quarta-feira, 19 de junho de 2019

Escatologia: as Bodas do Cordeiro



É o momento glorioso de união definitiva e eterna entre Cristo e sua igreja trasladada. É a união do noivo e de sua noiva. Do amado e de sua amada. Cristo e sua amada igreja unidos para sempre (Mc 2.19).

As bodas do Cordeiro ocorre logo após o tribunal de Cristo e antes de sua vinda. Passemos pelos versículos que trata desse glorioso momento:

Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo. (2 Co 11.2)


Aprendemos três situações nesta passagem:

A noiva não se prepara por si mesma.
A noiva é preparada pela pregação e ensino de seu Apóstolo.
O propósito do Apóstolo Paulo é preservar a castidade da noiva.

A Igreja e os cristãos devem viver “até aquele dia” com a lealdade e a pureza de uma noiva ansiosa. A função de Paulo é preservar essa fidelidade.


Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. (Ef 5.25-27)

Cristo apresentará sua noiva a si mesmo. Isso mostra que o critério é de Cristo. A preparação é Ele que faz. Seu anel de noivado se dá pela entrega que fez no Calvário. Sua noiva se aliança no calvário, mas tem que ser adornada. Para corresponder aos anseios de seu noivo, a noiva precisa ser santificada. O anseio do noivo é que sua noiva não tenha mácula, nem ruga, nem coisa semelhante. O noivo possui duas ferramentas para isso. A lavagem da água, que se dá pelo batismo. E a outra ferramenta é a palavra, que se dá pelo ouvir (Rm 10.17). A igreja santificada por essas duas ferramentas do noivo é qualificada como gloriosa. Terá o galardão de participar da glória de Cristo diante do Pai.
Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos. E disse-me: Escreve: Bem aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus. (Ap 19.7-8)


Pentecost ensina que “o tempo aoristo, êlthen, traduzido por "chegadas", significa ato concluído, mostrando que as bodas já foram consumadas.”

Daniel 12.1-3 e Isaías 26.19-21 mostra que a ressurreição de Israel e os santos do Antigo Testamento não ocorre antes da vinda de Cristo

Apocalipse 20.4-6 esclarece que os santos da tribulação também não ressuscitarão até aquele grande dia

Embora estejam no Seio de Abraão/Paraíso, esses dois grupos deverão ter participação de espectadores. Mas será a igreja a ilustre protagonista das Bodas do Cordeiro.



Bodas do Cordeiro
Ceia das Bodas do Cordeiro
Refere se particularmente à igreja
Inclui Israel e as nações
Ocorre no céu
Ocorre na terra Lc 12.37


Em Mateus 22.1-14, em Lucas 14.16-24 Israel aguarda o retorno do noivo e da noiva. Israel é convidado, muitos recusam. Então o convite é estendido às nações.

A ceia ocorre durante o milênio. O convite ocorre durante o período da Tribulação. Muitos rejeitarão, e o convite será estendido para as nações... Esses santos que aceitam o convite se assentarão à mesa da ceia das bodas do Cordeiro, onde conhecerão o Noivo e sua amada Noiva. E assim, a igreja trasladada, ressuscitada e, agora, despojada, estará para sempre com o seu Cristo, refletindo para sempre a glória de Deus. Uma união eterna!

Na oração feita na última ceia (Jo 17), o Senhor Jesus faz 5 pedidos ao Pai. Enfatizo, para o plano escatológico, o último:
11 Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós.
15 Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.
17 Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade.
20 E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela tua palavra hão de crer em mim;
24 Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estiver, também eles estejam comigo, para que vejam a minha glória que me deste; porque tu me amaste antes da fundação do mundo.
Em seu último pedido, Cristo pede ao Pai que onde Cristo estiver, sua igreja esteja com ela também. O pedido é completado com uma explicação que mostra o motivo do pedido “para que vejam a minha glória que me deste”. Cristo quer mostrar a glória recebido do Pai para sua igreja. Por isso, as Bodas do Cordeiro é o momento em que o Noivo mostra à sua amada Noiva, toda sua glória recebida de seu pai.

Maranata!
Erisvaldo Pinheiro Lima
Estudo ministrado em Junho de 2019, na Igreja Santuário do Altíssimo

terça-feira, 11 de junho de 2019

Escatologia: O Tribunal de Cristo




 Os acontecimentos para a igreja após o arrebatamento: O Tribunal de Cristo


·         Rm 14.10

Todos aqueles que são contados como igreja fiel comparecerão diante do Tribunal de Cristo.

·         2 Co 5.10

Com confiança e fé, o apóstolo acreditava que os irmãos ouvintes daquela mensagem, e até ele mesmo, comparecerão diante do Tribunal de Cristo. Ensina, ainda, que haverá uma recompensa de acordo com as obras praticadas por meio do corpo (em vida).

Observe que em ambos trechos bíblicos há total ausência do acusador. Não há pecado a ser julgado aqui, pois todo pecado foi julgado em Cristo. Esse é um dos benefícios dos que creem no Cordeiro de Deus. Seu trono está acima dos principados. O acusador não tem mais acesso ao tribunal de Cristo. Os que ali comparecerem não terão seus pecados julgados, e sim, suas obras.


·         Lc 14.14

A recompensa está associada à ressurreição (1Ts 4.13-17).

·         Ap 18.8

A igreja retorna à terra com seu Cristo já recompensada com a "justiça dos santos"

Vemos, então, que o Tribunal de Cristo ocorrerá no período entre a ressurreição dos santos do arrebatamento, e a volta triunfal de Cristo à terra. Ou seja, ocorrerá durante o período de tempo tribulacional da terra.


·         1Co 3.10-15

Toda obra se manifestará e o fogo provará. As obras qualificadas como ouro, prata ou pedra preciosa receberão recompensas.

As obras qualificadas como madeira, feno ou palha sofrerão prejuízo, porém, o tal será salvo.

O propósito do Tribunal de Cristo não é de punir os pecados. Cristo já foi punido pelos pecados. O grande propósito será de recompensar a obra que foi feita em nome do Senhor. 

Será feito um exame minucioso da obra, que vai detectar o que foi feito para glória de Deus, ou para glória do homem, se a obra foi proveniente do poder de Deus, ou da própria força do homem. O fogo fará essa distinção. Uns receberão galardão, outros perderão galardão. Haverá ganhos de recompensa ou o prejuízo da perda de recompensa.


·         Coroas de galardão (recompensas)

O Novo Testamento menciona cinco diferentes coroas de galardão. São áreas nas quais se mencionam o galardão dos salvos:

1.      A coroa incorruptível para quem "de tudo se abstém", ou seja, para quem venceu o velho homem (1Co 9.25)

2.      A coroa de alegria, para os ganhadores de alma (1Ts 2.19)

3.      Coroa de vida, para os que suportam a provação (Tg 1.12)

4.      Coroa de Justiça, para os que amam a volta de Cristo (2Tm 4.8)

5.      Coroa de Glória, para os que apascentaram o rebanho do Senhor (1Pe 5.1-4)

Em Ap 4.10, os anciãos lançam suas coroas a Deus em adoração. A coroa não é para glória de quem a recebeu. Pelo contrário. É para glória de quem a entregou. Percebemos, então, que quantas mais coroas, ou quanto maior galardão, maior será a capacidade de glorificar a Deus.


Amém. Maranata, ora vem Senhor Jesus!


Pr Erisvaldo Pinheiro Lima

Estudo ministrado na Igreja Santuário do Altíssimo, em Junho de 2019.

Fonte bibliográfica:

PENTECOST, J. Dwight, Th.D. Manual de Escatologia Uma análise detalhada dos eventos futuros. Editora Vida. Tradução: Carlos Osvaldo Cardoso Pinto


terça-feira, 28 de maio de 2019

Escatologia: o arrebatamento pré-tribulacionista




Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra (Ap 3.10)
Aqui, a igreja fiel recebe a honrosa e intrigante promessa de ser guardada. É testificada por fiel porque guardou a palavra da paciência do Cristo de Deus. Por isso, também será guardada de um terrível tempo que virá para tentar os que habitam na terra. A igreja fiel não faz da terra sua habitação. A igreja fiel olha para o alto e deseja seu Senhor que ascendeu aos céus. É lá que está seu tesouro. Lá está seu galardão e seu supremo galardoador.

A tribulação
A mencionada “hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo”, também recebe outros nomes. Para termos um melhor entendimento sobre a valiosa promessa de salvação que está proposta para a igreja fiel, precisamos visualizar os outros nomes que a “hora da tentação” recebe na Palavra (grifo nosso):

· Tempo de Julgamento 
Dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é vinda a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas. Apocalipse 14:7

Quem te não temerá, ó Senhor, e não magnificará o teu nome? Porque só tu és santo; por isso todas as nações virão, e se prostrarão diante de ti, porque os teus juízos são manifestos. Apocalipse 15:4 

·  Tempo de indignação
Chegai-vos, nações, para ouvir, e vós povos, escutai; ouça a terra, e a sua plenitude, o mundo, e tudo quanto produz. Porque a indignação do Senhor está sobre todas as nações, e o seu furor sobre todo o exército delas; ele as destruiu totalmente, entregou-as à matança. E os seus mortos serão arremessados e dos seus cadáveres subirá o seu mau cheiro; e os montes se derreterão com o seu sangue. Isaías 34:1-3


· Tempo de castigo
Vai, pois, povo meu, entra nos teus quartos, e fecha as tuas portas sobre ti; esconde-te só por um momento, até que passe a ira. Porque eis que o Senhor sairá do seu lugar, para castigar os moradores da terra, por causa da sua iniquidade, e a terra descobrirá o seu sangue, e não encobrirá mais os seus mortos. Isaías 26:20,21

·         Tempo de angústia
Como será terrível aquele dia!
Sem comparação!
Será tempo de angústia para Jacó;
mas ele será salvo.
Jeremias 30:7

· Tempo da ira de Deus
E diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro; porque é vindo o grande dia da sua ira; e quem poderá subsistir? Apocalipse 6:16,17

Dia de trombeta e de alarido contra as cidades fortificadas e contra as torres altas. E angustiarei os homens, que andarão como cegos, porque pecaram contra o Senhor; e o seu sangue se derramará como pó, e a sua carne será como esterco. Nem a sua prata nem o seu ouro os poderá livrar no dia da indignação do Senhor, mas pelo fogo do seu zelo toda esta terra será consumida, porque certamente fará de todos os moradores da terra uma destruição total e apressada. Sofonias 1:15-18


A salvação para a igreja fiel
Os nomes que descrevem o período da tribulação na Terra são terríveis de se imaginar.  De fato, se esses dias não fossem abreviados, nenhuma alma restaria (Mt 24.22). Será um período de julgamento e derramamento da ira de Deus. Mas repare, querido leitor, a valiosa promessa que a palavra reserva para a igreja do Senhor Jesus:

E esperar dos céus o seu Filho, a quem ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura.1 Tessalonicenses 1:10

Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo,1 Tessalonicenses 5:9

Toda a ira e julgamento de Deus estava sobre o Senhor Jesus na cruz do Calvário. Por isso, Ele tem todo direito legal de livrar seus fiéis seguidores da ira futura. Jesus sofreu todo o castigo e consequência do pecado para oferecer salvação aos seus discípulos. Ele foi nosso substituto. Repare:

Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; Gálatas 3:13


O qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus;

O arrebatamento deve ocorrer antes da tribulação para que haja a salvação prometida. Os justificados pelo sangue serão poupados da ira de Deus, pois o seu Senhor já sofreu a dor da ira de Deus.

Assim, o arrebatamento pré-tribulacionista será, então, um momento glorioso de separação dos "que guardam a minha palavra" daqueles que "habitam sobre a terra. Um grupo não pode pertencer ao outro.

O princípio das dores
Embora tenha a promessa de ser guardada da tribulação, percebemos que a igreja ainda sofrerá o princípio dessas dores. Vejamos a descrição do Princípio das dores que nosso Senhor  fez em Mt 24:

·         muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos.

·         guerras e de rumores de guerras, nação contra nação, e reino contra reino

·         haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares

Mas todas estas coisas são o princípio de dores.

·         vos hão de entregar para serdes atormentados

·         matar-vos-ão

·         sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome

·         muitos serão escandalizados

·         trair-se-ão uns aos outros

·         uns aos outros se odiarão

·         surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos

·         por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará

·         Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo



O arrebatamento da igreja fiel

Cristo foi ao Pai deixando a promessa que iria preparar um lugar para sua igreja. E voltaria para busca-la para que onde ele estivesse, a igreja também estaria.

Ao som da trombeta, o arrebatamento será num instante de tempo. Breve como um abrir e fechar de olhos. Os mortos em Cristo ressuscitarão incorruptíveis e os vivos fiéis serão transformados

O próprio Cristo receberá sua igreja fiel. Nações e judeus não são mencionados aqui. Apenas a igreja santa verá seu Cristo nesse dia. E igreja e Cristo estarão juntos para sempre.

O arrebatamento da igreja será semelhante ao que ocorreu com Enoque e Elias. A igreja fiel terá o testemunho de fé que teve Enoque. E sua partida será testificada aqui na terra, como Eliseu testificou a subida de Elias. O trabalho da igreja terá continuidade aqui na terra, Elias é um tipo da igreja arrebatada e Eliseu é um tipo de Israel que dará continuidade ao ofício da igreja aqui na terra, inclusive com porção dobrada!

A igreja terá consciência e verá coisas indizíveis, como ocorreu com João e o servo de Deus descrito por Paulo.

Mesmo pessoas próximas, estando no mesmo local e exercendo as mesmas funções, uma será levada e outra deixada.

Abraão é um tipo de Cristo e Ló é um tipo da Igreja arrebatada. Por amor ao seu Filho, Deus Pai poupa sua igreja da destruição que virá sobre a terra.

Características de Ló (tipo da igreja arrebatada):

1-      Era justo

2-      Enfadado da vida dissoluta dos homens abomináveis

3-      Mesmo habitando entre eles, era justo

4-      Afligia sua alma todos os dias

5-      Via e ouvia sobre suas obras injustas

O que devemos fazer?
Diante da terrível descrição do tempo da tentação que há de vir, e da graciosa salvação prometida pelo nosso bondoso Senhor, encerro este estudo com a fala inspiradora do Apóstolo Pedro, em 2 Pe 3.11-14:

Visto que tudo será assim desfeito, que tipo de pessoas é necessário que vocês sejam? Vivam de maneira santa e piedosa,
esperando o dia de Deus e apressando a sua vinda. Naquele dia os céus serão desfeitos pelo fogo, e os elementos se derreterão pelo calor.
Todavia, de acordo com a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, onde habita a justiça.
Portanto, amados, enquanto esperam estas coisas, empenhem-se para serem encontrados por ele em paz, imaculados e inculpáveis.


Amém. Maranata, ora vem Senhor Jesus!


Pr Erisvaldo Pinheiro Lima

Estudo ministrado na Igreja Santuário do Altíssimo, em Maio de 2019.

Fonte bibliográfica:

PENTECOST, J. Dwight, Th.D. Manual de Escatologia Uma análise detalhada dos eventos futuros. Editora Vida. Tradução: Carlos Osvaldo Cardoso Pinto

quinta-feira, 16 de maio de 2019

4 características de uma obra que Deus pode comprometer-se

Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos. 
Efésios 2:10

Veja 4 características essenciais de uma obra com a qual nosso Deus pode comprometer-se de modo integral:


  • A primeira necessidade vital é de uma revelação verdadeira aos nossos corações sobre os propósitos eternos de Deus
Devemos apontar tudo que nossas mãos possam produzir, enquanto obra ao Senhor, para o Reinado Soberano de Cristo na Terra. Seu Grande Dia está por vir. Devemos preparar-nos e preparar um povo para o Reino Literal de Cristo. Somos como o reinado de Davi. Que foi caracterizado por intensas batalhas. E também serviu de preparação para o pacífico reinado de Salomão. Estamos em meio a guerras e batalhas espirituais. E também nos preparando para um Reinado de paz permanente do Senhor Jesus. Deus procura homens que podem cooperar com Ele nessa guerra espiritual. Que o Santo Espírito nos indague se a obra de nossas mãos se relacionam com o propósito do Reino de Deus.

  • Toda obra precisa ser concebida por Deus
Precisamos receber uma revelação de Deus sobre nossa obra individual. Não podemos começar por nós mesmos e esperar que Deus abençoe. Se nós planejamos e executamos uma obra e somente depois pedimos que Deus abençoe, não devemos esperar que Deus se comprometa com o resultado dessa obra. Com demasiada freqüência julgamos que fazer coisas é que é importante. Temos de aprender a lição do "não faça". A lição do ficar quieto na presença de Deus. Devemos aprender que se Deus não se mexe, nós não devemos nos mexer.

Atos 16.6-7 ""foram impedidos 
pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na 
Ásia"..."Mas o Espírito de Jesus 
não lho permitiu"


  • Toda obra para deve depender do poder de Deus, e de ninguém mais, isso para ser eficaz e ter continuidade
Toda obra de Deus deve se iniciar com o primeiro de todos os princípios: NO PRINCÍPIO DEUS (Gn 1.1). De forma que, ainda que Deus tenha iniciado uma obra, se tentarmos executá-la de acordo com a sabedoria humana, nosso Deus jamais se comprometerá com essa obra. 

Precisamos ser levados àquele ponto em que, ainda que tenhamos algum dom ou talento, não ousamos agir ou falar, a não ser se estivermos conscientes de nossa contínua dependência do Senhor. Que nosso bondoso Senhor nos impulsione a fazermos muito além do que é certo e errado, para fazermos o que de fato lhe agrada. Dependemos disso. Dependemos do poder dEle.

  • O objetivo da obra deve ser a glória de Deus.
Devemos fazer a obra para a satisfação de Deus e não nossa. Por mais que se trabalhe a vocação pessoal, que gera alegria sincera em fazer algo pelo Senhor, precisamos realizar outras obras. Mesmo que não gerem nenhum contentamento individual, e sim do Senhor. As vezes, a obra que menos nos alegra é a que mais alegra o Senhor.

Não é nosso nome que deve aparecer. Se a obra de nossas mãos não tiver o "nome de Jesus", que tragédia, só haverá o nosso nome! Que haja tão somente seu forte e bondoso nome. Que seja toda sua glória, sem ingrediente humano. Assim, devemos ser capazes de levantar-nos e falarmos em nome de Jesus. Se não, nosso trabalho não terá impacto espiritual. Isso porém, não pode ser feito de qualquer jeito. Na verdade, é fruto da obediência a Deus, e de uma posição espiritual resultante da obediência, conhecida e mantida diariamente. Obediência pra glória de Deus. Toda obra para glória de Deus. Toda honra e toda glória seja, pois, dada a Deus. Amém.




Deus abençoe a obra de suas mãos,
Pr Erisvaldo Pinheiro Lima
Ministrado em Abril de 2019, no Culto de Doutrina da Igreja Santuário do Altíssimo.

  • Fonte:
NEE, Watchman. As três atitudes do crente. Editora Vida

Escatologia: a igreja e a presente era





Partindo das afirmativas de que a aliança abraâmica é base da aliança palestina, da davídica e da nova aliança. Que é uma aliança literal, eterna e que aponta para Israel. E que, ainda, nos mostra que haverá para sempre:
·         Um povo
·         Uma terra
·         Um trono
·         Um Rei
·         Uma restauração com perdão e purificação de todo pecado

A presente era é caracterizada, então, com um adiamento do cumprimento dessas promessas ao povo judeu, para salvação de qualquer pessoa, independente de nacionalidade, que creia na obra expiatória do Filho de Deus. 

Assim, a presente era se inicia com a rejeição do Messias por Israel e termina com sua devida aceitação. Inicia quando Israel comete a blasfêmia contra o Santo Espírito, atribuindo os feitos de Cristo a Belzebu (Mt 12). E termina quando, enfim, Israel se volta em aceitação ao seu prometido Messias, no período tribulacional.

A presente era é o tempo da igreja. O tempo em que os ramos do zambujeiro são enxertados na oliveira (Rm 11). O tempo da igreja e suas características são descritos em dois lugares: Mt 13 e Ap 2 e 3:


  • ·         Mt 13


Em Mt 13, Cristo fala por parábolas, ocultando a interpretação dos líderes judaicos e dando esse conhecer tão somente aos discípulos (13.11). O seus não o recebe. Isso se dá pela blasfêmia. Abrindo então o tempo da igreja, que é o conhecimento dos mistérios do Reino dos céus.

O versículo chave para entendimento é o 52:

 "Por isso, todo escriba versado no reino dos céus é semelhante a um pai de família que tira do seu depósito coisas novas e coisas velhas"


As coisas novas são aquelas que surgiram pela não aceitação momentânea do Messias. Enquanto que as velhas são as que já haviam sido anunciadas no Velho Testamento.

As COISAS NOVAS
1. A semente e os solos: A proclamação do reino. Há solos diferentes, mas uma única semente. O mundo, a carne e o diabo se opõem à germinação e frutificação da semente. Cada vez mais, haverá uma colheita menor, que inicia com 100 e termina com 30. O mistério do semeador compara-se ao mistério da divindade de 1 Timóteo 3.16.
2. O trigo e o joio: Falsa imitação do reino. A verdadeira semeadura sempre será acompanhada com uma falsa semeadura. Ambas crescerão. O trigo (igreja) será removido (arrebatada) para o celeiro (céu). O joio (Israel) será juntado (na terra) para depois ser queimado (julgamento).  A falsidade do joio e o crescimento da mostarda comparam-se ao mistério da injustiça de 2 Tessalonicenses 2.7.
3. O grão de mostarda: Expansão visível do reino. O que começou com um punhado de propagadores, alcançou enormes proporções. Esse grão era comumente lembrado pelos judeus para classificar algo pequeno, mas que crescia muito. De fato, o grão de mostarda pode chegar a seis metros de altura em apenas um ano.
4. O fermento: Corrupção traiçoeira do reino. O grande crescimento se dará por algo que foi introduzido no interior do Reino. Sobre fermento, a Bíblia quase sempre apresenta situações negativas (Êx 12.15; Lv 2.11; Mt 16.6; Mc 8.15; 1 Co 5.6,8; Gl 5.9). Compara-se ao mistério da Babilônia de Apocalipse 17.1-7

As COISAS VELHAS
5. O tesouro escondido: A nação israelita. Onde Jesus Cristo é o comprador, o tesouro (salvação) está oculto num campo (Israel) e sua posse ainda não aconteceu (se dará no Milênio). Embora deixado de lado na presente era, fato é que o Senhor não esqueceu da aliança com seu povo de Israel. Compara-se ao mistério da cegueira de Israel de Romanos 11.25
6. A pérola: o tesouro que será removido. Cristo é o negociante que compra a pérola. A igreja, semelhante à pérola, será formada por acumulação gradual. Para que seja usada como adorno, a pérola deve ser removida de onde foi formada. Assim ocorrerá com a igreja. Compara-se ao mistério aplicável à igreja mencionado em Efésios 3.3-9; Colossenses 1.26,27; Romanos 16.25.
7. A rede: O julgamento das nações no final da tribulação. Enquanto que o julgamento do joio aponta para Israel, este aponta para as nações, pois a rede foi lançada para o mar.


  • ·         Ap 2 e 3


Aqui João descreve a presente era. Desde os primórdios da igreja até sua consumação. Há promessa de livramento da terrível tribulação para a igreja santa e julgamento da igreja apóstata, que será vomitada.

1.      Éfeso significa "amada" ou talvez "desejada".
2.      Esmirna significa "mirra" ou "amargura".
3.      Pérgamo significa "torre alta" ou "completamente casada".
4.      Tiatira significa "sacrifício contínuo".
5.      Sardes significa "aqueles que escapam".
6.      Filadélfia significa "amor fraterno".
7.      Laodicéia significa "o povo reinando ou ensinando" ou "o julgamento do povo"

Embora haja uma clara evolução nas sete igrejas, que mostra desde sua criação ao seu julgamento, não achamos apropriado datar seus momentos. Aquilo que é descrito na primeira igreja, ou na última, se aplica para toda presente era. É a descrição da igreja feita pelo Senhor. Mostra que Cristo bem conhece sua igreja, está presente. Menciona suas qualidades e exorta suas falhas. 

Éfeso fala do primeiro amor, das primeiras obras. É o início, de fato. Laodicéia fala da negação dos princípios, da apostasia. De fato, Laodicéia descreve a igreja apóstata do fim da presente era. 

O fim da presente era gira em torno de negações. Se a presente era começa com um grupo aceitando o Cristo de Deus e seus ensinamentos, o fim da presente era é acompanhada com um conjunto de negações. Veja:

·         negação de Deus (Lc 17.26; 2 Tm 3.4,5),
·         negação de Cristo (1 Jo 2.18; l Jo 4.3; 2 Pe 2.6),
·         negação do retorno de Cristo (2 Pe 3.3,4),
·         negação da fé (l Tm 4.1,2; Jd 3),
·         negação da sã doutrina (2Tm 3.1-7),
·         negação da vida separada (2 Tm 3.1-7),
·         negação da liberdade cristã (l Tm 4.3,4);
·         negação da moral (2 Tm 3.1-8,13; Jd 18),
·         negação da autoridade (2 Tm 3.4)

Resta à igreja do Senhor meditar nos trechos bíblicos que descrevem com riqueza de detalhes nossa presente era. Lembro-me, certa vez, que por um tempo fiquei bastante ofendido com algumas situações ministeriais. Pensei em sair. O que me segurou foi a exortação da parábola do semeador (Mt 13) que diz que a semente se ofende e morre por não ter raiz. Se eu saísse, a culpa era porque a semente não tinha raiz. Isso me segurou. Oro ao Senhor, para que seu Santo Espírito prepare o solo de nossos corações para receber a preciosa semente do conhecimento dos mistérios do Reino dos céus. Amém!



Pr Erisvaldo Pinheiro Lima

Estudo ministrado na Igreja Santuário do Altíssimo

Maio de 2019


Fonte bibliográfica:

PENTECOST, J. Dwight, Th.D. Manual de Escatologia Uma análise detalhada dos eventos futuros. Editora Vida. Tradução: Carlos Osvaldo Cardoso Pinto
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