terça-feira, 18 de junho de 2013

De Etã a Pi-Hairote: posturas diante de tribulações

A caminhada do povo de Deus de Etã a Pi-Hairote nos ensina a postura diante das tribulações


Bp Erisvaldo Pinheiro Lima 
Palavra ministrada em 17/06/2013


Êxodo 14:1-14

Uma atmosfera de alegria paira no ar. Deus mostra sua força tirando seu povo da escravidão do Egito. A primeira parada é em Etã, que fica à entrada do deserto. Não dentro do deserto, apenas a sua entrada. E fora do deserto o povo para por algum tempo. Até aqui o povo está tranquilo, nenhuma murmuração ou reclamação, nada disso. Podermos imaginar a satisfação no coração do povo, o Egito ficando pra traz e uma nova jornada de liberdade rumo à uma terra frutífera. Numa hora dessas, Deus estaria sendo louvado e o céu sendo cheio de agradecimentos. Deus é bom.

De Etã, Deus dá uma ordem para que Moisés, seu servo, conduzisse o povo à Pi-Hairote. Pense na alegria geral, mais uma aventura para os ex escravos. Se em Etã estava bom, em Pi-Hairote seria melhor ainda, afinal, era um lugar junto ao mar!  

O povo iria presenciar uma das manifestações mais sublimes do Senhor:  
E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo, para os alumiar, para que caminhassem de dia e de noite. (Êx. 13.21)

Um roteiro perfeito. Uma paz perfeita. Tudo tranquilo. Mas... 

O Senhor endureceu o coração de faraó...

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Santa Ceia: memorial restaurador e honra vindoura

As representações do pão e do vinho na Antiga e Nova Aliança
E, tomando o cálice, e dando graças, deu-lho, dizendo: Bebei dele todos;
Porque isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados.
E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide, até aquele dia em que o beba novo convosco no reino de meu Pai.
E, tendo cantado o hino, saíram para o Monte das Oliveiras.
Mateus 26:27-30

Bp Erisvaldo Pinheiro Lima 
Palavra ministrada em culto de Santa Ceia 
09/06/2013


A Santa Ceia do Senhor surgiu no meio da comida da páscoa. O pão e o vinho surgem no meio do amargor da páscoa. A ceia do Senhor começa quando Judas se retira. A ceia do Senhor começa quando tudo é revelado, nada fica escondido. A ceia do Senhor é dada aos discípulos, não aos inimigos. A ceia do Senhor é repartida, não é possessão de alguns.

  • Substituição das ervas amargas pelo vinho


E naquela noite comerão a carne assada no fogo, com pães ázimos; com ervas amargosas a comerão. 

Êxodo 12:8

Na páscoa, usava-se pão e ervas amargosas, na ceia do Senhor, Jesus substitui as ervas amargas pelo vinho. Um ato profundo de nosso Mestre, pois substitui o amargo pelo doce, o ruim pelo agradável. 

Note também, que o pão ingerido é apenas parcialmente digerido em nosso organismo. O vinho, por sua vez, é quase que instantaneamente digerido e absorvido para nossa corrente sanguínea. 

O pão e vinho, como integrante da Santa Ceia do Senhor, nos traz então esta mensagem profunda. O pão é mantido da festa pascal, como alusão ao antigo pacto, o Velho Testamento, por não ser digerido totalmente em nosso organismo, aponta para a insuficiência da antiga aliança em restaurar a natureza humana caída ao Deus eternamente Santo. 

Mas o amargo das ervas é trocado pelo vinho, que Jesus declara ser seu próprio sangue, o Novo Testamento do seu sangue. Uma troca que a nós, pecadores, por si só já nos traz uma mensagem de esperança. Pois enquanto que na antiga aliança, o pecado causava a amargura no coração do homem que lhe se sujeitava, na nova aliança, o homem docemente é livre do domínio do pecado.

O vinho que é totalmente digerido pelo nosso organismo, Jesus declara "este é meu sangue". Logo, na Santa Ceia, ingerimos o sangue do Senhor, que rapidamente se digere, se misturando ao nosso próprio sangue, num momento em que nos tornamos um com Cristo. Pense nisso, o sangue do Perfeito, se misturando ao nosso sangue imperfeitos que somos. A cada Santa Ceia, o sangue do Senhor vai aumentando em nosso interior, assim, a vontade dEle irá sendo aumentada e a nossa diminuída.

domingo, 9 de junho de 2013

Quem é você na parábola do bom samaritano?

O bom samaritano, o sofrido peregrino, o apressado sacerdote, o fingido levita, quem é você?
Parábola do bom samaritano
Lucas 10:31-35





Quem você é, caro leitor, olhando para esta preciosa parábola do bom samaritano, em qual destes personagens , hoje, você se identifica?


O sacerdote, o levita e o samaritano

Esta parábola nos fala de um certo peregrino que viajava de Jerusalém a Jericó, quando certos salteadores se levantaram contra ele, deixando-o meio morto a beira do caminho.

Nosso Mestre nos conta a partir daí, que três pessoas passam pelo peregrino, o vê naquele estado deplorável mas tomam atitudes inesperadas.

O primeiro a passar por aquele caminho já nos causa um impacto por se tratar de um sacerdote. Pois o que se espera de um sacerdote? A atitude deste líder religioso traz para nós, pastores, o peso da responsabilidade daquilo que se espera de nós.

O peregrino que está jogado a beira do caminho, podemos identificá-lo, à princípio, como aqueles que estão fora da igreja, ou aqueles que estão precisando de uma ajuda, ou até mesmo os que estão precisando de um milagre, talvez parecido com o milagre que o Senhor já fez em sua vida. Esse peregrino pode representar uma pessoa próxima a você que precisa de algo, e saiba meu querido leitor, você tem esse algo a oferecer! O problema é que muitas vezes a gente passa, vê a situação e segue em nosso caminho. 

O segundo a passar pelo peregrino é um levita. O levita na Bíblia não é apenas um instrumentista ou cantor como se acostuma dizer hoje em dia. O levita tem um chamado na Palavra de carregar a Arca da Aliança em seus ombros, esta Arca representava a Justiça e a Presença de Deus. Seja numa batalha, ou no santuário, o levita levava em seus ombros o a presença de Deus. Lamentável, então, ver um levita, que carrega a presença de Deus, passando ao lado de um peregrino necessitado de ajuda, e o levita não lhe oferecer a maior das ajudas, que é a presença de Deus. Quantas vezes não fizemos o mesmo, levamos Deus em nossos corações, e não o oferecemos para tantos que o necessitam. 

E por último passa um certo samaritano. Para nossa surpresa, é o único a ajudar. Vemos Jesus nos ensinando nesta parábola, a honra que o samaritano recebe aqui. Quem destes três era para receber esta posição de destaque? O sacerdote ou o levita, mas vemos o samaritano (samaritanos não se comunicavam com judeus) sendo colocado nesta posição de destaque quando faz a diferença. O sacerdote e o levita não fizeram sua parte, então Deus toma aquele que menos se espera dele, mas que faz sua parte, e o coloca em uma posição de honra. Faça sua parte na obra do Senhor, querido leitor, faça aquilo que é sua responsabilidade, pois se não, o Senhor levanta outros que ninguém dão nada e o honra. Nada contra Deus levantar outros, mas levantar outro no teu lugar... não permita querido, faça sua parte.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Apóstolo João: de seguidor vingativo a discípulo amado

A metamorfose da borboleta bem que poderia acontecer com todos nós que seguimos o Senhor.
Devemos passar por um processo total de transformação, que somente o Senhor é capaz  fazer.


E os discípulos Tiago e João, vendo isso, disseram: Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez?
Lucas 9:54


     É interessante ver o apóstolo João desse jeito, nervoso e vingativo. Nada parecido com o discípulo amado que estamos acostumados ouvir.
      O mesmo João que vemos escrever três cartas com palavras doces como "filhinhos" e "amados", nesta passagem deseja a destruição de uma cidade inteira!

       Podemos aprender pelo menos três lições desta atitude do apóstolo João:


  1. Quem poderia jogar uma pedra em João? Situações em que nossa paciência é testada, e as coisas saem do controle, o esperado não acontece, quantas vezes também a ira invade nossos corações trazendo vontades terríveis. Parece que habita uma fera em nosso interior, como no clássico infantil, onde a Fera mostra toda sua fúria diante à Bela. Somos a fera de hoje, e diante do Senhor, toda nossa fúria é exposta. 

sábado, 1 de junho de 2013

Parábola do semeador e as nossas reações

Parábola do semeador e as quatro reações mediante a Palavra.
O que semeia, semeia a palavra;
Marcos 4:14


Qual tem sido nossa postura diante da Palavra do Senhor?


Na bela parábola do semeador, o Senhor nos ensina quatro tipos de reações diante a Palavra.



Quando a Palavra é ministrada, sempre ocorrerá algum tipo de reação. Até mesmo naqueles que aparentemente não reagem, entendemos com esta parábola que algum tipo de reação ocorre mediante a ministração da Palavra de Deus.



Jesus ministrou a parábola do semeador para uma multidão, mas a explicou apenas a seus discípulos. O Mestre revelou aos seus mais íntimos seguidores que a semente usada pelo semeador é a Palavra de Deus e a partir daí nos ensina sobre as quatro reações diferentes diante a Palavra:


1º Grupo: Inércia mediante a Palavra



No primeiro grupo a semente nem chega a brotar. Diante da inércia de quem a recebe, o Mestre ensina que o diabo vem e tira-lhes do coração. Observe que não houve reação aparente desta pessoa, ela ouviu e nada fez. Mas neste caso a reação é no campo espiritual, onde o diabo aproveita a inatividade mediante a semente lançada e a rouba de seu coração. É válido frisar que estes estão na beira do caminho, isso mostra que houve a possibilidade de estarem no caminho, mas faltou um pequeno passo. 




2º Grupo: Alegria até o momento da prova


No segundo grupo a semente chega a nascer. O ouvinte recebe a semente e sua reação é de alegria. Um sentimento que realmente acompanha naqueles que recebem a semente e permitem que ela brote em seu interior, a alegria de libertação e que a vida passa a ter mais sentido. Uma família que nos acolhe, a obra que é nos apresentada e o ouvinte fica alegre. Mas o Mestre ensina que vem um tipo de teste, o "tempo da tentação" e logo se desviam. Como é atual este ensinamento do nosso Mestre, vemos tantos casos de pessoas que aceitam a Cristo e são tomadas com um sentimento tão grande de alegria e no primeiro teste, na primeira tribulação ou tentação abandonam a igreja e se desviam do caminho do Senhor. Uma pena isso, pois vemos que o semeador é o que semeia a Palavra, e aquele que veio semear as boas novas foi Jesus Cristo. Nosso senhor semeia sua palavra num coração que na primeira tentação se desvia. 

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Dengue espiritual e a contaminação mundana

Um pequeno mosquito gera uma perigosa doença. Pequenas atitudes nossas geram perigosas consequências.
Jesus respondeu: "Quem beber desta água terá sede outra vez, mas quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Pelo contrário, a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna". 

Acompanhamos diversos casos de dengue em nossa comunidade. Esta doença preocupante chegou até em membros e pessoas da liderança de nosso ministério. Orando sobre isso, o Espírito do Senhor tem me levado a uma reflexão em outro tipo de dengue, uma que não é noticiada mas que tem contaminado muitos, a dengue espiritual. 

A dengue espiritual tem sido uma realidade em nosso meio. Cada vez mais a contaminação mundana tem influenciado nossos cultos, e os sintomas disso reflete em valores materialistas, aparências, sucesso, imediatismo. Permita que o mesmo Espírito que me inspirou, ministre em seu coração:

  •      Contágio: 


De um pequeno mosquito chamado Aedes Aegypti, proveniente da África, seu nome significa "odioso do Egito", uma referência às doença que este mosquito transmite, como a dengue e a febre amarela. A contaminação da dengue espiritual também tem sua origem no Egito, que na Bíblia refere-se a tudo que é mundano. Da mesma forma que este pequeno mosquito faz uma grande estrago, a contaminação da dengue espiritual representa tudo aquilo que nos parece ser tão pequeno, mas que carrega dentro de si tanto mal. Aquilo que aos nossos olhos é tão pequeno, tão insignificante, aquilo que de tão pequeno dizemos "não tem importância", "isso não vai me contaminar" mas acaba contaminando nosso interior. Nem vemos, nem percebemos, mas o pequeno odioso do Egito vem e contamina tudo.

Alguns (digo alguns, pois não são todos), se vem grande demais a ponto de achar que pela sua grandeza e pela pequeneza do mosquito do mundo nenhum mal acontecerá. Pensamentos do tipo "sou forte", "sou grande", acompanhado da impressão que a contaminação do mundo é algo pequeno e "nunca vai me derrubar" contrasta com a dura realidade de que cada vez mais a dengue espiritual com toda sua contaminação mundana vem crescendo no nosso meio.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Fidelidade na caminhada e a porção dobrada de Eliseu

Em sua caminhada, Eliseu passou por Gilgal, Betel, Jericó e Jordão. Quatro grandes ensinamentos para nossas vidas.
"Sucedeu que, havendo eles passado, Elias disse a Eliseu: Pede-me o que queres que te faça, antes que seja tomado de ti. E disse Eliseu: Peço-te que haja porção dobrada de teu espírito sobre mim".

















     Nos momentos finais e iniciais das jornadas proféticas de Elias e Eliseu, a palavra do Senhor nos concede um profundo ensinamento. Neste texto, os profetas passaram por Gilgal, Betel, Jericó e Jordão. Quatro lugares, quatro testes, quatro ensinamentos de fidelidade na caminhada e consequente porção espiritual dobrada.

Gilgal


O teste da fidelidade espiritual de Eliseu começa em Gilgal. Aqui, o jovem profeta é testado para não permanecer, não seguir adiante. Para entendermos o significado espiritual para os dias de hoje, devemos lembrar que Gilgal é mencionado pela primeira vez na Bíblia no livro de Josué (5.9), como local escolhido por Deus para a nova geração de israelitas serem circuncidados. Gilgal significa "removido". Então, Gilgal é o local onde a carne deve ser tratada. Onde o pecado deve ser removido. Neste primeiro teste de Eliseu, sua carne deveria ser tratada. Se queremos viver lado a lado com o Espírito do Senhor, nossa carne deve ser tratada, suas concupiscências devem ser removidas. Nestes quatro estágios da caminhada cristã, muitos ficam apenas neste primeiro. A Palavra diz que o que é nascido da carne é carne, e Eliseu passa no teste da carne, vence a carne e sua jornada espiritual prossegue.

Betel


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