quarta-feira, 26 de junho de 2019

A oração do rei Josafá

A oração do rei Josafá quando os filhos de Moabe e Amom se levantaram contra Judá
2 Crônicas 20.1-25 

O rei Josafá recebe a notícia que três nações vizinhas se aliançaram e estavam às portas de Jerusalém para guerra. Essa notícia  abala e angustia o rei de Judá. O motivo era óbvio e simples. Josafá não era páreo para aquele grande exército. Não tinha chance. Não tinha tropas. A única opção do rei era clamar ao Deus de seus pais.

Josafá reúne os moradores de Jerusalém e de Judá. Apregoa um jejum. O rei e seus súditos iriam pedir socorro ao Senhor. A realeza junto com os plebeus em igualdade de oração e súplicas diante do Senhor.

A oração de Josafá mostra seus sentimentos. Uma boa oração é aquela que os sentimentos internos são descritos em palavras. Deus se agrada de um coração sincero. O rei foi bem sincero. Josafá estava angustiado, não tinha recursos, só tinha a lembrança das histórias que ouvia das promessas de Deus. Ele clama, na companhia de seu povo, diante da casa de Deus.


  • Teu nome está nesta casa

Em seu clamor, Josafá proclama que Deus é o dominador sobre todos os reinos. Que foi o próprio Deus que levou os filhos de Israel àquela terra. Que foi Deus mesmo que os fizeram habitar ali, com suas famílias, com suas fazendas. Aquela era a terra de Israel por direção e aliança de Deus. Seu clamor menciona ainda que foi levantado o Santuário para oração e busca do socorro de Deus em caso de espada, juízo, peste ou fome. Que havia a promessa que Deus ouviria e livraria seu povo, pois, declarou o rei, "teu nome está nesta casa".

Angustiado, o rei menciona que o nome de Deus estava naquela casa de oração. Nossas angustias não podem tirar essa crença de nossos corações. O que te aflige? E o que mais tem te angustiado? Seria, amigo leitor, alguma notícia na sua vida financeira? Oro ao Senhor para que teu coração seja cheio da crença de que o Deus do ouro e da prata está nesta casa. Porventura tens chorado? Meu amado irmão e irmã, num se esqueça que o Espírito chamado Consolador está nesta casa. A notícia veio apontando mentiras contra ti? Não te perturbes, pois o Deus da verdade está nesta casa. Tens passado por problemas sentimentais? Ora, lembre-se que aquele que a Bíblia o descreve como Deus é amor está nesta casa. Problemas na família? Não se esqueça que o Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito está nesta casa. Por acaso tem questões na justiça? O Deus chamado de Jeová Tsidkenu está nesta casa. Está em meio à guerra e batalhas travadas? O Deus de Paz que esmagará satanás bem debaixo de nossos pés está nesta casa. Andas preocupado e ansioso? Lembre-se que o Deus soberano que governa e que está no controle de tudo está nesta casa. Se sente fraco? O Deus que aperfeiçoa a força na nossa fraqueza está nesta casa. Sente-se sobrecarregado e com um fardo nos seus ombros? Saiba que o Deus que disse eu vos aliviarei está nesta casa. Tudo que sua alma precisa, tudo que seu coração necessita está em Deus, no operar de sua infinita graça e imponente poder... como Josafá declarou, oro ao Espírito que seu homem interior também declare que o nome do Senhor está nesta casa. Contra qualquer adversidade que vem contra ti, proclamo o nome que está acima de todo nome, o nome de Jesus, que está nesta casa!

  • Ingratidão
Josafá descreve na sua oração a atitude dos moabitas e amonitas. No auge da glória de Israel, Deus poupou as duas nações vizinhas. Moabe e Amom eram a descendência de Ló, sobrinho de Abraão, o amigo de Deus. Em seu tempo de glória, Israel não destruiu os moabitas e amonitas. E agora, nos dias de fraqueza e decadência de Israel, as duas nações se aliançam e tramam a destruição do povo de Deus. O nome disso é ingratidão. E a ingratidão é um câncer da alma.

A ingratidão faz pessoas se unirem para torcer pela queda de outra. A ingratidão faz pessoas se juntarem para planejar a queda da outra. A ingratidão faz com que memórias sejam apagadas para que o ingrato não se lembre das coisas boas que foram feitas a ele. A ingratidão faz a pessoa lembrar de um erro e esquecer de noventa e nove acertos. Amom e Moabe foram ingratos a Israel. A ingratidão cega a pessoa, por isso, é o câncer da alma.

A nação israelita agiu com benevolência com os ingratos amonitas e moabitas. Mesmo que tenham sido ingratos contigo, faça como Josafá, busque a Deus e não devolva a ingratidão com ingratidão. Devolva a ingratidão com oração! Seja ingrato com alguém e será ingrato com o próprio Deus. Seja grato ao Senhor e consequentemente será grato às pessoas. 

A gratidão deve ser desenvolvida. Geralmente nos consideramos pessoas gratas. Mas, teve um momento em que eu decidir desenvolver minha gratidão. Fui ensinado a elaborar uma lista de 10 motivos pelos quais sou grato a Deus. Escrever e botar isso no papel. A lista ficou bem visível próximo à minha cama e todas as manhãs eu lia. Fiz isso por trinta dias. Do meio pro fim, a lista já estava memorizada... e, concluindo os trinta dias, o hábito já estava criado. Todas as manhãs, ao sair de casa, procuro motivos ao meu redor para agradecer. Ficou até poético, veja:

Em dia de sol: "Obrigado Senhor, pelo sol, pois aquece meus ossos."
Em dia de chuva: "Obrigado Senhor, pela chuva, pois lava a minha alma."
Em dia de vento: "Obrigado Senhor, por esse vento, pois soa como melodia nos meus ouvidos."
Em dia frio: "Obrigado Senhor, por esse frio, pois me faz abraçar a mim mesmo."

Judá não se tornou ingrato pela ingratidão que sofreu de Moabe e Amom. Você não pode se tornar ingrato porque as pessoas foram ingratas contigo. Tenha sempre gratidão. Desenvolva a gratidão. A gratidão te fará ver motivos bons mesmo nas situações mais adversas.


  • Resumo do sentimento de Josafá
No versículo 12, Josafá resume o que estava sentindo. Veja:
  1. Em nós não há força
  2. Não sabemos o que fazer
  3. Porém, nossos olhos estão em ti
Josafá não tinha forças. Não sabia o que fazer. Mas seus olhos estavam em Deus. Você já se sentiu assim? 

Não são raros os momentos em que nossa alma está sem força, sem saber o que fazer... minha oração é que nessa hora seus olhos estejam voltados para Deus! Os olhos de Josafá estavam em Deus. Não estava na sua própria força, ou falta de força. Não estava no que podia ser feito. Estava tão somente em Deus.

  • Então veio a resposta
 Deus levanta um profeta e libera sua palavra: NÃO TEMAS... NESTA PELEJA, NÃO TEREIS QUE PELEJAR... A PELEJA NÃO É VOSSA, SE NÃO DE DEUS... O SENHOR SERÁ CONVOSCO!

Uau... como deve ter sido revigorante escutar tais palavras... como é renovante ouvir uma resposta de Deus... é encorajador... é sublime... é vida!

Josafá segue a orientação de Deus. Seus olhos permanecem no Senhor. A peleja foi ganha sem ter que pelejar. Da guerra, seu trabalho foi apenas confiar em Deus. E usufruir dos despojos. Três dias recolhendo os despojos. Isso é muito forte. A situação inicial de Josafá era de um possível fim. Mas seus olhos apontaram para Deus. E sua situação final foi, na verdade, um momento de glória. Que o Espírito Santo nos ensine a olharmos sempre na direção de Deus, seguir sua palavra e desenvolver sempre um espírito de gratidão.


Amém.

Erisvaldo Pinheiro Lima
Palavra ministrada em Junho de 2019, na Igreja Santuário do Altíssimo.

terça-feira, 25 de junho de 2019

Escatologia: Os 24 anciãos



Podemos dividir o livro do Apocalipse em três partes. Ap 1.19 nos fornece essa divisão. “As coisas que vistes”, contendo a descrição do Cristo de Deus no primeiro capítulo. “As coisas que são”, com o detalhamento da igreja do Senhor, descrita nos capítulos 2 e 3. E, por último, “as coisas que acontecerão depois destas”, que compreendem do quarto ao último capítulo.
Enfatizamos, a partir de agora, a última parte. O capítulo 4 inicia a terceira e última parte do livro do Apocalipse. É nesta seção que narra os detalhes do período tribulacional que a terra e seus moradores vão sofrer. Já vimos anteriormente que a igreja que guarda a Palavra de Cristo já terá sido arrebatada quando iniciar essa tribulação. Vemos, também, que a partir do quarto capítulo não se menciona mais sobre a igreja santa do Senhor. Após ser arrebatada, a igreja passa pelo momento de coroação no Tribunal de Cristo e se une ao seu Senhor para sempre. A descrição dos 24 anciãos nos fornece valiosas informações de como estará a igreja trasladada durante a Tribulação na terra. Neste estudo, veremos a posição da igreja durante esse terrível momento que a terra vai sofrer.
Após ter sido arrebatado em espírito, João descreve o trono e o que está assentado sobre esse trono. Descreve, também, outros 24 tronos que cerca o trono principal e menciona os 24 anciãos coroados e vestidos de branco que estão assentados neles. Eles aparecem em 12 passagens de Apocalipse:


·         4.4
·         4.10
·         5.5
·         5.6
·         5.8
·         5.11
·         5.14
·         7.11
·         7.13
·         11.16
·         14.3
·         19.4.

Nestas passagens, vemos que os 24 anciãos estão assentados em tronos com singular aproximação ao trono de Deus; se lançam com o rosto em terra e adoram; um deles consola o choro de João e mostra profundo conhecimento do agir do Cordeiro; têm harpas e taças de incenso; cantam em adoração; celebram o triunfo de Deus e acrescentam o “amém” e “aleluia” no julgamento da meretriz. A cada desenrolar dos acontecimentos da Grande Tribulação na Terra, esses anciãos rendem adoração e glória a Deus.

Mas afinal, como podemos identificar esses 24 anciãos?

Há, pelo menos, três interpretações, veja:

1.      Seres angelicais: Alguns entendem que sejam anjos governantes. Note, porém, que os anjos ficam ao redor dos anciãos (Ap 7.11 e Ap 5.11)

2.      Santos do Antigo e do Novo Testamento: Ainda outros acreditam que representam Israel e a igreja, juntos em adoração a Deus e ao Cordeiro. Sendo a associação de 12 (tribos de Israel) mais 12 (apóstolos) soma 24 (o povo de Deus das duas eras).

3.      Representantes da Igreja Arrebatada: O último grupo acredita que representam a totalidade da igreja no céu.

Defendemos essa última interpretação. Para isso, listamos sete motivos pelos quais acreditamos que os 24 anciãos são representantes da Igreja Arrebatada:

1.      O número 24: Remete ao trabalho sacerdotal que foi organizado por Davi em I Crônicas 24 e 25. Os chefes, ou anciãos, das 24 turmas sacerdotais representam uma ordem de sacerdotes. Os salvos do Antigo Testamento não podem desempenhar a função sacerdotal no céu devido o pecado. O único grupo de salvos que foram lavados do pecado foi a igreja arrebatada. Por isso, podemos apontar os anciãos como representantes da igreja, com ofício sacerdotal no céu, e estarão à serviço de Cristo, o Grande Sumo Sacerdote de Deus (1Pe 2.5,9)

2.      A posição: Em Ap 3.21 e Mt 19.28 a igreja recebe a promessa de se assentar no trono do próprio Cristo (Oh quão insondável é essa promessa!). A posição dos 24 anciãos que estão assentados em tronos intimamente ligados ao trono de Cristo, não poderia ser de anjos. Estes estão ao redor do trono, e não assentados no trono. Em Lc 1.19, o anjo Gabriel declara que assiste (estou de pé) diante do trono. Em 1 Rs 22, Micaías afirma que viu o Senhor em seu trono e um exército de pé diante dEle. O único grupo que está assentado em Cristo é a Igreja (Ef 2.6)

3.      As vestes brancas: Em Ap 3.4-5, vemos que a igreja de Sardes recebeu a promessa de se vestir de vestes brancas. Na transfiguração, as vestes brancas foram vistas em Cristo (Mc 9.3), mostrando que tanto o Senhor da igreja, quanto a igreja do Senhor, se vestirão de vestes brancas.

4.      As coroas: Não estão usando a coroa de monarcas (diadema), na verdade, os 24 anciãos estão usando o tipo de coroa de recompensa (stephanos), que são premiadas após o julgamento dos vencedores (Tribunal de Cristo). O ato de lançar suas coroas aos pés de Cristo em adoração, mostra que o julgamento de coroação deve ter sido recente.

5.      A adoração: Aponta para a igreja. O conteúdo da adoração é inerente à igreja: atos de criação (Ap 4.11), redenção (Ap 5.9), julgamento (Ap 19.2) e reinado (Ap 11.17).

6.      Conhecimento íntimo do plano de Deus: Em Ap 5.5 e 7.13-14, vemos que Deus participa do desenrolar dos eventos da tribulação aos 24 anciãos. Há uma intimidade de conhecimento, e isso cumpre a declaração do Filho em Jo 15.15.

7.      Associação com Cristo no ministério sacerdotal: Em Ap 5.8, os anciãos estão com harpas e taças de incenso. Isso leva a crer que representam a igreja, como sacerdócio ministrante, cumprindo Ap 1.6.

Assim, entendemos que os 24 anciãos são representantes da igreja arrebatada que possuem:

1.      Conhecimento íntimo de Cristo

2.      Proximidade íntima com Cristo

3.      Adoração íntima a Cristo

Estão vendo e contemplando a glória que Cristo recebeu do Pai, que atendeu o pedido do Filho em Jo 17.3,24. São o presente que o Pai deu ao Filho!

Encerramos este estudo com a primeira e última adoração dos 24 anciãos registradas na visão de João. Cremos que entoaremos essa adoração lá. Enquanto esse grande e insondável momento não chega, que possamos ensaiar essa sublime adoração cá:

Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas (Ap 4.11).

Amém. Aleluia (Ap 19.4).


Amém. Maranata, ora vem Senhor Jesus!


Pr Erisvaldo Pinheiro Lima

Estudo ministrado na Igreja Santuário do Altíssimo, em Junho de 2019.

Fonte bibliográfica:
PENTECOST, J. Dwight, Th.D. Manual de Escatologia Uma análise detalhada dos eventos futuros. Editora Vida. Tradução: Carlos Osvaldo Cardoso Pinto

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Escatologia: as Bodas do Cordeiro



É o momento glorioso de união definitiva e eterna entre Cristo e sua igreja trasladada. É a união do noivo e de sua noiva. Do amado e de sua amada. Cristo e sua amada igreja unidos para sempre (Mc 2.19).

As bodas do Cordeiro ocorre logo após o tribunal de Cristo e antes de sua vinda. Passemos pelos versículos que trata desse glorioso momento:

Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo. (2 Co 11.2)


Aprendemos três situações nesta passagem:

A noiva não se prepara por si mesma.
A noiva é preparada pela pregação e ensino de seu Apóstolo.
O propósito do Apóstolo Paulo é preservar a castidade da noiva.

A Igreja e os cristãos devem viver “até aquele dia” com a lealdade e a pureza de uma noiva ansiosa. A função de Paulo é preservar essa fidelidade.


Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. (Ef 5.25-27)

Cristo apresentará sua noiva a si mesmo. Isso mostra que o critério é de Cristo. A preparação é Ele que faz. Seu anel de noivado se dá pela entrega que fez no Calvário. Sua noiva se aliança no calvário, mas tem que ser adornada. Para corresponder aos anseios de seu noivo, a noiva precisa ser santificada. O anseio do noivo é que sua noiva não tenha mácula, nem ruga, nem coisa semelhante. O noivo possui duas ferramentas para isso. A lavagem da água, que se dá pelo batismo. E a outra ferramenta é a palavra, que se dá pelo ouvir (Rm 10.17). A igreja santificada por essas duas ferramentas do noivo é qualificada como gloriosa. Terá o galardão de participar da glória de Cristo diante do Pai.
Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos. E disse-me: Escreve: Bem aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus. (Ap 19.7-8)


Pentecost ensina que “o tempo aoristo, êlthen, traduzido por "chegadas", significa ato concluído, mostrando que as bodas já foram consumadas.”

Daniel 12.1-3 e Isaías 26.19-21 mostra que a ressurreição de Israel e os santos do Antigo Testamento não ocorre antes da vinda de Cristo

Apocalipse 20.4-6 esclarece que os santos da tribulação também não ressuscitarão até aquele grande dia

Embora estejam no Seio de Abraão/Paraíso, esses dois grupos deverão ter participação de espectadores. Mas será a igreja a ilustre protagonista das Bodas do Cordeiro.



Bodas do Cordeiro
Ceia das Bodas do Cordeiro
Refere se particularmente à igreja
Inclui Israel e as nações
Ocorre no céu
Ocorre na terra Lc 12.37


Em Mateus 22.1-14, em Lucas 14.16-24 Israel aguarda o retorno do noivo e da noiva. Israel é convidado, muitos recusam. Então o convite é estendido às nações.

A ceia ocorre durante o milênio. O convite ocorre durante o período da Tribulação. Muitos rejeitarão, e o convite será estendido para as nações... Esses santos que aceitam o convite se assentarão à mesa da ceia das bodas do Cordeiro, onde conhecerão o Noivo e sua amada Noiva. E assim, a igreja trasladada, ressuscitada e, agora, despojada, estará para sempre com o seu Cristo, refletindo para sempre a glória de Deus. Uma união eterna!

Na oração feita na última ceia (Jo 17), o Senhor Jesus faz 5 pedidos ao Pai. Enfatizo, para o plano escatológico, o último:
11 Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós.
15 Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.
17 Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade.
20 E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela tua palavra hão de crer em mim;
24 Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estiver, também eles estejam comigo, para que vejam a minha glória que me deste; porque tu me amaste antes da fundação do mundo.
Em seu último pedido, Cristo pede ao Pai que onde Cristo estiver, sua igreja esteja com ela também. O pedido é completado com uma explicação que mostra o motivo do pedido “para que vejam a minha glória que me deste”. Cristo quer mostrar a glória recebido do Pai para sua igreja. Por isso, as Bodas do Cordeiro é o momento em que o Noivo mostra à sua amada Noiva, toda sua glória recebida de seu pai.

Maranata!
Erisvaldo Pinheiro Lima
Estudo ministrado em Junho de 2019, na Igreja Santuário do Altíssimo

terça-feira, 11 de junho de 2019

Escatologia: O Tribunal de Cristo




 Os acontecimentos para a igreja após o arrebatamento: O Tribunal de Cristo


·         Rm 14.10

Todos aqueles que são contados como igreja fiel comparecerão diante do Tribunal de Cristo.

·         2 Co 5.10

Com confiança e fé, o apóstolo acreditava que os irmãos ouvintes daquela mensagem, e até ele mesmo, comparecerão diante do Tribunal de Cristo. Ensina, ainda, que haverá uma recompensa de acordo com as obras praticadas por meio do corpo (em vida).

Observe que em ambos trechos bíblicos há total ausência do acusador. Não há pecado a ser julgado aqui, pois todo pecado foi julgado em Cristo. Esse é um dos benefícios dos que creem no Cordeiro de Deus. Seu trono está acima dos principados. O acusador não tem mais acesso ao tribunal de Cristo. Os que ali comparecerem não terão seus pecados julgados, e sim, suas obras.


·         Lc 14.14

A recompensa está associada à ressurreição (1Ts 4.13-17).

·         Ap 18.8

A igreja retorna à terra com seu Cristo já recompensada com a "justiça dos santos"

Vemos, então, que o Tribunal de Cristo ocorrerá no período entre a ressurreição dos santos do arrebatamento, e a volta triunfal de Cristo à terra. Ou seja, ocorrerá durante o período de tempo tribulacional da terra.


·         1Co 3.10-15

Toda obra se manifestará e o fogo provará. As obras qualificadas como ouro, prata ou pedra preciosa receberão recompensas.

As obras qualificadas como madeira, feno ou palha sofrerão prejuízo, porém, o tal será salvo.

O propósito do Tribunal de Cristo não é de punir os pecados. Cristo já foi punido pelos pecados. O grande propósito será de recompensar a obra que foi feita em nome do Senhor. 

Será feito um exame minucioso da obra, que vai detectar o que foi feito para glória de Deus, ou para glória do homem, se a obra foi proveniente do poder de Deus, ou da própria força do homem. O fogo fará essa distinção. Uns receberão galardão, outros perderão galardão. Haverá ganhos de recompensa ou o prejuízo da perda de recompensa.


·         Coroas de galardão (recompensas)

O Novo Testamento menciona cinco diferentes coroas de galardão. São áreas nas quais se mencionam o galardão dos salvos:

1.      A coroa incorruptível para quem "de tudo se abstém", ou seja, para quem venceu o velho homem (1Co 9.25)

2.      A coroa de alegria, para os ganhadores de alma (1Ts 2.19)

3.      Coroa de vida, para os que suportam a provação (Tg 1.12)

4.      Coroa de Justiça, para os que amam a volta de Cristo (2Tm 4.8)

5.      Coroa de Glória, para os que apascentaram o rebanho do Senhor (1Pe 5.1-4)

Em Ap 4.10, os anciãos lançam suas coroas a Deus em adoração. A coroa não é para glória de quem a recebeu. Pelo contrário. É para glória de quem a entregou. Percebemos, então, que quantas mais coroas, ou quanto maior galardão, maior será a capacidade de glorificar a Deus.


Amém. Maranata, ora vem Senhor Jesus!


Pr Erisvaldo Pinheiro Lima

Estudo ministrado na Igreja Santuário do Altíssimo, em Junho de 2019.

Fonte bibliográfica:

PENTECOST, J. Dwight, Th.D. Manual de Escatologia Uma análise detalhada dos eventos futuros. Editora Vida. Tradução: Carlos Osvaldo Cardoso Pinto


terça-feira, 28 de maio de 2019

Escatologia: o arrebatamento pré-tribulacionista




Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra (Ap 3.10)
Aqui, a igreja fiel recebe a honrosa e intrigante promessa de ser guardada. É testificada por fiel porque guardou a palavra da paciência do Cristo de Deus. Por isso, também será guardada de um terrível tempo que virá para tentar os que habitam na terra. A igreja fiel não faz da terra sua habitação. A igreja fiel olha para o alto e deseja seu Senhor que ascendeu aos céus. É lá que está seu tesouro. Lá está seu galardão e seu supremo galardoador.

A tribulação
A mencionada “hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo”, também recebe outros nomes. Para termos um melhor entendimento sobre a valiosa promessa de salvação que está proposta para a igreja fiel, precisamos visualizar os outros nomes que a “hora da tentação” recebe na Palavra (grifo nosso):

· Tempo de Julgamento 
Dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é vinda a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas. Apocalipse 14:7

Quem te não temerá, ó Senhor, e não magnificará o teu nome? Porque só tu és santo; por isso todas as nações virão, e se prostrarão diante de ti, porque os teus juízos são manifestos. Apocalipse 15:4 

·  Tempo de indignação
Chegai-vos, nações, para ouvir, e vós povos, escutai; ouça a terra, e a sua plenitude, o mundo, e tudo quanto produz. Porque a indignação do Senhor está sobre todas as nações, e o seu furor sobre todo o exército delas; ele as destruiu totalmente, entregou-as à matança. E os seus mortos serão arremessados e dos seus cadáveres subirá o seu mau cheiro; e os montes se derreterão com o seu sangue. Isaías 34:1-3


· Tempo de castigo
Vai, pois, povo meu, entra nos teus quartos, e fecha as tuas portas sobre ti; esconde-te só por um momento, até que passe a ira. Porque eis que o Senhor sairá do seu lugar, para castigar os moradores da terra, por causa da sua iniquidade, e a terra descobrirá o seu sangue, e não encobrirá mais os seus mortos. Isaías 26:20,21

·         Tempo de angústia
Como será terrível aquele dia!
Sem comparação!
Será tempo de angústia para Jacó;
mas ele será salvo.
Jeremias 30:7

· Tempo da ira de Deus
E diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro; porque é vindo o grande dia da sua ira; e quem poderá subsistir? Apocalipse 6:16,17

Dia de trombeta e de alarido contra as cidades fortificadas e contra as torres altas. E angustiarei os homens, que andarão como cegos, porque pecaram contra o Senhor; e o seu sangue se derramará como pó, e a sua carne será como esterco. Nem a sua prata nem o seu ouro os poderá livrar no dia da indignação do Senhor, mas pelo fogo do seu zelo toda esta terra será consumida, porque certamente fará de todos os moradores da terra uma destruição total e apressada. Sofonias 1:15-18


A salvação para a igreja fiel
Os nomes que descrevem o período da tribulação na Terra são terríveis de se imaginar.  De fato, se esses dias não fossem abreviados, nenhuma alma restaria (Mt 24.22). Será um período de julgamento e derramamento da ira de Deus. Mas repare, querido leitor, a valiosa promessa que a palavra reserva para a igreja do Senhor Jesus:

E esperar dos céus o seu Filho, a quem ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura.1 Tessalonicenses 1:10

Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo,1 Tessalonicenses 5:9

Toda a ira e julgamento de Deus estava sobre o Senhor Jesus na cruz do Calvário. Por isso, Ele tem todo direito legal de livrar seus fiéis seguidores da ira futura. Jesus sofreu todo o castigo e consequência do pecado para oferecer salvação aos seus discípulos. Ele foi nosso substituto. Repare:

Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; Gálatas 3:13


O qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus;

O arrebatamento deve ocorrer antes da tribulação para que haja a salvação prometida. Os justificados pelo sangue serão poupados da ira de Deus, pois o seu Senhor já sofreu a dor da ira de Deus.

Assim, o arrebatamento pré-tribulacionista será, então, um momento glorioso de separação dos "que guardam a minha palavra" daqueles que "habitam sobre a terra. Um grupo não pode pertencer ao outro.

O princípio das dores
Embora tenha a promessa de ser guardada da tribulação, percebemos que a igreja ainda sofrerá o princípio dessas dores. Vejamos a descrição do Princípio das dores que nosso Senhor  fez em Mt 24:

·         muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos.

·         guerras e de rumores de guerras, nação contra nação, e reino contra reino

·         haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares

Mas todas estas coisas são o princípio de dores.

·         vos hão de entregar para serdes atormentados

·         matar-vos-ão

·         sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome

·         muitos serão escandalizados

·         trair-se-ão uns aos outros

·         uns aos outros se odiarão

·         surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos

·         por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará

·         Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo



O arrebatamento da igreja fiel

Cristo foi ao Pai deixando a promessa que iria preparar um lugar para sua igreja. E voltaria para busca-la para que onde ele estivesse, a igreja também estaria.

Ao som da trombeta, o arrebatamento será num instante de tempo. Breve como um abrir e fechar de olhos. Os mortos em Cristo ressuscitarão incorruptíveis e os vivos fiéis serão transformados

O próprio Cristo receberá sua igreja fiel. Nações e judeus não são mencionados aqui. Apenas a igreja santa verá seu Cristo nesse dia. E igreja e Cristo estarão juntos para sempre.

O arrebatamento da igreja será semelhante ao que ocorreu com Enoque e Elias. A igreja fiel terá o testemunho de fé que teve Enoque. E sua partida será testificada aqui na terra, como Eliseu testificou a subida de Elias. O trabalho da igreja terá continuidade aqui na terra, Elias é um tipo da igreja arrebatada e Eliseu é um tipo de Israel que dará continuidade ao ofício da igreja aqui na terra, inclusive com porção dobrada!

A igreja terá consciência e verá coisas indizíveis, como ocorreu com João e o servo de Deus descrito por Paulo.

Mesmo pessoas próximas, estando no mesmo local e exercendo as mesmas funções, uma será levada e outra deixada.

Abraão é um tipo de Cristo e Ló é um tipo da Igreja arrebatada. Por amor ao seu Filho, Deus Pai poupa sua igreja da destruição que virá sobre a terra.

Características de Ló (tipo da igreja arrebatada):

1-      Era justo

2-      Enfadado da vida dissoluta dos homens abomináveis

3-      Mesmo habitando entre eles, era justo

4-      Afligia sua alma todos os dias

5-      Via e ouvia sobre suas obras injustas

O que devemos fazer?
Diante da terrível descrição do tempo da tentação que há de vir, e da graciosa salvação prometida pelo nosso bondoso Senhor, encerro este estudo com a fala inspiradora do Apóstolo Pedro, em 2 Pe 3.11-14:

Visto que tudo será assim desfeito, que tipo de pessoas é necessário que vocês sejam? Vivam de maneira santa e piedosa,
esperando o dia de Deus e apressando a sua vinda. Naquele dia os céus serão desfeitos pelo fogo, e os elementos se derreterão pelo calor.
Todavia, de acordo com a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, onde habita a justiça.
Portanto, amados, enquanto esperam estas coisas, empenhem-se para serem encontrados por ele em paz, imaculados e inculpáveis.


Amém. Maranata, ora vem Senhor Jesus!


Pr Erisvaldo Pinheiro Lima

Estudo ministrado na Igreja Santuário do Altíssimo, em Maio de 2019.

Fonte bibliográfica:

PENTECOST, J. Dwight, Th.D. Manual de Escatologia Uma análise detalhada dos eventos futuros. Editora Vida. Tradução: Carlos Osvaldo Cardoso Pinto

quinta-feira, 16 de maio de 2019

4 características de uma obra que Deus pode comprometer-se

Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos. 
Efésios 2:10

Veja 4 características essenciais de uma obra com a qual nosso Deus pode comprometer-se de modo integral:


  • A primeira necessidade vital é de uma revelação verdadeira aos nossos corações sobre os propósitos eternos de Deus
Devemos apontar tudo que nossas mãos possam produzir, enquanto obra ao Senhor, para o Reinado Soberano de Cristo na Terra. Seu Grande Dia está por vir. Devemos preparar-nos e preparar um povo para o Reino Literal de Cristo. Somos como o reinado de Davi. Que foi caracterizado por intensas batalhas. E também serviu de preparação para o pacífico reinado de Salomão. Estamos em meio a guerras e batalhas espirituais. E também nos preparando para um Reinado de paz permanente do Senhor Jesus. Deus procura homens que podem cooperar com Ele nessa guerra espiritual. Que o Santo Espírito nos indague se a obra de nossas mãos se relacionam com o propósito do Reino de Deus.

  • Toda obra precisa ser concebida por Deus
Precisamos receber uma revelação de Deus sobre nossa obra individual. Não podemos começar por nós mesmos e esperar que Deus abençoe. Se nós planejamos e executamos uma obra e somente depois pedimos que Deus abençoe, não devemos esperar que Deus se comprometa com o resultado dessa obra. Com demasiada freqüência julgamos que fazer coisas é que é importante. Temos de aprender a lição do "não faça". A lição do ficar quieto na presença de Deus. Devemos aprender que se Deus não se mexe, nós não devemos nos mexer.

Atos 16.6-7 ""foram impedidos 
pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na 
Ásia"..."Mas o Espírito de Jesus 
não lho permitiu"


  • Toda obra para deve depender do poder de Deus, e de ninguém mais, isso para ser eficaz e ter continuidade
Toda obra de Deus deve se iniciar com o primeiro de todos os princípios: NO PRINCÍPIO DEUS (Gn 1.1). De forma que, ainda que Deus tenha iniciado uma obra, se tentarmos executá-la de acordo com a sabedoria humana, nosso Deus jamais se comprometerá com essa obra. 

Precisamos ser levados àquele ponto em que, ainda que tenhamos algum dom ou talento, não ousamos agir ou falar, a não ser se estivermos conscientes de nossa contínua dependência do Senhor. Que nosso bondoso Senhor nos impulsione a fazermos muito além do que é certo e errado, para fazermos o que de fato lhe agrada. Dependemos disso. Dependemos do poder dEle.

  • O objetivo da obra deve ser a glória de Deus.
Devemos fazer a obra para a satisfação de Deus e não nossa. Por mais que se trabalhe a vocação pessoal, que gera alegria sincera em fazer algo pelo Senhor, precisamos realizar outras obras. Mesmo que não gerem nenhum contentamento individual, e sim do Senhor. As vezes, a obra que menos nos alegra é a que mais alegra o Senhor.

Não é nosso nome que deve aparecer. Se a obra de nossas mãos não tiver o "nome de Jesus", que tragédia, só haverá o nosso nome! Que haja tão somente seu forte e bondoso nome. Que seja toda sua glória, sem ingrediente humano. Assim, devemos ser capazes de levantar-nos e falarmos em nome de Jesus. Se não, nosso trabalho não terá impacto espiritual. Isso porém, não pode ser feito de qualquer jeito. Na verdade, é fruto da obediência a Deus, e de uma posição espiritual resultante da obediência, conhecida e mantida diariamente. Obediência pra glória de Deus. Toda obra para glória de Deus. Toda honra e toda glória seja, pois, dada a Deus. Amém.




Deus abençoe a obra de suas mãos,
Pr Erisvaldo Pinheiro Lima
Ministrado em Abril de 2019, no Culto de Doutrina da Igreja Santuário do Altíssimo.

  • Fonte:
NEE, Watchman. As três atitudes do crente. Editora Vida

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