sábado, 11 de maio de 2019

Santificação sem a qual ninguém verá ao Senhor

Portanto, tornai a levantar as mãos cansadas, e os joelhos desconjuntados,
E fazei veredas direitas para os vossos pés, para que o que manqueja não se desvie inteiramente, antes seja sarado.
Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor;
(Hb 12.12-14)


Vemos três membros do corpo que antecedem a palavra santificação. As mãos, os joelhos e os pés. Suas descrições mostram que não estão bem. As mãos estão cansadas, os joelhos estão desconjuntados, e os pés manquejam. Mesmo não estando bem, há uma ordem para cada um. As mãos e os joelhos precisam ser levantados novamente (tornai levantar), enquanto que os pés precisam de veredas direitas. Para melhor compreensão do uso desses três membros, usaremos o princípio hermenêutico da primeira menção desses nomes. Analisaremos a situação em que cada um se encontra. E, por fim, passaremos ao que precisa ser feito.

  • Mãos cansadas


Palavra liberada no nascimento de Noé: A quem chamou Noé, dizendo: Este nos consolará acerca de nossas obras e do trabalho de nossas mãos, por causa da terra que o Senhor amaldiçoou (Gn 5.29)
Há uma expectativa de que Noé console acerca da obra e do trabalha das mãos de sua geração. Entendemos que havia frustração no trabalho feito pelas mãos. A iniquidade estabelecida fez com que Deus amaldiçoasse a terra. Não havia frutos nas mãos. Não havia resultado esperado. Triste coisa é quando o trabalho de nossas mãos não produzem seu devido fruto, não produz o resultado esperado. 

Vemos essa mesma situação quando uma mãe ensina, fala, exorta, aconselha, castiga, pune, conversa, tenta, mas o filho continua com algum determinado comportamento inadequado. Ou quando um pai de família luta, se esforça, trabalha, faz hora extra, mas seu rendimento está aquém daquilo que sua família precisa. Pense numa pessoa casada, que luta pelo seu matrimônio, porém seu cônjuge não colabora, não “está afim”, não faz por onde, não se importa. Até mesmo um líder de departamento que tanto trabalha, faz o seu melhor, quer desenvolver um projeto, mas sua equipe ou os envolvidos não dão a mínima. Muito trabalho, muito esforço, porém, sem resultados, sem frutos nas mãos. Mãos vazias tende a ficarem cansadas.

Mãos cansadas afetam o desempenho profissional, escolar ou até mesmo ministerial, tornando até atividades que antes eram prazerosas, em meras obrigações. Verdade é que, quando nossas mãos estão cansadas assim, precisamos fazer algo. 

Ao nascer, Noé recebe uma palavra de consolo para as mãos que trabalhavam e não obtinha resultado. Importante observar que, ao sair da Arca:
Tudo que se move sobre a terra e todos os peixes do mar na vossa mão são entregues (Gn 9.2)

As mão que não produziam, agora, tudo era novamente colocado nelas. Tudo que se movia sobre a terra e todos os peixes do mar foram entregues nas mãos que outrora, nada produziam. O que ocorreu para essa mudança? O juízo do dilúvio é a resposta. Deus executou sua implacável justiça naquela geração. 

Semelhantemente, para benefício de todas gerações, o mesmo Deus de Noé executa seu santo juízo em seu próprio Filho. Assim como o dilúvio de Noé veio tratar contra a iniquidade estabelecida sobre a terra, o Filho de Deus veio tratar de vez com a iniquidade estabelecida no coração do homem. Depois do dilúvio do calvário, todas as coisas foram entregues ao Filho (Mt 11.27). E ele, agora, entrega para que lhe apraz (Sl 115.3). O que Deus colocou em suas mãos?

Observamos atentamente as cenas: As mãos não produzem, acontece o julgamento do dilúvio, tudo agora é colocado nas mãos. Que o Espírito de Cristo nos aponte esse mesmo princípio no Novo Testamento. Se nossas mãos nada produzem, que possamos passar pelo dilúvio do Calvário! 
Lv 4.24 ensina que os ofertantes do Templo tocavam na cabeça do animal durante o sacrifício do pecado. Em 1Jo 1.1, o Apóstolo João relata que “nossas mãos tocaram na Palavra”. Que nossas mãos façam o mesmo. Que toquemos na palavra, no verbo vivo de Deus. Se nossas mãos se esforçam e nada colhem, que voltemos a tocar no Senhor do Calvário. Que seu doce Espírito leve nossas cansadas mãos para tocar no Renovo do Senhor.

  • Joelhos desconjuntados


Em 1Reis 18.42 relata que Elias se ajoelha diante de Deus. Ele havia profetizado que não iria chover em Israel. Depois do tempo de seca, agora o profeta libera uma palavra para Acaba de que iri voltar a chover. Elias, então, sobe no monte e se ajoelha diante do Senhor. Ele pede chuva. E seu moço lhe dá a notícia de que nenhuma nuvem havia se formado no céu. Elias se prostra novamente e clama por chuva. Seu moço lhe dá a mesma notícia. Mesma oração do profeta por chuva e nenhuma resposta positiva do seu moço. A cena se repete por seis vezes. Na sétima vez que o profeta se ajoelha e clama ao Senhor, seu moço lhe diz que vê apenas uma pequena nuvem, do tamanho da mão do homem. Parece pequeno, mas para o profeta já era um sinal de que a grande chuva estava por vir. Isso deve acontecer conosco também. Nos dobramos diante do Senhor, em petição por algo e nada acontece. Nos ajoelhamos novamente e por tantas outras vezes, e a notícia que vêm é diferente da que esperávamos. Minha oração é que nenhum humilde servo do Senhor deixe de se prostrar por que um clamor tarda a ser respondido. E que estejamos atentos aos pequenos sinais. Creio que o Senhor continua a enviar seus pequenos, e por vezes, imperceptíveis sinais. Deus enviou seu pequeno sinal na sétima vez que seu profeta estava de joelho clamando. Que nossos joelhos também não deixem de se dobrar em clamor ao Senhor de Elias.

Na cena seguinte Elias recebe uma ameaça e uma péssima notícia. Sua cabeça estava a prêmio. E, ainda, se dizia que todos os profetas de Deus havia sido mortos pelo perverso casal Acabe e Jezabel. Em seu momento de tristeza, Deus visita Elias e lhe garante que guardou para si sete mil homens cujos joelhos não se inclinaram diante de Baal (1Re 19.18). 

Repare que houve uma qualificação para que esses sete mil homens fossem separados para Deus. Nada se diz da genealogia deles, muito menos da classe social. Num se menciona capacidade física ou intelectual. A única qualificação mencionada desses homens são seus joelhos, que não se dobraram a outros deuses. São joelhos que, à semelhança de Elias, se dobravam diante do Senhor. Era hábito, era o padrão. O ajoelhar de Elias se tornou o padrão para os seus profetas. Elias virou o modelo. Os profetas seguiram o modelo. Que isso fale com cada pastor, líder ou pai de família. Que sejamos modelo para outros. Melhor dizendo, que nossos joelhos sejam modelo para os que estão conosco. Que nossas ovelhas, liderados, ou filhos, tenha a mesma marca de se ajoelhar que nós temos. Percebe quão responsável nos tornamos? O quanto nossos joelhos precisam se dobrar? Ainda que estejam desconjuntados, mas que o Santo Espírito levem nossos joelhos desconjuntados a se dobrarem diante de Deus.

  • Pés que manquejam


Sobre a palavra pés, a Bíblia menciona a cena também do Dilúvio. Após a chuva, e não tendo como olhar a terra do lado de fora, Noé solta um corvo, que logo volta. Mas algo acontece para que Noé não escolha mais um corvo. Ele escolhe agora uma pomba para soltar. Corvos pousam em qualquer lugar, enquanto que a pomba é muito mais criteriosa. Noé, então, solta uma pomba, e a Bíblia diz que ela não encontra lugar para pousar seus pés (Gn 8.9). Na segunda vez que é solta, a pomba volta com um raminho de Oliveira. Na terceira e última vez, ela não volta mais. Encontrou lugar apropriado para pousar seus pés.

Ao apontarmos isso com a cena do batismo de Cristo registrado em Jo 1, vemos o precioso testemunho de João Batista. Ele diz, lá vem o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Dentre tantos homens, como João Batista identificou que aquele era o Cristo de Deus? Ele já havia sido previamente informado que aquele que descesse o Espírito em forma corpórea de pomba, seria o Cristo. É como se aquela pomba do dilúvio, criteriosa que só ela, agora encontrara local apropriado para pousar seus pés.

A pomba verdadeira, não essas urbanas, prefere habitar (pousar seus pés) em locais que tenha abundância de alimento, que tenha fonte de água limpa e também vida em abundância. O Cristo de Deus tem essas três qualificações! Ele é o Pão vivo que desceu do céu, é fonte de águas vivas, e tem vida em abundância. Ainda disse que rogaria ao Pai para que enviasse o outro Consolador, O Espírito da Verdade. Aleluia!

A pedido do Cristo de Deus, a pomba ainda procura locais apropriados para pousar seus pés. Que nosso coração seja esse local apropriado. Ela é criteriosa, não pousa em lugares sujos, contaminados ou bagunçados. Que nosso coração esteja no caminho da santificação, para que o Santo Espírito, que um dia usou a forma corpórea da pomba, pouse no nosso interior. 


Pense nisso...

Mãos cansadas, joelhos desconjuntados e pés que manquejam. Esses três membros do corpo não estão bem. Talvez esse seja o caminho da santificação. Olhar para nossos próprios membros e percebermo o quanto não estão bem. As mãos que tanto já fizeram e agora estão cansadas. Os joelhos que devem ser inspiração para outros, mas que agora não se dobram tanto. E os pés que manquejam, tentam andar reto, mas mancam, pendem para um lado, não seguem reto. Sem santificação, ninguém verá ao Senhor. Que o Espírito Santo nos convença disso. Que nossas mãos, ainda que cansadas, possam tocar, pela fé, no Cristo do Calvário. Que nossos joelhos, ainda que desconjuntados, possam ainda continuar a se dobrarem, para que outros também sigam o exemplo e também se dobrem. E que nossos pés, ainda que estejam manquejando, possam andar na direção da santificação, para que veredas direitas sejam feitas. Caminhos antes tortuosos, agora sejam endireitados e nossos pés seguirem reto, sem se desviar para direita ou para esquerda. 
E, por último, que possamos seguir a paz com todos!

Que sejamos santificados na verdade,

Em Cristo
Pr Erisvaldo Pinheiro Lima
Mensagem ministrada na 1ª Imersão Bíblica da Igreja Santuário do Altíssimo, em Maio de 2019.

terça-feira, 7 de maio de 2019

Escatologia: aliança abraâmica




Tão logo acontece a queda do homem, Deus já mostra sua intenção de salvação (Gn 3.15). Para execução desse plano de salvação, Deus estabelece uma aliança com Abraão. A Aliança abraâmica será a base paras outras três, a saber:

1. Aliança palestina (Dt 30.1-10)
2. Aliança davídica (2Sm 7.12)
3. Nova aliança (Jr 31.31-34)

A Aliança que Deus estabeleceu com Abraão é a base, a raiz das outras Alianças. Em cada trecho da Aliança abraâmica possui termos, com palavras ou expressões chaves, que se aplicam às demais alianças:



A Aliança abraâmica está registrada em Gn 12.1-3, quando Abrão ainda está em Ur dos caldeus (At 7.2), e foi ampliada em momentos decisivos de sua vida, veja:

12.6-7 >> Quando Abrão finalmente deixa parte de sua família e entra na terra de Canaã.

13.14-17 >> Depois que Ló se apartou dele. Vale lembrar que a base condicional da aliança era de que Abrão saísse do meio de sua parentela.

15.1-21 >> “Depois destas cosas, veio a palavra do Senhor a Abrão”. Logo depois que o patriarca: 1- Pelejou e libertou Ló, bem como os bens e povo de Sodoma e Gomorra, que tinham caído na guerra dos “4 reis contra 5 reis”; 2 – Deu o dízimo de todo o despojo ao sacerdote Melquisedeque. Que por sua vez, lhe trouxe o pão e o vinho e o abençoou.

17.1-14 >> Quando Abrão já tinha idade avançada e Sarai permanecia estéril, Deus muda o seu nome para se ajustar à amplitude da promessa. Agora, Abraão, pai de multidões, e Sara, princesa! O sinal dessa aliança é a circuncisão.

22.15-18 >> Quando Abraão leva seu filho Isaque para sacrifício, na sua prova de fé.




Com base na linha interpretativa pré milenista de J. Dwight Pentecost, entendemos que a Aliança Abraãmica é LITERAL e que:

Por ser alvo do plano de redenção do Senhor para salvação do homem caído, entendemos que trata-se de uma aliança INCONDICIONAL, a única condição era que Abrão saísse de sua terra e de sua parentela, condição esta, que foi impulsionada pelo próprio Senhor (At 7.4).

É ainda uma aliança PEPÉRTUA, onde haverá um trono eterno vindo da descendência de Davi. Diz respeito à TERRA palestina de Canaã, como espação geográfico definido para o trono eterno. E, por último, aponta para a nação de ISRAEL, o povo judeu.


E a Igreja de hoje?

Como que a Igreja se encaixa na Aliança abraâmica? Rm 11 nos dá a resposta:

O Israel de Deus é a sua bendita Oliveira. Enquanto que a Igreja são ramos de zambujeiro enxertados na Oliveira (11.17). Assim ocorre com a Oliveira:

1. Sua raíz: é a Aliança Abraâmica, que nutre toda a Oliveira

2. Seu caule: é a Aliança Palestina, como local visível da Oliveira

3. Seus ramos: é a Aliança Davídica, por hora cortada, pois não creram no Cristo de Deus, mas que em breve serão reenxertados (11.23).

4. Seus frutos: é a Nova Aliança, onde, logo após serem reenxertados (11.24), Israel dará seus frutos da redenção.


Porque a Igreja é o ramo do zambujeiro enxertado, por meio da fé (11.20), na Oliveira de Deus, devemos dar frutos. Se não dermos os devidos frutos, seremos cortados (11.22). Hoje é o tempo em que a igreja gera seus devidos frutos. Logo será arrebatada da terra. E seguirá o julgamento dos frutos. E seguirá, também, o começo dos valiosos frutos dos ramos naturais da Oliveira, o Israel crendo no Cristo de Deus.

24 Porque, se tu foste cortado do natural zambujeiro e, contra a natureza, enxertado na boa oliveira, quanto mais esses, que são naturais, serão enxertados na sua própria oliveira!

25 Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado.


Pr Erisvaldo Pinheiro Lima

Estudo ministrado na Igreja Santuário do Altíssimo

Maio de 2019


Fonte bibliográfica:

PENTECOST, J. Dwight, Th.D. Manual de Escatologia Uma análise detalhada dos eventos futuros. Editora Vida. Tradução: Carlos Osvaldo Cardoso Pinto


sábado, 4 de maio de 2019

As três verdades que você precisa saber sobre a história de Mefibosete

A vida de Mefibosete foi de altos e muitos baixos, até que Davi fez valer a aliança com Jônatas
2Samuel 9.1-7



Conta-se a história de um certo homem, desejoso de alcançar sua benção, procurou a ajuda de um mestre. Ansioso e apressado, o homem lhe pergunta qual era o caminho para alcançar sua tão sonhada benção. O velho mestre, de barbas longas e vestido de túnica, apenas aponta um certo caminho. Entusiasmado, o homem logo segue na direção do caminho mostrado pelo mestre. Não demorou muito, ele logo é surpreendido com golpes que lhe causam grande dor. Acreditando não ter seguido o caminho certo, logo volta ao mestre e lhe pergunta novamente a direção do caminho de sua tão sonhada benção. Ainda sem falar nada, o mestre apenas estende sua mão e aponta para o mesmo caminho de antes. Franzindo suas sobrancelhas, o apressado homem segue na mesma direção. Mais uma vez, não demorando muito, ele é surpreendido com golpes violentos que lhe causam ainda mais dor. Indignado, e já quase sem forças, ele volta ao mestre e o questiona: “Perguntei-lhe qual era o caminho da minha tão sonhada benção. Segui obedientemente na direção que o senhor me mostrou e tudo que ganhei foram golpes de violência que me causaram muita dor... agora me diga, não gesticule, preciso que realmente me diga qual é a direção do caminho da minha benção! ” Foi então, que o paciente mestre olhou para ele e disse: “sua benção está na direção desse mesmo caminho, logo depois dos golpes. ”

Lembremos, pois, da história do filho de Deus. Dos terríveis golpes violentos que sofreu. E tendo suportado tudo, permaneceu no caminho da missão que o Pai lhe deu. Oro ao nosso Bondoso Senhor, para que nossa história esteja, de fato, no caminho da benção de Deus. Ainda que seja um apertado caminho, com momentos de violentos golpes, que possamos prosseguir, nunca desistir, em obediência à voz de Deus.

A história de Mefibosete é um bom exemplo de que o caminho da vida há momentos de golpes violentos. Que o Santo Espírito nos mostre isso. Veja, agora, as três verdades que você precisa saber sobre a história de Mefibosete e permita que o Espírito de Deus fale contigo:

  • É uma história de início muito promissor e que, de repente, tudo vira ao avesso.



Mefibosete era filho de Jônatas, filho de Saul, rei de Israel. Era herdeiro. Nasceu no palácio. Teve todos os cuidados da corte. Tinha um futuro brilhante. Todos os sonhos e projetos disponíveis ao seu dispor, afinal, era príncipe! Tudo muda com uma notícia. Saul e Jônatas morreram. As novas que vieram de Jezreel (2Sm 4.4) mudam todo o percurso da história do pequeno príncipe. Todos os descendentes de Saul corriam risco de morte. É o fim dos sonhos. Acabaram os projetos de vida. Tudo agora se resumia em continuar vivo. Depois da triste notícia, Mefibosete apenas sobrevivia. Você já teve uma triste notícia que mudou sua vida? Uma notícia que abalou seus sonhos e projetos?
Seguido da notícia ruim, houve também um certo incidente. Na pressa de fugir, a cuidadora de Mefibosete o deixa cair. Isso deixou uma marca. Ele ficou coxo, para sempre. Verdade é que, quando nossa história vira ao avesso, ficamos marcados para sempre. São momentos em que pessoas até poderiam nos ajudar, porém, nos deixam cair. A agonia da pressa é responsável de se deixar pessoas caírem... que o Santo Espírito nos exorte quando ficarmos agoniados e apressados.

  • É uma história de vergonha e dor



Ao ser perguntado sobre a existência de algum descendente de Saul, Ziba descreve o filho de Jônatas como “aleijado de ambos os pés”. Não fala seu nome. Descreve apenas, sua deficiência. Sua falta havia se tornado sua identidade. Coisa triste é quando a lembrança de uma pessoa se torna tão somente aquilo que lhe falta. O que um dia foi príncipe, agora não passa de um aleijado de ambos os pés.

Não bastasse a morte de toda sua família e de se tornar aleijado, Mefibosete ainda foi morar numa terra inóspita. Não havia outra opção. Lo-Debar significa “sem pastos”. Uma cidade além do Jordão, sem uma nascente de água, sem colheita, sem perspectiva de melhora, realmente sem nenhum pasto. Aquele que há tempos tinha um futuro promissor, agora, seus dias eram sombrios, sem sonhos. Lo-Debar era o último lugar em que poderia se encontrar um homem. Que o Santo Espírito nos faça lembrar em quais terras já estivemos nos dias de vergonha e dor.

O erudito bíblico John Davis define a etimologia de Mefibosete como “vergonha destruidora” ou “aquele que espalha vergonha”. De fato, a história desse pobre homem é de muita vergonha e dor. A autoimagem de Mefibosete muito bem o definia. Diante do rei, ele se descreveu como “um cão morto”. A morte que devorou toda sua casa, parecia estar dentro de seu coração, afinal, ele poderia morrer a qualquer momento. Mefibosete se definia como um cão morto, e você, como se define?

  • É uma história que mostra o valor de uma aliança



No capítulo vinte de 1Samuel mostra a aliança que Davi e Jônatas fizeram. No dia em que Davi fugiu de Saul para não ser morto, ele conta com a ajuda do filho do rei. Ambos declaram que essa aliança seria perpétua. Enfatizo mais uma vez, Davi havia feito uma aliança com Jônatas, filho de seu inimigo. Uma vez já coroado rei, Davi chama sua corte e declara “há ainda alguém da casa de Saul, para que lhe faça bem por amor de Jônatas? ” Repare, querido leitor, que a aliança era com Jônatas, mas a beneficência de Davi foi por toda casa do pai de Jônatas. Mesmo tendo sido seu inimigo, Davi quer fazer o bem a toda a casa de Saul. Esse é o valor de uma aliança. Alcança todos da casa de quem está aliançado. Creia que Deus está aliançado contigo e que essa aliança pode alcançar todos da sua casa, amém?

Pense nisso...


A história de Mefibosete foi marcada por violentos golpes. De um início glorioso a um estado sem pastos, sua história foi mudada quando Davi fez valer a aliança que tinha com Jônatas. Mefibosete agora come de seu pão na mesa do rei. Tem terras restituídas. E possui inúmeros trabalhadores a seu comando. Sua história teve uma reviravolta novamente, desta vez, para melhor. Que o Santo Espírito nos mostre que nossa história é cheia de reviravoltas, mas que no fim, Deus se fará valer da aliança feita no Calvário!

Continue, amado (a) irmão (ã), trilhando o apertado caminho do Senhor, pois sua “benção está na direção desse mesmo caminho, logo depois dos golpes. ”


Em Cristo, Senhor nosso,
Pr Erisvaldo Pinheiro Lima
Igreja Santuário do Altíssimo
Mensagem ministrada em 03 de março de 2019

Fontes bibliográficas:
Novo Dicionário da Bíblia / John D. Davis; (Tradução: J R Carvalho Braga). - Ed Ampl. e atual. - São Paulo, SP: Hagnos, 2005.



quarta-feira, 20 de março de 2019

Três atitudes do crente: introdução


Estamos em clima de recomeço. Escutei de uma pessoa que “estamos vivendo o novo primeiro amor”. Embora estejamos enfrentando duras lutas, o sentimento de regozijo tem sido muito maior e mais notável. Pois bem, aproveitaremos esse clima de recomeço para ajustar o ponto por onde devemos começar. A palavra de Deus nos fornece a direção certa desses primeiros passos do recomeço.  Minha oração é que nosso coração se abra para compreendermos as três atitudes que o Senhor requer de seus humildes servos.
Para isso, tomaremos a carta de Paulo aos Efésios. À semelhança de outras cartas paulinas, Efésios possui duas divisões: uma seção profundamente doutrinária (capítulos 1 a 3), que descreve os grandes fatos da redenção que Deus operou através de Cristo; e uma seção prática (capítulos 4 a 6) onde é listado uma série de exigências divinas para as condutas cristãs.  Essa segunda seção pode, por sua vez, ser subdividida em dois assuntos principais. O primeiro fala de nossa vida neste mundo, indo de 4.1 até 6.9. Enquanto que o segundo assunto aborda o conflito com o inimigo de nossas almas, indo de 6.10 até o fim da carta. Temos, então, três divisões na belíssima carta aos Efésios:
(1)    a posição do crente em Cristo (1-3:21);
(2)    a vida do crente neste mundo (4:1-6:9); e
(3)    a atitude do crente diante do inimigo (6:10-24).
Em cada uma dessas divisões, separamos uma palavra que enfatiza o conteúdo central de cada trecho:
Assentar (2:6), Nossa posição em Cristo, a palavra-chave dessa seção, o segredo da verdadeira experiência cristã. Deus nos fez assentar com Cristo nos lugares celestiais, de modo que todo crente deve começar sua vida espiritual ali, nesse lugar de repouso.
Andeis (4:1), Nossa vida no mundo, a qual exprime nossa vida neste mundo. Somos desafiados aqui a demonstrar nossa conduta cristã, nosso comportamento coerente com tão elevada vocação.
Firmes (6:11), finalmente, na terceira seção, encontramos a chave de nossa atitude perante nosso inimigo, a qual está contida na palavra firmes (6:11), a qual expressa nosso triunfo final.

A vida do crente sempre apresenta estes três aspectos: um que se refere a Deus, outro ao ser humano e o outro aos poderes satânicos. Se ele quiser ser útil nas mãos de Deus, deve ajustar-se de modo adequado com respeito a esses três aspectos: sua posição, sua vida e sua guerra. O crente deixa de atender às exigências de Deus a partir do momento em que subestima a importância de qualquer desses elementos, pois, cada um deles constitui um campo no qual Deus expressa "louvor e glória da sua graça, a qual nos deu gratuitamente no Amado" (1:6). Tomaremos, pois, essas três palavras — assentar, andeis, firmes — como guias para o ensino total da carta aos Efésios, e como o texto onde se insere a mensagem para nossos corações. Verificaremos que será sumamente instrutivo observar a ordem em que aparecem, bem como as conexões que as unem entre si.
Se é para reiniciarmos, então, que seja pela palavra. Movidos pela palavra. Antes de adentrarmos na batalha das eras, contra os poderes das trevas, então, que andemos neste mundo de forma digna. E antes que demos esse primeiro passo, que possamos nos assentarmos em Cristo nas regiões celestiais. Assentar, andeis e firmes... nesta ordem.
Deus abençoe seu recomeço.
Pr Erisvaldo Pinheiro Lima
Ministrado em 19 de março de 2019, no primeiro estudo da Igreja Santuário do Altíssimo.

Fonte:
NEE, Watchman. As três atitudes do crente. Editora Vida

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Ananias e Safira – Uma pequena mentira, uma prevenção ou o quê?

Texto: Atos 5.1-11


Ananias e Safira depositaram uma oferta aos pés dos discípulos de Cristo que não representava a verdade.

Vamos ver então o panorama em que se desenvolveu a história de Ananias e Safira. A igreja estava crescendo exponencialmente. Podemos ver no capítulo 2 de atos, do verso 2 até o 41 o quanto a igreja crescia. No verso 41 diz “Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas.”  Outro fator que vale muito a pena destacar para o entendimento da igreja em Atos é a pratica de se repartir as posses (Atos 2,42-47 e Atos 4,32-35). A igreja vivia em comunhão, gozando dos prodígios do Espírito Santo de Deus e não tinham nada como de uma pessoa somente e sim como de todos.
            Vale destacar ainda que nas Escrituras não há uma ordem explicita para a prática de se vender as posses e dividi-las na igreja. Encontramos algo parecido, mas que foi usado para exortação em Mateus 19,21 “E disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; depois vem e segue-me” Jesus usou essa fala com um jovem que tinha sua segurança em seus bens. E a Bíblia relata que “ele se retirou triste pois tinha muitos bens” (v. 22).
            Voltando para Ananias e Safira. Eles não tinham obrigação de vender suas posses e depositá-las aos pés dos discípulos. Também não precisavam mentir em relação ao valor vendido. Poderiam declara que venderam por um tanto e que haviam retido uma parcela desse tanto. Não é verdade? Qual o mal que há nisso?
            Gostaria de lembrar com vocês alguns princípios que as Santas Escrituras nos ensinam: Em Lucas 21, 1-4 Jesus afirma que a maior oferta foram as duas moedas da viúva pobre pois “ela deu tudo o que possuía, todo o seu sustento”. Então entendemos que a nossa entrega aO Senhor tem que ser total, plena, até que não nos sobre mais nada, até que nos tornemos totalmente dependentes de Deus. A Bíblia nos mostra que vamos achar o Senhor “quando o buscarmos de todo o coração e de toda nossa alma” (Dt 4,29) E isso também requer uma entrega total.
            A exemplo de Ananias e Safira muitos desejam entregar algo ao Senhor, depositar algo aos Pés do Senhor, mas não abrem mão de uma “reserva”. Explico: “Gosto muito da pregação do pastor tal, mas não quero um compromisso naquela igreja, não quero “aceitar Jesus” ainda”, outro argumenta: “Eu creio em Jesus, mas não quero abrir mão da minha vida social, dos meus amigos”... Não desejam um compromisso total. Desejam ser simplesmente simpatizantes. Desejam ter um lugar para voltar fora da igreja, fora dos princípios...”Se não der certo eu tenho uma reserva”. – poderia ser esse o pensamento de Ananias e Safira, ter uma reserva. Mas a viúva não fez reserva, ela creu totalmente e Cristo afirmou que dela foi a maior oferta.
            Você está entregando sua vida totalmente ao Senhor ou está fazendo uma reserva? Você está depositando suas duas únicas moedas no gazofilácio do Senhor ou está depositando aquilo que está te sobrando?
            Sim. Ananias e Safira mentiram ao Espírito Santo de Deus e foram punidos por não estar depositando todo o valor e ainda afirmando que estavam fazendo isso. Repito: Eles não tinham a obrigação de entregar nada, mas se comprometeram a entregar.
            Você não tem obrigação de viver com Cristo e para Cristo. Mas você se comprometeu. E se você se comprometeu deve se entregar totalmente. Quando é feito o “apelo” a pergunta que se faz é: “Você recebe (ou aceita) Jesus como SENHOR e SALVADOR de sua vida?” A parte de ser o Salvador é fácil de viver, mas aceita-Lo como Senhor é mais estreito. Temos que permitir o Cristo assuma o total Senhorio de nossas vidas.
            Se Alguém, que pode sondar o seu coração, te perguntasse hoje, se você está depositando TODA a sua vida no altar, o que você diria? “Está tudo ai Senhor! É todo o meu tempo, é tudo o que tenho, é tudo o que sou, é todo meu sustento”. Você responderia isso? Ou você ainda não conseguiu entregar tudo.
            A entrega total vem do exercício de fé. Exercite sua fé, se entregue totalmente e seja dependente do Senhor.
            Que o Espírito Santo seja o seu guia nessa entrega e que Deus te abençoe grandemente nessa jornada em nome do Cordeiro Santo Jesus Cristo.

Pr José Roberto Paulino dos Santos!
Igreja Batista Vidas em Resgate
Janeiro de 2019

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Palestra para formandos

3 Conselhos práticos e bíblicos para a vida acadêmica
3 Conselhos práticos e bíblicos para a vida acadêmica

Existem momentos que são marcantes. Que nunca esquecemos. Ficam gravados em nossa memória. Hoje é um desses dias. Estou muito feliz pelo convite feito pela formanda Ana Paula.  Que o Deus me inspire a contribuir de alguma forma para deixar esse dia ainda mais marcante. Para isso, eu quero trazer três pequenos conselhos para a vida acadêmica de vocês:



1.     Primeiro conselho: Valorize o ensino



O Filho de Deus nos ensinou que CONHECEREIS A VERDADE E A VERDADE VÓS LIBERTARÁ. É a bandeira do conhecimento sendo levantada. O conhecimento leva sempre a algum lugar.

Valorize todo processo de ensino e aprendizagem de vocês. O ensino é nobre. Se em algum determinado momento você tiver que passar um final de semana estudando, e tiver que abrir mão de algum lazer, saiba que, de maneira nenhuma, isso foi perda de tempo. Leiam e invistam em livros. Se há uma boa coleção que você pode ter, é a de livros. Tenho duas coleções, uma de cartões de orelhão (quem lembra?), e outra de livros. Próximo dos 40, percebo que somente a minha segunda coleção faz algum sentido.

Valorize, de alguma forma, aqueles que foram e ainda serão, mestres na sua vida. Acreditem, bons mestres podem semear pequenas atitudes que tem poder de mudar uma vida inteira. Quando eu estava no 2º ano do Ensino Médio, tínhamos uma lista enorme de livros para lermos, estudarmos, ficharmos... e vocês sabem que leitura obrigatória não tem nada de prazeroso. Pelo menos era assim que eu pensava até o dia que um professor de literatura preparou uma aula diferente. Numa aula dupla, ele passou a primeira aula inteira preparando o quadro negro e escrevendo o primeiro parágrafo do livro que estávamos lendo. A Senhora, de José de Alencar. Toda a turma reclamava desse livro. Tudo mudou no início da segunda aula, quando o professor leu aquele primeiro parágrafo. Foi uma leitura tão apaixonante, envolvente. Ele foi frisando o jogo de palavras que o autor foi usando. Frisou também as intenções do autor. Eu que já estava na metade do livro, tive que recomeçar a leitura. Descobri que o livro era bom. Descobri que a leitura era prazerosa. Passei a ter carteirinha da biblioteca da escola, da biblioteca pública de Ceilândia, da Biblioteca Demonstrativa de Brasília. E nunca mais parei de ler.


2.     Segundo conselho: Valorize a fé

A Bíblia Sagrada, que é o livro mais impresso em todo mundo, descreve a fé como “o firme fundamento das coisas que não se vêm, e a certeza daquilo que se espera”. E é uma descrição incrível!

Se a fé é um sentimento que me dá uma certeza de algo que não vejo, mas espero, então, todos nós deveríamos ter fé. Não falo de uma fé doutrinadora. Pelo contrário, falo de uma fé motivadora que me faz crer que vai acontecer, que aquilo que hoje estou lutando, me esforçando um dia vai acontecer. Uma fé que me traz um senso de positividade diante da vida. A vida já tem muitas pessoas negativas. Pessoas que sempre descrevem o copo que está pela metade como um copo meio vazio. O mercado de trabalho valoriza pessoas positivas, que diante do copo pela metade, sempre o vê como um copo cheio. Tenham fé em Deus. Tenham fé na vida. Tenha fé em vocês mesmos. Pela fé, ousem sonhar!

Na dedicatória da monografia da minha graduação, eu escrevi: “aos meus pais, retirantes nordestinos, que viajaram 48 dias na carroceria de um “pau de arara”, pelo sonho de ter um filho formado”. Minha formatura realizou o sonho de vida de meus pais.

Mas perceba uma coisa. Longo foi o caminho entre a citada viagem do sonho sonhado até o momento da formatura do sonho realizado. Sim, há um caminho longo, por diversas vezes difícil, entre o sonho sonhado e o sonho realizado. E é a fé, o combustível que te movimentará nessa caminhada da realização dos seus sonhos.

Não deixe de sonhar. Ninguém tem o direito de zombar ou menosprezar o sonho de alguém. Na década de 60, uma criança que nasceu no interior de São Paulo sonhou em ser astronauta e viajar pelo espaço. E conseguiu. Que limites pode ser colocado num sonho cujo combustível é a fé. Tenha fé nos seus sonhos!



3.     Terceiro conselho: Valorize sua família

Quer conhecer sua história? Conheça a história de seus pais. Quer conhecer bem a sua história? Então, escute atentamente as histórias de seus avós. Foi assim que descobri que algumas manias que eu tenho, meu pai também tinha, e que até meu avô fazia algo parecido. Isso me ajudou a me conhecer melhor, e principalmente, a entender e compreender melhor meus pais.

Como dizia a antiga canção, “meu pai foi meu herói e meu bandido”. Do meu pai, tenho minhas melhores lembranças de infância. Do meu pai, tenho minhas piores lembranças de infância. Graças a Deus, a vida me proporcionou um momento de frente a frente com meu pai. Colocamos essas coisas a limpo. Eu sempre tive um lema, de ser um pai presente que eu mesmo não tive. Ele não sabia disso, e para minha surpresa, ele também tinha um lema, ser um pai amigo que ele mesmo não teve. Percebi que somos bem parecidos. Queríamos oferecer aquilo que não recebemos. E nessas boas intenções que tínhamos, nossa humanidade foi mostrada por diversas vezes. A nossa humanidade exposta nos faz entender melhor e perdoar e ser perdoado. Do meu pai, herdei muitas coisas boas também. O fato de eu ser um homem honesto, de caráter e trabalhador, devo a ele. Herdei do meu pai.

Saibam, meus queridos formandos, que vocês possuem a capacidade de chagar a lugares altos, mas vocês nunca podem esquecer de onde vocês vieram. Não tenham pendência com sua família. E se você tiver uma família imperfeita, igual a minha, sei que a vida vai preparar bons momentos de perdoar e ser perdoado.

Depois que fui consagrado a pastor, o ofício em que mais tiro boas lições de vida acontece nos cultos fúnebres. O sábio rei Salomão disse que se aprende muito mais num dia de sepultamento que num dia de nascimento. Já vi despedidas carregadas de declarações sinceras de amor, mas algumas acompanhadas da frase “eu deveria ter falado isso” ou “eu deveria ter feito aquilo”. Se você pode falar algo para sua família, fale hoje. Se você pode fazer algo pela sua família, então que seja feito hoje mesmo. Pois você sempre terá algo deles e eles também terão algo seu.




Concluímos nossa fala, relembrando nossos três simples conselhos:

1.     Valorize o ensino, pois o conhecimento sempre pode te levar a algum lugar que você nunca esteve.

2.     Valorize a fé, pois ela será sua força motivadora para você perseverar na luta pelos seus sonhos.

3.     Valorize sua família, pois, para se chegar onde você quer chegar, você tem que saber de onde você veio.



Assim, eu desejo com todo meu afeto e torcida, como valor que carrego, que cada um de vocês:

·        Tenham paz no seu coração

·        Que amem a Deus e também a todos os seus próximos

·        Tenham a convicção que podem deixar esse mundo melhor



Deixo meu abraço a todos mestres aqui presentes. Sei como é a dedicação de vocês, sou também professor. Deixo meus parabéns a todos os pais, seus filhos estão aqui, sinal que vocês fizeram um bom trabalho.

E principalmente, pois é o momento marcante que falei no início. Queria que todos os formandos ficassem de pé, pois eu quero aplaudir vocês. Se alguém quiser também me acompanhar, fiquem à vontade.

Meus sinceros parabéns aos formandos!  Em 2017, tivemos o ingresso de 1652 alunos aqui na nossa cidade. E obtivemos, no mesmo ano, a formação de 1349 alunos. Percebam que mais de 300 ficaram pelo caminho. Vocês concluíram, não desistiram. Estão aqui. Meus sinceros parabéns a vocês!
Que Deus abençoe a todos.

Erisvaldo Pinheiro Lima
Palestra ministrada em 10 de Dezembro de 2018
Culto Ecumênico dos Formandos de 2018 do CEM 111 do Recanto das Emas

sábado, 21 de julho de 2018

Sacerdotes deficientes de ontem e os ministros com limitações de hoje

Jesus, o pão vivo, é a cura para nossa deficiência espiritual



Nenhum homem da semente de Arão, o sacerdote, em que houver alguma deformidade, se chegará para oferecer as ofertas queimadas ao Senhor; falta nele há; não se chegará para oferecer o pão de seu Deus. (Lv 21.21-22)

De acordo com a lei mosaica, os sacerdotes que possuíam alguma deformidade física ficavam com algumas restrições nas atividades do Tabernáculo. A lista englobava tanto deformidades permanentes, como a cegueira de nascença, ou temporárias, como um membro quebrado. Suas limitações físicas os limitavam no serviço do Tabernáculo de Deus.

Entre as restrições, esses sacerdotes eram impedidos de oferecer o pão de seu Deus. A ordenança levítica do rito do pão da proposição é descrita em Êx 25.23-30. Observe o quão significativo é este rito:

“E sobre a mesa porás o pão da proposição perante a minha face continuamente”


Esse pão da proposição representava a presença do Senhor Deus como sustentador e provedor de Israel. Ao ser colocado na mesa, o pão era colocado perante a face do Senhor. Um rito de muito significado espiritual. O pão é símbolo de tudo quanto serve para alimentar o corpo. Israel é o corpo. É o bichinho de Jacó. A filha de Sião. É a menina dos olhos de Deus. E o próprio Deus é o sustentador de Israel.

Em Lv 24 vemos a descrição desse rito. Aos sábados, os sacerdotes aptos ao ritual, organizavam os doze pães sobre a mesa. Um para cada filho de Israel. Os pães substituídos eram ingeridos pelos sacerdotes ali mesmo no Santo Lugar. Todo o ritual aponta para Cristo, o Pão da Vida, que disse:

“Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer desse pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é minha carne, que eu darei pela vida do mundo. ” (Jo 6.51)


Os limitados sacerdotes não participavam de todo o ritual dos pães da proposição. Os sacerdotes com alguma limitação física não participavam da organização da mesa.

“... falta nele há; não se chegará para oferecer o pão de seu Deus. ”


Se, por um lado, ficavam impedidos de organizar a mesa e servir os pães, por outro, eram livres para se alimentarem do pão no Santo Lugar:

“O pão do seu Deus, das santidades de santidades e das coisas santas, poderá comer. ”


As limitações físicas impediam o sacerdote de organizar a mesa e oferecer o pão da proposição diante da face de Deus. Mas ainda assim, eram orientados a estarem ali, e se alimentarem desse pão no Lugar Santo. Não serviam o pão, mas se alimentavam dele. Não organizavam a mesa, mas estavam presentes no ritual. Mesmo impedidos de realizarem o rito, não ficavam excluídos do Lugar Santo. Que esse princípio nos ensine ainda nos dias de hoje!

Ainda há sacerdotes com limitações no templo. Não mais limitações físicas, mas ainda pior, há limitações espirituais. Descreveremos uma lista com algumas limitações. Oro que o Espírito fale conosco. Como no tempo levítico, são limitações que devem impedir o ministro de organizar a mesa e servir o pão. Mas também são limitações que não devem privar o ministro do alimento do pão! O ministro com alguma dessas limitações deve estar no Santo Lugar, mas não são apropriados para servirem o alimento no púlpito! Essas limitações recebem o nome de mecanismos de defesas. Veja, e permita que o Espírito Santo fale contigo:

1-      Projeção: Ocorre quando o sujeito se sente mal por ter algum erro moral e ele projeta esse erro nos outros. Exemplo: Ao invés de assumir que não gosta de uma determinada pessoa, ele diz que aquela determinada pessoa não gosta dele. Às vezes, até assume um erro, mas esse tipo de sujeito projeta esse erro nas outras pessoas. Exemplo, ele assume que mentiu, mas diz “todo mundo mente mesmo”. Ele desconfia que outras estão praticando exatamente o que ele mesmo pratica, como no exemplo de um marido adúltero que tem muito ciúmes da esposa.
2-      Racionalização: É um sujeito que inventa boas desculpas para seus erros, e os imagina como reais. Uma pessoa, por exemplo, que não lê a Bíblia e coloca como desculpa o fato de não possuir ensino superior. Por ter um dia a dia muito corrido, ele não tem o hábito de oração. Mesmo não sendo o real motivo, o sujeito que racionaliza acaba acreditando e se sentindo melhor com a falsa desculpa para seus erros e faltas.
3-      Regressão: Ocorre em algumas pessoas que, ao serem frustradas, agem com condutas infantis. São atitudes em que durante sua infância até que lhe servia para conseguir algo, mas que feitas na fase adulta, apenas lhe expõe ao ridículo. São exemplos disso, pessoas que “dão birra”, renunciando ou se isolando, quando as coisas não ocorrem como elas querem.
4-      Substituição: Esse mecanismo de defesa ocorre quando um sujeito não consegue descarregar sua ira ou frustração em seu agressor e o faz em alguém mais frágil. O exemplo clássico disso é descrito quando um determinado pai de família é agredido verbalmente pelo seu patrão. Ele não consegue (ou não pode) responder seu chefe, então, ao chegar em casa, descarrega tudo na esposa, que, por sua vez, desconta tudo no filho, que desconta tudo no pobre do cachorro. Parece cômico, mas há ministros que, por exemplo, suportam cargas e afrontas na igreja, mas descarregam tudo em casa, na sua família. Isso é substituição de agressor, é um mecanismo de defesa, é uma limitação espiritual.
5-      Compensação: Ocorre em pessoas que tentam compensar alguma limitação física ou moral, se esforçando em ser bom numa outra área. Por exemplo, uma jovem senhora que não consegue ser mãe e se esforça muito para se destacar como uma boa professora de crianças. Aparentemente parece ser positivo, porém, se esse comportamento for exagerado, pode desenvolver complexos de superioridade ou de inferioridade.
6-      Identificação: Pode ser identificado quando uma pessoa inclui em suas condutas ou até mesmo em sua personalidade, uma série de características de outra pessoa que admira. Por exemplo, um pregador se esforça em pregar como outro de renome; um cantor se esforça em cantar igual a outro de renome. Já vi casos de ministros que copiam não somente uma mensagem inteira de outro mais conhecido, mas incluíram também a mesma entonação na voz, a mesma postura no púlpito e até o mesmo jeito de segurar o microfone! Isso não é o “imitar” que Paulo ensinou, isso é Identificação, é mecanismo de defesa, é limitação espiritual.
7-      Fantasia: Alguns se sentem bem ao fantasiar situações onde o sujeito sempre é o centro ou retém toda admiração. Embora alivia até certo ponto, ainda é um escape à realidade. Na sua forma mais extrema, esse sujeito tende a tornar-se esquizofrênico.
8-    Formação de reação: Ocorre quando a pessoa demonstra em excesso o inverso de sua real expressão contra alguém. Se aquela determinada pessoa lhe fez mal, ela se esforça demasiadamente com uma expressão carinhosa. O que aparentemente parece ser positivo, ainda é um disfarce que precisa ser tratado.

Há alguns outros mecanismos de defesas. Destacamos esses oito acima. São limitações espirituais que carecem de tratamentos. Podem ocorrer por vários fatores. A falta de amadurecimento é um deles. 

Um sacerdote não pode ser imaturo, não pode ser neófito. Aquele que serve o pão no Lugar Santo deve ter maturidade espiritual. O Apóstolo Paulo exige de um ministro da palavra que seja “não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo. “ (1Tm 3.6) 



Pense nisso... 

Na lei mosaica, os sacerdotes com alguma deficiência não podiam organizar a mesa e nem servir o pão. Nos dias da Graça, os ministros com deficiência espiritual, que possuem uma soma dos mecanismos de defesas que foram listadas aqui, também não devem organizar o culto e nem servir a palavra. Tanto na lei mosaica, como nos dias da Graça, é recomendável que o pão seja ingerido por todos! 

Enquanto que na lei mosaica, o sacerdote com deficiência permanente estaria sujeito às limitações no rito dos pães da proposição; na Graça, os ministros com alguma limitação espiritual podem (e devem) buscar no Pão Vivo a força da provisão e a fonte de restauração para que seu culto esteja pleno. O que era permanente, hoje pode ser transitório. O Pão Restaurador pode sanar qualquer mecanismo de defesa que possa estar nos inabilitando para o culto pleno. Alimentemo-nos, pois, do Pão Vivo que desceu do céu. 

Que sejamos curados! Amém!


Bispo Erisvaldo Pinheiro Lima 
Mensagem ministrada em março de 2018, na Comunidade Evangélica Arca da Aliança. 


Fonte de Pesquisa: 

Bíblia de Estudo Pentecostal 

HOFF, Paul. O INCONSCIENTE E OS MECANISMOS DE DEFESA. In: O PASTOR COMO CONSELHEIRO. Editora Vida, 1996, p.38-47

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