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Pedra incrível nas mãos de um Deus maravilhoso

E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus. Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela; Mateus 16:17-18


Bp Erisvaldo Pinheiro
Mensagem ministrada para Departamento de Jovens Adonnay, 
no retiro espiritual da Comunidade Evangélica Arca da Aliança, 
em 03 de Fevereiro de 2014.


Querido leitor, você é uma pedra. Não uma pedra qualquer, mas uma pedra incrível nas mãos de um Deus Maravilhoso! Para te mostrar isso, peço que medite nas quatro perguntas abaixo:

Como você se vê?

A resposta depende muito de como foi sua infância. Alguns de nós cresceram num lar onde os pais eram presentes e encorajadores, passando um sentimento de confiança tão necessário na vida adulta. Outros, porém, e acredito ser a maioria, tiveram na infância fatos vividos que marcam a forma como se vê.

Em dez anos de trabalho com crianças, adolescentes e jovens percebo pelo menos três respostas para essa pergunta acima, que evidenciam uma auto-estima marcada por memórias da infância:


  • Pais ausentes: "Não tenho a atenção de meus pais porque não sou importante".
  • Pais violentos: "Meus pais são agressivos porque eu sempre faço tudo errado".
  • Pais exigentes: "Meus pais cobram muito de mim porque não consigo ser bom o bastante".
Esses pensamentos vão internalizando a ponto de afetar a auto-estima, onde a pessoa vai procurar ser bom em alguma coisa que receba reconhecimento e valor. Uma compensação para quem aprendeu que não era importante, que fazia tudo errado ou que não era bom o bastante. Alguns se destacam em algum esporte, outros em alguma área musical. Alguns se destacam no estudo ou no trabalho. Do outro lado da moeda, há aqueles que percebem que são bons com garotas e outros em intimidações e violência. Acabam compensando as vozes internalizadas se destacando naquilo que sabe fazer.  

Mas, os resultados variam até mesmo no que sabemos fazer. Uma hora não conseguimos fazer direito e acabamos frustrando pessoas. É a hora que a auto-estima é ferida novamente, pois é como se a pessoa não tivesse sido bom o bastante pra sua família e agora não o conseguiu ser para seus círculos de convívio. São nestes dias que olhamos no espelho e perguntamos que tipo de pessoa você é, para seus pais, para seus irmãos, para seus colegas, para você mesmo, é principalmente para Deus. São dias que acreditamos que não vamos conseguir, que não somos importantes e que não somos bom o bastante para agradar essas pessoas, que já erramos demais e que não tem mais como mudar.


Como Deus te vê?


Imagina a primeira pergunta sendo feita para Deus. A resposta não seria diferente disso: Sou Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Veja que Deus não tem problema de auto-estima. Ele se declara abertamente que é uma pessoa maravilhosa. Veja também que ao final de cada dia de trabalho da criação, ele olhava para o que tinha feito e dizia fiz um bom trabalho! Essa exclamação se repetiu do primeiro ao quinto dia de trabalho. Mas no sexto dia ele olhou para o que tinha feito e sua exclamação foi fiz um ótimo trabalho! No sexto dia, o Senhor criou o homem e mulher, e da mesma forma que herdamos a pecaminosidade de Adão e Eva, herdamos também a exclamação de Deus naquele dia. Em outras palavras, é como se Deus ao te fazer no ventre de sua mãe dissesse fiz um ótimo trabalho!

Veja querido que Deus se define como uma pessoa maravilhosa e te define como uma obra incrível de suas mãos. De fato, Ele é maravilhoso, e você é incrível!

Como você deve se vê?

Repare algo interessante no texto bíblico apresentado no início. Jesus chama o conhecido Apóstolo pelo seu nome de infância, Simão Barjonas, e em seguida enfatiza dizendo te digo que és Pedro. É como se o Mestre estivesse mostrando que conhecia o passado de seu discípulo, que conhecia suas marcas de infância e suas heranças comportamentais (Barjonas = filho de Jonas). Jesus demonstrou que sabia a origem de seu escolhido, que sabia de suas falhas e fraquezas, e ainda assim proclamou és Pedro! Seu novo nome significa pedra, algo sem valor para a maioria. Mas essa mesma pedra seria colocada nas mãos do Senhor e seria arremessada contra o coração de três mil homens em pentecostes! Sem valor para a maioria, mas tem um efeito incrível nas mãos do Senhor.

Querido leitor, você pode ter sido um Simão Barjonas durante sua infância, com marcas que ficaram cravadas até os dias de hoje, mas ouça a voz do Senhor que te chama és pedra. Pode até não ter valor para a maioria, mas nas mãos do Deus, és uma pedra incrível, que vai ser arremessada contra corações endurecidos que serão quebrantados diante do Senhor, que vai ser arremessada contra gigantes que tenta parar o guerreiro do Senhor em seu caminho. É assim que você deve se vê, como uma pedra incrível nas mãos de um Deus maravilhoso!

Como você vê os outros?


Sair por aí dizendo sou uma pessoa incrível, pode parecer arrogância para alguns. É aí que entra essa última pergunta, como você vê os outros? Para responder, repare nesse milagre incrível que nosso Senhor operou.

No evangelho que escreveu Marcos, em seu oitavo capítulo, vemos a narrativa de um milagre interessante. Na pequena cidade de Batsaida, terra natal de Pedro, trouxeram um cego diante de Jesus. O mestre o levou para fora da aldeia e operou a primeira parte do milagre. O cego via os homens como árvores que andam. Numa segunda intervenção do Senhor, aquele homem agora já tinha sua visão totalmente restaurada. Ele já conseguiu ver as pessoas de forma correta.

Não é assim conosco também?

Alguns são cegos o suficiente para não enxergar mais ninguém em seu redor. Outro veem as pessoas como meras árvores! Como se o próximo somente servisse para seu próprio proveito.

Devemos ter nossa visão restaurada. Devemos não apenas nos vermos como pessoas incríveis nas mãos de um Deus maravilhoso. É necessário vermos nosso próximo como pessoas incríveis nas mãos de um Deus maravilhoso. Isso também é amar nosso semelhante. Assim não há orgulho ou soberba. Sou incrível, você pode pensar, e estou na companhia de pessoas incríveis.

Minha oração, querido leitor, é que o Senhor restaure sua visão. Que você se veja como Deus te vê, como uma pessoa incrível, uma pedra incrível nas mãos do Deus maravilhoso. Que você entenda melhor as pessoas ao teu redor, pois são incríveis também. E que suas marcas do passado sejam curadas por aquele que te conhece tão bem, que sabe da tua história. Te digo que és Pedro seja ouvido em seu coração também. Você não é o que a vida te ensinou a ser, és pedra incrível nas mãos do Deus Maravilhoso!




Fonte de estudo:
Larry Titus, Teleios - O Homem Completo. Ed. Graça Editorial

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