terça-feira, 2 de abril de 2013

Apóstolo Pedro: mudança em quatro verbos


“E o Deus de toda graça, que em Cristo Jesus vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes padecido um pouco, ele mesmo vos aperfeiçoará, confirmará, fortificará e fortalecerá.” (1 Pedro 5.10)





Concluindo sua primeira epístola, o apóstolo Pedro relaciona esses quatro verbos, como ações do próprio Deus em nós: aperfeiçoar, confirmar, fortificar e fortalecer. Quatro verbos, quatro ações divinas, uma grande benção do Senhor para aqueles que foram chamados à sua eterna glória. Permita que o Deus de toda graça te presenteie com estes quatro verbos.



1.         Aperfeiçoará

Do infinitivo aperfeiçoar, que significa aproximar da perfeição e trazer melhoramento. Gosto dos dois significados. Aproximar da perfeição não me pressiona a ser perfeito, na verdade, me coloca próximo daquele que é Perfeito. O imperfeito sendo aproximado ao Perfeito, o imperfeito sendo melhorado por estar próximo do Perfeito, isso é ser aperfeiçoado. E Pedro tinha propriedade para falar disso. Olhe Pedro no início da caminhada. O falastrão que chegou a repreender Jesus, quando nosso Mestre mostrava que convinha ser morto e ressuscitar ao terceiro dia. O nervoso insensato que cortou a orelha de Malco. E o intercessor adormecido que foi exortado por Cristo por não conseguir vigiar nem uma hora com o Mestre. Um discípulo que precisava muito ser aperfeiçoado. Acima de qualquer falha, Pedro foi chamado à eterna glória. E foi aprendendo que era o seu Mestre que o aperfeiçoava.
Acho consolador a atitude de Cristo não desistir de aperfeiçoar seus escolhidos. Como na história do adestrador que se entristeceu por ouvir que seu cachorro não tinha mais solução. Respondendo apenas, “mas eu ainda não terminei meu trabalho com ele”. Jesus não desiste de nos aperfeiçoar. E quando você for apontados e acusado saiba que o Senhor te defende e diz que ainda não terminou o seu trabalho em você. Ele está te aperfeiçoando.

quinta-feira, 28 de março de 2013

De dia Nicodemos, de dia!


DE DIA NICODEMOS, DE DIA!
João 3,1-6

Imagine você, que o seu namorado, prefira sair com você à noite e para lugares não muito movimentados. Você sempre estranhou essa postura dele, mas, um dia, depois que você se afastou por algum motivo, notou que outra moça o abordara. Curiosa você se aproximou e ouviu a moça perguntando: -Ei, você namora aquela moça? E ele gaguejando disse que vocês eram apenas conhecidos, na verdade tinha acabado de se conhecer! Qual seria sua reação?
Nicodemos, fariseu, um mestre em Israel, procurava Jesus somente durante a noite. Em escondido. Ele não queria ser visto com Cristo em público. Era um homem de ótima condição social, que ocupava um cargo importante. Durante o dia estava envolto em suas ocupações no Sinédrio. Intimamente deveria ter um vazio que era preenchido com os ensinamentos de Jesus.

terça-feira, 26 de março de 2013

O retorno do Rei e os seus três recepcionistas.


2 Samuel 19.15 “Então, o rei voltou e chegou até ao Jordão; e Judá veio a Gilgal, para ir encontrar-se com o rei, à outra banda do Jordão.”


             O cenário é de um dia após a batalha. Definido em versículo anterior como a vitória que se tornou, naquele mesmo dia em tristeza. Os inimigos do rei haviam sido derrotados, uma vitória para ser celebrada, a não ser por um detalhe, um dos inimigos era filho do rei. Os combatentes felizes pela vitória, enquanto que o rei chorava pelo final trágico do filho. A batalha cessara, e era hora do querido rei voltar à Jerusalém. O dia após a batalha marcaria o retorno do rei Davi à Santa Cidade. Na sua volta, o rei manda o alerta. Ele almeja ver aqueles que ele chama de meus irmãos, meus ossos e minha carne. Era para os anciãos de Judá recepcionar o rei.
               Um detalhe importante acontece aqui. Em seu retorno, o rei chega até o Jordão enquanto Judá veio a Gilgal. Observe que todos os homens de Judá espera o rei que ainda está no outro lado do Jordão. E é neste momento, conforme nos mostra os versos 16, 24 e 31, que apenas três destes homens vão além do povo e se apressam ao encontro do rei.
                O cenário é uma típica cena do Apocalipse. Após a batalha, alegrias de uns e tristezas de outros, o rei anuncia que está voltando. O povo o espera, enquanto três homens se adiantam e dão um passo a mais na direção do rei. Percebe a semelhança? Nosso Grande Rei também tem anunciado sobre sua volta iminente, e que acontecerá em meio às batalhas detalhadamente descritas no livro da Revelação. Aquele que será O Dia, também marcará alegria de alguns e tristeza, pranto e ranger de dentes para outros. E por último, o povo escolhido esperando seu retorno.
                Somente percebendo a semelhança entre o retorno do rei Davi à Jerusalém, e o retorno do Rei Jesus à sua Igreja é que podemos olhar com mais atenção à atitude dos três homens que se apressam para receber o rei. Eles se destacam e se diferenciam do restante do povo. E de um povo de milhares de pessoas, apenas o nome destes três são mencionados.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Absalão e os outros ladrões de coração.


“Furtava Absalão o coração dos homens de Israel.” 2Sm 15.6b


Estratégia e perspicácia definem o plano de Absalão. Num período de quatro anos, este príncipe arquitetou um plano para chegar ao ponto mais alto da realeza israelita. Um plano difícil, pois seu pai, o grande rei Davi, tinha pelo menos uns treze filhos. Treze candidatos ao trono. Mas a candidatura de Absalão fugia da lógica, ele queria muito o trono, e se seu próprio pai fosse o empecilho...
                Davi havia sido um homem que tinha conquistado o coração de Israel. Havia sido aclamado rei daquela nação. Absalão, seguia os passos do pai com uma sutil diferença, ao invés de conquistar, ele roubava os corações.
                Armou seu plano justamente no acesso do povo ao rei. Quando um israelita vinha à presença do rei para apresentar alguma causa, lá estava Absalão usando suas estratégias.
                Observe que esse relato aponta para uma realidade muito comum nos dias de hoje. Estratégias ainda são feitas para impedir eu e você de termos acesso ao Grande Rei. É como se essa passagem das escrituras fosse tipos, o povo israelita sendo o povo de nossos dias, Absalão sendo tudo aquilo que pode ser representado para nos impedir o acesso ao Senhor, e o rei Davi como um tipo de Cristo, aquele que é o Rei dos reis.
                Toda a trama de Absalão se concentrou no acesso do povo ao rei. Alguém tinha um problema e precisava apresentá-lo ao rei, lá estava Absalão no meio do caminho. Causas difíceis, audiências, pedidos, gratidões, tudo que poderia motivar alguém para ir à presença do rei, Absalão se colocava antes do rei usando estratégias para roubar o coração do povo.
                Suas estratégias envolviam:

segunda-feira, 18 de março de 2013

Não podemos ser Pilatos.


          

Pôncio Pilatos teria sido apenas mais um governante de terras consideradas bárbaras pelo Império Romano, se não fosse um detalhe. Pilatos esteve frente a frente com Cristo num momento crucial da história. O momento do julgamento do Filho de Deus.

Um governador de províncias romanas, como era o caso da Judéia, tinha funções estabelecidas pelo imperador. Mas manter a ordem social era mais que uma função, era um lema. Roma não queria problemas com terras já conquistadas. Recolher tributo e julgar questões mais difíceis que poderiam envolver a pena máxima, também eram funções do governador.

Os quatro evangelhos registram o momento em que o governador da Judéia tem a responsabilidade de julgar a Jesus. Os relatos se completam. Em cada um, há um registro que nos traz um ensinamento útil para os dias de hoje:

Tornou, pois, a entrar Pilatos na audiência, e chamou a Jesus, e disse-lhe: Tu és o Rei dos Judeus? Respondeu-lhe Jesus: Tu dizes isso de ti mesmo, ou disseram-to outros de mim? (João 18:33-34)

A liderança judaica acusa o Mestre de tumultuar as cidades, de incitar a multidão causando danos à ordem pública, e de se declarar rei dos judeus. As acusações vão de encontro à responsabilidade máxima de um governador de províncias romanas. Roma tinha aversão a tumultos.

Mas para Pilatos, sua atenção fixou na última acusação. Em alguns detalhes dos relatos bíblicos, percebemos que o governador da Judéia conhecia as escrituras daquela província. O fato de Jesus se declarar rei dos judeus inquieta Pilatos. Ele não pergunta se o réu era um tumultuador. Ele quer saber se o réu era o Rei dos judeus.

Ainda é o início do julgamento, e Jesus faz uma pergunta simples e profunda. Imagino uma chance sendo dada. Imagino Jesus dando uma chance a Pilatos de confessar o reino de Deus. Cristo pergunta: Tu dizes isso de ti mesmo, ou disseram-to outros de mim? Observe que nosso Mestre queria que Pilatos declarasse se ele reconhecia o Reino ou se apenas ouvira falar.

Reconhecer Cristo como Rei é diferente de ouvir falar de Jesus. Conhecer Cristo pessoalmente reconhecendo seu senhorio sobre sua vida é algo bem diferente de apenas ouvir falar de Jesus. Hoje ainda há pessoas que ouvem falar de Jesus, tem a chance de confessar o Reino de Jesus, mas, como Pilatos, se esquivam e ‘deixa isso pra lá’.

terça-feira, 12 de março de 2013

Crente velho ou crente renovado?


Rm 12.2 E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

1Sm 18.29 Então Saul temeu muito mais a Davi e Saul foi todos os seus dias inimigo de Davi.

     No capítulo 18 do primeiro livro de Samuel, a história  entre Saul e Davi entra em colapso. Como num jogo de gato e rato, Saul não consegue mais disfarçar, nem mesmo tolerar o sucesso de Davi.
Saul havia sido ungido primeiro, mas sua postura de não reconhecer seu erro, e pior, apontar os 'outros' como culpados de suas falhas, fez com que Deus ungisse outro em seu lugar. Um mais quebrantado. Errante também, mas que reconhece seus pecados.
     Então, neste capítulo em questão, temos dois ungidos. Um ungido mais antigo, e mais novo. Temos dois crentes. O crente velho, e o crente novo. Dois personagens que exemplificam muito a situação vivida hoje em dia. Aqueles crentes velhos de um lado, e os outros crentes que se permitem serem renovados.
   

segunda-feira, 11 de março de 2013

Amor pelas almas


AMOR PELAS ALMAS

TEXTO: Lucas 15,1-7

            Meus irmãos,
            A graça e a Paz do Senhor Jesus.

            Como filhos do Altíssimo, nós sempre desejamos a presença de Cristo. No entanto, muitas vezes ficamos orgulhosos, no sentido mal da palavra, de podermos contar com essa presença. O orgulho , assim como fez com Lúcifer, nos separa de Deus.
            Quando vemos uma pessoa afastada dos caminhos do Senhor, sentimos “pena” e clamamos pela misericórdia de Deus, clamamos a Deus que vá em resgate desse perdido. “Nós estamos seguros, mas aquele que está longe está perdido.” Essa posição orgulhosa nos leva para longe de Cristo. É isso mesmo! Nossa posição de “ovelhas brancas”, uma posição de salvo, mas sem atitudes (palavra da moda que pode ser trocada por obras) com um sentimento hipócrita de pena por aquela “ovelha negra”, nos retira da presença de Jesus. Veja o que o texto diz: “Que homem dentre vós, tendo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove, e não vai após a perdida até que venha a achá-la?” v. 4(meu sublinhado).
           
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