sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Andar na luz e o amor de Deus aperfeiçoado



Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele (1Jo 2.5)

Bp Erisvaldo Pinheiro Lima
Palavra ministrada em 28 de Novembro de 2014 
Igreja Batista Vidas em Resgate
Encerramento de propósito pela família 


Esse texto fala do amor de Deus. Trata-se de um amor diferente de Jo 3.16, embora tenha sido escrito pelo mesmo autor. Em 3.16, o amor de Deus é para todo mundo. Aqui em 1Jo 2.5 fala do amor de Deus aperfeiçoado. Em 3.16 o amor de Deus é de tal maneira, é algo realmente incrível. Porém, em 2.5, fica claro que esse mesmo amor deve ser aperfeiçoado em nós.

Isso é algo importante. A palavra continua dizendo que nisto conhecemos que estamos nele. Repare que é 'nisto' que temos a certeza que de fato estamos nele. Isso realmente é importante, pois o contrário também é aplicável. Se não temos esse amor aperfeiçoado, também temos a certeza que não estamos nele.

Mas, o que é o amor de Deus aperfeiçoado em nós?

Antes de chegarmos a esta resposta, destacamos que esse amor não é um amor humano. É o amor do próprio Deus em nós. Não é perfeito, mas também não é estático. É um amor que vai se aprimorando. Para explicar isso, o Apóstolo João nos fala de luz e trevas.

Quem tem esse amor aperfeiçoado anda na luz, quem não tem, está em trevas. Andar na luz é importante. Alguns trechos da primeira epístola joanina nos mostram profundidade de andarmos na luz:

  • Deus é luz e não há nele trevas alguma. 
Logo, se tivermos algum resquício de trevas, não estamos na luz, não estamos com Deus.

  • Se falarmos que temos comunhão com Deus e andarmos em trevas, somos mentirosos.
Aqui fica claro que podemos falar de um jeito e andarmos de outro. Verdade é que nossos passos devem seguir nossas palavras. A teoria de nossas palavras devem andar lado a lado com a prática de nossos atos. Se falamos que estamos com Deus e andarmos em trevas, isso nos torna mentirosos. Erro encima de erro. O texto nos explica o que é andar em trevas. Aquele que diz que está na luz e odeia seu irmão, até agora está em trevas.

  • Se andarmos na luz temos comunhão uns com os outros e o sangue de Jesus nos purifica de todo pecado. 
Esta maravilhosa promessa é para aqueles que andam na luz. Ela somente se torna maravilhosa para os pecadores. Lembre-se que em Tg 5.20 há uma promessa de que teremos uma multidão de pecados perdoados se trouxermos algum perdido de volta. São muitos pecados perdoados, mas não são todos. Aqui o texto se torna mais forte, pois se andarmos na luz e termos comunhão uns com os outros, então, o sangue de Jesus nos purifica de todo pecado. O texto vai nos explicar o que é andar na luz. Aquele que ama seu irmão está na luz, e nele não há escândalo.

Concluímos que andar na luz é termos comunhão com os irmãos! Algo muito simples para uma promessa tão profunda! Simples, porém, não muito fácil de ser cumprido. Simples, porém, sua prática não é tão facilmente observada. Definimos comunhão como o ato de realizar alguma coisa em conjunto, harmonia no modo de sentir.

A cada passo dado na luz, temos o amor de Deus aperfeiçoado. Por isso, não podemos parar. Por isso, precisa-se que pessoas testem nossa capacidade de amar e perdoar. Por isso precisamos fazer as coisas em conjunto, ao mesmo tempo que seremos tentado a não fazer. O isolamento é o oposto da comunhão. O amor de Deus não se aperfeiçoa no isolamento. O amor de Deus se aperfeiçoa na comunhão. A comunhão é luz, e ter comunhão é andar na luz. Lembre-se que Deus é luz e nele não há trevas alguma.

O que isso tem a ver com a família?

Responderei de forma simples e direta. TUDO! Em primeiro lugar, no meio da família é um lugar primordial para desenvolvermos a comunhão. Comunhão não estar todos juntos em um mesmo lugar. Pelo contrário, comunhão é fazer alguma coisa em conjunto. Em segundo lugar, essa bela exortação de João é concluída com admoestações aos pais, filhos e jovens, ou seja, à família!

Um exemplo de comunhão na família pode ser observado na hora do almoço ou jantar. Uma família reunida para o jantar na frente da televisão não é comunhão, estão juntos, porém não estão realizando uma atividade em conjunto. Devemos ter zelo por essas horas de refeição. Uma mesa feita, com a família reunida, em diálogo sobre como foi o dia. Isso sim é comunhão! Claro que haverá contratempos e dias maus. Mas é nessa hora que o amor de Deus vai se aperfeiçoar em nós.

Para finalizar, meditamos sobre a comunhão na igreja. O inimigo, como um leão que nos rodeia, tentará acabar também com essa comunhão. uma coisa é a igreja estar junta cultuando. Outra coisa é realizar atividades em conjunto. Ensaios, ações, evangelismos. A força de uma igreja está nisso. A comunhão da igreja é como um trabalho nos bastidores, agente não vê, mas percebe os resultados. Em cada problema, uma oportunidade do amor de Deus se aperfeiçoar em nós.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Denominou-te o Senhor oliveira verde

Oliveiras do Jardim do Getsêmani - Jerusalém
Denominou-te o Senhor oliveira verde, formosa por seus deliciosos fruto; 
mas, agora, à voz de um grande tumulto, acendeu fogo ao redor dela, 
e se quebraram os seus ramos. 
 Jeremias 11:16

Bp Erisvaldo Pinheiro Lima
Palavra ministrada em 07 de Novembro de 2014
Comunidade Evangélica Arca da Aliança


O Senhor chama seu povo de oliveira verde. Mesmo que Jeremias 11 seja um capítulo de exortações , a forma que o Senhor denominou seu povo, me chama muito a atenção. Oliveiras são comuns nas terras bíblicas. Ao serem chamados de oliveiras verdes, os israelitas tinham uma noção do que Deus pretendia falar. Aqui, porém, no cerrado brasileiro, não há oliveiras... Precisamos pesquisar um pouco sobre este arbusto. 

Os aspectos das oliveiras não são tão belos. É um arbusto ramoso, torto, irregular e mais ou menos espinhoso. À primeira vista, não há nada de belo nas oliveiras... é preciso um olhar mais atento. Veja algumas características da oliveira e permita que o Espírito do Senhor fale contigo:


A raiz da oliveira é profunda, atinge seis metros. Isso facilita a absorção de água e nutrientes. Somos oliveiras, também devemos ter raízes profundas, quanto mais profunda, mais absorvemos as águas que emanam do Senhor Jesus (Jo 4.14).

O tronco tem crescimento lento. Demora crescer, porém, vive muito tempo. Há oliveiras com mais de 2000 anos! Essa informação é de muita importância. Nossa geração é apressada e exigente em resultados imediatistas. Não podemos nos render às exigências do nosso tempo. Devemos responder às exigências do Senhor em sua Palavra! Os resultados podem demorar, mas serão duradouros!

A folha é do tipo persistente. Isso significa que as oliveiras nunca perdem totalmente suas folhas. Ao longo do ano, as folhas mais velhas são substituídas por outras novas. São estreitas, pontiagudas e simples. O segredo para sempre ter folhas mesmo em tempos prolongados de sequidão, está na sua parte de traz. Por traz das folhas há minúsculos pelos que recaptura as minúsculas gotinhas de orvalho para que a planta não se desidrate. Precisamos aplicar isso em nossas vidas. Precisamos desse brilhante renovo em nossos corações também. Ao longo do ano, seja em tempos de abundância ou em desertos, precismos apresentar nossas folhas renovadas diante do Senhor. Conseguimos isso aproveitando as pequenas gotas que diariamente o Senhor nos oferece. Muitos se enchem em tempos de fartura, mas quando chegam em períodos de seca, logo se desidratam. Mas mesmo em tempos de sequidão, há um orvalho a cada manhã (Dt 32.2). Essas minúsculas gotinhas nos garantem um ronovo diário.

Algo ainda mais importante devemos considerar. Toda importância da Oliveira consiste no seu fruto. É um arbusto que é cultivado por vinte anos para poder gerar seus primeiros frutos. Todo esse período de cultivo só valerá a pena se a Oliveira gerar bons frutos! O cultivo da Oliveira exige constante vigilância, para combater os vários insetos que podem flagelar os frutos e reduzir as colheitas. Nenhuma outra planta oferece um melhor azeite. Se o Senhor nos chama de Oliveiras, há um cultivo da parte do Senhor em nós. Mais que isso, há uma expectativa de que chegue o tempo de gerarmos frutos. Se não gerarmos frutos, para nada servimos. Uma Oliveira sem frutos não serve nem para ornamento de bosque, pois é tosca e irregular. Que o Espírito nos fale sobre a importância disso.

A Oliveira deve ser cultivada em terras pedregosas para obter melhores resultados. Veja que as pedras contribuem para que a Oliveira gerem melhores frutos. Lembre-se disso, querido leitor, da próxima vez que as pedras da vida estiverem apontadas contra você!

As flores das Oliveiras precedem seus frutos. Elas são pequenas e pouco aparente. Cada flor dá lugar a dois ou três frutos. A quantidade depende do quanto de água é absorvida. Veja então, querido leitor, que mais uma vez a água é de importância vital para a Oliveira. Somos Oliveiras plantadas pelo Senhor para gerar frutos, mas a quantidade de frutos que apresentaremos ao Senhor depende do quanto absorvemos de suas águas (Sl 46.4).

Finalmente, chegamos aos frutos da Oliveira. O fruto da Oliveira pode apresentar diferentes aromas e sabores. Alguns são mais caros, devido ao excelente sabor. Outros frutos, porém, não possuem valor nenhum. Um coisa é certa. Cada arbusto produz um fruto específico. Uma única Oliveira não produz frutos bons e ruins. O fruto da Oliveira é a azeitona. Eis dois exemplos delas:
  1. As azeitonas amygdalina: são as mais saborosas, raras e, consequentemente, caras.
  2. As azeitonas sapatareiras: possuem bons cheiros, mas é uma espécie mole e podre. 

Importa que geremos frutos para o Senhor (Jo 15.2). A questão é, que tipo de frutos estamos gerando. Nosso valor depende disso. Sendo chamados de Oliveiras, temos uma utilidade primordial, gerar frutos. Não apenas gerar frutos, mas gerar frutos nobres (Gl  5.22)

O simbolismo da Oliveira é muito utilizado na Palavra do Senhor. A pomba que Noé soltou na terra restaurada trouxe uma folha de oliveira (Gn 8.11) dando esperança e boas novas aos remanescentes. Lucas nos informa que foi no Monte das Oliveiras que o Senhor Jesus subiu aos céus (At 1.12). Há uma forte profecia em Zacarias que diz que naquele dia estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras (Zc 14.4). Os momentos de oração e intensa agonia, onde Jesus transpirou sangue, aconteceu no Jardim do Gestsêmani, que significa "prensa das olivas". 

O significado de sermos chamados Oliveiras nos ensina muito... finalizamos com o Jardim onde Jesus transpirou sangue. Lugar da prensa das olivas... devemos também ser prensados, para que de nós seja extraído o puro azeite. 

Voltemos ao versículo inicial:

Denominou-te o Senhor oliveira verde, formosa por seus deliciosos fruto; 
mas, agora, à voz de um grande tumulto, acendeu fogo ao redor dela, 
e se quebraram os seus ramos

Somos chamados oliveiras verdes por um único motivo, para geramos frutos deliciosos. O pecado e a iniquidade pode atrapalhar essa colheita... se isso ocorrer, o fogo se acenderá e os ramos serão quebrados!

Oro ao Senhor, para que o Espírito nos leve às dimensões profundas de sua pura Palavra. Amém.

sábado, 8 de novembro de 2014

Cinco princípios para ofertas e doações

Doações voluntárias: coração íntegro e amoroso

 Bp Erisvaldo Pinheiro
Palavra ministrada em 02 de Novembro de 2014
Comunidade Evangélica Arca da Aliança


Lemos atentamente o seguinte texto: ICr 29.1-18


Davi ministra ao povo de Deus sobre as doações para a construção do Templo, que ele chama de palácio para o Senhor Deus e também de Casa de Meus Deus. Esse jeito de falar mostra que Davi tinha um relacionamento íntimo com Deus, inclusive na hora de ofertar. Este texto nos ensina a maneira correta de contribuir com nossas ofertas e doações para a obra do Reino de Deus. Veja esses cinco princípios para ofertas e doações e permita que o Espírito do Senhor fale contigo:

  • Deus, e não os homens, é o destino de nossas doações.
O único milagre do Senhor Jesus que é relatado nos quatro Evangelhos é o da multiplicação dos pães. Em nenhum deles é mencionado o nome do menino que ofertou os pães e os peixinhos.Isso realmente tem algo a nos ensinar! Precisamos colocar isso em prática, como nos ensinou o Senhor Jesus no Sermão da Montanha quando tu deres esmolas, não saiba a tua mão esquerda o que faz a direita. Todas nossas ofertas e doações são exclusivamente direcionadas para Deus. Davi fez isso, fez e ensinou o povo a direcionar suas doações ao Senhor.

  • As doações só tem valor se o amor estiver vinculado a elas
No capítulo 16 de Lucas, o Senhor Jesus nos contou uma parábola desafiadora. Um certo Lázaro desejava se alimentar das migalhas que sobrava de um rico, que vivia regalada e dissolutamente. Aquele pobre homem era uma verdadeira oportunidade do rico demonstrar amor ao próximo. Ele não fez isso, seu destino foi fatal. Verdade é que todos nós teremos essa mesma oportunidade. Teremos Lázaros onde deveremos demonstrar nosso amor ao próximo. Isso é um importante princípio na hora de ofertar. Sem amor, a oferta não é doação, é enganação! O capítulo 13 de 1Coríntios nos ensina que ainda que distribuísse toda a minha fortuna para o sustento dos pobres e se não tiver amor, nada disso me aproveitaria.

  • A verdadeira doação vem de um coração íntegro e voluntário
Íntegro é aquilo que é puro, sem mistura. Nosso coração deve ser íntegro. Deus olha atentamente nosso ato de ofertar. Repare a atenção de Jesus nessa passagem:
E, estando Jesus assentado defronte da arca do tesouro, observava a maneira como a multidão lançava o dinheiro na arca do tesouro; e muitos ricos depositavam muito. Vindo, porém, uma pobre viúva, depositou duas pequenas moedas (Mc 12.41-42)
Jesus não olhou apenas as ofertas que estavam sendo depositadas na arca do tesouro. Jesus avaliava os corações dos ofertantes! É por isso que naquele dia a maior oferta foi daquela que ofertou menos. Verdade é que Deus avalia o coração do ofertante. Deus avaliou o coração de Caim e recusou sua oferta. Caim não tinha o coração íntegro e voluntário. Essas qualidades Deus encontrou no coração de Abel, e aceitou sua oferta. Veja bem, Deus aceita algumas ofertas e recusa outras! Que possamos meditar muito nisso...

  • Nas doações, o exemplo começa com os líderes
Este é o modelo bíblico de ofertar. O primeiro a fazer deve ser o líder! Antes de pedir doações para o povo para construção do templo, Davi apresentou suas ofertas, bem volumosas por sinal. Este princípio aprendi já na primeira reforma do templo onde estou pastoreando. Era pra ser apenas uma pintura, mas senti no meu coração de ofertar todo o forro do templo. Isso parece ter contagiado os irmãos. A partir daí, recebemos doações ao ponto de investirmos dez vezes mais do que previa o orçamento inicial da reforma. Na construção do templo, Davi foi o primeiro a ofertar, pois o exemplo tem que começar com o líder.

  • O doador tem a guarda dos bens, não a posse
Mais uma vez, no capítulo 16 de Lucas, o Senhor Jesus nos conta uma belíssima parábola. Um certo mordomo foi visitado pelo seu senhor que o adverte, dizendo presta conta da tua mordomia. Somos mordomos para o Senhor. Cuidamos com zelo de tudo aquilo que Ele confia em nossas mãos. Cuidamos, mas não somos dono. Guardamos, mas não temos a posse. A casa, o carro, e até mesmo a própria família, tudo nos foi confiado pelo Senhor. Devemos cuidar com zelo, mas nunca esquecer que não temos a posse delas, é tudo do Senhor. Somos apenas mordomos. Estejamos atento, pois a advertência continua ecoando: presta conta da tua mordomia. 


O discurso de Davi à congregação de Israel nos ensina muito. Na ocasião, foi levantado as ofertas e doações voluntárias para a edificação do templo de Jerusalém. Que possamos aprender com essa passagem, colocando em prática esses cinco princípios para ofertas e doações. Que possamos sentir a alegria de ser um doador e ofertante na obra do Senhor, a mesma alegria que Davi e seu povo sentiu:
E o povo se alegrou do que deram voluntariamente; porque, com o coração perfeito, voluntariamente deram ao Senhor; e também o rei Davi se alegrou com grande alegria (1Cr 29.9)

Paz e Graça!

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

A glória da segunda casa: tristeza de uns e júbilo de outros

A tristeza da glória do passado que não volta e a alegria de um futuro glorioso
Vendo perante os seus olhos esta casa, choraram em altas vozes;  mas muitos levantaram as vozes com júbilo e com alegria. Ed 3.12

 Bp Erisvaldo Pinheiro Lima
Palavra ministrada em 31 de Outubro de 2014
Comunidade Evangélica Arca da Aliança

Lemos atentamente os seguintes textos bíblicos:
Jo 2.13-21
Ag 2.6-9


O Evangelista escreve a purificação do templo no início do Evangelho, diferente dos outros sinóticos que o colocam no final. Isso nos faz entender que Jesus purificou o templo duas vezes, uma no início do seu ministério e outra no final. Essa questão de purificar templo é coisa muito séria pro nosso Senhor Jesus.

O texto é forte. Jesus faz um azorrague (chicote) de cordéis e lança todos fora do templo. Vira mesas, espalha o dinheiro dos cambistas e declara não façais da casa de meu Pai casa de vendas. Uma bela profecia estava sendo cumprida nesta primeira purificação, a profecia de Ageu que dizia a glória desta última casa será maior que a anterior.

Quando esta profecia foi liberada, Zorobabel, príncipe de Judá, e Josué, sumo sacerdote, lideravam a reconstrução do templo de Jerusalém. O tempo de cativeiro na Babilônia havia chegado ao fim, os setenta anos profetizado por Jeremias havia se passado. Mas esse período deixou suas marcas. Os muros e o templo precisavam ser levantados. Jerusalém e seus habitantes não tinham mais os recursos da época do próspero reinado de Davi. Em I Cr 29, vemos uma lista volumosa de doações voluntárias para construir o magnífico Templo de Salomão.

Mas este primeiro templo caiu. A vida próspera era somente uma lembrança. Desprovidos de recursos como no primeiro, Zorobabel e Josué lançam mão do que tinha disponível e ergue mais uma vez o templo. Agora conhecido como Templo de Zorobabel. Houve duas reações quando este templo foi inaugurado: Os mais velhos estavam tristes. Choravam ao se lembrarem da glória passada do antigo templo. Os mais novos, porém, jubilam com uma expectativa da glória futura deste último templo. Uns choravam outros jubilavam. Uns se entristeciam com a lembrança do passado, e outros se alegravam com a expectativa do que aconteceria no futuro. Foi diante disso que Ageu profetizou a glória desta última casa será maior que a anterior.

Duas coisas aprendo com essas reações:


Esta reação diante do templo de Zorobabel é semelhante com nossas reações ao estarmos na Casa do Senhor. Alguns também ficam tristes, suas memórias e lembranças os fazem prisioneiros do passado. Estão presentes, mas seus pensamentos estão fixados num passado glorioso que não volta mais. Outros, no entanto, também ficam alegres, seus pensamentos ficam cheios de esperança de uma glória que vai acontecer. Uns cultuam ao Senhor com o pensamento entristecido fixado no passado, outros cultuam com o pensamento esperançoso de dias melhores a frente. A Palavra de Deus continua a ecoar: A glória da segunda casa será maior que a da primeira! Os mais velhos que choravam representam aqueles que já envelheceram sua fé, vivem da glória do passado. Os mais novos que jubilavam representam os que têm sua fé constantemente renovada... Permita que a Palavra renove sua fé hoje!

Além disso, a lembrança do magnífico templo de Salomão e a inauguração do humilde templo de Zorobabel nos faz lembrar de Cristo. Nosso Senhor se despojou de sua glória e se fez servo a semelhança do homem (Fp 2.7). O magnífico templo de Salomão é um tipo da glória do Senhor em seu alto e sublime trono. O humilde templo de Zorobabel é um tipo do Senhor que abriu mão de glória celestial e habitou em nosso meio. Não tinha parecer nem formosura (Is 53), como o templo de Zorobabel. Friso mais uma vez, Jesus deixou a glória dos céus para habitar no nosso meio, abriu mão da glória dos serafins e querubins, pela adoração dos homens... Ele realmente ama você!


Faltava a Arca


O templo de Zorobabel faltava um mobiliário importante, a Arca da Aliança. No lugar dela, o Incensário foi colocado no Santíssimo Lugar (Lc 1.9). A falta daquela Arca era motivo de tristeza e vergonha, pois representava a justiça e a presença de Deus no meio de seu povo. Era uma falta considerável. Mas havia uma palavra profética liberada. A glória daquela humilde casa seria maior que a da primeira.

Em Jo 2.13-21 essa palavra se cumpriu. A Arca Viva entrou no templo. A Arca da Nova Aliança manifestava mais uma vez a glória do Senhor no interior do templo. Uma glória diferente daquela que os judeus estavam acostumados. Uma glória com azorrague de cordéis, com purificação. Jesus Cristo, a Arca do Novo Testamento, manifestou a gloria da segunda casa... mas poucos perceberam!

Pense nisso...

Os sacerdotes que cuidavam do templo, conhecedores da profecia, não perceberam a glória da segunda casa. Os fariseus se indignaram e questionaram quem sinal nos mostras para fazeres isso?
Os vendedores e cambistas viram apenas o azorrague nas costas... E os discípulos viram o zelo e se lembraram da Palavra.

A glória se manifestou na segunda casa e a maioria não percebeu. Verdade é que a glória do Senhor ainda vem sendo manifestada e tudo que alguns percebem é o chicote, outros franzem suas testas, mas alguns poucos, se apegam à Palavra. A glória ainda está sendo manifestada. Não se apegue, querido leitor, a um passado de glórias. Olhe pra frente e creia que uma glória maior há de vir. Troque a tristeza do passado pelo júbilo da glória da segunda casa. Fique atento, pois a maioria nem percebe a glória entrando no templo! Que o Senhor da Arca nos mostre a dimensão dessas coisas. Que a glória do Senhor venha nos purificar.


Fonte de pesquisa:
Bíblia Revelada - Novo Testamento - Ômega. Traduzida, comentada e editada por Aldery N. Rocha