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E, tomando o cálice, e dando graças, deu-lho, dizendo: Bebei dele todos;
Porque isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados.
E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide, até aquele dia em que o beba novo convosco no reino de meu Pai.
E, tendo cantado o hino, saíram para o Monte das Oliveiras.
Mateus 26:27-30 |
Bp Erisvaldo Pinheiro Lima
Palavra ministrada em culto de Santa Ceia
09/06/2013
A Santa Ceia do Senhor surgiu no meio da comida da páscoa. O pão e o vinho surgem no meio do amargor da páscoa. A ceia do Senhor começa quando Judas se retira. A ceia do Senhor começa quando tudo é revelado, nada fica escondido. A ceia do Senhor é dada aos discípulos, não aos inimigos. A ceia do Senhor é repartida, não é possessão de alguns.
- Substituição das ervas amargas pelo vinho
E naquela noite comerão a carne assada no fogo, com pães ázimos; com ervas amargosas a comerão.
Êxodo 12:8
Na páscoa, usava-se pão e ervas amargosas, na ceia do Senhor, Jesus substitui as ervas amargas pelo vinho. Um ato profundo de nosso Mestre, pois substitui o amargo pelo doce, o ruim pelo agradável.
Note também, que o pão ingerido é apenas parcialmente digerido em nosso organismo. O vinho, por sua vez, é quase que instantaneamente digerido e absorvido para nossa corrente sanguínea.
O pão e vinho, como integrante da Santa Ceia do Senhor, nos traz então esta mensagem profunda. O pão é mantido da festa pascal, como alusão ao antigo pacto, o Velho Testamento, por não ser digerido totalmente em nosso organismo, aponta para a insuficiência da antiga aliança em restaurar a natureza humana caída ao Deus eternamente Santo.
Mas o amargo das ervas é trocado pelo vinho, que Jesus declara ser seu próprio sangue, o Novo Testamento do seu sangue. Uma troca que a nós, pecadores, por si só já nos traz uma mensagem de esperança. Pois enquanto que na antiga aliança, o pecado causava a amargura no coração do homem que lhe se sujeitava, na nova aliança, o homem docemente é livre do domínio do pecado.
O vinho que é totalmente digerido pelo nosso organismo, Jesus declara "este é meu sangue". Logo, na Santa Ceia, ingerimos o sangue do Senhor, que rapidamente se digere, se misturando ao nosso próprio sangue, num momento em que nos tornamos um com Cristo. Pense nisso, o sangue do Perfeito, se misturando ao nosso sangue imperfeitos que somos. A cada Santa Ceia, o sangue do Senhor vai aumentando em nosso interior, assim, a vontade dEle irá sendo aumentada e a nossa diminuída.