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Atraídos pelo Senhor



Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração.
E lhe darei as suas vinhas dali e o vale de Acor, por porta de esperança; e ali cantará, como nos dias da sua mocidade e como no dia em que subiu da terra do Egito. (Oséias 2.14-15)


O livro do profeta Oséias é um dos livros mais surpreendentes da Bíblia. Narra a história de um relacionamento entre um esposo apaixonado e uma esposa infiel. Esse relacionamento tipifica a relação entre o Senhor e Israel, seu povo. No Velho Testamento, o relacionamento entre Deus e seu povo é tipificado pela aliança matrimonial. Deus, como o esposo apaixonado, e Israel, a esposa infiel (confira Ezequiel 16:8-14) No Novo Testamento ocorre uma mudança de relacionamento. A aliança recorrente é a de noivado. A Igreja, sendo a noiva adornada, a o Senhor Jesus, como o noivo que está preparando o lugar na mansão do Pai para sua noiva (Ef 5:25-27,32; Ap 21:2-3, Jo 14.2-3).


Essa diferença de relacionamento é muito importante. No capítulo onze da carta que Paulo escreveu aos romanos podemos encontrar uma explicação para esses dois tipos de aliança. Israel é tipificado por uma oliveira e nós, os gentis, por um zambujeiro. Ao se tornar participante da salvação pela fé em Jesus Cristo, somos enxertados na oliveira. Somos um galho enxertado na oliveira. Essa diferença me causa temor! Caso não produzo frutos, posso ser cortado dessa oliveira e ser lançado no fogo (Jo 15.5)! Isso é coerente com a aliança de noivado, valiosíssima, porém, pode ser quebrada!



Por outro lado, o Novo testamento abre um outro tipo de relacionamento ainda. Um relacionamento ainda mais excelente. O Senhor Jesus se relaciona com Deus como Pai e Filho. E nos ensina a fazer o mesmo (Mt 6.9). Veja que esse relacionamento é inquebrável! Não pode existir um ex-pai ou um ex-filho... através da fé no Senhor Jesus, nos relacionamos com Deus com uma aliança ainda mais poderosa, onde não há distinção entre judeu ou gentio, a aliança de sangue, de Pai e filhos!



  • Atrairei
Esses tipos de relacionamento nos mostra o quanto Deus ama seu povo. No versículo lido, O Senhor começa sua sentença dizendo que "eu a atrairei". O povo de Deus, aqui sendo tipificado pela amada, será atraído pelo próprio Deus para mais perto dEle. Isso mostra que essa pessoa não está tão próxima o quanto poderia estar. Mostra que essa pessoa pode estar distante ou até mesmo fora da posição ideal. Mas o amor de Deus é forte o suficiente para atrair essa pessoa para mais perto de sua santidade e presença! Precisamos disso! Precisamos ser atraídos para mais perto de Deus. Talvez pela pouca força, ou pelas tribulações da caminhada, não estamos no lugar que deveríamos estar, mas Deus promete aqui que vai atrair os seus para perto dEle. 

  • E levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração
Deus declara seu propósito de remover seu povo de onde está para levá-lo ao solitário deserto. Isso é necessário, pois no deserto, sua amada não se distrai e pode ouvir a voz de Deus em seu coração. Lembre-se que na primeira vez que Deus levou seu povo ao deserto, acontecia grandes sinais e prodígios. Aqui, Deus quer levar mais uma vez seu povo ao deserto, mas pretende falar ao coração. Isso aponta para o relacionamento que Ele deseja. Um relacionamento de intimidade e proximidade, sem espetáculos ou manchetes. 

  • E lhe darei as suas vinhas dali
Isso me impressiona. Lembre-se da sequência,  Deus atrai sua amada e a leva ao deserto para falar ao seu coração. E mesmo na escassez do deserto, o Senhor faz brotar vinhas dali! É o tipo de provisão inesperada que só o Senhor pode fazer. Vinhas no deserto! O problema é que alguns querem desfrutar logo dessas vinhas... a sequência ainda é válida. Ser atraído, ser levado ao deserto, ter o coração suficientemente quebrantado, tratado e santificado para ouvir a voz de Deus, e ai sim, as vinhas! Precisamos mesmo aprender essas coisas.

  • Vale de Acor, por porta de esperança
A sequência das promessas é forte. Aqui o Amado vai remover o Vale de Acor de sua amada. Acor significa perturbação e foi o lugar onde Acã morrera como perturbador de Israel (Js 7.25-26)  Aquilo que perturba e atrapalha sua amada será removido. Mais que remover, Deus promete trocar o vale por uma porta. A porta tem um nome, esperança. Deus anuncia o fim do vale e do deserto. Ele mesmo prepara uma porta, uma saída, um escape (1Co 10.13). Deus deseja que sua amada tenha esperança. Mesmo no deserto, ou no vale, uma porta de esperança é preparada pelo Senhor. Uma porta que ninguém pode fechar... Uma porta que é aberta pela fé em Jesus Cristo, que se denominou "eu sou a porta" (Jo 10.9).

  • E cantará 
Deus, aqui tipificado como o esposo aliançado, restaurará o cântico de sua amada. Esse cântico foi silenciado pelos anos de infidelidade. O cântico restaurado será "como nos dias da sua mocidade", ou seja, um cântico com força e vigor. A amada é renovada e cantará como nos dias da mocidade. Oro ao Senhor, que esse renovo se estenda sobre nós!

O cântico restaurado será, ainda, "como no dia em que subiu da terra do Egito". Quando o povo de Deus atravessou o Mar Vermelho, saindo do Egito, cantou uma canção (Êx 15.1-19). Ao deixar adormecer a chama de seu primeiro amor, essa canção de adoração foi cada vez mais se silenciando. Ficamos consolados ao ver aqui nestes dois versículos de Oséias a descrição da Israel de Deus arrependida e restaurada, cantando novamente.

Minha oração é, que sejamos atraídos por Deus, que voltemos a cantar o cântico restaurado do primeiro amor. Deus ama relacionamentos. Deus ama se relacionar com seu povo. Deus ama o cântico de seus filhos. Deus nunca se esqueceu daquele cântico quando seu povo subiu do Egito. Deus guarda na memória, meu querido leitor, os seus cânticos de adoração de quando você saiu do Egito. Deus hoje te atrai, para você cantar, como no primeiro amor. Então, cante pra Ele!


Que a paz de nosso Senhor Jesus repouse sobre ti,
Erisvaldo Pinheiro Lima
Palavra ministrada em 06 de Março de 2014
Comunidade Evangélica Arca da Aliança


Fonte de pesquisa:

  • Comentário Bíblico MOODY. Editado por Charles F. Pfeiffer. Vol 3. Editora Batista Regular do Brasil.

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