domingo, 19 de outubro de 2014

Santa Ceia: a utilidade do sangue de Jesus

Este é aquele que veio por meio de água e sangue, Jesus Cristo: não somente por água, mas por água e sangue (1Jo 5.6a)




Bp Erisvaldo Pinheiro Lima
Palavra ministrada em 19 de Outubro de 2014
em culto de Santa Ceia
Comunidade Evangélica Arca da Aliança



Pois a vida da carne está no sangue, e eu o dei a vocês para fazerem propiciação por vocês mesmos no altar; é o sangue que faz propiciação pela vida (Lv 17.11)

Este é aquele que veio por meio de água e sangue, Jesus Cristo: não somente por água, mas por água e sangue (1Jo 5.6a)


O sangue de Jesus é poderoso pela sua raridade. Mesmo sendo Senhor, Jesus era humano, um simples carpinteiro, e ainda assim, não houve pecado nele. Por ser puro, torna-se raro. Por ser raro, torna-se caro. De tão caro, seu sangue é valioso ao ponto de pagar todas nossas dívidas. O pecado gera morte. Mas pelo sangue de Jesus, o pecado não tem mais poder de gerar, assim, passamos a ter vida. Uma vida eterna sem pecado, que é oferecida a todos quantos crêem no poder de seu sangue.

Além de ser poderoso, seu sangue é útil. A utilidade de seu sangue é oferecida somente àqueles que estão em seu corpo. O sangue é útil para o corpo. O sangue é vida para o corpo. Fora do corpo, não há como se beneficiar da utilidade do sangue. É preciso fazer parte do corpo para ter o sangue que percorre o corpo.
Ora, vocês são o corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo.                       (1Co 12.27)
 Fazendo parte do corpo de Cristo, seu sangue percorre em nós. A manutenção da vida do corpo depende da circulação do sangue em seu interior. Que jamais esqueçamos disso, que em nenhum momento deixemos de reconhecer a importância do sangue de Jesus em seu corpo, em nós. A igreja somente permanece viva pela circulação do sangue de Jesus nos seus membros. O sangue é vida para o corpo. O sangue de Jesus é a vida da igreja.

Analisemos, pois, algumas propriedades do sangue humano. Repare que suas características nos ensina ainda mais sobre a utilidade do sangue de Jesus. Por exemplo, meditemos na passagem de João. Os guardas tinham a ordem de quebrarem os ossos das pernas dos crucificados, isso aceleraria a morte dos condenados para não permanecerem na cruz no sábado, que iria ser especialmente sagrado. O Apóstolo João cita o Salmo 34 dizendo que não quebraram nenhum de seus ossos. Essa informação ganha uma compreensão ainda mais valiosa quando sabemos que o sangue é produzido dentro dos ossos. Ou seja, mesmo tendo seu sangue derramado no madeiro, sua fonte não foi "quebrada"!

O sangue tem uma parte 'sólida', algo em torno de 34% de seu conteúdo. Essa parte sólida é formada por três tipos de células com funções próprias, as plaquetas, os leucócitos e as hemácias. Observe as funções destes elementos e permita que o Espírito Santo fale contigo:

Plaquetas. São células responsáveis pela coagulação sanguínea. São muito úteis ao corpo, pois faz cessar a perda de sangue de uma área danificada, agindo na cicatrização. Repare o quanto o sangue de Jesus é útil ao corpo. Ele cura as áreas danificadas. As feridas do corpo de Cristo (a igreja) são cicatrizadas mediante a ação do seu precioso sangue. Temos feridas em nossos corações... devemos reconhecer isso. Nestes dias eu fui convidado para assistir um vídeo de momentos de família da época de minha infância. No vídeo estava toda família reunida, meus pais, irmãos, tios, primos, avós... Suspirei num momento em que meu avô, falecido há mais de vinte anos, me colocou no colo. Mas o que me marcou mesmo foi o segundo vídeo. Era um outro evento familiar, porém, meus pais não tinham ido. O vídeo me fez recordar o porquê faltávamos em algumas reuniões familiares. A recordação me doeu. Não sabia, mas a ferida ainda estava aberta. Graças a Deus, temos o sangue de seu Filho, que ainda cura nossas feridas mais escondidas de nossa alma. 

Leucócitos. São os anticorpos. Formam um verdadeiro exército contra elementos estranhos causadores de doenças. Agem também na limpeza do próprio corpo, destruindo células mortas e restos de tecido. Precisamos muito compreender essa dupla função do sangue de Jesus! O sangue de Jesus é poderoso contra o inimigo de nossas almas, e ao mesmo tempo, nos purifica. Veja que é uma dupla utilização do sangue. Ele combate e purifica. Se não purificar, o combate é inválido. Devemos ter bastante atenção nisso. O sangue de Jesus está em nosso favor, contra as astutas ciladas do diabo, e também, o sangue de Jesus está em nosso favor, tirando de nós mesmos, velhas manias e hábitos que entristecem seu Espírito.
Que essa utilidade conjunta do sangue de Jesus seja de fato aprendida por nós!

Hemácias. Realizam a respiração celular, transportando oxigênio aos mais diversos e remotos órgãos do organismo. Quanto mais esforço físico o corpo fizer, mais contribuirá para o transporte que as hemácias fazem. Veja, querido leitor, como esta utilidade do sangue é perfeitamente aplicada à função da igreja (o corpo de Cristo). Este transporte de nutrientes espirituais deve ser feito pela igreja, afinal, dentro dela percorre o sangue de Cristo. A igreja que verdadeiramente possui o sangue de Jesus, vai fazer todo esforço para transportar a mensagem da Cruz aos mais diversos e remotos povos da terra. 

Um outro fator devemos considerar. A quantidade destes três elementos do sangue devem ser balanceadas. Não podem ter mais nem menos do que o normal. Os leucócitos, por exemplo, se tiverem uma quantidade a mais do que o normal, o corpo estará com câncer, se for menos, aí o corpo apresenta Aids. Da mesma forma acontece com as plaquetas. Suas quantidades devem ser balanceadas. O único dos três elementos que pode ter uma quantidade a mais, sem causar prejuízo ao corpo, são as hemácias. Lembre-se que são elas responsáveis pelo transporte de nutrientes aos mais remotos órgãos. Não seria isso, querido leitor, um ponto que a igreja deva considerar? Verdade é que alguns de nós usamos o sangue de Jesus tão somente para curar feridas, outros usam apenas para lutar contra o adversário...  A utilidade do sangue de Jesus está nestas três funções usadas igualmente: curar, combater/purificar e transportar. Esta última, sim, pode ser usada em excesso sem prejuízo ao corpo! 


Falamos até aqui da parte 'sólida' do sangue. Precisamos pensar sobre sua parte 'líquida' também. A parte líquida é composta basicamente de água (93%). Veja a importância da água em nosso organismo. Por isso, os médicos recomendam tanto que bebamos pelos menos dois litros de água por dia. Confesso que tenho que fazer um grande esforço para conseguir isso, quando consigo!

Da mesma forma, precisamos ingerir doses diárias do Espírito Santo. Isso é necessário para que o sangue de Jesus tenha todo vigor em nós. Diante de um médico não podemos nos desculpar argumentando que tomamos dois litros de água na quarta e também no domingo. O recomendado é que seja todos os dias. Estamos diante daquele que disse os sãos não precisam de médico, mas sim os doentes. Não apenas em dias de culto, devemos saciar nossa sede com o Espírito Santo durante sete dias por semana! A água do Espírito tem fundamental importância no corpo de Cristo. O problema é que existem muitos crentes desidratados!

Pense nisso...

Que o Espírito no convença sobre essas coisas. Que possamos utilizar corretamente o sangue de Cristo, para curar feridas, combater o exterior/purificar o interior, e transportar os nutrientes do Evangelho aos que estão longe. Nunca esquecermos que sem a água, o corpo desidrata. O sangue precisa da água. O corpo precisa de água e sangue. A igreja precisa da ação contínua do Espírito e da obra expiatória do sangue de Jesus.


Que o sangue derramado seja compensado com frutos para o Reino!
Graça e paz.

sábado, 4 de outubro de 2014

Sacerdote Zacarias e o Eterno Sacerdote


Sacerdote Zacarias e o Eterno Sacerdote


E o povo estava esperando Zacarias e maravilhava-se de que tanto se demorasse no templo. (Lc 1.21)

Bp Erisvaldo Pinheiro Lima
Palavra ministrada em 28 de Setembro de 2014
 C E Arca da Aliança



O primeiro capítulo do Evangelho de Lucas

O Evangelho de Lucas começa e termina com a mesma cena. A cena inicial está incompleta. Somente se tornará completa no último capítulo do Evangelho. A cena inicial mostra o sacerdote Zacarias no templo exercendo ele o sacerdócio diante de Deus, na ordem de sua turma, enquanto o povo esperava do lado de fora. Três coisas os sacerdotes faziam ao saírem do templo (Lv 16):
  1. Quando o sacerdote aparecia de volta, trazia o perdão de Deus
  2. Comunicava a Palavra de Deus
  3. Erguia a mão e abençoava o povo
Por isso, o povo estava esperando Zacarias e maravilhava-se de que tanto se  demorasse no templo.

Mas naquele dia, não aconteceu o esperado. Algo acontecera lá no Santo dos Santos e Zacarias saiu mudo, saindo ele, não lhes podia falar. Naquele dia, no turno do sacerdote Zacarias, a Palavra não foi comunicada e o povo não foi abençoado. A cena ficou incompleta.


O último capítulo do Evangelho de Lucas

A cena inicial do Evangelho de Lucas vai se tornar devidamente completa no seu último capítulo. Três coisas importantes acontece, veja (Lc 24):

  1. Jesus ressuscita, trazendo o perdão de Deus

As mulheres foram as primeiras a testificar essa boa nova. Pedro também testificou, admirando consigo mesmo aquele caso. Mas é o trecho dos dois discípulos a caminho de Emaús que vou destacar aqui, por um único motivo, eles estavam tristes. Eles saíram de Jerusalém tristes e fazendo perguntas um ao outro. Eles retornam para a mesma Jerusalém com a boa notícia, Jesus entrara em sua casa e havia ceado com eles!

Se o povo se alegrava com o retorno do sacerdote, imagine a alegria desses discípulos! O texto sagrado diz que eles na mesma hora, levantando-se, voltaram para Jerusalém. Oro para que essa mesma alegria seja nos corações dos novos discípulos do Senhor, que a notícia de sua ressurreição ainda seja uma boa notícia para nós, que ainda possamos suspirar pelos pecados perdoados! Como disse um dos pais da reforma, Thomas Watson, enquanto o pecado não for amargo, Jesus não será doce.

        2. Jesus comunica a Palavra de Deus


No partir do pão os dois discípulos reconheceram que era o próprio Jesus que estava com eles já algum tempo. Reconheceram que por ventura, não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava e quando nos abria as Escrituras? Em outras palavras, o tempo todo Jesus comunicava a Palavra de Deus. E quando Jesus comunicava a Palavra, a sensação que os discípulos tiveram era que as Escrituras se abriam diante deles! Que sejamos ainda, o povo que escuta Jesus comunicar sua Palavra, que a mensagem bíblica venha se abrir diante de nossos olhos!

Estando os discípulos congregados e falando essas coisas, o mesmo Jesus se apresentou no meio deles e disse-lhes: Paz seja convosco. Após um momento inicial de euforia, Jesus começa comunicar a Palavra de Deus e abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras.

Cristo lembra seus discípulos que Ele deveria padecer, mas que ressuscitaria dos mortos, e, por isso, em seu nome, se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados. Quem tem ouvidos para ouvir ouça...

        3. Jesus ergue as mãos e abençoa o povo


O Senhor Jesus, então, levou seus discípulos até Betânia. A pequena aldeia que vivera momentos de glória, sendo palco da ressurreição de Lázaro, da cura de um leproso, da singela adoração de Maria aos pés do Senhor e de várias orações no Monte das Oliveiras (confira com At 1.9-12).

Ali, Jesus ascendeu aos céus . Deixou uma missão à sua igreja, e levantando as mãos, os abençoou. 

Ali, naquela mesma Betânia, no mesmo Monte das Oliveiras, estarão mais uma vez, os seus pés (Zc 14.4). O Senhor Jesus, então, levantará suas mãos e iremos prestar contas do que fizemos com a missão que nos confiou!

Pense nisso...

A cena do início do Evangelho de Lucas se completa em seu último capítulo. Zacarias volta ao povo sem palavras, estava mudo. Jesus, por sua vez, volta aos seus discípulos abrindo-lhes as escrituras e fazendo seus corações arderem. O sacerdócio humano é substituído pelo sacerdócio de Cristo. De temporário, passa a ser eterno. Isso é glorioso!

 Que a paz do Senhor Jesus seja convosco, Amém.


Fonte de pesquisa:
Aula ministrada pelo Pastor Mestre Airton Williams na Sociedade de Estudos Bíblicos Interdisciplinares (SEBI) em 27 de Setembro de 2014

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

A ressurreição de Lázaro: o tempo, o silêncio e a pedra

Jesus ressuscitou Lázaro, mas as pessoas que devem remover a pedra

Tiraram, pois, a pedra. E Jesus, levantando os olhos para o céu, disse: Pai, graças te dou, por me haverdes ouvido. E, tendo dito isso, clamou com grande voz: Lázaro, vem para fora. (Jo 11.41,43)


Bp Erisvaldo Pinheiro Lima
Palavra ministrada no culto no lar do Dc João Henrique
Em 27 de Setembro de 2014


Parece que está demorando...

As duas irmãs mandam um pedido para Jesus. O irmão delas, Lázaro, estava enfermo. Jesus o amava. Era amigo do Senhor. Marta e Maria não recebem a resposta do pedido, não do jeito que elas esperavam. A Palavra diz que Jesus ainda ficou dois dias onde estava. A situação piora, Jesus sabe disso e comenta para seus discípulos essa enfermidade não é para morte, mas para glória de Deus.

Também fazemos pedidos pro Senhor. Situação que na nossa ótica são tão emergenciais a ponto de querermos uma resposta o mais rápido possível. Nessas horas, parece que nada acontece. Nessas horas, devemos olhar para esse texto e percebermos que a aparente demora de Jesus é para glória de Deus.

Nossas atitudes influenciam a resposta de nossos pedidos  

Ao ficar sabendo que Jesus estava vindo, Marta sai correndo ao seu encontro. Sua atitude e declaração refletem nossas reações diante de um grave problema. Marta questiona o Mestre, afirmando que se Ele estivesse ali, seu irmão ainda estaria vivo, ou seja, se Jesus tivesse feito algo, as coisas estariam melhor, se Jesus realmente tivesse dado ouvidos, as coisas estariam de outro jeito, se Jesus se importasse... O resultado dessa cobrança foi imediata. Jesus, que estava a caminho do sepulcro, parou sua caminhada. Nossas atitudes desenfreadas tendem a parar o agir de Deus em nosso favor.

Maria fez diferente. Note que ao chegar junto ao Mestre, Jesus ainda estava no mesmo lugar onde Marta o encontrara. Jesus estava parado, e só voltou a andar depois da conversa com Maria.

Ao chegar diante do Senhor, aparentemente Maria pronunciou as mesmas palavras que sua irmã. Mas, o que Jesus ouviu foi uma adoração, ela se ajoelhou ao seus pés! Marta cobrou, Maria adorou. Com Marta, Jesus parou. Com Maria, Jesus voltou a andar na direção do sepulcro!

Note no texto que Marta mais uma vez usa de seus argumentos desenfreados. Ela mais uma vez enfatiza que seu irmão jazia há quatro dias... A sequência do milagre é mais uma fez interrompida. Jesus mais uma vez ministra uma palavra a Marta Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus?
 
Todos nós temos um Lázaro morto, que precisa ser ressuscitado pelo Senhor, nossas atitudes, porém, param ou colocam nosso milagre em movimento. Que o Espírito nos convença disso!

Removendo as pedras

Jesus operou um maravilhoso milagre. O que jazia há quatro dias, ouviu a potente voz do Senhor! Jesus libera uma palavra que é uma verdadeira ordem: Lázaro, vem para fora. Oh que voz poderosa, de fato, a voz daquele que tem Palavras de vida eterna!
 
Aqui, um pequeno detalhe nos ensina uma grande lição. Jesus ressuscita Lázaro, mas foram as pessoas que tiveram que remover a pedra. O Senhor Jesus ordenou e continua ordenando tirai a pedra. O milagre é por conta dEle, o mais difícil Ele o faz. O Senhor Jesus é que pode gerar vida e vida em abundância. A nós, nos resta remover a pedra!

Que o Espírito nos convença qual é a pedra que é tampa de sepulcro em nós. Que sejamos humildes o bastante para ouvirmos sua mansa e delicada voz, nos convencendo qual é a pedra que precisamos remover para que o nosso Lázaro volte a ter vida. Seja a pedra do orgulho, da vaidade, da incredulidade, da impaciência, da concupiscência... precisamos remover toda e qualquer pedra de nossos corações...

Pense nisso...

O texto da ressurreição de Lázaro é um dos mais belos textos dos Evangelhos que trata do agir e do amor do Senhor Jesus. Ele demonstra que se importa com aquela família. Até mesmo a desenfreada Marta recebe uma bela declaração de amor: ora, Jesus amava Marta. É um texto que mostra Jesus chorando e se movendo de íntima compaixão. É um texto que nos prova o quanto ele se importa com o seus amigos.

Mas seu agir depende de nossas atitudes. Precisamos aprender que o seu tempo é diferente do nosso. Devemos ser moldados pela sua palavra até que nosso jeito desenfreado seja substituído pelo silêncio da adoração. E ainda, precisamos remover toda e qualquer pedra de tropeço de nossos corações. Assim, sua poderosa voz continuará ressuscitando nossos Lázaros.



Que a paz daquele que ressuscitou Lázaro esteja em vós.


Fonte de estudo:
Bíblia Revelada - Novo Testamento - Ômega. Traduzida, comentada e editada por Aldery N. Rocha

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Eaê Deus, tudo bem?



Eaê Deus, tudo bem? - Busque essa intimidade com o Senhor!

1 Exorto, pois, antes de tudo que se façam súplicas, orações, intercessões, e ações de graças por todos os homens,2pelos reis, e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e sossegada, em toda a piedade e honestidade.3Pois isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador,4o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.5Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem,6o qual se deu a si mesmo em resgate por todos, para servir de testemunho a seu tempo;7para o que {digo a verdade, não minto} eu fui constituído pregador e apóstolo, mestre dos gentios na fé e na verdade.8Quero, pois, que os homens orem em todo lugar, levantando mãos santas, sem ira nem contenda. (1 Timóteo 2, 1-8)



Pastor José Roberto
Palavra Ministrada em 21 de setembro de 2014
Na Igreja Batista Vidas em Resgate

Paulo, em seu objetivo de auxiliar o jovem Timóteo, escreve essa Carta com orientações para dirigir a Igreja de Éfeso. Entre essas orientações está a necessidade da pratica de oração.

Nesse tempo em que estamos verdadeiramente em transição fazemos muitas críticas aos nossos políticos, tantos aos que estão no poder como aos que almejam estar. A nossa meditação é, nesse momento, mais que pertinente: “como servos de Deus, como estamos nos posicionando?” Quem não conhece esse pastor que escreve pode pensar que iremos misturar política com a Palavra. Ledo engano. Mas como sal da terra e luz do mundo (Mt 5, 13-14) devemos fazer a diferença. E de que forma o crente pode (e deve) fazer a diferença dentro do cenário político do país? Bem devemos fazer uso da orientação de Paulo a Timóteo: Oração.

O crente deve ter sempre uma prática de oração. Isso é uma orientação que se aprende ainda na Escola Bíblica, no entanto são poucos que mantém essa prática na intensidade necessária. Exemplo: No pé do monte das Oliveiras Jesus fica decepcionado com os discípulos que ficaram vigiando e foram encontrados dormindo: “Voltando, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Simão, dormes? não pudeste vigiar uma hora?” Mc 14,37 Então seria o mínimo da nossa oração, uma hora. Será que temos conseguido “bater esse tempo” em oração?

Por quem orar? Temos uma prática do caderninho de oração onde colocamos todos os nossos propósitos e petições (súplicas, orações, intercessões e ações de graças v.1). E vamos apresentando tudo o que está escrito no caderno e o Espírito Santo nos traz a lembrança nomes que devemos apresentar em particular. Se você tiver disciplina e zelo com essa prática, com certeza você vai orar mais que uma hora por dia apresentando os citados em seus escritos.

Temos lembrado dos nossos governantes? Será que no seu caderninho (pra quem já tem essa prática) tem o nome de algum político? Do seu chefe? De alguém que exerça autoridade sobre sua vida? Isso Paulo orienta de forma categórica e diz que isso é bom e agradável a Deus. Nós temos o chefe que merecemos. Ore pelo seu chefe, pelo seu administrador, prefeito, governador, presidente, comandante da Polícia Militar, Polícia Civil, toda autoridade, pois toda autoridade foi instituída por Deus: “Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as que existem foram ordenadas por Deus.” Rm 13,1

Oração Gera “vida boa” “para que tenhamos uma vida tranquila e sossegada, em toda a piedade e honestidade.3Pois isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador,4o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” vv 3-4 a oração te leva para perto de Deus, para intimidade com Deus. E não podemos ter uma vida plena fora da presença de Deus. ELE está sempre disponível a te escutar. Devemos nos manter em espírito de oração em todo tempo. Sensíveis ao doce toque do Espírito Santo de Deus.

Ore em qualquer tempo, em qualquer lugar, não perca a oportunidade de conversar com Deus. Tenha intimidade com Deus a ponto de sentir a Presença dEle e poder responder: “E aê Deus, tudo bem?”

Portanto meus irmãos, vamos viver a prática da oração, orando por todos, em todos os momentos, buscando essa intimidade com Deus. Fica essa dica desse humilde pastor. Responda ao chamado à oração de um jeito próprio, como um filho e nunca esquecendo da reverência. Experimente: “E aê Deus, tudo bem?” e inicie sua conversa com o Seu Pai Celestial.

Que o Nosso Senhor Jesus abençoe a todos.

Santos, irrepreensíveis e inculpáveis

santos irreprensíveis inculpáveis


Bp Erisvaldo Pinheiro Lima
Palavra ministrada em 21 de Setembro de 2014
C. E. Arca da Aliança

No corpo da sua carne, pela morte, para, perante ele, vos apresentar santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis, se na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé e não vos moverdes da esperança do evangelho. (Colossenses 1.22-23a)

Nosso Senhor Jesus vai apresentar seus escolhidos diante das ordens celestiais. Uma apresentação grandiosa e uma descrição magnífica ... santos, irrepreensíveis e inculpáveis!

Veja nessa mensagem, querido leitor, a situação da igreja dos colossenses, tão parecida com a nossa, e o combate que Paulo faz usando a pura Palavra de Deus. Minha oração é que o Santo Espírito fale contigo...

  • Aos Colossos e a nós:

A igreja dos colossenses é fruto da obra missionária de Paulo em Éfeso. Foram três anos (At 20.31)
de intenso trabalho cujo resultado alcançou toda região da Ásia Menor (At 19.10). Um lindo trabalho que começou de forma tão poderosa, mas com o passar dos tempos, falsos ensinos iam se infiltrando na igreja.

Mesmo distante, o Apóstolo Paulo combate os falsos ensinos ministrando a genuína Palavra de Deus através de sua carta. Contra falsos ensinadores e falsos ensinos, a esperança do futuro da igreja é a poderosa Palavra de Deus!

Os falsos mestres ensinavam que a salvação em Cristo pregado pelos Apóstolos não eram suficientes para plena salvação do homem. Filosofia humana, visões sobrenaturais, rituais religiosos estavam sendo acrescentados ao Evangelho pregado em Colossos.

Contra esses ensinos inúteis, Paulo faz uma das descrições mais fantásticas do Senhor Jesus. Acredito que o apóstolo queria que a igreja olhasse para essa descrição e concluíssem que não precisariam de mais nada. Somente esse Cristo basta, veja:
o qual é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus, e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele. E ele é o cabeça do corpo da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência, porque foi do agrado do Pai que toda plenitude nele habitasse e que, havendo por ele feito a paz pelo sangue de sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus. (Cl 1.15-20)
 
Essa majestosa obra do Senhor Jesus se torna ainda mais poderosa. Paulo, inspiradíssimo pelo Espírito, direciona a majestosa obra do Senhor às pessoas que estavam ali. O finalidade de todo esse poderio descrito é reconciliar as pessoas até Cristo, veja:
A vós também, que noutro tempo éreis estranhos e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora, contudo, vos reconciliou no corpo da sua carne pela morte (1.21-22a)

Ainda que fôssemos estranhos e inimigos no entendimento, cheios de obras más... pelo sangue de sua cruz, O Senhor Jesus nos apresentará, perante ele, santos, irrepreensíveis e inculpáveis!

Isso é glorioso demais. Oh meus amados, que essa descrição de nosso Senhor esteja também em nossos corações. Que ao olhar para nossa situação pecadora de hoje, possamos ter a esperança de que ouviremos da boca de nosso Redentor que somos santos, irrepreensíveis e inculpáveis. Essa obra descrita aqui é perfeita, é suficiente, não precisa acrescentar dogmas humanos... Jesus e sua cruz basta!
 
  • Condição "SE"

Essa apresentação honrosa que Jesus fará de seus escolhidos, descrevendo-os como santos, irrepreensíveis e inculpáveis, será apenas para aqueles que permanecerem fundados e firmes na fé e não se moverem da esperança do evangelho, veja:
para perante ele, vos apresentar santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis, se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé e não vos moverdes da esperança do evangelho (1.23a)

A obra do Senhor Jesus descrita nesse texto de Colossenses é grandiosa. Ele fez uma obra perfeita em nosso favor. Ele fez muito por nós, e nos pede apenas duas coisas: , firme e fundada, e esperança do evangelho!

Não é muita coisa, mas também não uma fé e esperança qualquer. A fé pedida aqui deve estar fundada e firme. Seu fundamento é o fundamento do apóstolos (Ef 2.20). A pessoa deve permanecer nessa fé. Isso ensina que muitos passarão por essa fé, mas o que vale é permanecer,, alguns começarão, mas o que importar é permanecer nessa féA esperança pedida neste texto é a esperança do evangelho, não podemos nos mover dessa esperança. O evangelho é o poder de Deus para salvação (Rm 1.16). Não podemos sair dessa esperança. 


Medite nisso...

Uma descrição perfeita de Cristo, cujo clímax é a reconciliação humana. Pelo sangue de sua cruz, o Senhor Jesus nos apresentará como santos, irrepreensíveis e inculpáveis. Uma obra fantástica acompanhada de uma promessa magnífica. Duas coisas apenas Ele nos pede: fé e esperança. Portanto, irmãos, aconteça o que acontecer, permaneça firme e fundado na fé e nunca se mova da esperança do evangelho. O fim, vale a pena!

Que a paz de nosso Senhor Jesus esteja sobre ti.


Fonte de pesquisa:
Bíblia de Estudo Pentecostal - Editora CPAD

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Jeremias e o caminho apertado

O caminho apertado é dificil de andar, mas vale a pena, pois leva à vida!


Então, falou Jeremias, o profeta, a Hananias, o profeta, aos olhos dos sacerdotes e aos olhos de todo o povo que estava na Casa do Senhor. (Jr 28.5)

Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontram.
(Mt 7.13-14)


Bp Erisvaldo Pinheiro
Palavra ministrada em 17 de Agosto de 2014



Falou Jeremias, o profeta, a Hananias, o profeta

Ambos eram profetas aos olhos de todo povo que estavam na Casa do Senhor. Ambos tinham o mesmo ofício, falavam ao povo, ambos eram parecidos em suas funções. Mas não aos olhos daquele que tudo vê! Para o Senhor, havia uma diferença vital entre eles.

Ainda existem profetas e profetas nos dias de hoje. Levitas e levitas, obreiros e obreiros, ministros e ministros... ofícios idênticos, porém com frutos diferentes. Na sequência do versículo lido, vemos o quanto aqueles profetas se distinguiram. A palavra de Jeremias prevaleceu, enquanto que Hananias teve um fim trágico.

Embora ambos fossem profetas, uma única diferença havia entre eles. Jeremias andava no caminho apertado e Hananias, por sua vez, se deleitava no caminho espaçoso. O Senhor Jesus declarou de forma bem clara no Sermão da montanha que o caminho espaçoso conduz à perdição e o caminho apertado leva à vida!

Numa leitura do livro do profeta Jeremias, entre os capítulos 15 e 20, vemos algumas situações que explica como era o caminho apertado que o homem de Deus trilhava. Olhando para essas situações, podemos nos analisar e percebermos se estamos nesse caminho apertado, como Jeremias trilhou, ou se estamos no caminho espaçoso, como Hananias estava. Veja, querido(a) irmão(a), essas quatro situações e permita que o Espírito do Senhor fale contigo:

No caminho apertado...

1- Não é fácil andar. Imaginando um caminho apertado, supomos que uma caminhada ali não deve ser tarefa fácil. Num longo caminho apertado, cada passo será dado com atenção e muito cuidado. Por ser apertado, as paredes em volta podem machucar o andarilho. Assim aconteceu com Jeremias. Fato registrado em seu capítulo 20, onde um certo sacerdote, presidente na Casa do Senhor, por nome Pasur, mandou açoitar o profeta e o prendeu no cepo. Esse sacerdote não estava no mesmo caminho de Jeremias. Ser sacerdote da Casa do Senhor não é garantia de se estar no caminho apertado. E ainda, essas pessoas que estão num caminho espaçoso tendem a perseguir os que estão no caminho apertado. Mesmo assim, o profeta de Deus continuou pronunciando a Palavra de Juízo do Senhor. Pasur e toda a nação que se deleitava no caminho espaçoso não demorariam a enfrentar o terror de todos os lados!

2- Não adianta se apressar. Querer apressar as coisas de Deus mostra imaturidade espiritual. Cada promessa do Senhor acontece em seu determinado tempo. É o tempo do Senhor. No capítulo 17 vemos Jeremias profetizar sobre o cativeiro de Judá, mas o povo ironizava o profeta perguntando onde está a palavra do Senhor? Venha agora! O irônico povo testava o profeta querendo que a palavra se cumprisse logo. A resposta do profeta mostra o quanto ele estava debaixo do propósito de Deus. Jeremias disse não me apressei ser pastor... Para andar num caminho apertado, não adianta se apressar!

3- Vai ter bifurcações. As condições sempre vão aparecer para quem está no caminho apertado. São momentos de escolhas e decisões que vai fazer com que o andarilho permaneça, ou não, nesse caminho que leva à vida. As condições que o Senhor apresentou para Jeremias foram se apartares o precioso do vil, serás como minha boca (15.19). Oh qual precioso é ouvir do Senhor a possibilidade de ser como sua boca! Para isso, o profeta deveria apartar o precioso do vil. Precioso é algo de alto valor, e vil é qualquer coisa de valor pequeno. Para permanecer no caminho apertado e continuar sendo 'boca de Deus', o preço alto deveria ser separado daquilo que é vil. Cristo pagou esse precioso valor por nós na cruz do Calvário, e isso deve ser apartado de todo evangelho barato que puder ser apresentado. E, ainda, resta a nós, pagar um preço em oração, em jejum, em busca e dedicação. Não podemos nos acostumar com vil, com uma vida sem valor, sem esforço, sem dedicação. Essas escolhas que fazermos nos momentos de bifurcações são determinantes para permanecermos no caminho apertado.

4- Tem que ser remodelado e ajustado. Nos capítulos 18 e 19 vemos um vaso sendo feito e um outro vaso já pronto. O vaso sendo feito estava nas mãos do oleiro que o remodelava até ficar conforme o que pareceu bem aos seus olhos fazer. Por outro lado,  o vaso já pronto tinha sido comprado, fora quebrado diante do povo e não pode mais refazer-se. Para permanecermos no caminho apertado, devemos ser constantemente remodelado e ajustado. Para isso, devemos ser um vaso sendo feito. Um vaso em formação. Um vaso que ainda está sendo construído. Nada de sermos vasos prontos. Nada de dizer que já estamos prontos, que já estamos preparados... Vasos prontos são facilmente comprados, podem ser quebrados diante do povo e nunca mais se refazer. Vaso sendo feito, porém, nunca pode ser vendido, pois ainda está na mão do oleiro. Vasos sendo remodelados, podem até se quebrarem, mas se quebram nas preciosas mãos do oleiro, que continua trabalhando no barro até ter forma novamente. Jeremias era sempre remodelado pelas mãos do Senhor, era vaso sendo feito, e por isso, permanecia no caminho apertado.

Pense nisso...

O caminho apertado não é fácil de andar, por isso não adianta ter pressa. Vai ter momentos de escolhas cruciais e constantes remodelações. Mas seu final é convidativo: leva à vida!
Foi Jeremias que ouviu de Deus essas palavras de vida:
"Clama a mim, e responder-te-ei e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes, que não sabes." (33.3)
Hananias, o profeta, não escutou isso! 

Que o Espírito nos convença acerca dessas coisas.

 

Fonte de pesquisas:
Bíblia de Estudo Pentecostal

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Combatais comigo nas vossas orações

Paulo chama seu rebanho para combater com ele em oração


Um combate de Oração 
(para uma ampla compreensão, leia Rm 15)

E rogo-vos, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito,  que combatais comigo nas vossas orações por mim a Deus;    Romanos 15:30

Bp Erisvaldo Pinheiro
Palavra ministrada em 27 de Agosto de 2014
C. E. Arca da Aliança

O Apóstolo Paulo compartilha seus planos com seu rebanho de Roma. Ele pretende coletar as ofertas levantadas em Macedônia e Acaia para levar à Jerusalém. Depois disso, planeja passar na igreja dos romanos e partir para pregar o Evangelho na Espanha. Com isso, o apóstolo pretende chegar à plenitude da benção do Evangelho de Cristo.

Paulo sabe das retaliações que poderá enfrentar na execução de seus projetos. Abertamente, chama os opositores de rebeldes! Por isso, pede orações para que essa administração seja bem aceita pelos santos. Seu pedido de oração é forte:
Rogo-vos, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito, que combatais comigo nas vossas orações por mim a Deus. Rm 15.30
Não é um simples pedido de oração. Paulo chama seus fiéis para combaterem com ele em oração. Um princípio magnífico de Paulo. Para o apóstolo, um planejamento ministerial para ser bem sucedido é necessário de um exército de valentes combatendo em oração! Trata-se de um verdadeiro combate, e que não deve ser travado só, combatais comigo nas vossas orações.

Combate lembra um conflito violento, onde um oponente tenta vencer e/ou dominar o outro. Uma bela visão paulina do que é oração! No Velho Testamento, temos um bom exemplo disso:

  • Um modelo magnífico

O texto de Êx 17.8-13 relata a guerra entre os israelitas, sob liderança de Josué, contra os amalequitas. O detalhe interessante foi que Moisés, juntamente com Arão e Hur,  escolheu subir ao monte e combater usando a oração. Na medida que Moisés combatia em oração com as mãos levantadas, Josué prevalecia. Quando, porém, o grande líder se cansava a guerra ficava favorável aos filhos de Amaleque. Era nesse momento em que os intercessores, Arão e Hur, levantavam as mãos de Moisés e o povo de Deus vencia a batalha. 

O que Paulo está pedindo aos romanos é que eles façam justamente o que Arão e Hur fizeram. Moisés combatendo em oração sozinho era acometido pelo cansaço. Precisava de mais alguém para combater com ele. Para execução de seus planos ministeriais, Paulo precisava de intercessores que combatessem juntamente com ele. Uma verdade latente temos aqui, muitos planos ministeriais fracassam, ou não saem do papel, por falta de pessoas que juntem com sues líderes e combatam em oração! Precisamos de Hur e Arão nesses dias. Precisamos, também, de Paulo's nesses dias para ensinarem seu rebanho sobre o combate de oração, líderes que regam seus projetos ministeriais com a força da intercessão conjunta!

  •  O Intercessor

Temos um intercessor de excelência, veja esses dois versículos:
Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós. (Rm 8.34)
Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles. (Hb 7.25)
Vemos dois princípio fortíssimos nesses dois versículos. Primeiro, como costume na Antiga Aliança, Moisés sobe a um monte para combater em oração. Era como se ele estivesse mais próximo de Deus. Cristo, porém, subiu a um monte em que homem nenhum é capaz de chegar. Nosso Senhor alcançou o alto e sublime trono e à direita de Deus, intercede por nós. 

O segundo versículo diz que Jesus está vivendo sempre para interceder. Suas mãos não se cansam, seu combate de oração não diminui. Se o combate de oração feito por Moisés foi suficiente para garantir a vitória da batalha que Josué enfrentava, imagine, então, quão maior poderá ser nossa vitória através da intercessão de nosso Senhor Jesus! Em nome de Jesus temos essa garantia de vitória nas batalhas.

  • Em nome de Jesus

Orar em nome de Jesus significa reconhecer a vida, morte e ressurreição e seu reinado a destra de Deus. Combater em oração é se unir a Cristo, como se Ele estivesse orando se estivesse encarnado nos dias de hoje!

Se não houver esse reconhecimento, o nome de Jesus será apenas uma fórmula acrescentado às nossas petições, como nos dois casos a seguir:

  1. At 8.14-24 - Simão, o mágico, queria usar os poderes de Deus para seu próprio fim. Orou usando o nome de Jesus, mas tudo que aconteceu foi, nas palavras de Pedro: fel de amargura e laços de iniquidade.
  2. At 19.11-16 - Sete filhos do Sumo Sacerdote Cefa tentaram combater em oração contra espíritos imundos usando o nome de Jesus. O resultado foi trágico e nos ficou como exemplo de nos mantermos em alerta, ouviram: conheço Jesus e bem sei quem é Paulo, mas e vós quem sóis?
Nesses dois exemplos negativos, lembro-me de uma situação ocorrida ha alguns anos. Eu comprei um relógio na feira e meu sogro o achou bastante bonito. Ele mostrou para seu irmão (um conhecedor do assunto) que em menos de um minuto franziu o rosto dizendo que não queria uma coisa dessa nem de graça! Querido leitor, no combate de oração acontece algo parecido. Os espíritos imundos sabem distinguir o verdadeiro do falso. 

Pense nisso...

O padrão para combatermos em oração em nome de Jesus nos foi ensinado quando nosso Mestre estava reunido em sua última ceia. Jesus ensinou aos seus discípulos que:
Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito. Jo 15.7
Permanecer nos transmite a ideia de continuidade. E, por isso, essa permanência vai ser provada. Devemos permanecer nEle e suas palavras permanecerem em nós. Nesse estado de permanecer nEle, nos tornamos íntimos, nos familiarizamos. Permaneço casado há 14 anos, e reconheço situações em minha esposa sem ela falar nada. Estamos familiarizados. 

A promessa é forte, pedireis o que quiserdes, e vos será feito! 


Fonte de referência:

Richard J Foster. Oração o refúgio da alma. Editora Vida
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