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Escola de Profetas: O Evangelho segundo João (8ª aula)






Escola de Profetas: O Evangelho segundo João  (8ª aula)


O autor:
  • De Boanerges ao discípulo a quem Jesus amava
  • De discípulo de João Batista ao colo de Cristo
  • Do concerto das redes ao Evangelho anti-gnóstico



O Evangelho


João escreveu o que presenciou. Após sua profunda introdução, testifica o testemunho de João Batista, de quem era discípulo. Menciona o primeiro contato de Pedro com Cristo. Situação diferente dos sinóticos. André e João passam um dia inteiro na casa de Jesus, mesmo antes da chamada. Este Evangelho enfatiza o modelo de formar discípulos de João Batista. Aquele que faz o discípulo buscar água direto na fonte. Como na mulher samaritana, onde ela leva os samaritanos a Cristo. O modelo de formar discípulos pode ainda ser evidenciado com André levando Pedro a Cristo, Filipe fazendo o mesmo com Natanael e o próprio João Batista que leva André e João a Cristo.

  • CRER


Todo Evangelho gira entorno deste verbo. (3.16, 5.24, 6.28, 8.24, 9.35, 10.42, 11.26, 12.38… ) Alguns fatos se relacionam com este verbo:

Crer que Jesus é o Filho de Deus (5.17-18) Quando Jesus chama Deus de meu Pai, provoca a ira dos judeus. Este termo iguala Pai e Filho. É importante notar que João cita os filhos de Deus (1.12, 11.52, 12.34).

Crer que Jesus é a vida (10.18), onde Jesus disse tenho poder para dar e poder para tomá-la e em 10.28 dou-lhes a vida eterna. Os fariseus não creram (10.26). Isso é tão vital que Jesus ministra insistentemente aos fariseus, que mesmo com pedras nas mãos (2ª vez!), Jesus pede credes na obra.

Crer no amor de Jesus! O cap. 13 já começa o desfecho do livro. João testemunhou que Jesus amou seus discípulos até o último instante. Em 13.35 Jesus declara um novo mandamento, que seus discípulos amassem um ao outro, como Jesus os amou! Na verdade, todo Evangelho de João é uma declaração de amor. Não pense que esta declaração é feita em momentos de repouso e paz, pelo contrário, este Evangelho mostra a grande perseguição que Jesus sofria pelos judeus (fariseus), e ainda, a insistência de Jesus em liberar sua Palavra a seus perseguidores. Veja esses trechos: 12.37-38, 11.47-48, 12.42-43

Crer que Jesus é a videira e seus discípulos são as varas (15)

Quem crer passará por tribulações .


  • Diferencial

Vários textos desse evangelho o diferencia dos demais. Segue uma lista de algumas de suas particularidades:

Único Evangelho que menciona três Páscoas (2.23; 6.4; 13.1). Isso mostra uma visão mais rica de detalhes da obra ministerial do Senhor Jesus, pois abrange três anos de seu ministério. Duas purificações no templo também somente são mencionadas aqui. Mostra ainda várias viagens entre a Galiléia e Judéia. 

Não é um Evangelho para ser lido apressadamente. É um verdadeiro convite para leitura e reflexão de cada cena. A cada cena vemos um dualismo nos escritos: Luz e trevas (1.5 e 3.19), verdade e mentira (8.44), espírito e carne (3.6 e 6.63), terreno e celestial (3.12), Deus e mundo (3.16 e 8.23).

Pastor e ovelha. Esse dualismo é digno de nota. Pois mostra que o relacionamento do crente com Cristo não anula a participação da igreja. Embora esse dualismo destaque a ligação ovelha-pastor , ramo-videira, em seu final, Jesus ordena a Pedro que pastoreie suas ovelhas. 

Os destinatários desse profundo Evangelho também diferenciam dos sinóticos. O público era provavelmente de gentios. Esse pensamento se sustenta pelas citações dos grupos de judeus. Nos sinóticos são nomeados e aqui são apenas chamados de judeus. 

É o Evangelho dos encontros. Um total de 27 encontros de pessoas com Cristo! Uma leitura cuidadosa levará o leitor a um encontro com Cristo também. Tive três durante a preparação desse estudo. Renovante isso!

Jesus é auto denomina a verdade, o Espírito Santo é a verdade, a Palavra de Deus é a verdade que liberta (8.32) e purifica (15.5)

  • Pense nisso...



O Evangelho de João é uma grande declaração de amor. Não pense que esta declaração é feita em momentos de repouso e paz. Na verdade, este Evangelho mostra a grande perseguição que Jesus sofria pelos fariseus, e ainda, a insistência de Jesus em liberar sempre sua Palavra aos seus perseguidores.



Fontes de pesquisas:

  • O Ministério da Palavra de Deus - Watchman Nee - Editora Clássicos
  • Bíblia de Estudo Pentecostal - Editora CPAD
  • Novo Dicionário Bíblico- Jhon Davis - Ed Hagnos
Bp Erisvaldo Pinheiro Lima
Comunidade Evangélica Arca da Aliança
Ministrado em Novembro de 2014

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