segunda-feira, 15 de abril de 2013

Começar, continuar e ir até o fim... fiel ao Senhor.

"E eis que, por ordem do Senhor, um homem de Deus veio de Judá a Betel; e Jeroboão estava junto ao altar, para queimar incenso". (1Reis 13.1)



Um homem de Deus, assim é definido o protagonista deste capítulo da história de Israel. Sem nome, como sinal de que o emissário do Senhor não deve ter seu nome em holofotes, pelo contrário, ele carrega o próprio nome do Senhor. O relato desse anônimo revela uma verdade atual. Muitos começam bem, mas não conseguem continuar bem. Outros continuam fiéis, mas não conseguem ir até o fim. Deixe o Espírito do Senhor falar contigo para você começar, continuar e ir até o fim debaixo da presença do Senhor.

  • Começar fiel.


Para entender a difícil missão desse homem de Deus, devemos lembrar que a nação de Deus havia sido dividida, ao sul, Judá com duas tribos, e ao norte, Israel com dez tribos. Roboão, filho do sábio rei Salomão, fora que causara essa divisão. Em vez de escutar os conselhos dos sábios, escutou dos jovens que haviam crescido com ele, resultado, nação dividida. No reino do Norte, Jeroboão é aclamado rei. E como uma de suas primeiras ações, decide criar locais para sacrifício. O rei de Israel não queria que seu povo descesse à Jerusalém para o culto. Um povo de mesma origem, agora separados.

A missão do homem de Deus era levar uma palavra de exortação da parte de Deus para o rei Jeroboão. Sair de Jerusalém á Betel por si só já mostra a árdua tarefa do profeta. Mas ele fora fiel, obedeceu prontamente a ordem de Deus.

sábado, 13 de abril de 2013

Elias na caverna e as provas do vento, terremoto e fogo.

"E ele lhe disse: Sai para fora e põe-te neste monte perante a face do Senhor. E eis que passava o Senhor, como também um grande e forte vento, que fendia os montes e quebrava as penhas diante da face do Senhor; porém o Senhor não estava no vento; e depois do vento, um terremoto; também o Senhor não estava no terremoto; e, depois do terremoto, um fogo; porém o Senhor não estava no fogo; e, depois do fogo, uma voz mansa e delicada." (1Reis 19.11-12)
Bp Erisvaldo  Pinheiro Lima
Palavra ministrada em 10/04/2013
Comunidade Evangélica Arca da Aliança

   
    Elias já tinha uma certa experiência com Deus. Era um homem que conhecia os milagres e o agir do Senhor. Do ribeiro de Querite à Serepta de Sidom, do Monte Carmelo à entrada de Jezreel, Elias experimentara e vivenciara a provisão e o poder sobrenatural do nosso Deus. Seja sendo alimentado por corvos e por uma viúva, seja lutando contra os profetas de Baal, ou profetizando uma grande chuva vinda da pequena nuvem do tamanho da mão de um homem, cada passo do nosso profeta era direcionado pelo Senhor. Cada passo, um testemunho do que é andar debaixo da mão do Senhor. Mas ainda assim, nosso profeta seria provado. Por mais zeloso que era, Elias passaria pela prova do vento, do terremoto e do fogo.

     Após receber a ameaça de Jezabel, Elias vai para o deserto, onde fora sustentado pelo anjo do Senhor. Um corvo, uma viúva e agora um anjo não deixando o profeta perecer. Deus cuida daqueles que estão debaixo de sua mão. Depois do deserto, Elias vai para caverna. Longe do perigo de Jezabel, mas próximo de Deus. Alguns dizem que aqui Elias se isolou num momento de fraqueza. Prefiro pensar que Elias fora guiado por Deus para ser provado. Nosso Deus prova quem ele quer aprovar. Ali na caverna não teria mais recursos, era só Elias e Deus. O limite do profeta seria testado. Até onde vai a força de um escolhido? É no momento de caverna que nossas forças são provadas, onde diminui totalmente o homem e cresce a força de Deus em nós. 
      Observe as provas que Elias passou e permita o Espírito Santo falar contigo:

terça-feira, 9 de abril de 2013

Segredo para o renovo espiritual.

     
"E estava ali a fonte de Jacó. Jesus, pois, cansado do caminho, assentou-se assim junto da fonte. Era isso quase à hora sexta." (João 4.6)


     Esta palavra é para quem já esteve, ou está cansado, quem precisa de renovo. É para alguém que reconhece que já lhe faltou forças para continuar no caminho. E para nosso consolo, vemos que até mesmo nosso Senhor esteve cansado do caminho. 
     E o que fez nosso Senhor quando se cansou? Vamos mergulhar nesta passagem, onde Jesus conversa com a mulher samaritana para sabermos do nosso próprio mestre o segredo para ser renovado na hora em que estivermos cansados do caminho.


  1. Picuinhas. Jesus tratou as barreiras que separam o povo de Deus. Os samaritanos era um nome dado aos israelitas representados pelas dez tribos do Norte, enquanto que judeus representava duas tribos do sul. Mas estas tribos na verdade eram todas descendentes de Israel, cada uma carregando o nome de um dos filhos de Jacó. Eram todos irmãos, mas havia uma barreira entre os samaritanos e judeus. Jesus quebrou essa barreira. Não deve haver barreiras entre irmãos. Indiferenças devem ser superadas. Para resolver isso, nosso Mestre oferece água viva!

segunda-feira, 8 de abril de 2013

O pedido do rei Salomão quando se viu só


“A teu servo, pois, dá um coração entendido para julgar teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal.” (1Reis 3.9)

Este memorável pedido de Salomão foi feito quando ele se encontrou só. Seu reino começou enquanto seu pai, o rei Davi, estava vivo. Nesta situação não seria tão difícil reinar. Na hora da dúvida, da decisão difícil, era só consultar o homem segundo coração de Deus e pronto, tudo estaria resolvido.
Mas após a morte de Davi, Salomão tinha que decidir por si só. Situações difíceis, dúvidas, julgamentos de rei, tudo isso o levou ao alto grande Gibeão para lá sacrificar. E em Gibeão lhe apareceu o Senhor de noite em sonhos e disse-lhe Deus: Pede o que quiseres que te dê.
O pedido de Salomão reflete um homem quando se vê só. Ele pede um coração entendido para julgar o povo. Um sábio pedido. O coração do homem é enganoso, e dele procede as saídas da vida. E se este coração deixar de ser enganoso e passar a ser entendido, teremos um coração cheio de sabedoria.
Seu pedido ainda é completado com uma situação real para um líder, Salomão queria um sábio coração para discernir prudentemente entre o bem e o mal. Se o rei de Israel pede isso, é porque ambos sentimentos se aproximavam dele, o bem e o mal, seja situação ou até mesmo pessoas, estes sentimentos eram uma realidade próxima ao rei, por isso ele precisava discernir quando era um ou outro.

sábado, 6 de abril de 2013

Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu.

“Para onde foi o teu amado, ó mais formosa entre as mulheres? Para onde virou a vista o teu amado, e o buscaremos contigo?”
“O meu amado desceu ao seu jardim, aos canteiros de bálsamo, para se alimentar nos jardins e para colher os lírios.”
“Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu; ele se alimenta entre os lírios.” 
(Cantares 6.1-3)

Bp Erisvaldo Pinheiro 
Palavra ministrada em 18/09/2012
             

Este diálogo inspirador foi retirado do livro escrito pelo sábio rei Salomão intitulado Cantares, ou Cântico dos cânticos. Um livro de muita importância na cultura judaica, que era lido para toda congregação na festa da Páscoa. De estilo poético, este belo e sucinto livro tem pelo menos três formas de interpretação, a literal, a típica e a alegórica. Nesta mensagem, vamos meditar usando esta última forma de interpretação.

Note que no diálogo há alguns personagens bem definidos. Um grupo de mulheres, uma amada e um amado mencionado por todas. Para definir quem cada um representa é importante observar que o diálogo gira em torno do amado, embora não haja nenhuma fala vinda dele. O grupo pergunta em tom questionador, enquanto a amada se defende falando do seu amado. Ora, naturalmente o amado aponta para Jesus Cristo que tem um profundo amor pela sua noiva, aqui representada pelo justo título de amada. E o grupo de mulheres, bem, percebo que elas vão ter uma representação para cada realidade daqueles que amam a Cristo.

  • Para onde foi o teu amado? Oh mais formosa entre as mulheres. Para onde virou a vista do teu amado e buscaremos contigo?
Perguntas aparentemente simples, mas com um olhar atento percebo um questionamento perigoso nelas. Perguntar para uma noiva para onde teria ido seu amado aponta de forma sutil uma indagação questionadora. Tipo, “ele não está aqui contigo”, ou “você não é a amada, então onde foi o teu amado”. O questionamento ainda é acompanhado com um elogio sórdido, ó mais formosa entre as mulheres, apontando o interesse de perturbar a amada. Se ela é a amada, e a mais formosa entre as mulheres, então o amado deveria estar ao lado dela, e se não está, o que ele estaria fazendo, nisso a noiva estaria em segundo plano na vida dele.

Questionamentos que você pode achar um exagero, mas perfeitamente atual se você apontar a amada para a Noiva do Senhor, a Igreja, eu e você. Questionamentos que a Noiva escuta nos dias de hoje, e o pior, acompanhado com o elogio sórdido. Situação vivida por aqueles que professam seu amor pelo Cordeiro, que declaram que pertencem a Ele, mas são questionados pelos grupos dos dias de hoje. Questionamentos que objetivam enfraquecer a fé de alguns, como “onde está o teu Deus”, “você não mais que vencedor, onde está sua vitória”, “você tem servido a Deus, então por que está nesta situação?” Para onde foi o teu amado mostra que o amado esteve com a amada, mas não está mais. Pessoas que vivem Cristo de forma intensa e com o passar do tempo vão se distanciando, e a voz de acusação logo dispara “para onde foi o teu amado”.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Sepulcros vazios.


Mateus 28,1-7

            A ressurreição de Cristo é uma das verdades essenciais do Evangelho. E nós temos a necessidade de crer e de promover essa verdade.
            Jesus já havia prometido que ressuscitaria: “Desde então começou Jesus a mostrar aos seus discípulos que convinha ir a Jerusalém, e padecer muitas coisas dos anciãos, e dos principais dos sacerdotes, e dos escribas, e ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia.” Mateus 16,21. Diante disso vale ressaltar alguns pontos do texto, não necessariamente na ordem que se apresentam.

1.    Estão buscando no meio de mortos Aquele que está vivo. As mulheres foram ao sepulcro zelar do corpo de Cristo, mesmo sendo conhecedoras do que o próprio Jesus já havia dito, que no terceiro dia ressuscitaria. E realmente não encontraram nada ali. “Vide e vede o lugar onde O Senhor Jazia” (V. 6). É nesse instante que O Senhor vem te falar: Sabe o teu sonho, que Eu te prometi ressuscitá-lo, ele não está mais aqui.  Meus irmãos, existem pessoas que guardam todos os sonhos e expectativas num determinado lugar e colocam uma placa escrita SEPULCRO. Essas pessoas até sabem que Cristo pode reviver esses sonhos, mais ainda no terceiro dia, vão lá, retirar a poeira, tentar organizar o seu sepulcro...sendo que o terceiro dia é o dia da vitória, o dia da comemoração, o dia de sonhar de novo, de se encher de alegria pela ressurreição, é o dia de ver o sepulcro vazio.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Apóstolo Pedro: mudança em quatro verbos


“E o Deus de toda graça, que em Cristo Jesus vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes padecido um pouco, ele mesmo vos aperfeiçoará, confirmará, fortificará e fortalecerá.” (1 Pedro 5.10)





Concluindo sua primeira epístola, o apóstolo Pedro relaciona esses quatro verbos, como ações do próprio Deus em nós: aperfeiçoar, confirmar, fortificar e fortalecer. Quatro verbos, quatro ações divinas, uma grande benção do Senhor para aqueles que foram chamados à sua eterna glória. Permita que o Deus de toda graça te presenteie com estes quatro verbos.



1.         Aperfeiçoará

Do infinitivo aperfeiçoar, que significa aproximar da perfeição e trazer melhoramento. Gosto dos dois significados. Aproximar da perfeição não me pressiona a ser perfeito, na verdade, me coloca próximo daquele que é Perfeito. O imperfeito sendo aproximado ao Perfeito, o imperfeito sendo melhorado por estar próximo do Perfeito, isso é ser aperfeiçoado. E Pedro tinha propriedade para falar disso. Olhe Pedro no início da caminhada. O falastrão que chegou a repreender Jesus, quando nosso Mestre mostrava que convinha ser morto e ressuscitar ao terceiro dia. O nervoso insensato que cortou a orelha de Malco. E o intercessor adormecido que foi exortado por Cristo por não conseguir vigiar nem uma hora com o Mestre. Um discípulo que precisava muito ser aperfeiçoado. Acima de qualquer falha, Pedro foi chamado à eterna glória. E foi aprendendo que era o seu Mestre que o aperfeiçoava.
Acho consolador a atitude de Cristo não desistir de aperfeiçoar seus escolhidos. Como na história do adestrador que se entristeceu por ouvir que seu cachorro não tinha mais solução. Respondendo apenas, “mas eu ainda não terminei meu trabalho com ele”. Jesus não desiste de nos aperfeiçoar. E quando você for apontados e acusado saiba que o Senhor te defende e diz que ainda não terminou o seu trabalho em você. Ele está te aperfeiçoando.
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