sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Andar na luz e o amor de Deus aperfeiçoado



Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele (1Jo 2.5)

Bp Erisvaldo Pinheiro Lima
Palavra ministrada em 28 de Novembro de 2014 
Igreja Batista Vidas em Resgate
Encerramento de propósito pela família 


Esse texto fala do amor de Deus. Trata-se de um amor diferente de Jo 3.16, embora tenha sido escrito pelo mesmo autor. Em 3.16, o amor de Deus é para todo mundo. Aqui em 1Jo 2.5 fala do amor de Deus aperfeiçoado. Em 3.16 o amor de Deus é de tal maneira, é algo realmente incrível. Porém, em 2.5, fica claro que esse mesmo amor deve ser aperfeiçoado em nós.

Isso é algo importante. A palavra continua dizendo que nisto conhecemos que estamos nele. Repare que é 'nisto' que temos a certeza que de fato estamos nele. Isso realmente é importante, pois o contrário também é aplicável. Se não temos esse amor aperfeiçoado, também temos a certeza que não estamos nele.

Mas, o que é o amor de Deus aperfeiçoado em nós?

Antes de chegarmos a esta resposta, destacamos que esse amor não é um amor humano. É o amor do próprio Deus em nós. Não é perfeito, mas também não é estático. É um amor que vai se aprimorando. Para explicar isso, o Apóstolo João nos fala de luz e trevas.

Quem tem esse amor aperfeiçoado anda na luz, quem não tem, está em trevas. Andar na luz é importante. Alguns trechos da primeira epístola joanina nos mostram profundidade de andarmos na luz:

  • Deus é luz e não há nele trevas alguma. 
Logo, se tivermos algum resquício de trevas, não estamos na luz, não estamos com Deus.

  • Se falarmos que temos comunhão com Deus e andarmos em trevas, somos mentirosos.
Aqui fica claro que podemos falar de um jeito e andarmos de outro. Verdade é que nossos passos devem seguir nossas palavras. A teoria de nossas palavras devem andar lado a lado com a prática de nossos atos. Se falamos que estamos com Deus e andarmos em trevas, isso nos torna mentirosos. Erro encima de erro. O texto nos explica o que é andar em trevas. Aquele que diz que está na luz e odeia seu irmão, até agora está em trevas.

  • Se andarmos na luz temos comunhão uns com os outros e o sangue de Jesus nos purifica de todo pecado. 
Esta maravilhosa promessa é para aqueles que andam na luz. Ela somente se torna maravilhosa para os pecadores. Lembre-se que em Tg 5.20 há uma promessa de que teremos uma multidão de pecados perdoados se trouxermos algum perdido de volta. São muitos pecados perdoados, mas não são todos. Aqui o texto se torna mais forte, pois se andarmos na luz e termos comunhão uns com os outros, então, o sangue de Jesus nos purifica de todo pecado. O texto vai nos explicar o que é andar na luz. Aquele que ama seu irmão está na luz, e nele não há escândalo.

Concluímos que andar na luz é termos comunhão com os irmãos! Algo muito simples para uma promessa tão profunda! Simples, porém, não muito fácil de ser cumprido. Simples, porém, sua prática não é tão facilmente observada. Definimos comunhão como o ato de realizar alguma coisa em conjunto, harmonia no modo de sentir.

A cada passo dado na luz, temos o amor de Deus aperfeiçoado. Por isso, não podemos parar. Por isso, precisa-se que pessoas testem nossa capacidade de amar e perdoar. Por isso precisamos fazer as coisas em conjunto, ao mesmo tempo que seremos tentado a não fazer. O isolamento é o oposto da comunhão. O amor de Deus não se aperfeiçoa no isolamento. O amor de Deus se aperfeiçoa na comunhão. A comunhão é luz, e ter comunhão é andar na luz. Lembre-se que Deus é luz e nele não há trevas alguma.

O que isso tem a ver com a família?

Responderei de forma simples e direta. TUDO! Em primeiro lugar, no meio da família é um lugar primordial para desenvolvermos a comunhão. Comunhão não estar todos juntos em um mesmo lugar. Pelo contrário, comunhão é fazer alguma coisa em conjunto. Em segundo lugar, essa bela exortação de João é concluída com admoestações aos pais, filhos e jovens, ou seja, à família!

Um exemplo de comunhão na família pode ser observado na hora do almoço ou jantar. Uma família reunida para o jantar na frente da televisão não é comunhão, estão juntos, porém não estão realizando uma atividade em conjunto. Devemos ter zelo por essas horas de refeição. Uma mesa feita, com a família reunida, em diálogo sobre como foi o dia. Isso sim é comunhão! Claro que haverá contratempos e dias maus. Mas é nessa hora que o amor de Deus vai se aperfeiçoar em nós.

Para finalizar, meditamos sobre a comunhão na igreja. O inimigo, como um leão que nos rodeia, tentará acabar também com essa comunhão. uma coisa é a igreja estar junta cultuando. Outra coisa é realizar atividades em conjunto. Ensaios, ações, evangelismos. A força de uma igreja está nisso. A comunhão da igreja é como um trabalho nos bastidores, agente não vê, mas percebe os resultados. Em cada problema, uma oportunidade do amor de Deus se aperfeiçoar em nós.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Denominou-te o Senhor oliveira verde

Oliveiras do Jardim do Getsêmani - Jerusalém
Denominou-te o Senhor oliveira verde, formosa por seus deliciosos fruto; 
mas, agora, à voz de um grande tumulto, acendeu fogo ao redor dela, 
e se quebraram os seus ramos. 
 Jeremias 11:16

Bp Erisvaldo Pinheiro Lima
Palavra ministrada em 07 de Novembro de 2014
Comunidade Evangélica Arca da Aliança


O Senhor chama seu povo de oliveira verde. Mesmo que Jeremias 11 seja um capítulo de exortações , a forma que o Senhor denominou seu povo, me chama muito a atenção. Oliveiras são comuns nas terras bíblicas. Ao serem chamados de oliveiras verdes, os israelitas tinham uma noção do que Deus pretendia falar. Aqui, porém, no cerrado brasileiro, não há oliveiras... Precisamos pesquisar um pouco sobre este arbusto. 

Os aspectos das oliveiras não são tão belos. É um arbusto ramoso, torto, irregular e mais ou menos espinhoso. À primeira vista, não há nada de belo nas oliveiras... é preciso um olhar mais atento. Veja algumas características da oliveira e permita que o Espírito do Senhor fale contigo:


A raiz da oliveira é profunda, atinge seis metros. Isso facilita a absorção de água e nutrientes. Somos oliveiras, também devemos ter raízes profundas, quanto mais profunda, mais absorvemos as águas que emanam do Senhor Jesus (Jo 4.14).

O tronco tem crescimento lento. Demora crescer, porém, vive muito tempo. Há oliveiras com mais de 2000 anos! Essa informação é de muita importância. Nossa geração é apressada e exigente em resultados imediatistas. Não podemos nos render às exigências do nosso tempo. Devemos responder às exigências do Senhor em sua Palavra! Os resultados podem demorar, mas serão duradouros!

A folha é do tipo persistente. Isso significa que as oliveiras nunca perdem totalmente suas folhas. Ao longo do ano, as folhas mais velhas são substituídas por outras novas. São estreitas, pontiagudas e simples. O segredo para sempre ter folhas mesmo em tempos prolongados de sequidão, está na sua parte de traz. Por traz das folhas há minúsculos pelos que recaptura as minúsculas gotinhas de orvalho para que a planta não se desidrate. Precisamos aplicar isso em nossas vidas. Precisamos desse brilhante renovo em nossos corações também. Ao longo do ano, seja em tempos de abundância ou em desertos, precismos apresentar nossas folhas renovadas diante do Senhor. Conseguimos isso aproveitando as pequenas gotas que diariamente o Senhor nos oferece. Muitos se enchem em tempos de fartura, mas quando chegam em períodos de seca, logo se desidratam. Mas mesmo em tempos de sequidão, há um orvalho a cada manhã (Dt 32.2). Essas minúsculas gotinhas nos garantem um ronovo diário.

Algo ainda mais importante devemos considerar. Toda importância da Oliveira consiste no seu fruto. É um arbusto que é cultivado por vinte anos para poder gerar seus primeiros frutos. Todo esse período de cultivo só valerá a pena se a Oliveira gerar bons frutos! O cultivo da Oliveira exige constante vigilância, para combater os vários insetos que podem flagelar os frutos e reduzir as colheitas. Nenhuma outra planta oferece um melhor azeite. Se o Senhor nos chama de Oliveiras, há um cultivo da parte do Senhor em nós. Mais que isso, há uma expectativa de que chegue o tempo de gerarmos frutos. Se não gerarmos frutos, para nada servimos. Uma Oliveira sem frutos não serve nem para ornamento de bosque, pois é tosca e irregular. Que o Espírito nos fale sobre a importância disso.

A Oliveira deve ser cultivada em terras pedregosas para obter melhores resultados. Veja que as pedras contribuem para que a Oliveira gerem melhores frutos. Lembre-se disso, querido leitor, da próxima vez que as pedras da vida estiverem apontadas contra você!

As flores das Oliveiras precedem seus frutos. Elas são pequenas e pouco aparente. Cada flor dá lugar a dois ou três frutos. A quantidade depende do quanto de água é absorvida. Veja então, querido leitor, que mais uma vez a água é de importância vital para a Oliveira. Somos Oliveiras plantadas pelo Senhor para gerar frutos, mas a quantidade de frutos que apresentaremos ao Senhor depende do quanto absorvemos de suas águas (Sl 46.4).

Finalmente, chegamos aos frutos da Oliveira. O fruto da Oliveira pode apresentar diferentes aromas e sabores. Alguns são mais caros, devido ao excelente sabor. Outros frutos, porém, não possuem valor nenhum. Um coisa é certa. Cada arbusto produz um fruto específico. Uma única Oliveira não produz frutos bons e ruins. O fruto da Oliveira é a azeitona. Eis dois exemplos delas:
  1. As azeitonas amygdalina: são as mais saborosas, raras e, consequentemente, caras.
  2. As azeitonas sapatareiras: possuem bons cheiros, mas é uma espécie mole e podre. 

Importa que geremos frutos para o Senhor (Jo 15.2). A questão é, que tipo de frutos estamos gerando. Nosso valor depende disso. Sendo chamados de Oliveiras, temos uma utilidade primordial, gerar frutos. Não apenas gerar frutos, mas gerar frutos nobres (Gl  5.22)

O simbolismo da Oliveira é muito utilizado na Palavra do Senhor. A pomba que Noé soltou na terra restaurada trouxe uma folha de oliveira (Gn 8.11) dando esperança e boas novas aos remanescentes. Lucas nos informa que foi no Monte das Oliveiras que o Senhor Jesus subiu aos céus (At 1.12). Há uma forte profecia em Zacarias que diz que naquele dia estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras (Zc 14.4). Os momentos de oração e intensa agonia, onde Jesus transpirou sangue, aconteceu no Jardim do Gestsêmani, que significa "prensa das olivas". 

O significado de sermos chamados Oliveiras nos ensina muito... finalizamos com o Jardim onde Jesus transpirou sangue. Lugar da prensa das olivas... devemos também ser prensados, para que de nós seja extraído o puro azeite. 

Voltemos ao versículo inicial:

Denominou-te o Senhor oliveira verde, formosa por seus deliciosos fruto; 
mas, agora, à voz de um grande tumulto, acendeu fogo ao redor dela, 
e se quebraram os seus ramos

Somos chamados oliveiras verdes por um único motivo, para geramos frutos deliciosos. O pecado e a iniquidade pode atrapalhar essa colheita... se isso ocorrer, o fogo se acenderá e os ramos serão quebrados!

Oro ao Senhor, para que o Espírito nos leve às dimensões profundas de sua pura Palavra. Amém.

sábado, 8 de novembro de 2014

Cinco princípios para ofertas e doações

Doações voluntárias: coração íntegro e amoroso

 Bp Erisvaldo Pinheiro
Palavra ministrada em 02 de Novembro de 2014
Comunidade Evangélica Arca da Aliança


Lemos atentamente o seguinte texto: ICr 29.1-18


Davi ministra ao povo de Deus sobre as doações para a construção do Templo, que ele chama de palácio para o Senhor Deus e também de Casa de Meus Deus. Esse jeito de falar mostra que Davi tinha um relacionamento íntimo com Deus, inclusive na hora de ofertar. Este texto nos ensina a maneira correta de contribuir com nossas ofertas e doações para a obra do Reino de Deus. Veja esses cinco princípios para ofertas e doações e permita que o Espírito do Senhor fale contigo:

  • Deus, e não os homens, é o destino de nossas doações.
O único milagre do Senhor Jesus que é relatado nos quatro Evangelhos é o da multiplicação dos pães. Em nenhum deles é mencionado o nome do menino que ofertou os pães e os peixinhos.Isso realmente tem algo a nos ensinar! Precisamos colocar isso em prática, como nos ensinou o Senhor Jesus no Sermão da Montanha quando tu deres esmolas, não saiba a tua mão esquerda o que faz a direita. Todas nossas ofertas e doações são exclusivamente direcionadas para Deus. Davi fez isso, fez e ensinou o povo a direcionar suas doações ao Senhor.

  • As doações só tem valor se o amor estiver vinculado a elas
No capítulo 16 de Lucas, o Senhor Jesus nos contou uma parábola desafiadora. Um certo Lázaro desejava se alimentar das migalhas que sobrava de um rico, que vivia regalada e dissolutamente. Aquele pobre homem era uma verdadeira oportunidade do rico demonstrar amor ao próximo. Ele não fez isso, seu destino foi fatal. Verdade é que todos nós teremos essa mesma oportunidade. Teremos Lázaros onde deveremos demonstrar nosso amor ao próximo. Isso é um importante princípio na hora de ofertar. Sem amor, a oferta não é doação, é enganação! O capítulo 13 de 1Coríntios nos ensina que ainda que distribuísse toda a minha fortuna para o sustento dos pobres e se não tiver amor, nada disso me aproveitaria.

  • A verdadeira doação vem de um coração íntegro e voluntário
Íntegro é aquilo que é puro, sem mistura. Nosso coração deve ser íntegro. Deus olha atentamente nosso ato de ofertar. Repare a atenção de Jesus nessa passagem:
E, estando Jesus assentado defronte da arca do tesouro, observava a maneira como a multidão lançava o dinheiro na arca do tesouro; e muitos ricos depositavam muito. Vindo, porém, uma pobre viúva, depositou duas pequenas moedas (Mc 12.41-42)
Jesus não olhou apenas as ofertas que estavam sendo depositadas na arca do tesouro. Jesus avaliava os corações dos ofertantes! É por isso que naquele dia a maior oferta foi daquela que ofertou menos. Verdade é que Deus avalia o coração do ofertante. Deus avaliou o coração de Caim e recusou sua oferta. Caim não tinha o coração íntegro e voluntário. Essas qualidades Deus encontrou no coração de Abel, e aceitou sua oferta. Veja bem, Deus aceita algumas ofertas e recusa outras! Que possamos meditar muito nisso...

  • Nas doações, o exemplo começa com os líderes
Este é o modelo bíblico de ofertar. O primeiro a fazer deve ser o líder! Antes de pedir doações para o povo para construção do templo, Davi apresentou suas ofertas, bem volumosas por sinal. Este princípio aprendi já na primeira reforma do templo onde estou pastoreando. Era pra ser apenas uma pintura, mas senti no meu coração de ofertar todo o forro do templo. Isso parece ter contagiado os irmãos. A partir daí, recebemos doações ao ponto de investirmos dez vezes mais do que previa o orçamento inicial da reforma. Na construção do templo, Davi foi o primeiro a ofertar, pois o exemplo tem que começar com o líder.

  • O doador tem a guarda dos bens, não a posse
Mais uma vez, no capítulo 16 de Lucas, o Senhor Jesus nos conta uma belíssima parábola. Um certo mordomo foi visitado pelo seu senhor que o adverte, dizendo presta conta da tua mordomia. Somos mordomos para o Senhor. Cuidamos com zelo de tudo aquilo que Ele confia em nossas mãos. Cuidamos, mas não somos dono. Guardamos, mas não temos a posse. A casa, o carro, e até mesmo a própria família, tudo nos foi confiado pelo Senhor. Devemos cuidar com zelo, mas nunca esquecer que não temos a posse delas, é tudo do Senhor. Somos apenas mordomos. Estejamos atento, pois a advertência continua ecoando: presta conta da tua mordomia. 


O discurso de Davi à congregação de Israel nos ensina muito. Na ocasião, foi levantado as ofertas e doações voluntárias para a edificação do templo de Jerusalém. Que possamos aprender com essa passagem, colocando em prática esses cinco princípios para ofertas e doações. Que possamos sentir a alegria de ser um doador e ofertante na obra do Senhor, a mesma alegria que Davi e seu povo sentiu:
E o povo se alegrou do que deram voluntariamente; porque, com o coração perfeito, voluntariamente deram ao Senhor; e também o rei Davi se alegrou com grande alegria (1Cr 29.9)

Paz e Graça!

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

A glória da segunda casa: tristeza de uns e júbilo de outros

A tristeza da glória do passado que não volta e a alegria de um futuro glorioso
Vendo perante os seus olhos esta casa, choraram em altas vozes;  mas muitos levantaram as vozes com júbilo e com alegria. Ed 3.12

 Bp Erisvaldo Pinheiro Lima
Palavra ministrada em 31 de Outubro de 2014
Comunidade Evangélica Arca da Aliança

Lemos atentamente os seguintes textos bíblicos:
Jo 2.13-21
Ag 2.6-9


O Evangelista escreve a purificação do templo no início do Evangelho, diferente dos outros sinóticos que o colocam no final. Isso nos faz entender que Jesus purificou o templo duas vezes, uma no início do seu ministério e outra no final. Essa questão de purificar templo é coisa muito séria pro nosso Senhor Jesus.

O texto é forte. Jesus faz um azorrague (chicote) de cordéis e lança todos fora do templo. Vira mesas, espalha o dinheiro dos cambistas e declara não façais da casa de meu Pai casa de vendas. Uma bela profecia estava sendo cumprida nesta primeira purificação, a profecia de Ageu que dizia a glória desta última casa será maior que a anterior.

Quando esta profecia foi liberada, Zorobabel, príncipe de Judá, e Josué, sumo sacerdote, lideravam a reconstrução do templo de Jerusalém. O tempo de cativeiro na Babilônia havia chegado ao fim, os setenta anos profetizado por Jeremias havia se passado. Mas esse período deixou suas marcas. Os muros e o templo precisavam ser levantados. Jerusalém e seus habitantes não tinham mais os recursos da época do próspero reinado de Davi. Em I Cr 29, vemos uma lista volumosa de doações voluntárias para construir o magnífico Templo de Salomão.

Mas este primeiro templo caiu. A vida próspera era somente uma lembrança. Desprovidos de recursos como no primeiro, Zorobabel e Josué lançam mão do que tinha disponível e ergue mais uma vez o templo. Agora conhecido como Templo de Zorobabel. Houve duas reações quando este templo foi inaugurado: Os mais velhos estavam tristes. Choravam ao se lembrarem da glória passada do antigo templo. Os mais novos, porém, jubilam com uma expectativa da glória futura deste último templo. Uns choravam outros jubilavam. Uns se entristeciam com a lembrança do passado, e outros se alegravam com a expectativa do que aconteceria no futuro. Foi diante disso que Ageu profetizou a glória desta última casa será maior que a anterior.

Duas coisas aprendo com essas reações:


Esta reação diante do templo de Zorobabel é semelhante com nossas reações ao estarmos na Casa do Senhor. Alguns também ficam tristes, suas memórias e lembranças os fazem prisioneiros do passado. Estão presentes, mas seus pensamentos estão fixados num passado glorioso que não volta mais. Outros, no entanto, também ficam alegres, seus pensamentos ficam cheios de esperança de uma glória que vai acontecer. Uns cultuam ao Senhor com o pensamento entristecido fixado no passado, outros cultuam com o pensamento esperançoso de dias melhores a frente. A Palavra de Deus continua a ecoar: A glória da segunda casa será maior que a da primeira! Os mais velhos que choravam representam aqueles que já envelheceram sua fé, vivem da glória do passado. Os mais novos que jubilavam representam os que têm sua fé constantemente renovada... Permita que a Palavra renove sua fé hoje!

Além disso, a lembrança do magnífico templo de Salomão e a inauguração do humilde templo de Zorobabel nos faz lembrar de Cristo. Nosso Senhor se despojou de sua glória e se fez servo a semelhança do homem (Fp 2.7). O magnífico templo de Salomão é um tipo da glória do Senhor em seu alto e sublime trono. O humilde templo de Zorobabel é um tipo do Senhor que abriu mão de glória celestial e habitou em nosso meio. Não tinha parecer nem formosura (Is 53), como o templo de Zorobabel. Friso mais uma vez, Jesus deixou a glória dos céus para habitar no nosso meio, abriu mão da glória dos serafins e querubins, pela adoração dos homens... Ele realmente ama você!


Faltava a Arca


O templo de Zorobabel faltava um mobiliário importante, a Arca da Aliança. No lugar dela, o Incensário foi colocado no Santíssimo Lugar (Lc 1.9). A falta daquela Arca era motivo de tristeza e vergonha, pois representava a justiça e a presença de Deus no meio de seu povo. Era uma falta considerável. Mas havia uma palavra profética liberada. A glória daquela humilde casa seria maior que a da primeira.

Em Jo 2.13-21 essa palavra se cumpriu. A Arca Viva entrou no templo. A Arca da Nova Aliança manifestava mais uma vez a glória do Senhor no interior do templo. Uma glória diferente daquela que os judeus estavam acostumados. Uma glória com azorrague de cordéis, com purificação. Jesus Cristo, a Arca do Novo Testamento, manifestou a gloria da segunda casa... mas poucos perceberam!

Pense nisso...

Os sacerdotes que cuidavam do templo, conhecedores da profecia, não perceberam a glória da segunda casa. Os fariseus se indignaram e questionaram quem sinal nos mostras para fazeres isso?
Os vendedores e cambistas viram apenas o azorrague nas costas... E os discípulos viram o zelo e se lembraram da Palavra.

A glória se manifestou na segunda casa e a maioria não percebeu. Verdade é que a glória do Senhor ainda vem sendo manifestada e tudo que alguns percebem é o chicote, outros franzem suas testas, mas alguns poucos, se apegam à Palavra. A glória ainda está sendo manifestada. Não se apegue, querido leitor, a um passado de glórias. Olhe pra frente e creia que uma glória maior há de vir. Troque a tristeza do passado pelo júbilo da glória da segunda casa. Fique atento, pois a maioria nem percebe a glória entrando no templo! Que o Senhor da Arca nos mostre a dimensão dessas coisas. Que a glória do Senhor venha nos purificar.


Fonte de pesquisa:
Bíblia Revelada - Novo Testamento - Ômega. Traduzida, comentada e editada por Aldery N. Rocha

domingo, 19 de outubro de 2014

Santa Ceia: a utilidade do sangue de Jesus

Este é aquele que veio por meio de água e sangue, Jesus Cristo: não somente por água, mas por água e sangue (1Jo 5.6a)




Bp Erisvaldo Pinheiro Lima
Palavra ministrada em 19 de Outubro de 2014
em culto de Santa Ceia
Comunidade Evangélica Arca da Aliança



Pois a vida da carne está no sangue, e eu o dei a vocês para fazerem propiciação por vocês mesmos no altar; é o sangue que faz propiciação pela vida (Lv 17.11)

Este é aquele que veio por meio de água e sangue, Jesus Cristo: não somente por água, mas por água e sangue (1Jo 5.6a)


O sangue de Jesus é poderoso pela sua raridade. Mesmo sendo Senhor, Jesus era humano, um simples carpinteiro, e ainda assim, não houve pecado nele. Por ser puro, torna-se raro. Por ser raro, torna-se caro. De tão caro, seu sangue é valioso ao ponto de pagar todas nossas dívidas. O pecado gera morte. Mas pelo sangue de Jesus, o pecado não tem mais poder de gerar, assim, passamos a ter vida. Uma vida eterna sem pecado, que é oferecida a todos quantos crêem no poder de seu sangue.

Além de ser poderoso, seu sangue é útil. A utilidade de seu sangue é oferecida somente àqueles que estão em seu corpo. O sangue é útil para o corpo. O sangue é vida para o corpo. Fora do corpo, não há como se beneficiar da utilidade do sangue. É preciso fazer parte do corpo para ter o sangue que percorre o corpo.
Ora, vocês são o corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo.                       (1Co 12.27)
 Fazendo parte do corpo de Cristo, seu sangue percorre em nós. A manutenção da vida do corpo depende da circulação do sangue em seu interior. Que jamais esqueçamos disso, que em nenhum momento deixemos de reconhecer a importância do sangue de Jesus em seu corpo, em nós. A igreja somente permanece viva pela circulação do sangue de Jesus nos seus membros. O sangue é vida para o corpo. O sangue de Jesus é a vida da igreja.

Analisemos, pois, algumas propriedades do sangue humano. Repare que suas características nos ensina ainda mais sobre a utilidade do sangue de Jesus. Por exemplo, meditemos na passagem de João. Os guardas tinham a ordem de quebrarem os ossos das pernas dos crucificados, isso aceleraria a morte dos condenados para não permanecerem na cruz no sábado, que iria ser especialmente sagrado. O Apóstolo João cita o Salmo 34 dizendo que não quebraram nenhum de seus ossos. Essa informação ganha uma compreensão ainda mais valiosa quando sabemos que o sangue é produzido dentro dos ossos. Ou seja, mesmo tendo seu sangue derramado no madeiro, sua fonte não foi "quebrada"!

O sangue tem uma parte 'sólida', algo em torno de 34% de seu conteúdo. Essa parte sólida é formada por três tipos de células com funções próprias, as plaquetas, os leucócitos e as hemácias. Observe as funções destes elementos e permita que o Espírito Santo fale contigo:

Plaquetas. São células responsáveis pela coagulação sanguínea. São muito úteis ao corpo, pois faz cessar a perda de sangue de uma área danificada, agindo na cicatrização. Repare o quanto o sangue de Jesus é útil ao corpo. Ele cura as áreas danificadas. As feridas do corpo de Cristo (a igreja) são cicatrizadas mediante a ação do seu precioso sangue. Temos feridas em nossos corações... devemos reconhecer isso. Nestes dias eu fui convidado para assistir um vídeo de momentos de família da época de minha infância. No vídeo estava toda família reunida, meus pais, irmãos, tios, primos, avós... Suspirei num momento em que meu avô, falecido há mais de vinte anos, me colocou no colo. Mas o que me marcou mesmo foi o segundo vídeo. Era um outro evento familiar, porém, meus pais não tinham ido. O vídeo me fez recordar o porquê faltávamos em algumas reuniões familiares. A recordação me doeu. Não sabia, mas a ferida ainda estava aberta. Graças a Deus, temos o sangue de seu Filho, que ainda cura nossas feridas mais escondidas de nossa alma. 

Leucócitos. São os anticorpos. Formam um verdadeiro exército contra elementos estranhos causadores de doenças. Agem também na limpeza do próprio corpo, destruindo células mortas e restos de tecido. Precisamos muito compreender essa dupla função do sangue de Jesus! O sangue de Jesus é poderoso contra o inimigo de nossas almas, e ao mesmo tempo, nos purifica. Veja que é uma dupla utilização do sangue. Ele combate e purifica. Se não purificar, o combate é inválido. Devemos ter bastante atenção nisso. O sangue de Jesus está em nosso favor, contra as astutas ciladas do diabo, e também, o sangue de Jesus está em nosso favor, tirando de nós mesmos, velhas manias e hábitos que entristecem seu Espírito.
Que essa utilidade conjunta do sangue de Jesus seja de fato aprendida por nós!

Hemácias. Realizam a respiração celular, transportando oxigênio aos mais diversos e remotos órgãos do organismo. Quanto mais esforço físico o corpo fizer, mais contribuirá para o transporte que as hemácias fazem. Veja, querido leitor, como esta utilidade do sangue é perfeitamente aplicada à função da igreja (o corpo de Cristo). Este transporte de nutrientes espirituais deve ser feito pela igreja, afinal, dentro dela percorre o sangue de Cristo. A igreja que verdadeiramente possui o sangue de Jesus, vai fazer todo esforço para transportar a mensagem da Cruz aos mais diversos e remotos povos da terra. 

Um outro fator devemos considerar. A quantidade destes três elementos do sangue devem ser balanceadas. Não podem ter mais nem menos do que o normal. Os leucócitos, por exemplo, se tiverem uma quantidade a mais do que o normal, o corpo estará com câncer, se for menos, aí o corpo apresenta Aids. Da mesma forma acontece com as plaquetas. Suas quantidades devem ser balanceadas. O único dos três elementos que pode ter uma quantidade a mais, sem causar prejuízo ao corpo, são as hemácias. Lembre-se que são elas responsáveis pelo transporte de nutrientes aos mais remotos órgãos. Não seria isso, querido leitor, um ponto que a igreja deva considerar? Verdade é que alguns de nós usamos o sangue de Jesus tão somente para curar feridas, outros usam apenas para lutar contra o adversário...  A utilidade do sangue de Jesus está nestas três funções usadas igualmente: curar, combater/purificar e transportar. Esta última, sim, pode ser usada em excesso sem prejuízo ao corpo! 


Falamos até aqui da parte 'sólida' do sangue. Precisamos pensar sobre sua parte 'líquida' também. A parte líquida é composta basicamente de água (93%). Veja a importância da água em nosso organismo. Por isso, os médicos recomendam tanto que bebamos pelos menos dois litros de água por dia. Confesso que tenho que fazer um grande esforço para conseguir isso, quando consigo!

Da mesma forma, precisamos ingerir doses diárias do Espírito Santo. Isso é necessário para que o sangue de Jesus tenha todo vigor em nós. Diante de um médico não podemos nos desculpar argumentando que tomamos dois litros de água na quarta e também no domingo. O recomendado é que seja todos os dias. Estamos diante daquele que disse os sãos não precisam de médico, mas sim os doentes. Não apenas em dias de culto, devemos saciar nossa sede com o Espírito Santo durante sete dias por semana! A água do Espírito tem fundamental importância no corpo de Cristo. O problema é que existem muitos crentes desidratados!

Pense nisso...

Que o Espírito no convença sobre essas coisas. Que possamos utilizar corretamente o sangue de Cristo, para curar feridas, combater o exterior/purificar o interior, e transportar os nutrientes do Evangelho aos que estão longe. Nunca esquecermos que sem a água, o corpo desidrata. O sangue precisa da água. O corpo precisa de água e sangue. A igreja precisa da ação contínua do Espírito e da obra expiatória do sangue de Jesus.


Que o sangue derramado seja compensado com frutos para o Reino!
Graça e paz.

sábado, 4 de outubro de 2014

Sacerdote Zacarias e o Eterno Sacerdote


Sacerdote Zacarias e o Eterno Sacerdote


E o povo estava esperando Zacarias e maravilhava-se de que tanto se demorasse no templo. (Lc 1.21)

Bp Erisvaldo Pinheiro Lima
Palavra ministrada em 28 de Setembro de 2014
 C E Arca da Aliança



O primeiro capítulo do Evangelho de Lucas

O Evangelho de Lucas começa e termina com a mesma cena. A cena inicial está incompleta. Somente se tornará completa no último capítulo do Evangelho. A cena inicial mostra o sacerdote Zacarias no templo exercendo ele o sacerdócio diante de Deus, na ordem de sua turma, enquanto o povo esperava do lado de fora. Três coisas os sacerdotes faziam ao saírem do templo (Lv 16):
  1. Quando o sacerdote aparecia de volta, trazia o perdão de Deus
  2. Comunicava a Palavra de Deus
  3. Erguia a mão e abençoava o povo
Por isso, o povo estava esperando Zacarias e maravilhava-se de que tanto se  demorasse no templo.

Mas naquele dia, não aconteceu o esperado. Algo acontecera lá no Santo dos Santos e Zacarias saiu mudo, saindo ele, não lhes podia falar. Naquele dia, no turno do sacerdote Zacarias, a Palavra não foi comunicada e o povo não foi abençoado. A cena ficou incompleta.


O último capítulo do Evangelho de Lucas

A cena inicial do Evangelho de Lucas vai se tornar devidamente completa no seu último capítulo. Três coisas importantes acontece, veja (Lc 24):

  1. Jesus ressuscita, trazendo o perdão de Deus

As mulheres foram as primeiras a testificar essa boa nova. Pedro também testificou, admirando consigo mesmo aquele caso. Mas é o trecho dos dois discípulos a caminho de Emaús que vou destacar aqui, por um único motivo, eles estavam tristes. Eles saíram de Jerusalém tristes e fazendo perguntas um ao outro. Eles retornam para a mesma Jerusalém com a boa notícia, Jesus entrara em sua casa e havia ceado com eles!

Se o povo se alegrava com o retorno do sacerdote, imagine a alegria desses discípulos! O texto sagrado diz que eles na mesma hora, levantando-se, voltaram para Jerusalém. Oro para que essa mesma alegria seja nos corações dos novos discípulos do Senhor, que a notícia de sua ressurreição ainda seja uma boa notícia para nós, que ainda possamos suspirar pelos pecados perdoados! Como disse um dos pais da reforma, Thomas Watson, enquanto o pecado não for amargo, Jesus não será doce.

        2. Jesus comunica a Palavra de Deus


No partir do pão os dois discípulos reconheceram que era o próprio Jesus que estava com eles já algum tempo. Reconheceram que por ventura, não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava e quando nos abria as Escrituras? Em outras palavras, o tempo todo Jesus comunicava a Palavra de Deus. E quando Jesus comunicava a Palavra, a sensação que os discípulos tiveram era que as Escrituras se abriam diante deles! Que sejamos ainda, o povo que escuta Jesus comunicar sua Palavra, que a mensagem bíblica venha se abrir diante de nossos olhos!

Estando os discípulos congregados e falando essas coisas, o mesmo Jesus se apresentou no meio deles e disse-lhes: Paz seja convosco. Após um momento inicial de euforia, Jesus começa comunicar a Palavra de Deus e abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras.

Cristo lembra seus discípulos que Ele deveria padecer, mas que ressuscitaria dos mortos, e, por isso, em seu nome, se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados. Quem tem ouvidos para ouvir ouça...

        3. Jesus ergue as mãos e abençoa o povo


O Senhor Jesus, então, levou seus discípulos até Betânia. A pequena aldeia que vivera momentos de glória, sendo palco da ressurreição de Lázaro, da cura de um leproso, da singela adoração de Maria aos pés do Senhor e de várias orações no Monte das Oliveiras (confira com At 1.9-12).

Ali, Jesus ascendeu aos céus . Deixou uma missão à sua igreja, e levantando as mãos, os abençoou. 

Ali, naquela mesma Betânia, no mesmo Monte das Oliveiras, estarão mais uma vez, os seus pés (Zc 14.4). O Senhor Jesus, então, levantará suas mãos e iremos prestar contas do que fizemos com a missão que nos confiou!

Pense nisso...

A cena do início do Evangelho de Lucas se completa em seu último capítulo. Zacarias volta ao povo sem palavras, estava mudo. Jesus, por sua vez, volta aos seus discípulos abrindo-lhes as escrituras e fazendo seus corações arderem. O sacerdócio humano é substituído pelo sacerdócio de Cristo. De temporário, passa a ser eterno. Isso é glorioso!

 Que a paz do Senhor Jesus seja convosco, Amém.


Fonte de pesquisa:
Aula ministrada pelo Pastor Mestre Airton Williams na Sociedade de Estudos Bíblicos Interdisciplinares (SEBI) em 27 de Setembro de 2014

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

A ressurreição de Lázaro: o tempo, o silêncio e a pedra

Jesus ressuscitou Lázaro, mas as pessoas que devem remover a pedra

Tiraram, pois, a pedra. E Jesus, levantando os olhos para o céu, disse: Pai, graças te dou, por me haverdes ouvido. E, tendo dito isso, clamou com grande voz: Lázaro, vem para fora. (Jo 11.41,43)


Bp Erisvaldo Pinheiro Lima
Palavra ministrada no culto no lar do Dc João Henrique
Em 27 de Setembro de 2014


Parece que está demorando...

As duas irmãs mandam um pedido para Jesus. O irmão delas, Lázaro, estava enfermo. Jesus o amava. Era amigo do Senhor. Marta e Maria não recebem a resposta do pedido, não do jeito que elas esperavam. A Palavra diz que Jesus ainda ficou dois dias onde estava. A situação piora, Jesus sabe disso e comenta para seus discípulos essa enfermidade não é para morte, mas para glória de Deus.

Também fazemos pedidos pro Senhor. Situação que na nossa ótica são tão emergenciais a ponto de querermos uma resposta o mais rápido possível. Nessas horas, parece que nada acontece. Nessas horas, devemos olhar para esse texto e percebermos que a aparente demora de Jesus é para glória de Deus.

Nossas atitudes influenciam a resposta de nossos pedidos  

Ao ficar sabendo que Jesus estava vindo, Marta sai correndo ao seu encontro. Sua atitude e declaração refletem nossas reações diante de um grave problema. Marta questiona o Mestre, afirmando que se Ele estivesse ali, seu irmão ainda estaria vivo, ou seja, se Jesus tivesse feito algo, as coisas estariam melhor, se Jesus realmente tivesse dado ouvidos, as coisas estariam de outro jeito, se Jesus se importasse... O resultado dessa cobrança foi imediata. Jesus, que estava a caminho do sepulcro, parou sua caminhada. Nossas atitudes desenfreadas tendem a parar o agir de Deus em nosso favor.

Maria fez diferente. Note que ao chegar junto ao Mestre, Jesus ainda estava no mesmo lugar onde Marta o encontrara. Jesus estava parado, e só voltou a andar depois da conversa com Maria.

Ao chegar diante do Senhor, aparentemente Maria pronunciou as mesmas palavras que sua irmã. Mas, o que Jesus ouviu foi uma adoração, ela se ajoelhou ao seus pés! Marta cobrou, Maria adorou. Com Marta, Jesus parou. Com Maria, Jesus voltou a andar na direção do sepulcro!

Note no texto que Marta mais uma vez usa de seus argumentos desenfreados. Ela mais uma vez enfatiza que seu irmão jazia há quatro dias... A sequência do milagre é mais uma fez interrompida. Jesus mais uma vez ministra uma palavra a Marta Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus?
 
Todos nós temos um Lázaro morto, que precisa ser ressuscitado pelo Senhor, nossas atitudes, porém, param ou colocam nosso milagre em movimento. Que o Espírito nos convença disso!

Removendo as pedras

Jesus operou um maravilhoso milagre. O que jazia há quatro dias, ouviu a potente voz do Senhor! Jesus libera uma palavra que é uma verdadeira ordem: Lázaro, vem para fora. Oh que voz poderosa, de fato, a voz daquele que tem Palavras de vida eterna!
 
Aqui, um pequeno detalhe nos ensina uma grande lição. Jesus ressuscita Lázaro, mas foram as pessoas que tiveram que remover a pedra. O Senhor Jesus ordenou e continua ordenando tirai a pedra. O milagre é por conta dEle, o mais difícil Ele o faz. O Senhor Jesus é que pode gerar vida e vida em abundância. A nós, nos resta remover a pedra!

Que o Espírito nos convença qual é a pedra que é tampa de sepulcro em nós. Que sejamos humildes o bastante para ouvirmos sua mansa e delicada voz, nos convencendo qual é a pedra que precisamos remover para que o nosso Lázaro volte a ter vida. Seja a pedra do orgulho, da vaidade, da incredulidade, da impaciência, da concupiscência... precisamos remover toda e qualquer pedra de nossos corações...

Pense nisso...

O texto da ressurreição de Lázaro é um dos mais belos textos dos Evangelhos que trata do agir e do amor do Senhor Jesus. Ele demonstra que se importa com aquela família. Até mesmo a desenfreada Marta recebe uma bela declaração de amor: ora, Jesus amava Marta. É um texto que mostra Jesus chorando e se movendo de íntima compaixão. É um texto que nos prova o quanto ele se importa com o seus amigos.

Mas seu agir depende de nossas atitudes. Precisamos aprender que o seu tempo é diferente do nosso. Devemos ser moldados pela sua palavra até que nosso jeito desenfreado seja substituído pelo silêncio da adoração. E ainda, precisamos remover toda e qualquer pedra de tropeço de nossos corações. Assim, sua poderosa voz continuará ressuscitando nossos Lázaros.



Que a paz daquele que ressuscitou Lázaro esteja em vós.


Fonte de estudo:
Bíblia Revelada - Novo Testamento - Ômega. Traduzida, comentada e editada por Aldery N. Rocha

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Eaê Deus, tudo bem?



Eaê Deus, tudo bem? - Busque essa intimidade com o Senhor!

1 Exorto, pois, antes de tudo que se façam súplicas, orações, intercessões, e ações de graças por todos os homens,2pelos reis, e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e sossegada, em toda a piedade e honestidade.3Pois isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador,4o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.5Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem,6o qual se deu a si mesmo em resgate por todos, para servir de testemunho a seu tempo;7para o que {digo a verdade, não minto} eu fui constituído pregador e apóstolo, mestre dos gentios na fé e na verdade.8Quero, pois, que os homens orem em todo lugar, levantando mãos santas, sem ira nem contenda. (1 Timóteo 2, 1-8)



Pastor José Roberto
Palavra Ministrada em 21 de setembro de 2014
Na Igreja Batista Vidas em Resgate

Paulo, em seu objetivo de auxiliar o jovem Timóteo, escreve essa Carta com orientações para dirigir a Igreja de Éfeso. Entre essas orientações está a necessidade da pratica de oração.

Nesse tempo em que estamos verdadeiramente em transição fazemos muitas críticas aos nossos políticos, tantos aos que estão no poder como aos que almejam estar. A nossa meditação é, nesse momento, mais que pertinente: “como servos de Deus, como estamos nos posicionando?” Quem não conhece esse pastor que escreve pode pensar que iremos misturar política com a Palavra. Ledo engano. Mas como sal da terra e luz do mundo (Mt 5, 13-14) devemos fazer a diferença. E de que forma o crente pode (e deve) fazer a diferença dentro do cenário político do país? Bem devemos fazer uso da orientação de Paulo a Timóteo: Oração.

O crente deve ter sempre uma prática de oração. Isso é uma orientação que se aprende ainda na Escola Bíblica, no entanto são poucos que mantém essa prática na intensidade necessária. Exemplo: No pé do monte das Oliveiras Jesus fica decepcionado com os discípulos que ficaram vigiando e foram encontrados dormindo: “Voltando, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Simão, dormes? não pudeste vigiar uma hora?” Mc 14,37 Então seria o mínimo da nossa oração, uma hora. Será que temos conseguido “bater esse tempo” em oração?

Por quem orar? Temos uma prática do caderninho de oração onde colocamos todos os nossos propósitos e petições (súplicas, orações, intercessões e ações de graças v.1). E vamos apresentando tudo o que está escrito no caderno e o Espírito Santo nos traz a lembrança nomes que devemos apresentar em particular. Se você tiver disciplina e zelo com essa prática, com certeza você vai orar mais que uma hora por dia apresentando os citados em seus escritos.

Temos lembrado dos nossos governantes? Será que no seu caderninho (pra quem já tem essa prática) tem o nome de algum político? Do seu chefe? De alguém que exerça autoridade sobre sua vida? Isso Paulo orienta de forma categórica e diz que isso é bom e agradável a Deus. Nós temos o chefe que merecemos. Ore pelo seu chefe, pelo seu administrador, prefeito, governador, presidente, comandante da Polícia Militar, Polícia Civil, toda autoridade, pois toda autoridade foi instituída por Deus: “Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as que existem foram ordenadas por Deus.” Rm 13,1

Oração Gera “vida boa” “para que tenhamos uma vida tranquila e sossegada, em toda a piedade e honestidade.3Pois isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador,4o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” vv 3-4 a oração te leva para perto de Deus, para intimidade com Deus. E não podemos ter uma vida plena fora da presença de Deus. ELE está sempre disponível a te escutar. Devemos nos manter em espírito de oração em todo tempo. Sensíveis ao doce toque do Espírito Santo de Deus.

Ore em qualquer tempo, em qualquer lugar, não perca a oportunidade de conversar com Deus. Tenha intimidade com Deus a ponto de sentir a Presença dEle e poder responder: “E aê Deus, tudo bem?”

Portanto meus irmãos, vamos viver a prática da oração, orando por todos, em todos os momentos, buscando essa intimidade com Deus. Fica essa dica desse humilde pastor. Responda ao chamado à oração de um jeito próprio, como um filho e nunca esquecendo da reverência. Experimente: “E aê Deus, tudo bem?” e inicie sua conversa com o Seu Pai Celestial.

Que o Nosso Senhor Jesus abençoe a todos.

Santos, irrepreensíveis e inculpáveis

santos irreprensíveis inculpáveis


Bp Erisvaldo Pinheiro Lima
Palavra ministrada em 21 de Setembro de 2014
C. E. Arca da Aliança

No corpo da sua carne, pela morte, para, perante ele, vos apresentar santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis, se na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé e não vos moverdes da esperança do evangelho. (Colossenses 1.22-23a)

Nosso Senhor Jesus vai apresentar seus escolhidos diante das ordens celestiais. Uma apresentação grandiosa e uma descrição magnífica ... santos, irrepreensíveis e inculpáveis!

Veja nessa mensagem, querido leitor, a situação da igreja dos colossenses, tão parecida com a nossa, e o combate que Paulo faz usando a pura Palavra de Deus. Minha oração é que o Santo Espírito fale contigo...

  • Aos Colossos e a nós:

A igreja dos colossenses é fruto da obra missionária de Paulo em Éfeso. Foram três anos (At 20.31)
de intenso trabalho cujo resultado alcançou toda região da Ásia Menor (At 19.10). Um lindo trabalho que começou de forma tão poderosa, mas com o passar dos tempos, falsos ensinos iam se infiltrando na igreja.

Mesmo distante, o Apóstolo Paulo combate os falsos ensinos ministrando a genuína Palavra de Deus através de sua carta. Contra falsos ensinadores e falsos ensinos, a esperança do futuro da igreja é a poderosa Palavra de Deus!

Os falsos mestres ensinavam que a salvação em Cristo pregado pelos Apóstolos não eram suficientes para plena salvação do homem. Filosofia humana, visões sobrenaturais, rituais religiosos estavam sendo acrescentados ao Evangelho pregado em Colossos.

Contra esses ensinos inúteis, Paulo faz uma das descrições mais fantásticas do Senhor Jesus. Acredito que o apóstolo queria que a igreja olhasse para essa descrição e concluíssem que não precisariam de mais nada. Somente esse Cristo basta, veja:
o qual é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus, e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele. E ele é o cabeça do corpo da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência, porque foi do agrado do Pai que toda plenitude nele habitasse e que, havendo por ele feito a paz pelo sangue de sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus. (Cl 1.15-20)
 
Essa majestosa obra do Senhor Jesus se torna ainda mais poderosa. Paulo, inspiradíssimo pelo Espírito, direciona a majestosa obra do Senhor às pessoas que estavam ali. O finalidade de todo esse poderio descrito é reconciliar as pessoas até Cristo, veja:
A vós também, que noutro tempo éreis estranhos e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora, contudo, vos reconciliou no corpo da sua carne pela morte (1.21-22a)

Ainda que fôssemos estranhos e inimigos no entendimento, cheios de obras más... pelo sangue de sua cruz, O Senhor Jesus nos apresentará, perante ele, santos, irrepreensíveis e inculpáveis!

Isso é glorioso demais. Oh meus amados, que essa descrição de nosso Senhor esteja também em nossos corações. Que ao olhar para nossa situação pecadora de hoje, possamos ter a esperança de que ouviremos da boca de nosso Redentor que somos santos, irrepreensíveis e inculpáveis. Essa obra descrita aqui é perfeita, é suficiente, não precisa acrescentar dogmas humanos... Jesus e sua cruz basta!
 
  • Condição "SE"

Essa apresentação honrosa que Jesus fará de seus escolhidos, descrevendo-os como santos, irrepreensíveis e inculpáveis, será apenas para aqueles que permanecerem fundados e firmes na fé e não se moverem da esperança do evangelho, veja:
para perante ele, vos apresentar santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis, se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé e não vos moverdes da esperança do evangelho (1.23a)

A obra do Senhor Jesus descrita nesse texto de Colossenses é grandiosa. Ele fez uma obra perfeita em nosso favor. Ele fez muito por nós, e nos pede apenas duas coisas: , firme e fundada, e esperança do evangelho!

Não é muita coisa, mas também não uma fé e esperança qualquer. A fé pedida aqui deve estar fundada e firme. Seu fundamento é o fundamento do apóstolos (Ef 2.20). A pessoa deve permanecer nessa fé. Isso ensina que muitos passarão por essa fé, mas o que vale é permanecer,, alguns começarão, mas o que importar é permanecer nessa féA esperança pedida neste texto é a esperança do evangelho, não podemos nos mover dessa esperança. O evangelho é o poder de Deus para salvação (Rm 1.16). Não podemos sair dessa esperança. 


Medite nisso...

Uma descrição perfeita de Cristo, cujo clímax é a reconciliação humana. Pelo sangue de sua cruz, o Senhor Jesus nos apresentará como santos, irrepreensíveis e inculpáveis. Uma obra fantástica acompanhada de uma promessa magnífica. Duas coisas apenas Ele nos pede: fé e esperança. Portanto, irmãos, aconteça o que acontecer, permaneça firme e fundado na fé e nunca se mova da esperança do evangelho. O fim, vale a pena!

Que a paz de nosso Senhor Jesus esteja sobre ti.


Fonte de pesquisa:
Bíblia de Estudo Pentecostal - Editora CPAD

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Jeremias e o caminho apertado

O caminho apertado é dificil de andar, mas vale a pena, pois leva à vida!


Então, falou Jeremias, o profeta, a Hananias, o profeta, aos olhos dos sacerdotes e aos olhos de todo o povo que estava na Casa do Senhor. (Jr 28.5)

Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontram.
(Mt 7.13-14)


Bp Erisvaldo Pinheiro
Palavra ministrada em 17 de Agosto de 2014



Falou Jeremias, o profeta, a Hananias, o profeta

Ambos eram profetas aos olhos de todo povo que estavam na Casa do Senhor. Ambos tinham o mesmo ofício, falavam ao povo, ambos eram parecidos em suas funções. Mas não aos olhos daquele que tudo vê! Para o Senhor, havia uma diferença vital entre eles.

Ainda existem profetas e profetas nos dias de hoje. Levitas e levitas, obreiros e obreiros, ministros e ministros... ofícios idênticos, porém com frutos diferentes. Na sequência do versículo lido, vemos o quanto aqueles profetas se distinguiram. A palavra de Jeremias prevaleceu, enquanto que Hananias teve um fim trágico.

Embora ambos fossem profetas, uma única diferença havia entre eles. Jeremias andava no caminho apertado e Hananias, por sua vez, se deleitava no caminho espaçoso. O Senhor Jesus declarou de forma bem clara no Sermão da montanha que o caminho espaçoso conduz à perdição e o caminho apertado leva à vida!

Numa leitura do livro do profeta Jeremias, entre os capítulos 15 e 20, vemos algumas situações que explica como era o caminho apertado que o homem de Deus trilhava. Olhando para essas situações, podemos nos analisar e percebermos se estamos nesse caminho apertado, como Jeremias trilhou, ou se estamos no caminho espaçoso, como Hananias estava. Veja, querido(a) irmão(a), essas quatro situações e permita que o Espírito do Senhor fale contigo:

No caminho apertado...

1- Não é fácil andar. Imaginando um caminho apertado, supomos que uma caminhada ali não deve ser tarefa fácil. Num longo caminho apertado, cada passo será dado com atenção e muito cuidado. Por ser apertado, as paredes em volta podem machucar o andarilho. Assim aconteceu com Jeremias. Fato registrado em seu capítulo 20, onde um certo sacerdote, presidente na Casa do Senhor, por nome Pasur, mandou açoitar o profeta e o prendeu no cepo. Esse sacerdote não estava no mesmo caminho de Jeremias. Ser sacerdote da Casa do Senhor não é garantia de se estar no caminho apertado. E ainda, essas pessoas que estão num caminho espaçoso tendem a perseguir os que estão no caminho apertado. Mesmo assim, o profeta de Deus continuou pronunciando a Palavra de Juízo do Senhor. Pasur e toda a nação que se deleitava no caminho espaçoso não demorariam a enfrentar o terror de todos os lados!

2- Não adianta se apressar. Querer apressar as coisas de Deus mostra imaturidade espiritual. Cada promessa do Senhor acontece em seu determinado tempo. É o tempo do Senhor. No capítulo 17 vemos Jeremias profetizar sobre o cativeiro de Judá, mas o povo ironizava o profeta perguntando onde está a palavra do Senhor? Venha agora! O irônico povo testava o profeta querendo que a palavra se cumprisse logo. A resposta do profeta mostra o quanto ele estava debaixo do propósito de Deus. Jeremias disse não me apressei ser pastor... Para andar num caminho apertado, não adianta se apressar!

3- Vai ter bifurcações. As condições sempre vão aparecer para quem está no caminho apertado. São momentos de escolhas e decisões que vai fazer com que o andarilho permaneça, ou não, nesse caminho que leva à vida. As condições que o Senhor apresentou para Jeremias foram se apartares o precioso do vil, serás como minha boca (15.19). Oh qual precioso é ouvir do Senhor a possibilidade de ser como sua boca! Para isso, o profeta deveria apartar o precioso do vil. Precioso é algo de alto valor, e vil é qualquer coisa de valor pequeno. Para permanecer no caminho apertado e continuar sendo 'boca de Deus', o preço alto deveria ser separado daquilo que é vil. Cristo pagou esse precioso valor por nós na cruz do Calvário, e isso deve ser apartado de todo evangelho barato que puder ser apresentado. E, ainda, resta a nós, pagar um preço em oração, em jejum, em busca e dedicação. Não podemos nos acostumar com vil, com uma vida sem valor, sem esforço, sem dedicação. Essas escolhas que fazermos nos momentos de bifurcações são determinantes para permanecermos no caminho apertado.

4- Tem que ser remodelado e ajustado. Nos capítulos 18 e 19 vemos um vaso sendo feito e um outro vaso já pronto. O vaso sendo feito estava nas mãos do oleiro que o remodelava até ficar conforme o que pareceu bem aos seus olhos fazer. Por outro lado,  o vaso já pronto tinha sido comprado, fora quebrado diante do povo e não pode mais refazer-se. Para permanecermos no caminho apertado, devemos ser constantemente remodelado e ajustado. Para isso, devemos ser um vaso sendo feito. Um vaso em formação. Um vaso que ainda está sendo construído. Nada de sermos vasos prontos. Nada de dizer que já estamos prontos, que já estamos preparados... Vasos prontos são facilmente comprados, podem ser quebrados diante do povo e nunca mais se refazer. Vaso sendo feito, porém, nunca pode ser vendido, pois ainda está na mão do oleiro. Vasos sendo remodelados, podem até se quebrarem, mas se quebram nas preciosas mãos do oleiro, que continua trabalhando no barro até ter forma novamente. Jeremias era sempre remodelado pelas mãos do Senhor, era vaso sendo feito, e por isso, permanecia no caminho apertado.

Pense nisso...

O caminho apertado não é fácil de andar, por isso não adianta ter pressa. Vai ter momentos de escolhas cruciais e constantes remodelações. Mas seu final é convidativo: leva à vida!
Foi Jeremias que ouviu de Deus essas palavras de vida:
"Clama a mim, e responder-te-ei e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes, que não sabes." (33.3)
Hananias, o profeta, não escutou isso! 

Que o Espírito nos convença acerca dessas coisas.

 

Fonte de pesquisas:
Bíblia de Estudo Pentecostal

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Combatais comigo nas vossas orações

Paulo chama seu rebanho para combater com ele em oração


Um combate de Oração 
(para uma ampla compreensão, leia Rm 15)

E rogo-vos, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito,  que combatais comigo nas vossas orações por mim a Deus;    Romanos 15:30

Bp Erisvaldo Pinheiro
Palavra ministrada em 27 de Agosto de 2014
C. E. Arca da Aliança

O Apóstolo Paulo compartilha seus planos com seu rebanho de Roma. Ele pretende coletar as ofertas levantadas em Macedônia e Acaia para levar à Jerusalém. Depois disso, planeja passar na igreja dos romanos e partir para pregar o Evangelho na Espanha. Com isso, o apóstolo pretende chegar à plenitude da benção do Evangelho de Cristo.

Paulo sabe das retaliações que poderá enfrentar na execução de seus projetos. Abertamente, chama os opositores de rebeldes! Por isso, pede orações para que essa administração seja bem aceita pelos santos. Seu pedido de oração é forte:
Rogo-vos, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito, que combatais comigo nas vossas orações por mim a Deus. Rm 15.30
Não é um simples pedido de oração. Paulo chama seus fiéis para combaterem com ele em oração. Um princípio magnífico de Paulo. Para o apóstolo, um planejamento ministerial para ser bem sucedido é necessário de um exército de valentes combatendo em oração! Trata-se de um verdadeiro combate, e que não deve ser travado só, combatais comigo nas vossas orações.

Combate lembra um conflito violento, onde um oponente tenta vencer e/ou dominar o outro. Uma bela visão paulina do que é oração! No Velho Testamento, temos um bom exemplo disso:

  • Um modelo magnífico

O texto de Êx 17.8-13 relata a guerra entre os israelitas, sob liderança de Josué, contra os amalequitas. O detalhe interessante foi que Moisés, juntamente com Arão e Hur,  escolheu subir ao monte e combater usando a oração. Na medida que Moisés combatia em oração com as mãos levantadas, Josué prevalecia. Quando, porém, o grande líder se cansava a guerra ficava favorável aos filhos de Amaleque. Era nesse momento em que os intercessores, Arão e Hur, levantavam as mãos de Moisés e o povo de Deus vencia a batalha. 

O que Paulo está pedindo aos romanos é que eles façam justamente o que Arão e Hur fizeram. Moisés combatendo em oração sozinho era acometido pelo cansaço. Precisava de mais alguém para combater com ele. Para execução de seus planos ministeriais, Paulo precisava de intercessores que combatessem juntamente com ele. Uma verdade latente temos aqui, muitos planos ministeriais fracassam, ou não saem do papel, por falta de pessoas que juntem com sues líderes e combatam em oração! Precisamos de Hur e Arão nesses dias. Precisamos, também, de Paulo's nesses dias para ensinarem seu rebanho sobre o combate de oração, líderes que regam seus projetos ministeriais com a força da intercessão conjunta!

  •  O Intercessor

Temos um intercessor de excelência, veja esses dois versículos:
Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós. (Rm 8.34)
Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles. (Hb 7.25)
Vemos dois princípio fortíssimos nesses dois versículos. Primeiro, como costume na Antiga Aliança, Moisés sobe a um monte para combater em oração. Era como se ele estivesse mais próximo de Deus. Cristo, porém, subiu a um monte em que homem nenhum é capaz de chegar. Nosso Senhor alcançou o alto e sublime trono e à direita de Deus, intercede por nós. 

O segundo versículo diz que Jesus está vivendo sempre para interceder. Suas mãos não se cansam, seu combate de oração não diminui. Se o combate de oração feito por Moisés foi suficiente para garantir a vitória da batalha que Josué enfrentava, imagine, então, quão maior poderá ser nossa vitória através da intercessão de nosso Senhor Jesus! Em nome de Jesus temos essa garantia de vitória nas batalhas.

  • Em nome de Jesus

Orar em nome de Jesus significa reconhecer a vida, morte e ressurreição e seu reinado a destra de Deus. Combater em oração é se unir a Cristo, como se Ele estivesse orando se estivesse encarnado nos dias de hoje!

Se não houver esse reconhecimento, o nome de Jesus será apenas uma fórmula acrescentado às nossas petições, como nos dois casos a seguir:

  1. At 8.14-24 - Simão, o mágico, queria usar os poderes de Deus para seu próprio fim. Orou usando o nome de Jesus, mas tudo que aconteceu foi, nas palavras de Pedro: fel de amargura e laços de iniquidade.
  2. At 19.11-16 - Sete filhos do Sumo Sacerdote Cefa tentaram combater em oração contra espíritos imundos usando o nome de Jesus. O resultado foi trágico e nos ficou como exemplo de nos mantermos em alerta, ouviram: conheço Jesus e bem sei quem é Paulo, mas e vós quem sóis?
Nesses dois exemplos negativos, lembro-me de uma situação ocorrida ha alguns anos. Eu comprei um relógio na feira e meu sogro o achou bastante bonito. Ele mostrou para seu irmão (um conhecedor do assunto) que em menos de um minuto franziu o rosto dizendo que não queria uma coisa dessa nem de graça! Querido leitor, no combate de oração acontece algo parecido. Os espíritos imundos sabem distinguir o verdadeiro do falso. 

Pense nisso...

O padrão para combatermos em oração em nome de Jesus nos foi ensinado quando nosso Mestre estava reunido em sua última ceia. Jesus ensinou aos seus discípulos que:
Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito. Jo 15.7
Permanecer nos transmite a ideia de continuidade. E, por isso, essa permanência vai ser provada. Devemos permanecer nEle e suas palavras permanecerem em nós. Nesse estado de permanecer nEle, nos tornamos íntimos, nos familiarizamos. Permaneço casado há 14 anos, e reconheço situações em minha esposa sem ela falar nada. Estamos familiarizados. 

A promessa é forte, pedireis o que quiserdes, e vos será feito! 


Fonte de referência:

Richard J Foster. Oração o refúgio da alma. Editora Vida

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Como um espelho

Somos como um espelho que deve refletir a glória do Senhor!
Mas todos nós, com cara descoberta, refletindo, como um espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.  (2Co 3.18)


Bp Erisvaldo Pinheiro
Palavra ministrada em 22 de Agosto de 2014
C. E. Arca da Aliança



Precisamos passar por um processo profundo e intenso de transformação para podermos refletir a glória do Senhor. Somente transformados é que poderemos refletir essa glória. Paulo chama isso de ter "cara descoberta" e faz menção de Moisés que cobria seu rosto quando o brilho da Glória de Deus diminuía.

E não somos como Moisés, que punha um véu sobre a sua face, para que o filhos de Israel não olhassem firmemente para o fim daquilo que era transitório. (2Co 3.13)

Devemos tirar esse véu que cobre o brilho diminuindo de nossos rostos. Esse brilho é transitório, por isso, deve ser buscado constantemente.

Somos espelhos que deve refletir a glória, mas todas as vezes que tampamos nossos rostos com esse véu, deixamos de refletir. Todas as vezes que passamos uma espiritualidade que não temos, ou que pretendemos deixar um impressão daquilo que de fato não somos, então, cobrimos nossa verdadeira face com véu! Minha oração é que, assim como o véu do templo rasgou-se por completo na morte de Cristo, assim seja rasgado todo véu que tenta cobrir o que verdadeiramente somos.

Somos como um espelho, não podemos estar encobertos. Somos como um espelho chamados para refletir a glória do Senhor!

Veja, querido leitor, algumas características dos espelhos nos tempos de Paulo e permita que o Espírito do Senhor venha falar contigo:


  • Como um espelho


O espelho tem uma superfície polida, destinada a refletir. Eram fabricados de cobre, que é um metal maleável e bom condutor de eletricidade. Se somos como um espelho, também devemos ser polidos para refletir. Nossa finalidade, então, é refletir a imagem do Senhor. Pouco importa nosso formato, decoração ou onde estamos, o importante é que somos polidos diariamente para refletirmos a imagem do Senhor. Também devemos ser maleáveis e bom condutores de energia, como o cobre. Um coração maleável é facilmente moldado pelo chama daquele que batiza com sangue e fogo. Um coração condutor de energia não fica parado, ele quer conduzir essa luz para onde tem trevas.

Por serem de metal, os espelhos corriam o risco de enferrujarem. A ferrugem ocorre com o contato com o oxigênio (água ou ar), assim o metal se deteriora pouco a pouco, e se não for contido pode chegar à degradação total. Somos como um espelho e corremos o risco da ferrugem. O excessivo contato com o mundo pode nos deteriorar. Essa ferrugem começa de coisas poucas, e se não for contido, um ministério inteiro pode ser degradado!

Essa ferrugem pode ser evitada, não entrando em contato com o oxigênio. O que pode ser obtido através:


  1. Pintura - Com a pintura, o metal não entra em contato com o oxigênio. Somos como um espelho que deve ser pintado para não termos contato com aquilo que pode nos deteriorar. Como Isaías que tirou o véu do rosto no seu encontro com Deus e declarou sou um homem de lábios impuros e logo um anjo tirou uma brasa viva do altar e tocou (pintou) nos lábios do profeta.
  2. Cobrir com óleo - Se o metal for coberto com óleo, também estará protegido da ação da ferrugem. Se queremos ser como esse espelho que reflete a glória do Senhor, devemos, então, ser cobertos pelo óleo do Espírito Santo. A unção do Senhor nos protege. Por isso, não podemos entristecer o Espírito, devemos ouvi-lo e seguir sua voz!
  3. Mistura com metais de sacrifício - O espelho (ou qualquer objeto metálico) cuja composição é misturada com os chamados metais de sacrifício fica permanentemente protegido da ação da ferrugem. Isso acontece pois o metal de sacrifício sofre a ação da ferrugem no lugar do objeto! Isso é magnífico! Aponta para a obra redentora de nosso Senhor Jesus. Como um espelho, seremos permanentemente protegidos das ferrugens do mundanismo se formos misturados em nossa composição com o seu precioso sangue. Ele sofreu a ação da ferrugem em nosso lugar. Ele foi enferrujado na cruz em nosso lugar! 

Pense nisso...

Amados, somos como um espelho criados para refletirmos a glória do Senhor. Devemos tirar toda vaidade que quer cobrir esse espelho. Apenas refletimos a glória dEle!  O espelho pode ser bonito como for, bem adornado e com suas especificidades, mas se não refletir a imagem daquele que está em sua frente, para nada serve.

Amados, somos como um espelho criados para refletirmos a glória do Senhor. Devemos ter cuidado com tudo aquilo que quer nos enferrujar. Devemos ser pintados com as brasas do altar do Senhor. Sempre lubrificados com o óleo da unção de seu Santo Espírito. E misturados sempre com o sangue do Cordeiro, que sofreu nossas ferrugens na cruz. E se ainda assim ficarmos enferrujados, ainda terá jeito. Mas aí seremos lixados e polidos... isso deve doer!

Que a obra redentora de Cristo esteja em tudo que você fizer.


Fontes de apoio:

Novo Dicionário Bíblico- Jhon Davis - Ed Hagnos



quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A viúva de Naim e o encontro das multidões

Jesus promoveu o encontro de duas multidões


E aconteceu que, no dia seguinte, ele foi à cidade chamada Naim, e com ele iam muitos dos seus discípulos, e uma grande multidão; E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade. E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores. E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam), e disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te. E o que fora defunto assentou-se, e começou a falar. E entregou-o à sua mãe. E de todos se apoderou o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o seu povo.




Bp Erisvaldo Pinheiro

Palavra ministrada em 20 de Agosto de 2014
Comunidade Evangélica Arca da Aliança


Nosso Mestre sai da grande Cafarnaum em direção à pequena Naim, após uma ministração forte e operar o conhecido milagre no servo do centurião. Seguido de uma grande multidão e muitos de seus discípulos, Jesus percorre cerca de 32 Km até chegar à porta da pequena cidade. Há um clima de alegria nessa multidão. Nada é mencionado da grande distância percorrida, é como se aquela caminhada tivesse sido muito agradável e momentos agradáveis parecem que passam rápido. Uma multidão feliz nos contagia. Ao ouvir os relatos dos prodígios em Cafarnaum, qualquer um que se juntasse àquela multidão seria contagiado pela atmosfera de alegria. O centro da alegria estava ali, Jesus!


Da pequena Naim sai uma viúva acompanhada de uma outra multidão, percorrendo uma pequena distância em direção ao sepulcro. Aqui, o clima é de tristeza e muito é mencionado da caminhada. É como se cada passo durasse uma eternidade. Mais que demorar, o tempo parece parar. Uma multidão triste assim, tende a nos contaminar. Tende a ter vozes de acusação, apontando culpados pela situação difícil. Tende a ter vozes de desespero, estipulando que o amanhã será terrível, sem esperança. Tudo isso pesava sobre a viúva. Ela era o centro das atenções, uma viúva de um pequeno vilarejo que perde seu único filho!

E perto da porta da cidade as duas multidões se encontram.

  • Jesus promove o encontro das multidões

Ao se dirigir à viúva, Jesus demonstra na prática o que Paulo ensinou ao seu rebanho que estava em Roma:
Alegrai-vos com os que se alegram; e chorai com os que choram (Rm 12.15)
Ele juntou as duas multidões. Os que sorriam com os que choravam. Nossa natureza caída não nos permite sentirmos a tristeza do outro estando nós felizes. Muito menos estar sofrendo e passar a ficar alegre com a alegria do próximo. Mas, Jesus faz isso!

Na junção das diferentes multidões, quem estava alegre glorificou ao Senhor. Quem chorava se renovou e se encheu de esperança e também glorificou ao Senhor. Observe que quando acontece declaração de que "todos glorificavam ao Deus" não há mais duas multidões distintas. Agora é apenas uma, a multidão que glorifica ao Senhor. Deus nos une no Corpo de Cristo, a Igreja. Somos diferentes também, uns choram e outros sorriem, uns mais dispostos e outros mais enfraquecidos, uns disponíveis e outros muito ocupados, mas nos tornamos juntos em Cristo, passamos a ser um só corpo. Uma única multidão que glorifica a Deus! Aleluia!

  • Jesus é a esperança de um amanhã melhor

Acredito que o pior problema da viúva era o amanhã. Ela iria enterrar sua última fonte de proteção e sustento. Iria enterrar suas esperanças. 

Jesus, mais uma vez, demonstra na prática o que estava registrado nas escrituras:
O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã. (Salmos 30:5)
Uma das mensagens mais forte do Evangelho é a restauração da esperança. Devolver ao necessitado a esperança de um amanhã melhor. Mais que devolver o filho àquela mulher, Jesus devolveu sua esperança.

  • Jesus se importa

Nosso Senhor ressuscitou uma menina que havia acabado de falecer (Lc 8.42-56), também este que estava a caminho da sepultura (Lc 7.12) e mais outro que estava morto há quatro dias (Jo 11). São tempos diferentes cuja causa permanece um mistério para nós. Mas uma coisa é fato, Jesus se importou com todos!

Não somente se importa, ele age. Ele disse "não chores", antes do milagre. Note que a palavra é liberada antes da ação do milagre. Primeiro ele consola a que chora e depois, se dirige á causa do choro. Creio que Deus pode estar falando primeiro com você, querido leitor, mas depois, ele vai se dirigir à sua causa. Ele se importa por você!

Naim pode significar deleite e beleza. Mas naquele dia, era um lugar de dor e tristeza. Pelo menos só até Jesus chegar e mudar a situação. Isso nos mostra que não existe deleite e beleza sem Jesus. E muito menos, dor e tristeza com Jesus.

Pense nisso...

Quando Jesus libera sua palavra, imediatamente o jovem se levantou. O original grego para esta palavra é anakathizo que é usado somente aqui no Evangelho de Lucas e em At 9.4 (também escrito por Lucas). Trata-se de um termo médico que significa levantar-se e sentar direito. Ou seja, o estado médico do filho da viúva foi de uma completa restauração. Sua causa de dor fora completamente movida pela palavra de Cristo, ficando seu estado final, melhor que a inicial. 

Aquele que junta as diferentes multidões e que devolve a esperança de um amanhã melhor continua agindo. Continua liberando sua poderosa palavra consoladora e operando seu anakathizo. Ele continua...     

Que a paz do Senhor Jesus repouse em ti.


Dicionário Bíblico James Strong - Sociedade Bíblica do Brasil
Bíblia de Estudo Dake - Ed Atos
Novo Dicionário Bíblico- Jhon Davis - Ed Hagnos

Aldery Nelson Rocha, D.D. - Bíblia Revelada Novo Testamento - Ômega
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