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Propósito de purificação (2ª parte)


2Crônicas 29.10-11

Bp Erisvaldo Pinheiro 
Palavra ministrada em 07 de agosto de 2013


O Espírito do Senhor nos visitou e nos direcionou a este texto bíblico. Convencendo-nos que era necessário nos lançarmos diante do Senhor, como o rei Ezequias fizera. Baseado no avivamento espiritual dos tempos deste ilustre rei, fizemos um voto diante do Senhor, o Propósito de purificação de 16 dias, mesmo tempo em que Ezequias purificou o templo de Jerusalém. Foi um propósito forte, onde entenderemos sua profundidade meditando no relato bíblico do capítulo 29 do segundo livro das Crônicas dos reis de Judá. O texto foi ministrado em três etapas, três cultos onde o Senhor nos visitou e nos tratou nas áreas de nossas vidas em que estas palavras foram direcionadas.

Esta foi a segunda de três ministrações do propósito de purificação de 16 dias. Você pode ver nestes links as outras duas ministrações deste propósito:

Propósito de purificação de 16 dias (1ª parte)
Propósito de purificação de 16 dias (3ª parte)



O rei Ezequias continua com a convocação dos sacerdotes e levitas. No versículo 10, o agora é mencionado novamente, como um novo tópico de seu discurso. Como se somente depois da confissão da imundícia é que poderia passar para esta nova etapa. Agora, me tem vindo ao coração, veja que o direcionamento de Deus veio ao coração do rei, que transmitiu aos sacerdotes e levitas. Deveria haver uma confiança neste direcionamento. Não houve aparições e nem monte chamegando, a revelação tinha vindo ao coração do líder, simples assim. A única prova era o discurso em busca de purificação do rei, uma palavra liberada que fez com que os sacerdotes e levitas confiassem naquela revelação.

Há revelações que são direcionadas ao líder, como nas sete cartas de Apocalipse, onde o Senhor ordenou que João escrevesse ao anjo que está em... Cabe ao líder receber esta revelação. No caso da história do rei Ezequias, ele próprio, o líder, com humildade busca a purificação, levando consigo os sacerdotes e levitas e depois todo a Jerusalém e Judá. A purificação começa com o líder, pois é ele que recebe a revelação. Mas no caso do rei anterior, o rei Acaz, que não teve esta humildade, não buscou se purificar, pelo contrário, profanou o templo, todo o povo sentiu o peso da iniquidade.

Ezequias, direcionado pelo Senhor, propõe um concerto. Exorta os sacerdotes e levitas para não serem negligentes, pois o Senhor vos tem escolhido para estardes diante dele para os servides, e para serdes seus ministros, e para queimardes incenso. Três funções para as quais eles foram escolhidos e que não poderiam ser negligenciadas: servir, ministrar e queimar incenso.

  • Para o servides 
Existem várias definições para o termo servir. Mas, a que mais gosto está escrito no diálogo entre Moisés e Faraó:
“E lhe dirás: O Senhor, o Deus dos hebreus, me tem enviado a ti, dizendo: Deixa ir o meu povo, para que me sirva no deserto” (Êx 7.16, grifo meu)
Fico imaginado a reação de Faraó. Os hebreus já serviam a Faraó na terra do Egito, onde havia fartura, moradia, segurança... e a proposta que o Deus dos hebreus mandava por intermédio de Moisés era que liberasse povo para o servir no deserto! Ou seja, os hebreus continuariam servindo, mas trocariam a estrutura confortável do Egito pelo perigo do deserto! E o mais intrigante, o povo queria esta proposta!

Assim é a obra do Senhor em nossas vidas, querido leitor. A proposta continua sendo essa. Deixarmos de servir nossa própria carne, com todas os prazeres que ela tem, para servir a Deus no deserto. Deixarmos a fartura mundana, pela provação de estar no deserto. Deixarmos o caminho espaçoso dos deleites vaidosos, pelo caminho estreito da santidade. E nós aceitamos esta proposta. Acho que a reação do diabo é parecida com a de Faraó, uma proposta tão estranha, que faz as pessoas continuarem sendo servos, com o agravante de irem para o deserto, e ainda aceitam isso!

E nós aceitamos isso. Trocamos a fartura do Egito, para servir ao Senhor no deserto. Não importa se é em vales, montes, desertos ou tempestades, somos chamados para isso. Nascemos para isso, servir ao Senhor no deserto.

Neste chamado não há promessas de fartura, moradia e segurança. Um chamado de servir no deserto é bem claro, há perigo, sol escaldante, noite fria, sem morada fixa. Não há ilusões. As ilusões são criadas pelo homem. Nós é que queremos melhorar a proposta. Queremos vender um evangelho que resolve tudo, que prospera tudo, que melhora tudo...

O chamado é servir no deserto, depois de algum tempo virá uma terra prometida que emana leite e mel. Mas antes disso, o deserto!

  • Para serdes seus ministros 
Há pelo menos três significados para ministro: servo, empregado, conselheiro.

Alguns querem ser ministros (termo bonito), mas não querem servir. Um erro, pois o primeiro significado de ministro é servo! O ministro faz parte de um exército (por isso as lutas), e executa a vontade do Senhor.

“Bendizei ao Senhor, todos os seus exércitos, vós ministros seus, que executais o seu beneplácito.”
(Salmos 103:21)
O segundo significado complementa o primeiro. Além de servo, o ministro também é empregado. Uma mudança significativa, pois o empregado recebe uma recompensa de seu trabalho ao final de um período:
“Eis que cedo venho e está comigo a minha recompensa, para retribuir a cada um segundo a sua obra.”
(Apocalipse 22:12)
O ministro, além de ser servo e empregado, é conselheiro. Da sua boca procede palavras de benção e orientação:
“Abre a sua boca com sabedoria, e o ensino da benevolência está na sua língua.” (Provérbios 31.26)

  • Para queimardes incenso 
A última função mencionada por Ezequias para os sacerdotes e levitas era a de queimar incenso.

Queimar incenso significa oferecer sacrifícios e ofertas. O Senhor te escolheu, sacerdote ou levita, para estar diante dEle oferecendo sacrifícios e ofertas. Por mais que existam templos que foram profanados, e o de Ezequias tinha sido, você foi chamado para oferecer ao Senhor sacrifícios e ofertas. É válido observar que Ezequias não promete recompensas para os sacerdotes e levitas ao queimarem incensos. Aliás, o discurso gira em torno de purificação.

Finalizo enfatizando a declaração de Ezequias o Senhor vos tem escolhido. Quando fazemos escolhas ponderamos entre algumas opções e escolhemos aquela que mais nos agrada ou que atende as nossas exigências. Sacerdotes e levitas do Senhor, você foi escolhido pelo Senhor para ser servo, ministro e queimar incenso. Isso é uma honra, um sentimento honroso que não pode apagar. Você foi escolhido por Deus, pois há algo em você que o agradou, há algo em você que atende as exigências dele. Honre isso, ou como diria o rei Ezequias, não sejais negligentes!



Que a escolha do Senhor por ti se faça valer a pena,
Bp Erisvaldo Pinheiro (ministrado em 07 de agosto de 2013)

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