sábado, 26 de outubro de 2013

Enfermidade na fé: diagnóstico e cura

Enfermidade na fé devem ser diagnosticadas e curadas com a Palavra do Senhor
Ora, quanto ao que está enfermo na fé, recebei-o, não em contendas sobre dúvidas.
Romanos 14:1

Bp Erisvaldo Pinheiro Lima, 
ministrado em 25 de Agosto de 2013


O apóstolo Paulo faz menção de uma enfermidade pouco comentada, a enfermidade na fé. Parece que os membros da Igreja de Roma estavam deixando os enfermos na fé de lado, ou os recebendo com contendas e até gerando dúvidas. O apóstolo Paulo os exortam e nos deixa este diagnóstico para nossa reflexão.

Com oração busquei no Espírito Santo alguns exemplos de enfermidade na fé, e também, algum tipo de cura. Percebi que em diversos momentos da minha caminhada, eu também tive esta enfermidade. Minha fé já esteve enferma e eu nem sabia. Veja estes três exemplos bíblicos e medite:


      Recabitas (Jer 35)

Este grupo de judeus era um exemplo de separação do pecado e conseqüente fidelidade a Deus.  O Senhor ordena que Jeremias levasse os recabitas para a Casa do Senhor e lhes oferecessem vinho. Diante da recusa dos recabitas, o Senhor faz uma comparação entre a fidelidade dos recabitas em cumprir um voto de não beber vinho e a infidelidade dos israelitas que se recusavam em obedecer, mesmo Deus tendo madrugando e falando (v.14). 


Os recabitas eram fiéis nos votos e na separação ao pecado, mas lhes faltavam vinho. O vinho na Bíblia é um símbolo de alegria. Os recabitas nos dias de hoje são representados por aqueles que cumprem seus votos a Deus, procuram fugir do pecado e ter uma vida de obediência, mas ainda assim, lhes faltam alegria. São pessoas que até são exemplos para outros, como os recabitas eram, mas falta o vinho da alegria. São aqueles que pagam o preço em jejum e oração e não percebem o resultado, perseveram, mas a situação continua a mesma, são aqueles que buscam o Senhor, mas reconhecem que continua faltando o vinho da alegria... e o motivo é que a fé está enferma!


A cura para os recabitas foi apresentada pelo próprio Deus. O Senhor ordena que Jeremias os levem para dentro da Casa do Senhor para beber vinho. A cura continua sendo essa, o vinho oferecido dentro da Casa do Senhor. Querido(a) leitor(a), mesmo na fidelidade poderemos ser inundados por sentimentos de tristeza. Em dias assim, vá a Casa do Senhor, onde até a tristeza salta de alegria (Jó 41.22).



Epafrodito (Fl 2.25-30)

Epafrodito era um obreiro da confiança de Paulo. Havia recebido a missão de ir a Filipos, pois os fiéis sabiam que o estimado cooperador tinha ficado doente. Paulo pede que o cooperador seja recebido com alegria e honra. 


Além de resolver as questões ministeriais de Paulo, a ida de Epafrodito serviria de testemunho, pois o texto no ensina que chegou até bem próximo da morte. Um obreiro de valor passando por uma doença quase mortal. O detalhe que chama atenção é que Epafrodito quando enfermo não fez caso da vida para suprir para comigo a falta do vosso serviço. Mesmo doente, o cooperador fez a obra do Senhor, pois os que poderiam fazer não fez! Foi pela falta do vosso serviço, dos filipenses, que Epafrodito foi enviado em missão mesmo com séria enfermidade.

Quem está com a fé enferma neste texto não é Epafrodito, e sim, os filipenses, pois poderiam fazer e não fizeram. E Epafrodito, mesmo com enfermidade em seu corpo, sua fé estava tão saudável que aceitou o desafio de ser enviado. 

A cura para a enfermidade da fé dos filipenses foi ver Epafrodito sendo enviado, mesmo enfermo, no lugar deles que pela falta do serviço não se disponibilizaram. Faça a obra do Senhor, querido, não fazê-la é sinal que nossa fé está enferma!

Os 400 da caverna de Adulão (1Sm 22.1-2)

Quatrocentos homens vão ao refúgio do perseguido Davi na caverna de Adulão. O texto bíblico qualifica estes homens com detalhes que mostram suas situações. Eram homens que se achavam em aperto, endividado e de espírito desgostoso. 

Eram ex-valentes de guerra. Com currículo memorável de batalhas vencidas. Mas que suas situações os fizeram trocar a cidade pelo isolamento na caverna. A fé estava enferma. Na cidade eles não tinha mais valor!

O remédio para a enfermidade da fé destes 400 homens foi ter um líder digno! Davi, mesmo fragilizado, buscou valorizá-los como guerreiros que eram. De desgostosos passaram a serem reconhecidos como os valentes de Davi. Um bom líder serve de remédio para muitos males na fé de alguns. Davi viu naqueles fugitivos aquilo que nem eles mesmos viam. Davi acreditou neles, no potencial. Valorização, isso foi o remédio.

Pense nisso...

Os recabitas de hoje, precisam do vinho novo encontrado na Casa do Pai. Os Epafroditos de hoje estão sendo usados, mesmos na pouca força para mostrar aos que não fazem, que Deus levanta os disponíveis. Os 400 homens da caverna de Adulão estão por aí, esperando líderes que os valorizem e os façam valentes guerreiros para o bom combate da fé.

E você, querido leitor, já teve sua fé enferma?


Que o remédio do sangue do Cordeiro te cure, sempre!