quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Como um espelho

Somos como um espelho que deve refletir a glória do Senhor!
Mas todos nós, com cara descoberta, refletindo, como um espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.  (2Co 3.18)


Bp Erisvaldo Pinheiro
Palavra ministrada em 22 de Agosto de 2014
C. E. Arca da Aliança



Precisamos passar por um processo profundo e intenso de transformação para podermos refletir a glória do Senhor. Somente transformados é que poderemos refletir essa glória. Paulo chama isso de ter "cara descoberta" e faz menção de Moisés que cobria seu rosto quando o brilho da Glória de Deus diminuía.

E não somos como Moisés, que punha um véu sobre a sua face, para que o filhos de Israel não olhassem firmemente para o fim daquilo que era transitório. (2Co 3.13)

Devemos tirar esse véu que cobre o brilho diminuindo de nossos rostos. Esse brilho é transitório, por isso, deve ser buscado constantemente.

Somos espelhos que deve refletir a glória, mas todas as vezes que tampamos nossos rostos com esse véu, deixamos de refletir. Todas as vezes que passamos uma espiritualidade que não temos, ou que pretendemos deixar um impressão daquilo que de fato não somos, então, cobrimos nossa verdadeira face com véu! Minha oração é que, assim como o véu do templo rasgou-se por completo na morte de Cristo, assim seja rasgado todo véu que tenta cobrir o que verdadeiramente somos.

Somos como um espelho, não podemos estar encobertos. Somos como um espelho chamados para refletir a glória do Senhor!

Veja, querido leitor, algumas características dos espelhos nos tempos de Paulo e permita que o Espírito do Senhor venha falar contigo:


  • Como um espelho


O espelho tem uma superfície polida, destinada a refletir. Eram fabricados de cobre, que é um metal maleável e bom condutor de eletricidade. Se somos como um espelho, também devemos ser polidos para refletir. Nossa finalidade, então, é refletir a imagem do Senhor. Pouco importa nosso formato, decoração ou onde estamos, o importante é que somos polidos diariamente para refletirmos a imagem do Senhor. Também devemos ser maleáveis e bom condutores de energia, como o cobre. Um coração maleável é facilmente moldado pelo chama daquele que batiza com sangue e fogo. Um coração condutor de energia não fica parado, ele quer conduzir essa luz para onde tem trevas.

Por serem de metal, os espelhos corriam o risco de enferrujarem. A ferrugem ocorre com o contato com o oxigênio (água ou ar), assim o metal se deteriora pouco a pouco, e se não for contido pode chegar à degradação total. Somos como um espelho e corremos o risco da ferrugem. O excessivo contato com o mundo pode nos deteriorar. Essa ferrugem começa de coisas poucas, e se não for contido, um ministério inteiro pode ser degradado!

Essa ferrugem pode ser evitada, não entrando em contato com o oxigênio. O que pode ser obtido através:


  1. Pintura - Com a pintura, o metal não entra em contato com o oxigênio. Somos como um espelho que deve ser pintado para não termos contato com aquilo que pode nos deteriorar. Como Isaías que tirou o véu do rosto no seu encontro com Deus e declarou sou um homem de lábios impuros e logo um anjo tirou uma brasa viva do altar e tocou (pintou) nos lábios do profeta.
  2. Cobrir com óleo - Se o metal for coberto com óleo, também estará protegido da ação da ferrugem. Se queremos ser como esse espelho que reflete a glória do Senhor, devemos, então, ser cobertos pelo óleo do Espírito Santo. A unção do Senhor nos protege. Por isso, não podemos entristecer o Espírito, devemos ouvi-lo e seguir sua voz!
  3. Mistura com metais de sacrifício - O espelho (ou qualquer objeto metálico) cuja composição é misturada com os chamados metais de sacrifício fica permanentemente protegido da ação da ferrugem. Isso acontece pois o metal de sacrifício sofre a ação da ferrugem no lugar do objeto! Isso é magnífico! Aponta para a obra redentora de nosso Senhor Jesus. Como um espelho, seremos permanentemente protegidos das ferrugens do mundanismo se formos misturados em nossa composição com o seu precioso sangue. Ele sofreu a ação da ferrugem em nosso lugar. Ele foi enferrujado na cruz em nosso lugar! 

Pense nisso...

Amados, somos como um espelho criados para refletirmos a glória do Senhor. Devemos tirar toda vaidade que quer cobrir esse espelho. Apenas refletimos a glória dEle!  O espelho pode ser bonito como for, bem adornado e com suas especificidades, mas se não refletir a imagem daquele que está em sua frente, para nada serve.

Amados, somos como um espelho criados para refletirmos a glória do Senhor. Devemos ter cuidado com tudo aquilo que quer nos enferrujar. Devemos ser pintados com as brasas do altar do Senhor. Sempre lubrificados com o óleo da unção de seu Santo Espírito. E misturados sempre com o sangue do Cordeiro, que sofreu nossas ferrugens na cruz. E se ainda assim ficarmos enferrujados, ainda terá jeito. Mas aí seremos lixados e polidos... isso deve doer!

Que a obra redentora de Cristo esteja em tudo que você fizer.


Fontes de apoio:

Novo Dicionário Bíblico- Jhon Davis - Ed Hagnos



quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A viúva de Naim e o encontro das multidões

Jesus promoveu o encontro de duas multidões


E aconteceu que, no dia seguinte, ele foi à cidade chamada Naim, e com ele iam muitos dos seus discípulos, e uma grande multidão; E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade. E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores. E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam), e disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te. E o que fora defunto assentou-se, e começou a falar. E entregou-o à sua mãe. E de todos se apoderou o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o seu povo.




Bp Erisvaldo Pinheiro

Palavra ministrada em 20 de Agosto de 2014
Comunidade Evangélica Arca da Aliança


Nosso Mestre sai da grande Cafarnaum em direção à pequena Naim, após uma ministração forte e operar o conhecido milagre no servo do centurião. Seguido de uma grande multidão e muitos de seus discípulos, Jesus percorre cerca de 32 Km até chegar à porta da pequena cidade. Há um clima de alegria nessa multidão. Nada é mencionado da grande distância percorrida, é como se aquela caminhada tivesse sido muito agradável e momentos agradáveis parecem que passam rápido. Uma multidão feliz nos contagia. Ao ouvir os relatos dos prodígios em Cafarnaum, qualquer um que se juntasse àquela multidão seria contagiado pela atmosfera de alegria. O centro da alegria estava ali, Jesus!


Da pequena Naim sai uma viúva acompanhada de uma outra multidão, percorrendo uma pequena distância em direção ao sepulcro. Aqui, o clima é de tristeza e muito é mencionado da caminhada. É como se cada passo durasse uma eternidade. Mais que demorar, o tempo parece parar. Uma multidão triste assim, tende a nos contaminar. Tende a ter vozes de acusação, apontando culpados pela situação difícil. Tende a ter vozes de desespero, estipulando que o amanhã será terrível, sem esperança. Tudo isso pesava sobre a viúva. Ela era o centro das atenções, uma viúva de um pequeno vilarejo que perde seu único filho!

E perto da porta da cidade as duas multidões se encontram.

  • Jesus promove o encontro das multidões

Ao se dirigir à viúva, Jesus demonstra na prática o que Paulo ensinou ao seu rebanho que estava em Roma:
Alegrai-vos com os que se alegram; e chorai com os que choram (Rm 12.15)
Ele juntou as duas multidões. Os que sorriam com os que choravam. Nossa natureza caída não nos permite sentirmos a tristeza do outro estando nós felizes. Muito menos estar sofrendo e passar a ficar alegre com a alegria do próximo. Mas, Jesus faz isso!

Na junção das diferentes multidões, quem estava alegre glorificou ao Senhor. Quem chorava se renovou e se encheu de esperança e também glorificou ao Senhor. Observe que quando acontece declaração de que "todos glorificavam ao Deus" não há mais duas multidões distintas. Agora é apenas uma, a multidão que glorifica ao Senhor. Deus nos une no Corpo de Cristo, a Igreja. Somos diferentes também, uns choram e outros sorriem, uns mais dispostos e outros mais enfraquecidos, uns disponíveis e outros muito ocupados, mas nos tornamos juntos em Cristo, passamos a ser um só corpo. Uma única multidão que glorifica a Deus! Aleluia!

  • Jesus é a esperança de um amanhã melhor

Acredito que o pior problema da viúva era o amanhã. Ela iria enterrar sua última fonte de proteção e sustento. Iria enterrar suas esperanças. 

Jesus, mais uma vez, demonstra na prática o que estava registrado nas escrituras:
O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã. (Salmos 30:5)
Uma das mensagens mais forte do Evangelho é a restauração da esperança. Devolver ao necessitado a esperança de um amanhã melhor. Mais que devolver o filho àquela mulher, Jesus devolveu sua esperança.

  • Jesus se importa

Nosso Senhor ressuscitou uma menina que havia acabado de falecer (Lc 8.42-56), também este que estava a caminho da sepultura (Lc 7.12) e mais outro que estava morto há quatro dias (Jo 11). São tempos diferentes cuja causa permanece um mistério para nós. Mas uma coisa é fato, Jesus se importou com todos!

Não somente se importa, ele age. Ele disse "não chores", antes do milagre. Note que a palavra é liberada antes da ação do milagre. Primeiro ele consola a que chora e depois, se dirige á causa do choro. Creio que Deus pode estar falando primeiro com você, querido leitor, mas depois, ele vai se dirigir à sua causa. Ele se importa por você!

Naim pode significar deleite e beleza. Mas naquele dia, era um lugar de dor e tristeza. Pelo menos só até Jesus chegar e mudar a situação. Isso nos mostra que não existe deleite e beleza sem Jesus. E muito menos, dor e tristeza com Jesus.

Pense nisso...

Quando Jesus libera sua palavra, imediatamente o jovem se levantou. O original grego para esta palavra é anakathizo que é usado somente aqui no Evangelho de Lucas e em At 9.4 (também escrito por Lucas). Trata-se de um termo médico que significa levantar-se e sentar direito. Ou seja, o estado médico do filho da viúva foi de uma completa restauração. Sua causa de dor fora completamente movida pela palavra de Cristo, ficando seu estado final, melhor que a inicial. 

Aquele que junta as diferentes multidões e que devolve a esperança de um amanhã melhor continua agindo. Continua liberando sua poderosa palavra consoladora e operando seu anakathizo. Ele continua...     

Que a paz do Senhor Jesus repouse em ti.


Dicionário Bíblico James Strong - Sociedade Bíblica do Brasil
Bíblia de Estudo Dake - Ed Atos
Novo Dicionário Bíblico- Jhon Davis - Ed Hagnos

Aldery Nelson Rocha, D.D. - Bíblia Revelada Novo Testamento - Ômega

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Jeremias e a visão da amendoeira

Vara de amendoeira brotando

Bp Erisvaldo Pinheiro
Palavra ministrada na C.E.Arca da Aliança, em 20/06/2014


Ainda veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Que és que vê, Jeremias? E eu disse: Vejo uma vara de amendoeira. E disse-me o Senhor: Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir. Jeremias 1.11-12


O destaque inicial nesta passagem é o ainda. Este termo mostra uma continuidade na obra do Senhor na vida de Jeremias. Ele já tinha tido pelo menos dois encontros com Deus. Já iniciara sua jornada da fé, como muitos de nós também já fizemos. Mas aqui, o profeta ainda continua ouvindo a palavra do Senhor. Isso mostra o quanto Jeremias permanecia no centro do propósito de Deus. Exemplo para nós!

Deus, em sua soberania, faz uma pergunta intrigante e misteriosa ao profeta: Que és que vê? Deus não explica a profundidade da visão. Jeremias deveria buscar o entendimento da revelação no Senhor. Jeremias vê uma vara de amendoeira.


  • Amendoeira

O profeta poderia ter pelo menos três lembranças ao ver aquela vara de amendoeira. Este vegetal já possuía um forte simbolismo na história do povo de Deus. Veja:
  1. O candelabro era adornado por amendoeiras (Êx 25.33).
  2. A vara de Arão floresceu e brotou amêndoas (Nm 17.8).
  3. A exortação final de Eclesiastes usa o florescer da amendoeira como exemplo (Ec 12.5).
Mais duas características marcantes podemos acrescentar:
  1. É a primeira árvore que brota na primavera. Por isso, é chamada de shaked, que significa despertador.
  2. Possui duas variedades em seus frutos. Podem ser amargos ou doces. 

  • Que és que vê?

E você, querido leitor, o que você vê ao olhar uma amendoeira? Qual destas cinco características descritas acima lhe toca ao coração? Oh, meu amado ou minha amada, oro ao Espírito para que Ele mesmo lhe faça esta pergunta: Que és que vê?
Se a amendoeira era um adorno do candelabro que ficava acesso dia e noite dentro do tabernáculo, esta visão pode estar chamando sua atenção para suas orações dentro da casa do Senhor. Suas orações não podem parar! Dia e noite, orai sem cessar! O Filho intercede por ti a destra do Pai. O Espírito roga por ti com gemidos... mas suas orações ainda são valiosíssimas dentro da casa do Senhor!

Se a amendoeira floresceu e brotou na vara de Arão, confirmando seu chamado sacerdotal, esta visão também pode estar fazendo isso com você. Duvidaram do chamado de Arão, mas Deus confirma chamados! Não apenas floresceu, também brotou. A vara morta gerou vida! Oro ao Espírito que você creia que seu sacerdócio será, não apenas confirmado, mas também vai gerar vida, mesmo quando parecer morto! Aleluia!

Se no livro de Eclesiastes, Salomão está exortando aos jovens a se lembrarem do Criador usando o florescer da amendoeira como exemplo, essa exortação é para nós também! Ao passar nossos olhos na visão de Jeremias, a amendoeira deve nos fazes sentir esse apelo de jamais esquecermos do Criador!

Seja qual for a visão que você tem, não se esqueça que a amendoeira anuncia a chegada da primavera. É o momento em que o clima muda. Esta visão nos mostra que vai e deve acontecer mudanças. Precisamos ser mudados com esta visão! Precisamos gerar os frutos da amendoeira. Que podem ser doces ou amargos. Deus sabe, Ele vai experimenta-los. Brotemos os mais doces frutos ao Senhor! Sabe porque?

...porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir.


Que a paz do Senhor repouse em ti!


Fontes de estudos:
Bíblia de Estudo Pentecostal - Ed CPAD
Bíblia de Estudo Dake - Ed Atos
Novo Dicionário Bíblico- Jhon Davis - Ed Hagnos

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Refúgio forte e os refugiados





Entre elogios e perseguições, Davi se refugiou em Deus





Sou como um prodígio para muitos, mas tu és o meu refúgio forte.
Salmos 71:7




Palavra ministrada na Igreja Batista Vidas em Resgate, em 07 de Agosto de 2014.
Bp Erisvaldo Pinheiro Lima.


Davi escreveu o belo Salmo 71 quando já estava em idade avançada. Já havia percorrido um longo caminho em sua fé. Já conhecia o valor de vitórias e elogios. Conhecia, também, o peso de lanças contrárias e perseguições. O homem segundo coração de Deus já tinha vivido momentos de intensa fidelidade e outros momentos dignos de serem esquecidos. E neste Salmo ele transcreve seus sentimentos, como de costume, nos deixando um profundo ensinamento.

É o Salmo que representa o servo de Deus que já tem uma história com o Senhor. Já percorreu jornadas memoráveis no Caminho. Nesta caminhada, este servo já passou por altos e baixos, lutas e vitórias, percas e conquistas.


  • Perseguido e anunciando


Duas coisas eu acho notável nas expressões que Davi relata neste Salmo. Primeiro, mesmo tendo já percorrido um longo caminho na fé, ele ainda sofre perseguições:
Porque os meus inimigos falam contra mim, e os que espiam a minha alma consultam juntos,
Dizendo: Deus o desamparou; persegui-o e tomai-o, pois não há quem o livre.
Salmos 71:10-11
E segundo, mesmo ainda sofrendo perseguições, Davi não abre mão de anunciar as coisas de Deus:
Agora também, quando estou velho e de cabelos brancos, não me desampares, ó Deus, até que tenha anunciado a tua força a esta geração, e o teu poder a todos os vindouros.
Salmos 71:18
Fica este exemplo para nossa geração imediatista e com tantas preocupações temporais. Não importa o vasto tempo que temos no Reino, ainda sofreremos perseguições, e mesmo assim, jamais poderemos abrir mão de anunciar o Evangelho!


  • Perseguido e elogiado

Davi expressa duas situações que o cercam: 

Para muitos, ele é um prodígio:
Sou como um prodígio para muitos...

Para outros, não passa de um desamparado:
Dizendo: Deus o desamparou; persegui-o e tomai-o, pois não há quem o livre.
Nesta mistura de perseguição e elogios, Davi busca o refúgio em Deus:
...mas tu és o meu refúgio forte.
Talvez este seja o segredo, se refugiar no Senhor. Ter Deus como refúgio forte. Assim, mesmo com uma vida inteira de perseguição, Davi ainda continua sendo um anunciador das coisas de Deus. 


  • Refúgio e refugiado

Refúgios são lugares preparados estrategicamente para proteção e descanso. Existem clubes de alpinismo que constroem refúgio em montanhas. Depois de uma escalada, o alpinista pode se refugiar e ter um momento de descanso para enfrentar a descida. Há refúgios também para navios se protegerem de tempestades violentas. E ainda, tem refúgios feitos para preservação de um local demarcado.

Olhando para esses exemplos, temos uma melhor noção de ter Deus como nosso Refúgio Forte. Seja em momentos em que precisamos descansar para continuar a jornada, ou nos momentos em que as tempestades violentas tentam nos naufragar, ou até mesmo para simplesmente preservar nossa fé, temos em Deus esse Refúgio Forte!

Davi continuou com forças para sempre anunciar as coisas de Deus se refugiando no Senhor, seu Refúgio Forte. Era um refugiado!

Refugiados saem de seus lugares de origem, devido a perseguições e guerras, para se abrigarem em lugares onde há paz. Querido leitor, em qualquer adversidade de sua vida, seja perseguições ou momentos de guerra espiritual, busque se refugiar no Senhor. Deus é seu Refúgio Forte, o lugar de paz, descanso e proteção!


Que a paz do Senhor repouse em ti.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Grande Babilônia ou Santa Jerusalém?

Nosso próximo passo, nos levará para a Grande Babilônia ou para a Santa Jerusalém?
Santa Jerusalém, na visão do Apocalípse do Ap. João

Bp Erisvaldo Pinheiro Lima. 
Palavra ministrada na 11ª Convenção Ministerial dos Valentes. 
Comunidade Evangélica Arca da Aliança. 
Em 26 de Julho de 2014.

E veio um dos sete anjos que tinham as sete taças, e falou comigo, dizendo-me: Vem, mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta que está assentada sobre muitas águas; Com a qual fornicaram os reis da terra; e os que habitam na terra se embebedaram com o vinho da sua fornicação. E levou-me em espírito a um deserto, e vi uma mulher...  Apocalipse 17:1-3


E veio a mim um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas, e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a esposa, a mulher do Cordeiro. E levou-me em espírito a um grande e alto monte, e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu. E tinha a glória de Deus; e a sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima, como a pedra de jaspe, como o cristal resplandecente. E tinha um grande e alto muro com doze portas... Apocalipse 21:9-12


A estrutura dos textos é semelhante. Nos dois textos, é descrito que um dos sete anjos que tinham as sete taças vem até João e o chama para mostrar uma mulher. Oro para que tenhamos, também, essa visão, nítida e clara, em nossos corações.

A primeira mulher é chamada de meretriz. Enquanto que a segunda é chamada de esposa.
A primeira é intitulada Grande Babilônia. A segunda, Santa Jerusalém.
Tudo na primeira está associada ao adjetivo grande. Tudo na segunda está associada ao adjetivo santa.
A primeira está relacionada com reis, homens e mercadores. Mas a segunda, é descrita como de Deus.
A visão predominante na primeira é a terra. Na segunda, o céu.
Na visão da primeira, João é levado ao deserto. Na segunda, ele é levado para um grande e alto monte.
A primeira é julgada e condenada. A segunda é medida e honrada!

Como se fossem opostos extremos, colocadas frente a frente para que o apóstolo pudesse ver o quanto uma se opõe a outra e o quanto começam iguais. O apóstolo João representa a Igreja, que no Novo Testamento é chamada de Noiva (Ef 5.25-32). É como se a Noiva estivesse a um passo de se tornar esposa ou meretriz!  

Veja, querido leitor, dois princípios da Grande Babilônia, e permita que o Espírito te convença sobre o quanto é fácil a noiva virar meretriz:

  • Tijolos

O nome Babilônia origina-se de Babel. Texto bíblico onde homens colocaram grandes esforços para se achegarem próximos de Deus. Usavam toda sua capacidade para este objetivo. Para isso, fabricavam tijolos. Usavam meios próprios, capacidades próprias, e a cada tijolo edificado acreditavam que estavam mais próximos de Deus. Resultado: Deus não suportou tal situação e quebrou cada tijolo edificado!



Capacidade humana não te faz se aproximar de Deus. O único caminho para termos acesso ao Senhor ainda é o do Gólgota. Pela obra redentora de seu Filho. Lembre-se que o grande muro que rodeia a Santa Jerusalém é fabricado de jaspe, que não é fabricação humana, é natural, é divina!

Todas as vezes que achamos que estamos pertos de Deus pela nossa capacidade, também edificamos tijolos. Tenho voz bonita e afinada, então posso louvar, isso é tijolo! Tenho certa inteligência, posso pregar, e mais um tijolo edificado!  Oh, amados, tudo que fazemos vem dEle e é por Ele e é para Ele!

  • Capas

A Bíblia dá grande ênfase ao primeiro pecado do povo de Deus na terra prometida. Semelhantemente, também, o primeiro pecado do povo de Deus na Igreja constituída. Acã desobedeceu às ordens e se apoderou dos despojos da batalha de Jericó, escondendo ouro, prata e uma capa babilônica. Ananias e Safira demonstrou a todos presentes que estavam doando tudo que tinham, mas estavam escondendo parte da doação. 

Repare, querido leitor, que em ambos os casos o delito envolve duas atitudes de desobediência. A primeira atitude é a de esconder algo, a segunda é a de transmitir uma imagem que não é verdadeira. Acã em sua capa babilônica transmitia uma imagem de nobreza que ele não tinha, enquanto que o ouro e a prata estavam escondidos. Ananias e Safira, por sua vez, transmitia uma imagem de adoradores e doadores, enquanto que parte do ouro e da prata também estavam escondidos. O resultado em ambos os casos foi a morte! Adulteraram a santidade e transparência de Deus, e viraram meretrizes. Ser o que não é, ou passar uma imagem que não é verdadeira é a mesma coisa que usar capa, uma capa babilônica!

Agora veja, estimado leitor, dois princípios que tinha a Santa Jerusalém, e permita que o Espírito te convença sobre o quanto ele anseia que a noiva vire esposa:

  • Tinha a Glória de Deus

Do hebraico Kadob, que significa PESO. Observe que qualquer peso se dá pela medida do que é exercido do alto pela resistência do que está por baixo. De forma que se o que está em baixo for maior, não há peso medido. Assim é a Glória de Deus. Seu peso é exercido sobre a igreja, que deve corresponder à sua Glória, mas nunca deve ser maior do que o que vem do alto!

Sentir o peso da Glória do Senhor é algo sublime. Só não se esqueça que antes de sentir o peso da Glória, você deve sentir o peso da cruz! Junto do peso da Glória, o peso da responsabilidade, o peso da cobrança...

  • Tinha um grande e alto muro

O grande e alto muro é descrito com 12 portas, 12 anjos, 12 nomes das 12 tribos, 12 nomes dos 12 apóstolos e 12 fundamentos. Veja como a palavra do Senhor é misteriosa e intrigante: no início do livro do Apocalipse o número predominante é o 7. Vemos 7 cartas, 7 anjos, 7 taças... enquanto que no seu final o número que predomina é o 12. Repare que 7 é a soma de 3 e 4... e 12 é o produto de 3 e 4. Uma conta mais forte, mais intensa, a multiplicação. 3 é o número de Deus (Pai, Filho e Espírito Santo) e 4 o número da criação (4 ventos, 4 seres viventes, 4 estações). 12 então representa o próprio Deus sendo multiplicado à sua criação de forma intensa e eterna!

O foco na visão da Santa Jerusalém é no seu muro, pouco se fala de seu interior. O muro separa o que está dentro do que está fora. Será o lugar onde o mal não entrará. No jardim do Édem, o muro era Adão, que foi falho e permitiu que o mal entrasse. A Igreja é o Jardim do Rei, onde não há muro visível. O muro é você! Não podemos deixar o mal entrar!

No muro também há um anjo medidor, que usa como instrumento de medida uma cana de ouro. O ouro na Bíblia representa Deus, pelo seu brilho, pureza e alto valor. Para entrar por esses muros, devemos ser medidos pelo anjo medidor, com a medida do próprio Deus. Não podemos nos sentir confortáveis por sermos mais dedicados que um outro irmão, ou que fazemos mais que um ou outro. Na verdade, a medida é divina. Devemos medir nossa dedicação com a dedicação do próprio Deus, o que fazemos, com o que Ele fez... 

O muro era adornado no seu interior com ouro, seus fundamentos com pedras preciosas e suas portas com pérolas. Uma definição incrível da Triunidade! O ouro representa a obra do Pai, com seu brilho, pureza e alto valor já mencionado. As pérolas representam a obra de Jesus Cristo, pois somente são retiradas pela morte de um marisco. E as pedras preciosas são uma representação do Espírito Santo... são 12 no total, são diferentes uma das outras, mas cada uma tem seu lugar e valor... da mesma forma o Espírito do Senhor opera em nós, produzindo um valor individual em cada um e para cada pessoa, um lugar distinto e diferente!

E por último, o muro tem dimensões iguais em altura, cumprimento e largura. Na Bíblia, somente um lugar tem essas dimensões, o Santo dos Santos, o Santíssimo Lugar, onde a Glória de Deus era manifestada. É este lugar que a Noiva poderá morar, no Santo dos Santos de Deus, onde não há janelas nem luz, mas que é iluminado pelo próprio Deus. Aleluia!

A igreja é a Noiva. Está a um passo de ser Esposa. Mas, se fabricar tijolos e usar capas, poderá virar meretriz! A Igreja está a um passo de ser a Santa Jerusalém, mas pode tomar um rumo errado e virar Grande Babilônia. Oh meu amado leitor, que esta visão esteja em nossos corações para que cada passo dado seja em direção à morada do Altíssimo, à Santa Jerusalém que descerá do céu! O espírito e a noiva dizem: vem. Maranata, ora vem Senhor Jesus!



Fontes de apoio:
Watchaman Nee - A Igreja Gloriosa- Editora Árvore da Vida
Aldery Nelson Rocha, D.D. - Bíblia Revelada Novo Testamento - Ômega

domingo, 13 de julho de 2014

Isaque: entre sorrisos e poços entulhados

Isaque teve que cavar seus próprios poços
"Deus preparou riso para mim; todo aquele que o ouvir, se rirá comigo" Gn 21.6
Bp Erisvaldo Pinheiro Lima
Palavra ministrada na C. E. Arca da Aliança em 16/03/2014.

Seu nome significa ele sorri. Um nome atribuído à alegria de Sara pela promessa realizada, seu ventre estéril e já avançado de idade gerou um filho. Aquele menino era um verdadeiro sorriso para seus pais. Mas, para Isaque, sua vida não foi de tantos sorrisos assim. Pelo menos até se cumprir o que a vontade do Senhor.

Isaque nasceu em Berseba. Habitou em Beer-laai-Roi. Após uma fome geral, mudou-se para Gerar. E por fim, retornou para Berseba. Em cada lugar, um aprendizado cada vez mais significativo.

  • Berseba:

Esta cidade fica marcada nas páginas bíblicas por ser palco de diversas cenas memoráveis. Foi em Berseba que Sara estampou um largo sorriso diante da confirmação da promessa de gerar, mesmo na velhice e esterilidade. Também foi onde Abraão foi ouviu a sentença de Deus, que pediu seu primogênito em holocausto, uma prova de fé que resultou num dos exemplos de maior confiança e obediência registradas.

Além disso, foi em Berseba que Abraão cavou sete poços, sinônimo de prosperidade na época. Cada poço tinha cerca de 4 metros de diâmetro, mais de 14 metros de profundidade até a água e mais 5 metros até o fundo, todo aberto na rocha!

Isaque cresceu em Berseba, fui instruído na fé e usufruiu da prosperidade de seu pai. Mas, em algum momento de sua vida, o conforto de receber tudo de seu pai não o bastou, ele foi buscar cavar seus próprios poços.

  • Beer-laai-Roi

Significa 'poço daquele que me vê", em referência ao lugar onde um anjo mostrou um poço a Hagar, quando ela estava quase morrendo de sede. É onde tinha um poço de socorro. Isaque ficou um pouco de tempo ali. Pode ter experimentado o socorro divino. Porém, mais uma vez usufruiu de um poço que não tinha sido cavado por ele.

  • Gerar

Local de rotas e caravanas, uma região rica e próspera. Talvez, por isso, Isaque tenha migrado para lá. Foi o lugar onde Isaque mostrou sua fraqueza, mentiu ao rei e deixou sua esposa desprotegida. Um erro repetido de seu pai.

Até aqui, Isaque havia usufruído dos poços cavados de seu pai em Berseba, do que foi usado por Hagar em Beer-laai-Roi, mostrou sua fraqueza na próspera Gerar. 

Isaque troca as rotas comerciais pelo vale de Gerar. E é somente aqui que o filho da promessa cava seus próprios poços:
  1. Eseque (contenda)
  2. Sitna (inimizade)
  3. Reobote (alargamento)
Veja que exemplo de persistência e de capacidade de dar a volta por cima. Isaque tinha por direito aquele primeiro poço, porém os amalequitas o tomaram. Como se nada tivesse acontecido, Isaque lidera a escavação de mais um poço, que mais uma vez, os inimigos o tomaram. E com uma capacidade incrível de superação, Isaque cava um terceiro poço. Agora os amalequitas o deixam em paz e Isaque reconhece que Deus o abençoe. Na lembrança do agir de Deus, Isaque decide voltar ao início. Um retorno ai início de tudo.

  • Berseba

Em Berseba, Isaque faz diferente. Ele planeja cavar um poço ali, mas antes, edifica um altar! E como um prêmio pela persistência e pelo aprendizado, Deus conforta Isaque com um belo "não temas, porque eu sou contigo, abençoar-te-ei..."

Cave seus próprios poços, querido leitor. Temos diversas fontes de estudos e ensinamentos acerca das coisas de Deus, mas, procure cultivar sua própria intimidade. Ter seu devocional com o Espírito. O inimigo de nossa alma tentará entulhar nossos poços, é onde devemos aprender a dar a volta por cima, não nos abatermos tanto, e sempre voltar ao início de tudo. 

Edifique um altar de memoriais diante do Senhor e cave um poço na rocha até chegar na água! Esforço e persistência são reconhecidos quando se chega na fonte das águas do Espírito. 



Que a benção do Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó esteja sobre ti.

Fonte de apoio:
Novo Dicionário da Bíblia - John Davis - Editora Hagnos

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Coração de diamante e o jejum que não agrada a Deus

Coração de diamante e o jejum que não agrada a Deus
Zacarias 7.1-14

 Bp. Erisvaldo Pinheiro Lima
Palavra ministrada em 27 de dezembro de 2013


Aconteceu, no quarto ano do rei Dario, que a palavra do SENHOR veio a Zacarias, no quarto dia do nono mês, que é Quisleu.
Quando o povo enviou Sarezer e Régen-Meleque, e os seus homens, à casa de Deus, para suplicarem o favor do Senhor,
E para dizerem aos sacerdotes, que estavam na casa do Senhor dos Exércitos, e aos profetas: Chorarei eu no quinto mês, fazendo abstinência, como tenho feito por tantos anos?
Então a palavra do Senhor dos Exércitos veio a mim, dizendo:
Fala a todo o povo desta terra, e aos sacerdotes, dizendo: Quando jejuastes, e pranteastes, no quinto e no sétimo mês, durante estes setenta anos, porventura, foi mesmo para mim que jejuastes?

Zacarias 7:1-5
O jejum que não agrada a Deus e o coração de diamante.

Zacarias passou a servir em Jerusalém depois do exílio babilônico. Serviu como profeta e sacerdote. Foi bem recomendado por Neemias (12.16) que o identifica como cabeça da família sacerdotal de Ido. Esdras (5.1) o identifica como profeta que, ao lado de Ageu, animava os judeus na reedificação do templo de Jerusalém.

Todo ministro deixa uma marca de seu ministério. Isaías, ficou marcado por nos deixar o livro profético evangélico. Jeremias, e suas lágrimas pela iminente destruição de Jerusalém. A marca deixada por Zacarias foi a de restauração do templo. Uma reedificação que começou que começou de meros escombros e entulhos e chegou à reedificação do glorioso templo de Jerusalém. Pergunto amado, qual tem sido a marca deixada pelo seu ministério?


  • O jejum que não agrada a Deus

Sarezer e Regém-Meleque foram enviados de Betel para consultar o Senhor em Jerusalém a cerca do jejum. Pela lei mosaica, os judeus deveriam jejuar uma vez por ano, no sétimo mês, por ocasião do Dia da Expiação. Os judeus haviam acrescentados mais um dia de jejum como lembrança à destruição do templo pelas forças de Nabucodonosor. E como agora o templo já havia sido restaurado, eles queriam saber se deveriam continuar com este segundo jejum. A resposta de Deus foi uma pergunta:

"... jejuastes vós para mim, mesmo para mim?" (Zc 7.5b)

Na palavra do Senhor, temos grandes exemplos de servos e servas do Senhor que faziam do jejum uma prática de seu relacionamento com Deus

Moisés, Elias e Jesus - jejuaram por 40 dias.
Davi, Ester e Joel - jejuavam e ainda incentivavam o povo a fazer o mesmo.

Veja que na vida destes vasos do Senhor, o jejum proporcionou frutos honrosos. Mas, os formalistas religiosos usaram o jejum para serem vistos, desfiguravam seus rostos, prática denunciada por Jesus no Sermão  da Montanha.

Afinal, qual é o jejum que agrada a Deus?

Diante da revelação de Deus dada a Zacarias, o profeta prossegue:

"Executai juízo verdadeiro, mostrai piedade e misericórdia cada um a seu irmão."         (Zc 7.9)

O profeta Zacarias inspirado por Deus, deixou claro que a simples abstenção de alimento não pode, por si só, agradar a Deus. O jejum deve ser acompanhado em mostrar piedade e misericórdia ao irmão. Não é apenas sentir, e sim, mostrar piedade e misericórdia.

  • Coração de diamante

Sarezer e Regém-Meleque foram perguntar sobre jejum e Deus os exortou sobre seus corações serem duros como o diamante. Mais preocupados se deveriam jejuar ou não, Deus queria que aqueles homens se preocupassem com seus corações de diamantes!

O diamante é um mineral de incomparável resistência, extremamente duro. Uma ótima analogia nosso Deus nos deixou. Nosso coração, por muitas vezes, tem sido de diamante. Também, nos preocupamos com tantas coisas, e o Senhor nos pede para analisarmos nosso coração de diamante.

O diamante pode riscar todos os outros minerais e somente pode ser polido com seu próprio pó. Nosso coração, através de nossas atitudes também pode sair por aí riscando outras pessoas, deixando marcas positivas ou destrutivas. Mas, assim como o diamante é polido com seu próprio pó, nosso coração é mudado e aperfeiçoado com suas próprias marcas e feridas.

O diamante ao ser lapidado, produz cintilações raríssimas e passa a ter um alto valor. E da mesma forma, se nosso coração for devidamente lapidado, produzirá, não somente o jejum que agrada a Deus, mas também efeitos positivos em outros corações, coisa rara nos dias de hoje.

E, por último, o diamante é formado por carbono cristalizado, algo simples, mas que o homem não pode fabricar. Não podemos mudar nosso coração, mas podemos permitir e buscar que a natureza divina se forme em nós.


Pense nisso...


Jejue sempre, meu amado, mas jejue com o coração desejoso de ser lapidado. Jejue mostrando piedade e misericórdia. 

Que o Senhor venha lapidar seu coração, cada vez mais!


Fonte de apoio:
Bíblia de Estudo Pentecostal
Novo Dicionário da Bíblia - John Davis - Ampliado e Atualizado
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