Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Andar na luz e o amor de Deus aperfeiçoado



Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele (1Jo 2.5)

Bp Erisvaldo Pinheiro Lima
Palavra ministrada em 28 de Novembro de 2014 
Igreja Batista Vidas em Resgate
Encerramento de propósito pela família 


Esse texto fala do amor de Deus. Trata-se de um amor diferente de Jo 3.16, embora tenha sido escrito pelo mesmo autor. Em 3.16, o amor de Deus é para todo mundo. Aqui em 1Jo 2.5 fala do amor de Deus aperfeiçoado. Em 3.16 o amor de Deus é de tal maneira, é algo realmente incrível. Porém, em 2.5, fica claro que esse mesmo amor deve ser aperfeiçoado em nós.

Isso é algo importante. A palavra continua dizendo que nisto conhecemos que estamos nele. Repare que é 'nisto' que temos a certeza que de fato estamos nele. Isso realmente é importante, pois o contrário também é aplicável. Se não temos esse amor aperfeiçoado, também temos a certeza que não estamos nele.

Mas, o que é o amor de Deus aperfeiçoado em nós?

Antes de chegarmos a esta resposta, destacamos que esse amor não é um amor humano. É o amor do próprio Deus em nós. Não é perfeito, mas também não é estático. É um amor que vai se aprimorando. Para explicar isso, o Apóstolo João nos fala de luz e trevas.

Quem tem esse amor aperfeiçoado anda na luz, quem não tem, está em trevas. Andar na luz é importante. Alguns trechos da primeira epístola joanina nos mostram profundidade de andarmos na luz:

  • Deus é luz e não há nele trevas alguma. 
Logo, se tivermos algum resquício de trevas, não estamos na luz, não estamos com Deus.

  • Se falarmos que temos comunhão com Deus e andarmos em trevas, somos mentirosos.
Aqui fica claro que podemos falar de um jeito e andarmos de outro. Verdade é que nossos passos devem seguir nossas palavras. A teoria de nossas palavras devem andar lado a lado com a prática de nossos atos. Se falamos que estamos com Deus e andarmos em trevas, isso nos torna mentirosos. Erro encima de erro. O texto nos explica o que é andar em trevas. Aquele que diz que está na luz e odeia seu irmão, até agora está em trevas.

  • Se andarmos na luz temos comunhão uns com os outros e o sangue de Jesus nos purifica de todo pecado. 
Esta maravilhosa promessa é para aqueles que andam na luz. Ela somente se torna maravilhosa para os pecadores. Lembre-se que em Tg 5.20 há uma promessa de que teremos uma multidão de pecados perdoados se trouxermos algum perdido de volta. São muitos pecados perdoados, mas não são todos. Aqui o texto se torna mais forte, pois se andarmos na luz e termos comunhão uns com os outros, então, o sangue de Jesus nos purifica de todo pecado. O texto vai nos explicar o que é andar na luz. Aquele que ama seu irmão está na luz, e nele não há escândalo.

Concluímos que andar na luz é termos comunhão com os irmãos! Algo muito simples para uma promessa tão profunda! Simples, porém, não muito fácil de ser cumprido. Simples, porém, sua prática não é tão facilmente observada. Definimos comunhão como o ato de realizar alguma coisa em conjunto, harmonia no modo de sentir.

A cada passo dado na luz, temos o amor de Deus aperfeiçoado. Por isso, não podemos parar. Por isso, precisa-se que pessoas testem nossa capacidade de amar e perdoar. Por isso precisamos fazer as coisas em conjunto, ao mesmo tempo que seremos tentado a não fazer. O isolamento é o oposto da comunhão. O amor de Deus não se aperfeiçoa no isolamento. O amor de Deus se aperfeiçoa na comunhão. A comunhão é luz, e ter comunhão é andar na luz. Lembre-se que Deus é luz e nele não há trevas alguma.

O que isso tem a ver com a família?

Responderei de forma simples e direta. TUDO! Em primeiro lugar, no meio da família é um lugar primordial para desenvolvermos a comunhão. Comunhão não estar todos juntos em um mesmo lugar. Pelo contrário, comunhão é fazer alguma coisa em conjunto. Em segundo lugar, essa bela exortação de João é concluída com admoestações aos pais, filhos e jovens, ou seja, à família!

Um exemplo de comunhão na família pode ser observado na hora do almoço ou jantar. Uma família reunida para o jantar na frente da televisão não é comunhão, estão juntos, porém não estão realizando uma atividade em conjunto. Devemos ter zelo por essas horas de refeição. Uma mesa feita, com a família reunida, em diálogo sobre como foi o dia. Isso sim é comunhão! Claro que haverá contratempos e dias maus. Mas é nessa hora que o amor de Deus vai se aperfeiçoar em nós.

Para finalizar, meditamos sobre a comunhão na igreja. O inimigo, como um leão que nos rodeia, tentará acabar também com essa comunhão. uma coisa é a igreja estar junta cultuando. Outra coisa é realizar atividades em conjunto. Ensaios, ações, evangelismos. A força de uma igreja está nisso. A comunhão da igreja é como um trabalho nos bastidores, agente não vê, mas percebe os resultados. Em cada problema, uma oportunidade do amor de Deus se aperfeiçoar em nós.

Postagens mais visitadas deste blog

Elias na caverna e as provas do vento, terremoto e fogo.

A ressurreição de Lázaro: o tempo, o silêncio e a pedra

Quem é você na parábola do bom samaritano?