sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Propósito de purificação (1ª parte)


2Crônicas 29.1-9

Bp Erisvaldo Pinheiro Lima 
Palavra ministrada em 31/07/2013

O Espírito do Senhor nos visitou e nos direcionou a este texto bíblico. Convencendo-nos que era necessário nos lançarmos diante do Senhor, como o rei Ezequias fizera. Baseado no avivamento espiritual dos tempos deste ilustre rei, fizemos um voto diante do Senhor, o Propósito de purificação de 16 dias, mesmo tempo em que Ezequias purificou o templo de Jerusalém. Foi um propósito forte, onde entenderemos sua profundidade meditando no relato bíblico do capítulo 29 do segundo livro das Crônicas dos reis de Judá. O texto foi ministrado em três etapas, três cultos onde o Senhor nos visitou e nos tratou nas áreas de nossas vidas em que estas palavras foram direcionadas. 

Esta foi a primeira de três ministrações do propósito de purificação de 16 dias. Você pode ver nestes links as outras duas ministrações deste propósito:




O culto foi deixando de ser importante para os escolhidos de Deus. O templo de Jerusalém foi cada vez mais se “adaptando” aos costumes cananeus. Foi neste contexto que o rei Ezequias, aos vinte cinco anos de idade, começou a reinar em Judá. Seu pai, o ímpio rei Acaz profanou o templo sagrado, entrou imundícia e foi tirado os objetos santos.
A descrição do rei Ezequias chama nossa atenção. Ele fez o que era reto aos olhos do Senhor, conforme tudo quanto fizera Davi, seu pai. Ser uma pessoa reta (ou boa) aos nossos olhos é uma coisa, outra mais forte é ser reta aos olhos daquele que é chamado de Santo, Santo, Santo! Sua descrição condiz com seus atos. No primeiro ano de seu reinado, ainda no primeiro mês, ele abriu as portas do templo e as reparou. A porta do templo do Senhor deve estar aberta. Esta atitude deu início a uma série de medidas que iriam trazer uma verdadeira purificação espiritual para todo Judá:


·         Tirai do santuário a imundícia
O rei Ezequias convoca os sacerdotes e levitas. Não é um convite, é uma santa convocação. A proclamação era clara, santificai-vos, agora, e santificai a Casa do Senhor. Vejo uma urgência nesta convocação, tinha que ser agora! A purificação não poderia ficar para depois. Outro detalhe importante era que antes de santificar a Casa do Senhor, os sacerdotes e levitas tinham que se santificarem primeiro. E tirai do santuário a imundícia declara Ezequias. Termos como “sujeiras” ou “coisas que desagradam a Deus” poderiam ser usadas aqui, seriam mais suaves. Agora, tirar as imundícias do santuário... tinha que ser agora mesmo.
O santuário do Senhor nos tempos neotestamentários é uma construção tão bela como o templo dos tempos de Ezequias e também tão vulnerável à imundícias. O Deus que não habita em templos feitos por mãos humanas (At 17.24b) escolheu habitar num templo feito por Ele mesmo (1Cor 6.19), o teu e o meu coração, querido leitor. Devemos também escolher se este novo templo do Senhor vai se adaptar aos costumes cananeus (mundano), ou se vai passar por uma purificação para que seja tirado toda imundícia. Não é fácil admitir que há imundícia em nosso coração, poderia ser outra palavra mais suave. Neste propósito de purificação, nosso clamor continua sendo tirai do santuário a imundícia.
O propósito está no primeiro passo e já fez uma bela obra em nossos corações, o orgulho é quebrado, junto com qualquer altivez e soberba. Aceitamos e reconhecemos pela obra de convencimento do Espírito Santo que há imundícia que precisa ser tirada agora.


·         Nossos pais transgrediram
Na convocação de Ezequias, há uma confissão de erros dos pais. De fato o rei Ezequias tinha herdado um reino que havia feito mal aos olhos do Senhor, e o deixaram e ainda desviaram o rosto do tabernáculo do Senhor e lhe voltaram as costas. Percebe, querido leitor, que o erro não era de Ezequias. Ele tinha herdado a consequência desses erros de seus pais. É o que chamamos de maldição hereditária, como é expressado na declaração de Ezequias: Porque eis que nossos pais caíram à espada, e nossos filhos, e nossas filhas, e nossas mulheres estiveram por isso em cativeiro.
Esta confissão era e é necessária. A purificação para ter êxito deve tirar toda imundícia que herdamos de nossos pais. Uma obra que somente o Espírito Santo é capaz de nos convencer. Por exemplo, herdei do meu pai alguns de sues comportamentos, alguns positivos, como o trabalho e o carinho pelos filhos, e outros negativos como a impaciência. Nesta purificação, o Espírito me convenceu que eu tinha a mesma reação de nervosismo do meu pai e que era uma imundícia que deveria ser tirada. Há um histórico de fracassos nos casamentos dos meus antepassados, separações, traições, constituição de duas famílias, brigas excessivas, uma maldição que foi passada aos meus avós, meus pais, e que precisou e precisa ser quebrada na minha geração. A oração de confissão de Ezequias é uma não aceitação que o mal e o erro dos pais continuem nos filhos.
É difícil achar um erro em Abraão, o amigo de Deus. Mas seu erro é repetido no seu filho Isaque, que por sua vez, é repetido no seu neto Jacó, e seus bisnetos deram continuidade ao mal. O detalhe é que Abraão mentiu por duas vezes dizendo que Sara não era sua mulher (Gn 12.13 e Gn 20.2), Isaque usou do mesmo erro (Gn 26.7), Jacó recorreu a mentira com seu próprio pai (Gn 27.19), e a quarta geração também usa desse erro, quando os filhos de Jacó elaboram uma trama mentirosa contra José (Gn 37.32). Veja que o mal aqui é passado para a outra geração com um aumento de danos e prejuízos, como se fosse uma bola de neve mesmo. Por isso, é urgente a convocação de nos santificar agora, começando pela quebra de orgulho e quebra de maldição que herdamos. Essas heranças de comportamentos e costumes negativos tendem a aumentar na geração posterior.
Olhe para você mesmo, leitor. Que costume negativo você herdou de seus pais? Qual marca de família tem sido repetido de geração em geração? Confesse isso diante de Deus, e permita que mão do Senhor arranque do templo (teu coração) toda imundícia herdada. 
Assim se iniciou a purificação nos dias do rei Ezequias. Uma quebra de heranças maléficas. Uma aceitação de que há imundícias a serem removidas. Assim começa nossa purificação também. O primeiro ato, de dezesseis dias de purificação do templo. O resultado valeu a pena.


Que o templo do Espírito Santo seja purificado agora!