humana se completa: Violência, inflação e doenças malignas provenientes de animais (Os 13.14)

5º selo Os efeitos dos três selos anteriores (Mt 24.8-28): martírio dos que creram (Ap 14.1-5). Sãos os mártires que clamam por salvação, dia e noite, diante do Trono de Cristo. Estes serão salvos pela sua confissão de fé até sua morte. É o batismo pelo próprio sangue. Neste tempo nosso da graça, o batismo é simbólico, e a salvação é pela graça. Na Grande Tribulação, o batismo é pelo sangue de sua morte, e a salvação será por essa obra. Os crentes que vão crer em Cristo durante a tribulação terão de morrer. Essa fé será acompanhada de obras.

6º selo O sinal de quando o céu se abre (Mt 24.29-30). Esse período de agonia é para lembrar ao homem o juízo vindouro do inferno, para que mostre arrependimento e glorifique ao Senhor. Se assim ocorresse, Deus os perdoaria. Mas, muitos não farão assim. Mesmo vivenciando o terror do inferno em vida, blasfemarão contra Deus. Lembrando que a morte será uma exceção nesses dias (Ap 16.9).

7º selo  Silêncio nos céus por meia hora e início das sete trombetas (Ap 8).



Fonte de estudo:
Bíblia Revelada - Novo Testamento - Ômega. Traduzida, comentada e editada por Aldery N. Rocha