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A glória da segunda casa: tristeza de uns e júbilo de outros

A tristeza da glória do passado que não volta e a alegria de um futuro glorioso
Vendo perante os seus olhos esta casa, choraram em altas vozes;  mas muitos levantaram as vozes com júbilo e com alegria. Ed 3.12

 Bp Erisvaldo Pinheiro Lima
Palavra ministrada em 31 de Outubro de 2014
Comunidade Evangélica Arca da Aliança

Lemos atentamente os seguintes textos bíblicos:
Jo 2.13-21
Ag 2.6-9


O Evangelista escreve a purificação do templo no início do Evangelho, diferente dos outros sinóticos que o colocam no final. Isso nos faz entender que Jesus purificou o templo duas vezes, uma no início do seu ministério e outra no final. Essa questão de purificar templo é coisa muito séria pro nosso Senhor Jesus.

O texto é forte. Jesus faz um azorrague (chicote) de cordéis e lança todos fora do templo. Vira mesas, espalha o dinheiro dos cambistas e declara não façais da casa de meu Pai casa de vendas. Uma bela profecia estava sendo cumprida nesta primeira purificação, a profecia de Ageu que dizia a glória desta última casa será maior que a anterior.

Quando esta profecia foi liberada, Zorobabel, príncipe de Judá, e Josué, sumo sacerdote, lideravam a reconstrução do templo de Jerusalém. O tempo de cativeiro na Babilônia havia chegado ao fim, os setenta anos profetizado por Jeremias havia se passado. Mas esse período deixou suas marcas. Os muros e o templo precisavam ser levantados. Jerusalém e seus habitantes não tinham mais os recursos da época do próspero reinado de Davi. Em I Cr 29, vemos uma lista volumosa de doações voluntárias para construir o magnífico Templo de Salomão.

Mas este primeiro templo caiu. A vida próspera era somente uma lembrança. Desprovidos de recursos como no primeiro, Zorobabel e Josué lançam mão do que tinha disponível e ergue mais uma vez o templo. Agora conhecido como Templo de Zorobabel. Houve duas reações quando este templo foi inaugurado: Os mais velhos estavam tristes. Choravam ao se lembrarem da glória passada do antigo templo. Os mais novos, porém, jubilam com uma expectativa da glória futura deste último templo. Uns choravam outros jubilavam. Uns se entristeciam com a lembrança do passado, e outros se alegravam com a expectativa do que aconteceria no futuro. Foi diante disso que Ageu profetizou a glória desta última casa será maior que a anterior.

Duas coisas aprendo com essas reações:


Esta reação diante do templo de Zorobabel é semelhante com nossas reações ao estarmos na Casa do Senhor. Alguns também ficam tristes, suas memórias e lembranças os fazem prisioneiros do passado. Estão presentes, mas seus pensamentos estão fixados num passado glorioso que não volta mais. Outros, no entanto, também ficam alegres, seus pensamentos ficam cheios de esperança de uma glória que vai acontecer. Uns cultuam ao Senhor com o pensamento entristecido fixado no passado, outros cultuam com o pensamento esperançoso de dias melhores a frente. A Palavra de Deus continua a ecoar: A glória da segunda casa será maior que a da primeira! Os mais velhos que choravam representam aqueles que já envelheceram sua fé, vivem da glória do passado. Os mais novos que jubilavam representam os que têm sua fé constantemente renovada... Permita que a Palavra renove sua fé hoje!

Além disso, a lembrança do magnífico templo de Salomão e a inauguração do humilde templo de Zorobabel nos faz lembrar de Cristo. Nosso Senhor se despojou de sua glória e se fez servo a semelhança do homem (Fp 2.7). O magnífico templo de Salomão é um tipo da glória do Senhor em seu alto e sublime trono. O humilde templo de Zorobabel é um tipo do Senhor que abriu mão de glória celestial e habitou em nosso meio. Não tinha parecer nem formosura (Is 53), como o templo de Zorobabel. Friso mais uma vez, Jesus deixou a glória dos céus para habitar no nosso meio, abriu mão da glória dos serafins e querubins, pela adoração dos homens... Ele realmente ama você!


Faltava a Arca


O templo de Zorobabel faltava um mobiliário importante, a Arca da Aliança. No lugar dela, o Incensário foi colocado no Santíssimo Lugar (Lc 1.9). A falta daquela Arca era motivo de tristeza e vergonha, pois representava a justiça e a presença de Deus no meio de seu povo. Era uma falta considerável. Mas havia uma palavra profética liberada. A glória daquela humilde casa seria maior que a da primeira.

Em Jo 2.13-21 essa palavra se cumpriu. A Arca Viva entrou no templo. A Arca da Nova Aliança manifestava mais uma vez a glória do Senhor no interior do templo. Uma glória diferente daquela que os judeus estavam acostumados. Uma glória com azorrague de cordéis, com purificação. Jesus Cristo, a Arca do Novo Testamento, manifestou a gloria da segunda casa... mas poucos perceberam!

Pense nisso...

Os sacerdotes que cuidavam do templo, conhecedores da profecia, não perceberam a glória da segunda casa. Os fariseus se indignaram e questionaram quem sinal nos mostras para fazeres isso?
Os vendedores e cambistas viram apenas o azorrague nas costas... E os discípulos viram o zelo e se lembraram da Palavra.

A glória se manifestou na segunda casa e a maioria não percebeu. Verdade é que a glória do Senhor ainda vem sendo manifestada e tudo que alguns percebem é o chicote, outros franzem suas testas, mas alguns poucos, se apegam à Palavra. A glória ainda está sendo manifestada. Não se apegue, querido leitor, a um passado de glórias. Olhe pra frente e creia que uma glória maior há de vir. Troque a tristeza do passado pelo júbilo da glória da segunda casa. Fique atento, pois a maioria nem percebe a glória entrando no templo! Que o Senhor da Arca nos mostre a dimensão dessas coisas. Que a glória do Senhor venha nos purificar.


Fonte de pesquisa:
Bíblia Revelada - Novo Testamento - Ômega. Traduzida, comentada e editada por Aldery N. Rocha

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