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quinta-feira, 5 de março de 2015

Escola de Profetas: O Evangelho segundo Mateus (5ª aula)




Escola de Profetas: O Evangelho segundo Mateus       (5ª aula)


O Evangelho de Mateus teve importância fundamental na história da igreja primitiva. Pela organização e conteúdo, foi muito usado para discipulado dos novos convertidos. Foi base para avivamentos históricos. Este Evangelho foi escrito para os judeus-cristãos. Essa informação é de suma importância para compreensão da profundidade deste livro. Veja:

  • O início do Evangelho de Mateus é apresentado com muita semelhança ao livro de Êxodos: 
    Ambos começam com uma genealogia, seguindo com destaque sobre o nascimento de seus personagens principais, Moisés e Jesus. Os dois livros tratam da morte de inocentes, em Êxodo, os filhos varões dos hebreus, e em Mateus, os filhos varões de até dois anos de idade da cidade de Belém. Reparem que na sequência há uma ruptura de anos de aparente isolamento. Moisés aparece no enredo já em idade adulta, o mesmo acontece no Evangelho escrito por Mateus. A história segue com um combate entre Moisés e faraó. No Evangelho, também há um combate, entre Jesus e o Diabo. Nos dois livros a suscessão dos fatos centralizam no resgate de um povo e caminhada rumo a uma terra prometida. Essa estrutura era essencial para a ministração aos judeus convertidos que conheciam a profecia de que seria levantado um profeta semelhante a Moisés (Deuteronômio 18:18,19)

  • Salvação de Israel x Salvação dos gentios: No Evangelho escrito por Mateus, Jesus é apresentado como o messias prometido que veio salvar as ovelhas perdidas de Israel (10.5-6 e 15.24,26). A medida que Israel não recebe seu messias, o plano de salvação se estende a todo mundo. 

  • Alguns termos são característicos desse importante Evangelho. O Reino de Deus aqui é chamado de Reino dos céus. Esse cuidado de Mateus é importante para seu público de judeus convertidos que evitam pronunciar o nome de Deus. Jesus também é apresentado como Filho de Davi  (compare 1.1 e 1.20).

  • Neste Evangelho há cinco ministrações do nosso Senhor Jesus. O atento leitor judeu-cristão lembrará dos cinco livros escritos por Moisés, o Pentateuco. A primeira ministração está ligada, em termos de conteúdo, com a última. A segunda com a quarta. Assim, a terceira se torna o centro da mensagem evangélica. Repare a sequéncia:

    1ª Ministração: Mt  5.2  -   7.27, assunto: Lei reinterpretada
    2ª Ministração: Mt 10.5 - 10.42, assunto: Missão da igreja
    3ª Ministração: Mt 13.1 - 13.52, assunto: Parábolas do Reino
    4ª Ministração: Mt 18.1 - 18.37, assunto: Dia a dia da igreja
    5ª Ministração: Mt 24.1 - 25.46, assunto: Julgamento pela Lei reinterpretada

    Em termos de conteúdo, essa estrutura também é encontra nos livros do Pentateuco. Veja:

    1º Livro: Gênesis, assunto: Terra
    2º Livro: Êxodo, assunto: Promessa
    3º Livro: Levítico, assunto: Santidade
    4º Livro: Números, assunto: Promessa
    5º Livro: Deuteronômio, assunto: Terra 

    Dessa forma, as Parábolas do Reino são o tema central das ministrações do nosso Senhor, assim como Santidade é o tema central dos escritos de Moisés.



Fontes de pesquisas:

O Ministério da Palavra de Deus - Watchman Nee -  Editora Clássicos
 
Aula ministrada pelo Pastor Mestre Airton Williams na Sociedade de Estudos Bíblicos Interdisciplinares (SEBI) em 27 de Setembro de 2014 


Bíblia de Estudo Pentecostal - Editora CPAD
 
Novo Dicionário Bíblico- Jhon Davis - Ed Hagnos

 

Bp Erisvaldo Pinheiro Lima
Comunidade Evangélica Arca da Aliança
Ministrado em Setembro de 2014

    quinta-feira, 26 de setembro de 2013

    Batalha espiritual: o perigo da casa vazia

    Se a casa estiver vazia, o inimigo voltará com mais sete mais forte que ele.



    Passamos por algumas semanas onde a grande maioria dos irmãos de nossa igreja local passavam por algum tipo de enfermidade ou problemas específicos de tal forma que ficavam impossibilitados de cultuarem. Cultuamos por algumas semanas com apenas dez por cento dos membros. Em oração e busca, o Espírito do Senhor nos alertou que a origem dos diferentes problemas eram de ordem espiritual.

    Entramos numa batalha espiritual, com jejum e oração redobrados. E num dos momentos de busca o Espírito Santo nos direcionou para ministrarmos a mensagem Batalha Espiritual: organização do Império das trevas (confira aqui). Para Glória do Senhor, percebemos uma significativa mudança no andamento de nossa igreja local, com curas, livramentos, retorno de membros que estavam afastados, e com pessoas aceitando Jesus como Senhor e Salvador.

    Acredito que vários demônios têm sofrido derrotas e fugindo da nossa presença. Mesmo, com a significativa mudança, o sinal de alerta continuava ligado. Um sentimento de que a luta ainda estava sendo travada. As orações e jejuns continuaram. E, mais uma vez, o Senhor nos direcionou à sua Palavra, desta vez em Mt 12.43-45a.

    “E, quando o espírito imundo tem saído do homem, anda por lugares áridos, buscando repouso, e não o encontra. Então, diz: Voltarei para minha casa, donde saí. E, voltando, acha-a desocupada, varrida e adornada. Então, vai e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele, e, entrando, habitam ali...”
    (Mt 12.43-45a)

    O texto sagrado ensina que um certo demônio saiu de um homem, que o chama de “casa”. Esta casa pode significar nosso coração, nossa vida, ou até mesmo, nossa casa familiar, ou ainda, nossa casa de oração.

    Depois de ter saído do homem, o espírito imundo busca repouso. Isso sugere um cansaço, que pode ser oriundo da luta que perdeu, onde colocou sua força e energia, mas, saiu derrotado em busca do repouso, que não é encontrado

    O texto também ensina que o demônio derrotado anda em lugares áridos. Isso sugeri uma chacota ou cobrança por parte de seus superiores.

    Tudo isso o leva a voltar para sua antiga casa e tentar o êxito. Para isso, ele chama mais outros sete demônios mais forte do que ele. Afinal, ele sozinho não foi capaz.

    Aqui há um detalhe importante. Mesmo voltando, o demônio não pode simplesmente entrar na casa. Há uma regra espiritual, fruto da obra no Calvário, que impede a entrada do demônio derrotado em sua antiga casa. A não ser que a casa esteja vazia, varrida e adornada!

    • ·         Casa vazia


    Casa vazia aponta para uma casa em que há moradores. Não se trata de uma casa abandonada, e sim, de uma casa que ficou vazia por algum momento ou ocasião.

    A “casa” não pode ficar vazia! Nem por um instante sequer, a “casa” não deve ficar vazia. Você pode olhar para sua “casa” e dizer, “mas meu coração nunca fica vazio, Jesus mora dentro dele”. Mas a questão é, naquela hora do jogo, da novela, dos canais da tv por assinatura, nas horas de internet na madrugada, no horário do intervalo da escola, no trânsito louco dos horários de pico, na hora calúnia e afronta, nos momentos em que nossa força é levada além do nosso limite... Jesus realmente fica dentro da “casa”, ou o colocamos para fora com o nosso jeitão e reações! Temos a mania de resolver do nosso jeito, mas se Jesus realmente estiver na “casa” é Ele que governa. Nossas reações serão governadas por Ele. Procure lembrar, querido leitor, se suas reações foram governadas pela sua carne ou por Jesus? A resposta lhe dirá se alguma vez sua “casa” ficou vazia!

    segunda-feira, 10 de junho de 2013

    Santa Ceia: memorial restaurador e honra vindoura

    As representações do pão e do vinho na Antiga e Nova Aliança
    E, tomando o cálice, e dando graças, deu-lho, dizendo: Bebei dele todos;
    Porque isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados.
    E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide, até aquele dia em que o beba novo convosco no reino de meu Pai.
    E, tendo cantado o hino, saíram para o Monte das Oliveiras.
    Mateus 26:27-30

    Bp Erisvaldo Pinheiro Lima 
    Palavra ministrada em culto de Santa Ceia 
    09/06/2013


    A Santa Ceia do Senhor surgiu no meio da comida da páscoa. O pão e o vinho surgem no meio do amargor da páscoa. A ceia do Senhor começa quando Judas se retira. A ceia do Senhor começa quando tudo é revelado, nada fica escondido. A ceia do Senhor é dada aos discípulos, não aos inimigos. A ceia do Senhor é repartida, não é possessão de alguns.

    • Substituição das ervas amargas pelo vinho


    E naquela noite comerão a carne assada no fogo, com pães ázimos; com ervas amargosas a comerão. 

    Êxodo 12:8

    Na páscoa, usava-se pão e ervas amargosas, na ceia do Senhor, Jesus substitui as ervas amargas pelo vinho. Um ato profundo de nosso Mestre, pois substitui o amargo pelo doce, o ruim pelo agradável. 

    Note também, que o pão ingerido é apenas parcialmente digerido em nosso organismo. O vinho, por sua vez, é quase que instantaneamente digerido e absorvido para nossa corrente sanguínea. 

    O pão e vinho, como integrante da Santa Ceia do Senhor, nos traz então esta mensagem profunda. O pão é mantido da festa pascal, como alusão ao antigo pacto, o Velho Testamento, por não ser digerido totalmente em nosso organismo, aponta para a insuficiência da antiga aliança em restaurar a natureza humana caída ao Deus eternamente Santo. 

    Mas o amargo das ervas é trocado pelo vinho, que Jesus declara ser seu próprio sangue, o Novo Testamento do seu sangue. Uma troca que a nós, pecadores, por si só já nos traz uma mensagem de esperança. Pois enquanto que na antiga aliança, o pecado causava a amargura no coração do homem que lhe se sujeitava, na nova aliança, o homem docemente é livre do domínio do pecado.

    O vinho que é totalmente digerido pelo nosso organismo, Jesus declara "este é meu sangue". Logo, na Santa Ceia, ingerimos o sangue do Senhor, que rapidamente se digere, se misturando ao nosso próprio sangue, num momento em que nos tornamos um com Cristo. Pense nisso, o sangue do Perfeito, se misturando ao nosso sangue imperfeitos que somos. A cada Santa Ceia, o sangue do Senhor vai aumentando em nosso interior, assim, a vontade dEle irá sendo aumentada e a nossa diminuída.

    quarta-feira, 3 de abril de 2013

    Sepulcros vazios.


    Mateus 28,1-7

                A ressurreição de Cristo é uma das verdades essenciais do Evangelho. E nós temos a necessidade de crer e de promover essa verdade.
                Jesus já havia prometido que ressuscitaria: “Desde então começou Jesus a mostrar aos seus discípulos que convinha ir a Jerusalém, e padecer muitas coisas dos anciãos, e dos principais dos sacerdotes, e dos escribas, e ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia.” Mateus 16,21. Diante disso vale ressaltar alguns pontos do texto, não necessariamente na ordem que se apresentam.

    1.    Estão buscando no meio de mortos Aquele que está vivo. As mulheres foram ao sepulcro zelar do corpo de Cristo, mesmo sendo conhecedoras do que o próprio Jesus já havia dito, que no terceiro dia ressuscitaria. E realmente não encontraram nada ali. “Vide e vede o lugar onde O Senhor Jazia” (V. 6). É nesse instante que O Senhor vem te falar: Sabe o teu sonho, que Eu te prometi ressuscitá-lo, ele não está mais aqui.  Meus irmãos, existem pessoas que guardam todos os sonhos e expectativas num determinado lugar e colocam uma placa escrita SEPULCRO. Essas pessoas até sabem que Cristo pode reviver esses sonhos, mais ainda no terceiro dia, vão lá, retirar a poeira, tentar organizar o seu sepulcro...sendo que o terceiro dia é o dia da vitória, o dia da comemoração, o dia de sonhar de novo, de se encher de alegria pela ressurreição, é o dia de ver o sepulcro vazio.

    sábado, 9 de março de 2013

    A parábola dos lavradores maus


    "Ouvi, ainda, outra parábola: Houve um homem, pai de família, que plantou uma vinha, e circundou-a de um valado, e construiu nela um lagar, e edificou uma torre, e arrendou-a a uns lavradores, e ausentou-se para longe. "
    (Mateus 21:33)
    Bp Erisvaldo Pinheiro (ministrado em 02/03/2013)

    A vinha do Rei está sendo arrendada. Não vendida, nem trocada, muito menos cedida, apenas arrendada. Dessa forma, ela continua sendo de um único e antigo dono, o Senhor Dono da Vinha, mas com os devidos cuidados dos lavradores.

    Nesta belíssima parábola, nosso Mestre exorta os presentes ouvintes para o cuidado que os lavradores precisam ter da vinha do Rei. Em contraste com a supervisão do dono.

    Mesmo de longe, o Senhor Dono da Vinha supervisiona e cobra por frutos, e ainda manda servos para averiguações.

    Os primeiros lavradores parecem que não gostam de serem supervisionados Não gostam de prestação de contas. Parecem que são donos da vinha.

    Fazem o que querem, colhem seus frutos para si e não aceitam a supervisão do Senhor Dono da Vinha.

    Um servo da supervisão enviado pelo Dono da Vinha é apoderado, outro é ferido, mais outro e é morto e o derradeiro é apedrejado. E a vinha fica nas mãos dos simples lavradores. O Filho do Dono da Vinha também é enviado, afinal de contas, espera-se um respeito pelo Filho. Mas o sentimento de posse daquela vinha é tão grande, que os lavradores o matam.

    O Senhor da Vinha não desiste do seu projeto. Faz justiça. A vinha não fora vendida, nem doada, nem trocada. Foi arrendada. E o Dono da Vinha vai resgatar aquilo que é dEle. Dá afrontosa morte aos maus lavradores e arrenda a Vinha a outros lavradores. Com uma única exigência. Que a seu tempo, lhe deem os frutos.

    Essa Vinha agora está arrendada à outros lavradores. Pessoas que, diferentes dos primeiros, cuidem, zelem, e que tenham consciência que prestarão contas. Que os frutos são do Senhor.

    Uma Vinha tão bem planejada, não pode perecer. Tem que fazer aquilo para o qual fora projetada, para os frutos. A vinha, cujo até mesmo o Filho do Dono já morrera por ela, é o Reino de Deus. A noiva do Cordeiro. A igreja. Eu e você.

    Eu e você somos os novos lavradores. A vinha, não é nossa, é dEle. A igreja está sob nossos cuidados, mas continua pertencendo a Ele. O Senhor Dono da Vinha requer de nós a prestação de contas. O Senhor Dono da Vinha requer de nós frutos. Frutos para glória dEle, e não nossa.

    Essa Vinha possui uma bela e planejada estrutura.

    “plantou uma vinha, e circundou-a de um valado, e construiu nela um lagar, e edificou uma torre”

    Novos lavradores, eu os convido a conhecer um pouco mais sobre a estrutura da Vinha do Senhor:

    1. Uma vinha plantada.

     

    Esta vinha é arrendada. Existem três tipos de arrendamento: por um tempo determinado, para toda a vida e, por último, o hereditário.

    terça-feira, 5 de março de 2013

    Vaso de alabastro: oportunismo ou oportunidade?



    Mt 26.7 “e aproximando dele uma mulher com um vaso de alabastro, com unguento de grande valor, e derramou-lho sobre a cabeça, quando ele estava assentado à mesa.”

    O ato de ungir é citado em várias passagens nas Escrituras. Comum nos tempos antigos de Israel.
    Mas o que Maria (irmã de Marta, irmã de Lázaro) fez, ungindo a cabeça e os pés de Jesus, foi algo que já não era tão mais praticado. A unção na cabeça, com derramamento de óleo, era feito aos reis, cargo que já não tinha mais em Israel.
    A atitude dessa mulher foi vista de forma antiquada, fora de moda, caro e num momento inapropriado. Afinal, era um jantar na casa de um certo Simeão. Foi um ato de oportunismo, desaprovado pelos presentes à mesa. Exceto por Jesus.

    segunda-feira, 4 de março de 2013

    Resultados da ressurreição


    "Então, Jesus disse-lhes: Não temais; ide dizer a meus irmãos que vão a Galiléia e lá me verão." (Mateus 28.10)


    Os resultados do ministério de Cristo se dividem em duas partes. Na primeira, não sei se é adequado  chamar de resultados. Pelo menos não são tão efusivos. Mas os resultados estão registrados ao longo dos quatro evangelhos.
    No seu nascimento, sentença de morte. Na sua família, preocupação de trancá-lo. Na sua cidade, vontade de apedrejá-lo. Na sua jornada, dezenas de discípulos. Na sua sentença, nenhum discípulo. Na Jerusalém Santa, uma multidão o recebeu com ramos gritando Hosana nas Alturas, bendito aquele que vem em nome do Senhor. Na mesma Jerusalém Santa, a mesma multidão o condenou gritando liberte Barrabás e crucifica o nazareno.
    São resultados que não nos deixam tão otimistas e empolgados. Vivemos para ter resultados. Não vivemos para ganharmos algo em troca de nossas ações, mas esperamos resultados em nossas vidas daquilo que realizamos. Mas, as vezes, os resultados não são muito otimistas.

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